História Almas Perdidas - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Ally, Camila, Camren, Dinah, Lauren, Normani, Sobrenatural
Exibições 59
Palavras 1.964
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Super Power, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Número 0.3


          Acho que fiquei apagada por alguns minutos, pois não me lembro nem da dor do impacto do meu corpo no chão, que por acaso está bem frio.        

          Minha visão está embaçada e meus ouvidos não captam direito nenhuma palavra que faça sentido das garotas. Está tudo muito confuso na minha cabeça. Olho para o buraco em que cai e vejo Ally e Dinah aos berros. Deve ter pelo menos cinco metros de altura daqui até lá.  

          As vozes das garotas se envolviam fazendo soar apenas barulhos ensurdecedores. Não consigo entender uma única palavra. Tento me levantar, mas a tontura me invade me impedindo de me movimentar, assim como meu corpo dolorido também. Consigo ouvir nitidamente um “Você está me ouvindo?”, porém, não consigo identificar de quem.       

          Alguns segundos depois e minha tontura se dissipa. Levanto-me com certa dificuldade tirando os destroços de cima de mim e enquanto os jogava para longe, uma dor aguda atinge meu braço esquerdo me fazendo gemer baixinho e me contorcer. Olho o local torcendo para que não fosse nada de mais, mas prendi a respiração quando vi um pedaço de madeira com uns dez centímetros de altura e quatro de comprimento atravessado no meu braço dolorido.          

          — Você está bem, Lauren? — pergunta Allyson num tom preocupado.     

          — Sim... Eu só... — minha voz sai quase inaudível. Fiz uma careta de dor ao tentar, sem sucesso, retirar a madeira fincada no meu braço, quase se fundindo com meu DNA. Consigo mexer os dedos normalmente, o que significa que não fraturei nenhum osso. — eu estou com uma madeira atravessada no braço.

          — Acho que eu vou vomitar. — murmura Ally botando a mão na boca e saindo do meu campo de visão. Ela nunca foi muito boa em ver ferimentos e eu a entendo. Nem eu queria ver o meu próprio machucado.           

          — Lauren, você consegue ver uma saída? — pergunta Dinah se mantendo firme. Ela se dá melhor com essas coisas do que qualquer um que conheço. Até porque, seu sonho é ser uma médica rica, como ela brinca ao dizer.         

          — Está muito escuro aqui. — digo forçando a vista e me obrigando a olhar ao redor, mas a escuridão preenche o local todo, sendo apenas iluminado pelo buraco em cima da minha cabeça. 

          — Segura! — ordena ela me jogando o seu celular, já que eu não saio com o meu nunca.         

          É nessas horas que agradeço ter Dinah como minha amiga. Seu pensamento rápido ajuda em muita coisa, apesar de que nunca precisamos desse seu dom para algo parecido com o que está acontecendo. Sempre foi mais para sairmos de uma enrascada com professores e alunos, já que meu temperamento não é o dos melhores. Confusão seria quase meu sobrenome.       

          Ligo a lanterna do celular e começo a caminhar a procura de uma saída. Decido seguir para a direita.            

          A lanterna faz o lugar ficar mais macabro do que parece. Pinturas de todos os tipos decora o que parece ser um porão. Reparando melhor nos quadros, parecem ter saído do próprio inferno, sendo pintada pelo demônio. Algumas tinham homens estuprando mulheres e crianças. Em outra, corpos empilhados formando uma montanha de sangue e um cara segurando uma espada ensanguentada com a lâmina virada para o céu. E uma me chamou mais a atenção que as demais: uma mulher, aparentemente triste, segura um bebe que não parece ser humano em seus braços. Isso vai perturbar minha mente por um longo tempo.   

          Continuo a caminhada e acho finalmente uma escada. Um suspiro de alivio sai de minha boca sem que eu percebesse.   

          Subo as escadas e abro a porta.         

           — Dinah! — chamo. Ouço vozes à minha direita e a sigo dando de cara com uma Dinah rodando de um lado para o outro e uma Allyson estática olhando a porta da frente, que agora, misteriosamente, voltara para o lugar. — Dinah o que aconteceu?    

          Dinah me olha e apenas corre para me abraçar. Era um abraço apertado o que me fez gemer de dor baixinho.

          — Desculpa. — desculpou-se me soltando e me olhando com um semblante assustado. Franzo o cenho com sua expressão. — A porta... — tenta dizer — ela voltou onde estava como se você não tivesse a derrubado. E agora não conseguimos mais abrir. 

          Sem a responder, vou até a porta e com a mão que não está machucada a forço para que se abra. Nada. É como se tivesse reconstruído a porta e a deixado novinha em folha.

          — Lauren vem aqui. — me chama Dinah, sua voz embargada mostra o quanto ela está apavorada. — Deixe-me cuidar do seu braço.

          Caminho até ela e me sento em uma poltrona encarando Allyson que estava sem a menor reação. Nem imagino o que ela tenha visto para ficar tão calada desse jeito.

          — O que aconteceu com ela? — pergunto sussurrando para Dinah referindo-me a Ally enquanto ela rasgava um pouco da sua blusa para enrolar no meu braço ainda com a madeira.

          — Eu não sei. Ela apenas ficou parada olhando para a porta. Como não falou nada e eu achei estranho a porta ter voltado para onde estava, fui ver se estava trancada. Bem, acho que você sabe a resposta. — eu apenas assenti sem saber ao certo o que responder.

          Lembro-me da primeira vez que Allyson ficou desse jeito. Uma semana inteira ela parecia estar no mundo da lua. Depois que tudo passou, ela nos contou o que tinha acontecido. No dia do enterro de seu pai, há um ano, Ally viu algo parecido com um bode meio humano. O bicho encarava o caixão com um sorriso macabro, como se gostasse do que tinha visto. Ela até mesmo desenhou o que viu e era bem bizarro. Eu não acreditei. Nunca acreditei nessas coisas realmente na verdade. Já Dinah tanto acreditou como ficou com medo junto com ela.          

          Agora vejo que talvez tenha sido verdade.

          Me sinto mal por não ter acreditado nela. Mesmo não falando em voz alta que não acreditava, ainda me sinto mal por isso.

          — O que vamos fazer? — indaga Dinah ao terminar de arrumar o pano no braço. Ela será uma médica incrível.

          Na realidade não queria fazer nada. Queria ver uma dessas coisas de perto e até o enfrentar. Mesmo sendo loucura, queria ficar aqui e esperar que alguma coisa acontecesse, por que eu só acreditaria cem por cento vendo. Mas não quero que nada de ruim ocorra com as duas.

          — Vamos sair daqui, oras! — digo me levantando como se fosse óbvio, mesmo não sendo.       

          — E o que você pretende fazer? Você é um cupim por acaso? Vai roer a madeira e fazer um buraco na parede para nós sairmos? — olho para Dinah que está ficando um tanto alterada — Qual é Lauren! Estamos num quadrado de madeira que mais parece aço! É como se quando a gente entrou tudo aqui dentro mudou junto.

          Ótimo. Estamos presas. Não sei o que é pior, ficar presa com essas duas — mesmo as amando é torturante — ou morrer de fome. Acho que fico com a segunda opção. Ficar sem comida ainda é a pior coisa para alguém.         

          Então um cheiro forte de enxofre se fez presente no lugar. Até mesmo Allyson saiu de seu transe quando sentiu o leve aroma infernal. Ela olha para mim como seu eu fosse à culpada por qualquer que tenha sido o motivo do odor. Eu apenas dei de ombros mostrando que não tinha nada a ver com isso.

          Olho para trás ao ouvir o som ensurdecedor de Dinah gritando e me surpreendo ao me deparar com fortes labaredas de fogo se formando da cozinha e vindo em nossa direção. Um estrondo parecido com a de um canhão se fez audível e uma bola de fogo foi lançada em nossa direção. Creio que tenha achado uma coisa pior do que morrer de fome: ser assada feito carne de porco.

          — Cuidado! — grito me jogando para o lado sem pensar duas vezes. Em seguida o fogo se chocou na porta que, como se fosse feita de ferro, nem se mexeu. — Qual é?! Acho que prefiro morrer afogada em vez de tostada igual um porco no meio do churrasco. — Talvez não fosse a melhor hora para piadas, mas eu não seria eu se não fizesse graça nas horas mais inconvenientes. 

          — Cale a boca, Lauren! — vocifera Allyson protegendo a cabeça de algumas madeiras que cai do teto em cima dela.      

          Mais uma bola de fogo veio em minha direção e rapidamente me abaixo jogando meu corpo todo no meu braço machucado, me fazendo soltar um gemido doloroso. 

          — Lauren! — chama-me Dinah. — Você está bem?

          — Sim. — respondo positivamente para ela sem conseguir exatamente raciocinar por conta da dor. — Nós precisamos sair daqui.

          Forço a mim mesma a me levantar, mas sou obrigada a voltar para o chão quando mais uma bola de fogo é jogada para cima de mim. Não possível a minha sorte. Só eu estou sendo alvo aqui?      

          — Ok senhorita óbvio. — zomba Allyson. Ally geralmente é assim quando está assustada, parece tirar completamente o seu lado bondoso de si para me fazer de saco de pancada emocional. Bem, eu nunca liguei, no entanto. — Como faremos isso?

          Na realidade não faço a menor ideia de como sair daqui. Tentei não entrar em desespero porque eu sempre fui a mais corajosa — ou maluca — das três. Se eu demonstrar medo a elas, não sei como nos sairíamos.    

          Forço minha mente a trabalhar. Pense Lauren. Você está prestes a morrer queimada, pense em alguma coisa droga! Espere. Queimada. Por alguma razão bolas de fogo estão sendo jogadas em nossa direção — na minha, no caso.  Se eu fizer as bolas de fogo se chocar em apenas uma direção, talvez a madeira se rompa deixando uma brecha para passarmos.

          — Se escondam. — ordeno sendo prontamente obedecida.

          Respiro fundo algumas vezes buscando a coragem que insistia em me abandonar e quando a encontro, levanto-me e me posiciono em frente a uma parede. Espero pela bola de fogo e sorrio ao ver a luz forte vermelha ser jogada em minha direção. Caio no chão novamente e repito o processo algumas vezes.

          Está dando certo!

          O impacto das bolas de fogo na madeira fez uma rachadura se formar do tamanho suficiente para passarmos. Sinalizo para que as duas saiam do esconderijo e se posicionaram do meu lado entrelaçando nossas mãos. Quando fiz menção de me mexer, um balde que tem uma pintura talhada em vermelho imitando o fogo à minha esquerda me chama a atenção. Aquilo explodirá assim que as chamas chegarem perto.

          Ainda buscando a calma, respiro fundo tomando minha decisão.  

          — Corram até lá! — ordeno para as duas que franzem o cenho.

          — O que você... — interrompo Dinah.          

          — Vão! Agora! — grito as empurrando, e hesitante elas me obedecem.

          Quando elas passaram pelo buraco, corro para o balde e vejo a quantidade de liquido inflamável que contem ali. Isso não vai ser bom.     

          Empurro com dificuldade — já que só estou usando uma única mão — para o centro da sala, onde o fogo ainda não foi consumido. Porém, o fogo logo me persegue como se tivesse vontade própria, vindo direto para o balde. Sem esperar para ver o que aconteceria, corro para o buraco o mais rápido possível.

          — Abaixem! — grito com toda a força dos meus pulmões quando passei pela fenda e logo em seguida uma explosão foi ouvida e meu corpo jogado bruscamente para frente.

          Meu ouvido zune como mil abelhas na cabeça. Meu braço mais do que nunca doí como se estivesse sendo rasgado de dentro para fora. E meu corpo mal é sentido. Olho para cabana que agora milagrosamente parecia ter sumido junto com minha sanidade.

          Como um lugar tão grande daquele em chamas some sem nenhum vestígio?

          Ouço algumas tosses e meu nome ser pronunciado. Mas eu estou tão tonta que a ultima coisa que eu vejo é à mesma garota que me levou até aqui a alguns metros, afastada, no meio da floresta.          
 



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