História Almas Sombrias - O Estripador de Lynnwood - Capítulo 7


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Abel, Bruxas, Caim, Fantasia Urbana, Lendas, Originais, Vampiros
Exibições 9
Palavras 1.202
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Como prometido, dois capítulos serão postados hoje.
Estou feliz porque o número de leitores tem aumentado, apesar da maioria não comentar. :(
Independente disso, SEJAM MUITO BEM-VINDOS!

Capítulo 7 - Capítulo Seis


Fanfic / Fanfiction Almas Sombrias - O Estripador de Lynnwood - Capítulo 7 - Capítulo Seis

- Candace Mary Kidman? – uma voz grave ecoou por toda a sala de espera. A garota trocou um olhar com Zach antes de caminhar até o médico, um homem negro e dono de tranquilos olhos cor de chocolate. – Srta. Kidman?

- Sim.

- Meu nome é Victor Saint – apresentou-se, dando-lhe um firme aperto de mão. – Pode me acompanhar?

Candace se limitou a assentir e segui-lo pelos corredores sem vida do hospital até chegarem a um elevador. O tempo parecia correr devagar e ela tinha certeza que, se parasse por um instante, sentiria seu corpo flutuar. Somente ao chegarem ao seu destino final, ela pareceu despertar do transe em que se encontrava.

Dentro da sala drasticamente mais gelada que o resto do prédio, os pelos do seu braço se arrepiaram. Victor observava com atenção a prancheta que carregava consigo. Então, abriu uma das diversas gavetas do necrotério. Ali dentro havia um cadáver coberto por um tecido branco. Antes de fazer qualquer movimento, o médico trocou um olhar com a garota.

Candace engoliu em seco, aproximando-se.

A visão do corpo descoberto lhe trouxe vertigens. Era impressionantemente medonho. Cobrindo a boca com as mãos trêmulas, Candace lhe deu as costas.

- Tudo bem, Srta. Kidman? – questionou Victor, com uma voz serena.

Candace assentiu, obrigando-se a virar e enxergar com clareza através das lágrimas.

O corpo estirado diante dela era de um homem. Sua pele estava pálida e acinzentada, em parte carbonizada e coberta de sangue. A face deformada e obscurecida dava-lhe um aspecto aterrorizante, cavando uma cova em sua mente.

Engolindo o choro e o medo, a garota se aproximou ainda mais, tentando ignorar o cheiro que emanava dele. Candace estava à procura de detalhes, sinais, qualquer coisa que indicasse que aquele homem não era o seu pai.

Seu amado pai, Paul.

Após percorrer os olhos pelas partes chamuscadas, Candace se concentrou nas partes ilesas. Sua mão esquerda, gélida, pálida e imóvel, fora quase inteiramente poupada. Uma aliança de ouro repousava no dedo anelar e, quase no centro da palma, havia uma pinta escura. Uma marca de nascença que seus filhos também possuíam.

As lágrimas fluíram através de seus olhos, inocentes e belíssimas cachoeiras. Candace soluçou, em desespero, cobrindo a face com as mãos novamente. Ela queria se esconder, se enterrar em um abismo profundo. Seu coração quase saltava de seu peito – uma dor dilacerante o apunhalava. Era como se um arame farpado o envolvesse, matando-o, trucidando-o e dizimando tudo o que havia nele.

- É o meu pai... – disse apenas, tentando evitar o olhar do médico. Candace odiava chorar daquela forma na frente dos outros, mas não conseguia evitar.

Assentindo em silêncio, Victor fez anotações em sua prancheta e agradeceu pela colaboração da garota. Candace franziu o cenho, sem compreender o que aquilo significava.

- E a minha mãe? – questionou, limpando o nariz que escorria inconvenientemente. O médico lhe lançou um olhar cético, demorando-se a respondê-la.

- Apenas um corpo foi encontrado – disse. – Achei que a senhorita estivesse ciente.

- Não... – sussurrou, enraivecida de repente.

Por que diabos não me falaram disso? Não faz sentido algum.

- Sinto muito.

Candace expirou o ar com raiva. Sabia que não havia razão para descontá-la no médico, mas sua lógica e razão estavam enterradas no fundo da mente, deixando o comando nas mãos das emoções.

- Eu a acompanharei até...

- Não, muito obrigada – afirmou, já marchando em direção à saída.

 Candace não sabia se era capaz de refazer o caminho até o saguão, onde Zach a esperava. Suas pernas, bambas e frágeis, a guiavam de volta, mas seus pensamentos estavam em outro lugar. O transe em que se encontrava agora era ainda pior, como se enxergasse toda a cena de longe, fora de seu corpo.

Ao vê-la, Zach se pôs de pé imediatamente. Pressionava o celular contra a orelha, talvez a conversar com alguém, mas isso não importava mais. Tudo o que ele conseguia visualizar era a garota-zumbi caminhando em sua direção.

- Candace? – chamou, sacudindo-a de leve. Os olhos castanhos e vazios finalmente se focalizaram. Ele sabia o que aquilo significava. A garota se aconchegou em seus braços, chorando por longos minutos. Parecia que aquela enxurrada duraria uma eternidade.

- Me leva pra casa? – pediu ela, ajeitando a alça da bolsa no ombro. Sua voz soou fraca, demonstrando tamanha fragilidade que o assustou.

- Não posso... – respondeu, pesaroso. – Acabei de saber que a minha irmã se meteu em uma encrenca em uma boate e tá vindo pra cá. Mas eu posso ligar pra alguém vir te buscar.

- Não, tudo bem... – garantiu, já se afastando. Era apenas um momento de fraqueza. Ela era adulta e sabia se virar sozinha. Zach a impediu.

- Não acho que você tá em condições de dirigir – contrapôs. – Me dá o seu celular.

Cansada demais para discutir, ela entregou o aparelho. Zach desbloqueou a tela e abriu a lista de contatos.

- Pra quem eu ligo? – perguntou. – Alguém de confiança...?

Candace teve de engolir um soluço, tentando não pensar em seus pais. Tirando eles, em quem poderia confiar?

- Zoe.

- Ok – disse, digitando o nome na aba de pesquisa. Candace se sentou em um dos bancos azulejados na lateral do saguão. Aquilo devia ser um pesadelo, era a única explicação lógica para tudo. Seus pais ainda eram tão saudáveis, tão jovens... não podiam estar mortos.

Não podiam.

Mal finalizando a chamada, Zach avistou uma equipe de paramédicos que traziam uma maca onde Kate se encontrava praticamente inconsciente. Em seu encalço, vinham Thomas e Jennifer, com facetas assustadas, tentando seguir o ritmo da equipe.

Zach correu até a irmã, tomando ciência de sua péssima situação: os cabelos loiros escondiam a face maltratada e a parte de cima de seu vestido estava completamente ensanguentada. O ferimento em seu pescoço, do qual o líquido jorrava, era grotesco. Sua pele se assemelhava à carne mastigada. No meio de tanta confusão, Zach não o teria percebido tão nitidamente se já não houvesse visto algo similar antes.

Era idêntico ao de Candace na noite de seu encontro desastroso.

O garoto tentou se aproximar e segurar a mão da irmã, sendo barrado pelos enfermeiros. Observando-a se afastar, Zach sentiu uma dor aguda acima dos olhos.

Uma mão apertou seu ombro.

- Relaxa, mano – era Thomas, com um tom motivador. – Ela vai ficar bem.

- Verdade, na ambulância ela já estava até... – Jennifer deixou a frase morrer ao avistar a amiga em um canto, isolada. – Candace?

Candace ergueu a cabeça imediatamente ao reconhecer a voz. Quando seus olhos castanhos se conectaram aos cinzas de Jennifer, um soluço atravessou sua garganta, trazendo à tona o sofrimento que a descontrolara antes.

- O que aconteceu? – questionou, aproximando-se rapidamente da amiga. Jennifer se ajoelhou à sua frente, apertando suas coxas, tentando ampará-la. Conhecia a Kidman o suficiente para saber que algo muito ruim havia acontecido.

- O que aconteceu? – Thomas repetiu a pergunta para o amigo, que observava a cena de longe, com a dor de Candace refletida nos olhos.

- Os pais dela sofreram um acidente – respondeu Zach, sem desviar o olhar das duas garotas que agora se abraçavam.

- Caraca! – exclamou Thomas, surpreso. – Como eles estão?

Zach piscou por um instante, voltando-se para o amigo.

- Eles morreram.


Notas Finais


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