História Alone - Capítulo 32


Escrita por: ~

Postado
Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Luna Valente, Matteo, Simón
Tags Drama, Romance, Simbar
Exibições 193
Palavras 1.049
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Famí­lia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


;)

Capítulo 32 - Me desconcentra.


Fanfic / Fanfiction Alone - Capítulo 32 - Me desconcentra.

.

Volto para o apartamento depois de esperar a madrugada chegar. É claro que o cinema que havíamos combinado mais cedo, não aconteceu.

Abro a porta e faço o mínimo de barulho possível. A luz do quarto de Simón estava acesa. Pensei em entrar, mas desisti. Tomo banho e deito no sofá.

Não durmo a noite inteira. Fico apenas relembrando a discussão que tive com ele e com minha mãe. Levanto cedo e saio. Não sabia para onde ir, não tinha para onde correr. Resolvo passar o dia caminhando e pensando na vida. Uma ótima forma de passar o sábado, penso sarcástica.

No final da tarde passo pelo Roller. Simón não estava lá. Caminho até o balcão.

- Como ele está? – pergunto para Nico.

- Como você acha? Mal é claro. – responde.

- Ele passou por aqui hoje?

- Não. Quando saímos estava dormindo. – comenta.

- Pelo menos ele dormiu. – dou de ombros.

- Você dormiu no apartamento? Não te vimos chegando nem saindo. – fala.

- É eu “dormi” lá.

- Deveriam conversar. – diz.

- Também acho. – fala Pedro passando por nós.

- Vou tentar falar com ele depois. – digo.

- Tenho certeza de que vão se acertar. – sorri Nico.

*

Depois de sair da pista, vejo Simón entrando no Roller. Tiro os patins e vou até ele.

- Podemos conversar?

- Certo. – concorda.

Nos sentamos em uma das mesas. Havia poucas pessoas e já estava tarde. Olho por trás do ombro de Simón e vejo Nico fazendo sinal afirmativo e Pedro piscando, ambos sorrindo.

- Vai ser sincera comigo? – pergunta.

Faço uma careta.

- Esconder algumas coisas não é mentir. – comento.

- Ámbar, você pode me contar o que está acontecendo.

- Mas eu não quero que saiba de certas coisas da minha vida. – falo.

- Eu quero saber! Quero fazer parte da sua vida.

- Por mais que eu fale que serei sincera, sei que não vai acontecer. É o meu jeito.

- Não, não. Assim não vai dar certo. – diz. – Você tem que confiar em mim.

- Eu tenho dificuldade em confiar em qualquer um. – confesso.

- Assim não dá pra continuar. – nega com a cabeça.

- Quer terminar? – pergunto já sabendo a resposta.

- Quero. – fala inseguro.

- Ok. – olho para o chão, queria chorar. – Podemos ser amigos?

- Podemos. – ele dá um sorriso fraco.

Permanece um silêncio constrangedor na mesa que eu logo corto.

- Bom, vou guardar meus patins.

- E eu acho que já vou embora. – fala levantando-se.

- Até mais então.

- Até. – diz andando até a saída.

Vejo-o sair e levanto-me também.

- Quem morreu? – pergunta Nico vendo minha cara enquanto se aproximava.

- Nosso namoro. – dou de ombros.

- Terminaram!? Por que terminaram?

- Nunca ia dar certo mesmo, somos muito diferentes. Já dizia Daniela, sou um atraso de vida. – falo.

- Fala sério! Vai desistir dele assim?

- Não é desistir, é aceitar. – digo.

- Sei...

- Quer saber? Por que falar tanto da minha vida? E você e a Jim? – questiono.

- Não damos certo também. Ela é muito insegura, enfim... – suspira.

- E você falando que eu desisti né? – sorrio irônica.

- Ok, ok! Não posso falar nada. – sorri. – Vai ficar aqui ainda?

- Vou.

- Fecha então? – pergunta me entregando as chaves.

- Beleza. – pego-as.

- Até mais. – fala bagunçando meu cabelo e eu aceno.

Continuo meu caminho até a sala dos armários e guardo os patins. Depois, sento-me na arquibancada e observo a pista. Não queria chorar, pois sabia que se começasse, não iria parar mais. No entanto, foi inevitável. Era a primeira vez que chorava em meses.

Continuo por mais uma hora no Roller e só depois vou embora.

Chego tarde no apartamento. Simón assistia uma série na TV.

- Quer que eu saia? – me encara.

- Não fica. Vou usar o banheiro ainda. – falo.

- Acho que vou ficar até tarde vendo série. – continua. – Pode dormir no meu quarto.

- Ok. – sorrio. Ótimo, já não dormia pensando nele. Imagina agora no seu quarto.

Tomo meu banho e entro no quarto. Tinha seu cheiro. Perfeito, penso irônica. Por incrível que pareça, durmo a noite inteira, nem me lembro da última vez que isso tenha acontecido.

Levanto-me tarde, vou até a cozinha e preparo meu café. Simón ainda dormia no sofá. Começo a fazer as tarefas na mesa.

- Bom dia. – ele sorri.

- Bom dia. – falo.

- Vai querer assistir? – pergunta enquanto colocava açúcar na caneca.

- Não. Vou ficar aqui fazendo as tarefas.

- Vou tentar compor uma música na sala então. – comenta.

- Ok. – concordo sem tirar os olhos dos livros.

- Não te atrapalha? – franze as sobrancelhas.

- Não. – sorrio. – Cresci fazendo tarefa enquanto meus pais discutiam.

- Tá bem. – ele dá de ombros.

Simón se afasta e senta-se no sofá com seu violão. A cozinha era como se fosse “aberta” para a sala. Ele começa a tocar e eu penso que aquilo era muito melhor do que os gritos dos meus pais.

Balanço os pés e guardo meu livro de biologia. Pego o de física e começo a resolver alguns exercícios. Escuto um suspiro, e olho-o, ele me encarava.

- O que foi? – pergunto. – Te atrapalhei?

- Sim. – diz e eu faço uma careta. – Quer dizer, não.

- Pode ser mais claro?

- Você me atrapalha, mas sem a intenção. – fala.

- Olha Simón, - continuo irônica. – se está usando drogas é melhor me avisar ou se não...

- Você me desconcentra. – diz.

- Como? – pergunto.

- Fala sério Ámbar. Você está aí sentada na minha frente de... pijama, nada discreto. Além disso, não é como se você fosse feia.

- Eu consigo me concentrar perfeitamente nos meus exercícios. – provoco sorrindo.

- Pare! Pare de fazer isso, tá legal? – fala colocando as mãos sobre os olhos. – Deus do céu, me dê forças!

- Então vire para o outro lado. – digo o óbvio.

- Não sei se vai adiantar muito. – comenta.

- Ok Simón, vou fazer as tarefas em outro lugar. – pego meu material e começo a caminhar.

- Não me leve a mal. – continua me olhando. – Mas é que você agora é minha ex-namorada, porém muito bonita. Eu tenho que tentar me controlar.

- Já entendi. – falo abrindo a porta e saindo do apartamento em direção ao Roller.

.


Notas Finais


J.


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