História Alone - Capítulo 33


Escrita por: ~

Postado
Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Luna Valente, Matteo, Simón
Tags Drama, Romance, Simbar
Exibições 184
Palavras 1.304
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Famí­lia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


;)

Capítulo 33 - "Que legal"


Fanfic / Fanfiction Alone - Capítulo 33 - "Que legal"

.

Passo o domingo inteiro no Roller. Faço as tarefas, converso com Nina e tomo vitaminas até não poder mais.

Começo a segunda-feira com dor de cabeça e aquele maravilhoso humor típico de início de semana.

- Então vocês terminaram, mas continuam sendo amigos? – pergunta Luna para mim e Simón no intervalo.

- É. – responde ele.

- Isso não vai dar certo. – comenta Matteo.

- Tanto faz. – dou de ombros me sentando em uma das mesas.

- Não vai comer nada? – pergunta Simón para mim, sentando-se.

- Tô sem fome. – digo deitando a cabeça na mesa.

- Alguém não está com o melhor humor hoje... – provoca Matteo.

- Cala a boca. – murmuro.

- Bom dia pessoal. – fala Nina se aproximando juntamente com Gastón.

- Bom dia. – sorri Luna e todos acenam.

- Tá bem Ámbar? – questiona Gastón.

- Tô ótima. – falo com a cabeça sobre os braços.

- Eu tenho remédio para dor de cabeça. – diz Matteo, ele me conhecia.

- Já tomei três comprimidos.

- Deveria ir ao médico. Não é normal ter tantas dores. – comenta ele.

- É a única vez que te vejo com dor de cabeça. – fala Luna.

- Sou uma boa atriz quando quero.

- Simón tinha razão, você só mente. – diz ela.

- É verdade. – dou de ombros. – Não tem um dia do qual eu não minta para vocês. Alguns chamam de traição, outros de desconfiança. – olho para Simón. – Eu chamo de esperteza.

Falo aquilo e saio em direção ao banheiro. Talvez eu só quisesse ficar sozinha hoje, mais do que já sou.

*

No Roller, fico como ajudante de pista e quando termino meu turno, falo com Yam.

- Ei! – chamo-a. – Luna disse que precisava das medidas do meu corpo.

- Sim, quer que eu meça agora? – pergunta.

- Pode ser. Já terminei de trabalhar por hoje.

- Ok, vamos na sala dos armários. – diz caminhando até lá.

- Tá bem. – sigo-a.

- Soube que você e Simón não estão mais namorando. – comenta enquanto pegava uma fita no armário.

- Pois é, terminamos.

- Não parece muito abalada. – fala esticando meu braço e medindo.

- Talvez eu seja boa em fingir. – continuo. – Por isso terminamos.

- Que pena. Faziam um belo casal.

- E você e Ramiro. Vi vocês juntos várias vezes, namoram? – mudo de assunto.

- Sim, apesar de brigarmos 23 horas por dia. – ela sorri. – Mas aceitamos os defeitos um do outro e convivemos. Talvez não sejamos o casal mais carinhoso do mundo, mas nos gostamos e isso é o que importa.

- Incrível. – sorrio olhando-a.

- Que bom que acha. Quase ninguém pensa o mesmo, dizem que vamos nos matar qualquer dia.

- E se matarem um ao outro? Quem liga? Pelo menos se gostavam.

- Tem razão. – ela sorri. – Seria a melhor forma de morrer. – brinca.

- Sim! – sorrio.

- Terminei. – fala. – Que cor quer que seja seu vestido?

- Não sei. – faço uma careta. – Que cor acha que combina comigo?

- Azul. Com certeza azul escuro!

- Ok, azul... é uma linda cor. – penso.

- Foi bom conversar com você Ámbar. – sorri ela guardando as coisas no armário.

- Com você também Yam. – aceno me afastando.

- Espera!

- Esqueceu de medir algo? – pergunto.

- Não, é só que terá uma festa no Blake, ou um baile como o diretor insiste em chamar. – diz revirando os olhos. – Ele deu os convites para eu e Jim entregarmos.

- Não sei. – franzo as sobrancelhas. – Gosto de festas, mas não muito das festas do colégio...

- Eu sei, são chatas, só toca músicas sem graça, por isso ele chama de baile... – pensa ela. – Mas desta vez, eu e Jim vamos organizar melhor! Está convidada. – diz me entregando um convite.

- Baile de Primavera? – sorrio lendo-o. – Por que vocês duas estão fazendo tudo?

- Digamos que eu e Jim devemos alguns favores ao diretor...

- Já entendi. – comento saindo daquela sala com Yam.

- Talvez um certo guitarrista te convide. – fala ela.

- É... – sorrio. – Na verdade, não tenho tanta certeza assim. – digo vendo Simón conversando com uma garota no balcão.

- Nossa, ele é rápido. – comenta Yam. – E ela é linda.

- Pois é... – abaixo a cabeça e ela me olha.

- Quer dizer! Claro que não! É bonita? É! Mas não chega aos seus pés e...

- Beleza Yam, valeu. – interrompo-a.

- Quer que eu descubra o nome daquela garota nova? – pergunta.

- Não. Quer saber? Vou patinar. – digo voltando ao meu armário.

- Eu consigo. – insiste.

- Não, não precisa. – falo voltando com meus patins e vendo a garota se aproximar de Simón. – Vai lá atrapalhar eles, antes que jogue meu patins na cara daquela oferecida!

- Tô indo. – diz rindo em direção à eles.

Suspiro e viro o rosto.

- Estou bem, tá tudo tranquilo. Relaxa Ámbar, relaxa. – sussurro para mim mesma.

Coloco os fones de ouvido, a música tocava mais alto que os pensamentos na minha cabeça. Começo a patinar e continuo por pelo menos meia hora, até Yam me interromper.

- Ámbar! – grita.

- Calma. – falo tirando os fones.

- Valéria, era de outro colégio e acabou de se matricular no Blake.

- Hum.. Algum defeito? – pergunto.

- Hã... Agradável demais? Muito de bem com a vida? Isso é defeito? – questiona franzindo a sobrancelha.

- Mais feliz que Luna?

- Sim.

- Com certeza é um defeito. Para mim né, porque para Simón, é a “garota perfeita”.

- Também me irrito um pouco com gente feliz demais. – confessa Yam.

- Temos algo em comum. – sorrio. – Acho que já vou pra casa.

- Mas já?

- É, não quero ficar assistindo essa garota gargalhar com Simón, tem séries muito melhores me esperando na TV. – falo irritada.

- Ok, até mais. – sorri.

- Obrigada por tudo. – sorrio e me afasto.

Tento passar pelo balcão, onde Simón e Valéria estavam, discretamente. Mas ele percebe, parece que estava esperando eu passar por ali.

- Ámbar! – chama ele e eu faço uma careta.

- Oi! – coloco um sorriso falso no rosto me virando para olha-los.

- Queria te apresentar Valéria, é nova por aqui.

- Olá! – acena ela.

- Oi, bem vinda. – falo.

- Obrigada! Cheguei faz pouco tempo, - diz olhando para Simón. – mas já estou amando este lugar...

- Quem bom! – minhas bochechas já estavam doendo por forçar aquele sorriso.

- Quer tomar alguma vitamina comigo e com Val? – pergunta Simón.

“Val”? Fala sério! Só estava me provocando, não era possível.

- Não, acho melhor não... – falava.

- É, não foi uma boa ideia. Talvez seja um pouco desconfortável para você... – dizia me olhando com pena. – já que acabamos uma relação agora, se ainda gosta de mim...

- Eu quero uma vitamina grande! – digo sentando-me ao lado deles. Não aceitava ninguém sentir dó de mim.

- Namoravam? – pergunta Valéria apontando para nós.

- Sim, mas já terminamos. – comento indiferente fazendo uma vitamina para mim.

- Ata. – ela coloca novamente o sorriso no rosto.

- Então, você falava que faz trabalho comunitário? – diz Simón continuando o assunto que eu havia interrompido.

- É! Adoro ajudar as pessoas! Espero arrumar um trabalho parecido por aqui. – comenta Valéria.

- Nossa, que legal! – falo achando tudo aquilo entediante.

- Aah, adoro cantar e dançar também! – diz entusiasmada e Simón sorri.

- Surpreendente. – comento terminando minha vitamina. Sério que ele me trocaria por ela? Que insulto.

A conversa continuava e perdi as contas de quantas vezes soltei um “Que legal”, mas na verdade achava tudo um saco.

- Quer saber? Acho que já vou embora. – digo. – Não quero atrapalhar vocês.

- Tá bom! Até outro dia. – se despede Valéria.

- Tchau Ámbar. – Simón dá um sorriso fraco.

- Até pessoal! – pego minha mochila atrás do balcão e caminho até o apartamento.

Não confiava em Simón. Agora tinha que aceitar que ele estava seguindo sua vida pra frente.

.

 


Notas Finais


J.


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