História Alone Together - Capítulo 42


Escrita por: ~

Postado
Categorias 5 Seconds Of Summer
Personagens Luke Hemmings, Personagens Originais
Tags 5 Seconds Of Summer, Avery Spencer, Luke Hemmings, Msmahone1d_ju
Visualizações 305
Palavras 3.257
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


IN MY DREAMS U'RE WITH MEEEEEEE, WILL BE EVERYTHING I WANT US TO BEEEEEEEE
HOJE É O BDAY DO AMOR DA MINHA VIDA (um dos né rsrs) CHÃO MENTOS AAAAAAAAA Eu to bem triste. DEZENOVE JÁ SOCORRO. Cadê o brinco, os beijos em fãs no meet and greet, os vines e covers EU TO É MORTA. Ele vem pro RIR e eu não vou </3 mas beleza, a esperança permanece né non (só to atualizando mais cedo do que deveria por causa do niver dele mesmo)
Esse cap tá um amor e tá bem grandinho, então boa leituraaaaaaa <3

Capítulo 42 - Isolamento a dois


Capítulo 41 – Isolamento a dois

Avery Spencer:

Quando recebi uma mensagem de Luke dizendo que já estava chegando, próximo às oito horas, passei pela sala de estar de fininho, notando que minha mãe dormia no sofá. Deve ter pego no sono enquanto assistia uma de suas novelas. Travor ainda não havia voltado pra casa, mas eu não estava preocupada.

Quando fechei a porta atrás de mim, o carro de Luke estava parando em frente a casa. Ele sorriu pra mim e eu corri até o carro, tomando o lugar do passageiro.

— E aí? — ele sorri, me dando um beijo no rosto. — O que aconteceu com sua mãe?

Solto a respiração pesada enquanto ele dá partida no carro novamente.

— Ela quer se mudar pra Perth.

— Quê? Perth? Isso é tipo, há uns mil km daqui.

— Eu sei! Ela é louca.

— E você, hum... vocês vão?

— Eu e Travor fomos contra sua ideia e ela pareceu meio perdida, acho que vai conversar com meu pai sobre isso antes de tomar uma decisão. Eu não quero ir.

Ele não olhou pra mim em momento algum desde que beijei sua face, e ele parecia sério demais com o assunto, a ponto que me perguntei se ele se importaria caso eu partisse.

— Sabe, talvez fosse bom pra você; um recomeço. Você esqueceria todos os podres dessa cidade e faria novos amigos. Seria tudo mais tranquilo. Sydney é cheio de obscuridades: Michael, eu, os alunos idiotas da SHS. Quem sabe se você...

— Luke, cala a boca, eu não quero sair daqui. Nem com todos os apesares do mundo — cruzo os braços.

Ele parece sorrir com isso. — Isso é bom.

— Bom? Tem certeza? Porque há cinco segundos atrás você estava tentando me convencer a ir.

— Eu não estava te convencendo, só acho que seria melhor pra você, sua vida seria menos conturbada.

— Eu nunca gostei de tranquilidade, mesmo.

Ele ri. — É claro que não, se gostasse não estaria nesse carro, comigo, agora.

Nem estaria me apaixonando por você.

Opa, eu realmente usei esse termo? Não, não, não, isso não tá acontecendo.

— Avery?

— O-oi — ele intercalava seu olhar entre a rua e eu.

— Tudo bem? Você parece meio assustada.

— Não, eu só... tudo bem. Hã, aonde estamos indo?

Ele sorri. — É segredo.

— Ah, sério? Esse mistério todo não faz muito o seu tipo, Hemmings.

— E qual seria o meu ‘tipo’, Spencer?

— Previsível — minto, dando risada. Ele me olha pelo canto dos olhos, como se estivesse tentando se manter sério e intimidante.

Luke é tudo, menos previsível. E feio. E normal. Três coisas que totalmente não condizem com sua pessoa.

— Isso não é verdade.

— Ah, é sim. Você é previsível no sentido ‘rebelde’ da coisa.

— Isso também não é verdade.

Dou risada. Quando percebo, estamos perto dos limites da cidade.

— Hã, vamos sair de Sydney?  — pergunto confusa.

— Relaxa, Ave.

Não é muito fácil relaxar quando você está perto de sair da cidade com Luke Hemmings. Se antes eu pensava que estávamos indo até o morro, agora já não pensava mais, pois o caminho era pro outro lado.

— Não estamos perdidos, não, né?

— Claro que não, confia em mim.

— Da última vez que me disse isso, você acabou com o sangue de outro cara na sua roupa — ele revira os olhos, não achando muito legal o que eu disse. — Desculpa.

— Tudo bem, já estamos chegando.

À nossa volta só há árvores e barulho de animais. Tranquilidade não é a primeira coisa que estou sentindo no momento. Apesar de estar apegada a Luke agora, ainda estava com medo.

— Você precisa mandar uma mensagem ao Travor avisando que vai passar um tempo longe, logo perderá o sinal do celular e ele ou sua mãe pode se preocupar com o sumiço.

— Sem sinal? — estranho. Ainda receosa eu o obedeço, enviando um “estou bem, estou com Luke. Não se preocupe comigo x”. — Pronto.

— Vamos ter que caminhar um pouco — ele disse parando o carro numa espécie de acostamento, estávamos num lugar bem escondido. Num daqueles lugares que, caso eu grite, ninguém ouviria.

Um arrepio percorreu meu corpo e eu não tinha certeza se era de frio.

Respirei fundo e desci do carro a tempo de ver Luke fechando o porta malas após retirar uma mochila grande e gorda dali. Uma daquelas que provavelmente caberia um corpo dentro.

Não viaja, Avery, não é nada demais.

— Vem — ele estende a mão pra mim e eu a agarro, tentando não demonstrar meu nervosismo. Se ele quisesse me matar, o teria feito numa das idas ao morro, ou em qualquer outro canto, não esperaria tanto tempo pra isso.

Ou então seria tudo uma questão de estratégia.

Oh merda.

— Luke, o que estamos fazendo aqui? Parece ser um lugar isolado demais.

Ele dá risada, o ar de sua boca contra o vento frio causando uma pequena nuvem.

— Está com medo?

— Não.

— É um bom lugar para um psicopata atuar, não acha?

Eu paro de andar, ele é afetado pelo meu movimento brusco devido ao nosso contato de mãos. Seus olhos observam meu rosto a empalidecer. Um, dois, três segundos até sua gargalhada encher o ambiente e eu finalmente conseguir soltar todo o fôlego preso.

— Pelo amor, não faça mais isso.

— Assim você acaba comigo, Avery. Como pode desconfiar de mim?

Dou risada, realmente, eu estou sendo uma idiota.

— É só que... ah, sei lá. Muita coisa pra pensar, acabei ficando transtornada.

— Vem, esse lugar é ótimo, quero que conheça-o também.

Caminhamos por entre as árvores, o mato alto cutucando meus braços cobertos por uma malha fina, e eu sabia que os mosquitos estavam fazendo bom proveito do meu sangue.

Depois de longos minutos abrindo passagem por entre árvores e matos, encontramos uma paisagem completamente diferente à que eu esperava; não havia mato naqueles, eu diria que, trinta metros quadrados de natureza possivelmente planejada, apenas uma grama baixa cercando um pequeno lago aparentemente limpo. A nascente se estabelecia sobre uma rocha, fazendo com que houvesse uma queda da água, para embelezar ainda mais a paisagem. Como pode existir um lugar desses em meio ao caos de Sydney? Como ninguém conhece esse lugar?

— Uau, eu... nossa! Como... — eu não sabia o que falar, estava encantada demais. Minha visão era graças à lanterna que Luke carregava com ele e a luz da Lua. Até o céu resolvera colaborar com a paisagem hoje, estando repleto de estrelas.

— Conheci esse lugar com uma garota estrangeira há alguns anos atrás, foi ela quem me apresentou. Seu pai era aventureiro, estava passando por Sydney e acabou conhecendo isso por acaso.

Nem o fato dele já ter estado aqui com uma garota antes tirou a magia do momento, do lugar, apesar de uma pontadinha de ciúmes ter me atingido, sim.

— Puxa! Eu não imaginava que Sydney poderia guardar riquezas assim.

— E não é? Mesmo que de dia não pareça tão legal assim.

Ele se ajoelha numa distância estratégica entre o rio e o início do matagal e joga sua mochila no chão, abrindo-a. De lá ele tira três cobertores enrolados, uma térmica e mais algumas coisas; acho que eram peças de roupa.

— Nós vamos ficar aqui por um tempo, imaginei que não estaria devidamente agasalhada. Por ser alto, aqui é ainda mais frio. — então ele me entrega os tais panos, que na verdade era uma manta, uma touca e um par de luvas.

Sorrio pra ele, achando um gesto absolutamente fofo de sua parte, e me esquento com aquilo tudo.

Ele estende um dos cobertores na grama e se senta sobre, me chamando até ele. Me sento pertinho do seu corpo e ele nos cobre com os outros dois cobertores grossos. O calor me invadiu imediatamente, e eu não sabia se era por ele ou pelos cobertores. Suspeitava da primeira opção, seu corpo era muito quente, sempre.

— Então quer dizer que você não pretende deixar Sydney? — ele retoma esse assunto. Eu mantinha meu olhar fixo na água do lago, mas sentia que ele fitava meu rosto enquanto aguardava uma resposta minha.

— Não, ao menos não até terminar a escola.

— Ano que vem você já se forma.

— Mesmo assim, não vou passar por isso no meu último ano.

— É, você tem razão. Já é um ano difícil e cheio de pressão, não valeria a pena ter de acrescentar mais um item na lista.

— Por falar nisso, sua formatura está chegando, né? — sorrio, me virando pra ele. — Já sabe qual faculdade vai fazer?

— Hã, não sei ainda. Mas me inscrevi na Universidade de Sydney mesmo, tenho duas cartas de recomendação e estou contando com isso.

— Mesmo? Puxa, que legal. Travor também quer ir pra lá.

— Eu sei.

Ele se estica e pega a térmica perto de sua mochila. Quando se acomoda de novo, me puxa para me encostar ainda mais nele, e eu internamente comemoro, feliz. Ele toma um longo gole do que tinha ali dentro e depois me oferece.

— É coca-cola.

O olho franzindo o cenho, e então dou risada. Acabo sendo mais escandalosa do que deveria.

— Cola-cola, Luke? Sério?

— É, ué, eu detesto café. E aqui não é Inglaterra pra tomar chá, então por que não Coca? Eu sei que você gosta, e tá bem gelada.

— Mas tá frio!

— Tá, e eu me chamo Luke Hemmings — ele tira com a minha cara, por eu ter comentado o óbvio. — Bebe logo.

Dou risada enquanto levo a garrafa até minha boca e tomo um longo gole do refrigerante gelado também.

— Pelo menos tem cafeína — continuo rindo enquanto ele deixa a garrafa térmica de lado.

— Sabe, eu tava pensando, meu baile de formatura é no fim do mês e eu não queria mesmo ir, mas Ash tá no meu pé e também tem o lance sobre a recomendação da faculdade, eu preciso ir... eu só tava pensando se... sabe, acho que seria bacana... você, você quer ir comigo? Vai ser legal, tem dança, comida, quer dizer, a gente não precisa dançar se você não quiser, só que é tradição e eu não... — ele continua tropeçando nas palavras, era o estado mais fofo de Luke Hemmings que eu já tinha presenciado até o momento, superando até mesmo o lance do cachecol e dos cobertores.

— Luke, calma! Respira. — acho graça do seu nervosismo. — Eu adoraria ir com você.

— É? Ótimo, porque eu não tenho mais ninguém.

Sorrio. — Desde pequena minha mãe sempre me diz que isso é história de garoto. Todos dizem que há só uma, mas sempre há um plano B, C, D... e vai até os numerais.

Ele revira os olhos. — Isso não é verdade.

— Ah, não? O que aconteceu com o “Luke passador de rodo”? E o “encharcador de calcinhas”? — me lembro de Travor ter usado essas expressões algumas vezes quando não sabia que eu estava por perto.

Ele gargalha alto e eu o acompanho.

Ensino Médio é realmente uma coisa patética, e só piora conforme os rumores e títulos que os alunos dão uns aos outros. Penso que tenha sido um de seus amigos a inventar esses termos horrorosos, apenas para brincar, mas já que chegou até mim, não vou perder a chance de tirar com a sua cara.

— Isso foi invenção do Calum, e também não é verdade.

— Ah, tá! E vamos fingir que eu nunca te vi com uma garota na escola.

Na verdade, acho que nunca realmente vi ele com outra, mas era fácil de imaginar. Eu não prestava atenção nele até uns três meses atrás, de qualquer forma.

— Não, você não viu, porque eu sempre fui muito discreto. — ele me empurra sobre o cobertor, me pegando de surpresa, e se põe em cima de mim. — O laboratório de física é meu esconderijo favorito.

— Ughhh — reclamo ao mesmo tempo que dou risada. Isso é ridículo.

— Não estaria dizendo isso se tivesse provado do Hemmings aqui. Eu tenho meu charme.

— Aham, desculpa aí, loiro irresistível — ele sorri.

— Pode crer que sou.

Meu sorriso foi cessando conforme notava seu olhar escurecendo, a seriedade assumia seu tom de voz, e seu foco agora estava em minha boca. Prendi meu lábio inferior com os dentes, nervosa diante essa situação. Minha boca estava seca.

— Avery... eu quero tanto te beijar.

Estranho seu comentário, ele nunca falava, apenas fazia. Será que estava esperando uma aprovação minha?

— Você não precisa pedir permissão pra fazer isso, Luke — sussurro ao passo que via os centímetros entre nós diminuindo.

— Diga que também me quer, Ave, que também anseia meu beijo.

Droga, eu o queria demais. Talvez fosse recíproco, talvez eu o desejasse mais que ele a mim, talvez eu estivesse gostando dele agora. Talvez, talvez eu queria seu corpo todo contra o meu, talvez a ideia dele me possuindo nesse mesmo lugar soasse extremamente atrativa pra mim.

Talvez eu estivesse perdida, e terrivelmente louca por Luke Hemmings.

— Eu quero.

Era só o que faltava para que seus lábios tomassem os meus, ao que pareceu levar uma eternidade, e todo o meu corpo correspondeu de imediato. Sentia cada membro meu formigar, o calor me dominar ainda mais conforme sua língua se entrelaçava com a minha. Luke sabia muito bem o que fazer, ele sabia me levar à loucura.

Não imagino do que mais ele seria capaz, se apenas um beijo seu já tinha tanto efeito sobre mim.

Era incrível como nossas línguas pareciam sintonizadas, como numa dança perfeita e sensual; eu não sabia se todo beijo era assim, mas acreditava que era necessário uma forte conexão entre duas pessoas para ser tão mágico quanto estava sendo pra mim, afinal, ele fora o único cara que já beijei.  Seus lábios sugaram o meu inferior, enviando espasmos para todo o meu corpo, fazendo uma onda de calor se acumular ao sul.

Céus, eu estava ficando excitada por esse garoto.

Seu corpo estava colado ao meu, seu peso sustentado apenas por seu joelho entre minhas coxas e uma mão ao lado de minha cabeça. Sua mão esquerda deslizou pelo meu braço, me arrepiando, até agarrar minha cintura, fazendo o favor de apertar ali a cada mudança de ritmo entre nossas bocas.

Sua boca desviou para o meu rosto, beijando minha bochecha, meu maxilar, descendo mais até meu pescoço. Era maravilhoso sentir o metal gelado do piercing em contraste a sua boca quente e a minha pele arrepiada e em chamas. Quando ele começou a dar beijos naquela parte mais sensível, cara, eu estava totalmente a sua mercê.

Um barulho escapou pela minha boca, e eu julguei como um gemido. Céus, o que ele estava fazendo comigo?

— Caralho, Avery. Você não sabe o que faz comigo.

Eu podia imaginar de acordo com aquela protuberância cutucando perto da minha barriga. Ele estava tão afetado quanto eu, e acabei sorrindo com isso.

— Eu tô tão duro por você.

Oh, eu sabia, ele deixava isso bem claro.

— Luke...

Senti uma pressão contra meu pescoço, e aquilo não era tão suave quanto seus beijos, mas ainda era bom. Uma dor aguda se fez presente ali com a sucção, e eu soltei mais um gemido, um misto de dor e prazer.

Ele havia me dado um chupão. E eu havia gostado.

— Eu queria tanto te fazer minha, porra, Avery, se você soubesse...

— Pois então faça — deixei escapar.

Sua boca abandonou meu pescoço no mesmo instante em que as palavras saíram e eu capturei meu lábio, nervosa diante sua reação. Seus olhos estavam fixos em mim, uma grande ruga em sua testa.

Eu estava preparada, não estava?

Eu não sabia, não entendi nada sobre sexo, mas sabia que confiava nele o suficiente pra isso. Eu poderia facilmente me arrepender depois mas a força do momento era tanta que eu nem conseguia pensar direito.

— Não, Ave, não posso.

— P-por quê? Você acabou de dizer que...

— Eu sei o que eu disse, Avery, mas não posso fazer isso com você. Você é virgem, isso é importante.

Respiro fundo, envergonhada pela rejeição, e o empurro um pouco para trás, ganhando espaço. Me sento, levando minha mão até a dorzinha em meu pescoço e encaro um ponto fixo à minha frente, tentando clarear minhas ideias.

Ele está certo, mas então por que estou chateada?

— Avery...

— Não, você tá certo. Eu só... não sei.

— Eu quero tanto, que nossa... Olha isso — ele vira meu rosto, me fazendo seguir o olhar até onde ele apontava; o meio entre suas pernas. Meu rosto ficou quente logo que percebi o quão justa sua calça estava. — Não é falta de vontade, só acho que você merece mais. Não alguém como eu.

— ‘Alguém como você’?

— É, Ave, eu sou podre. Sou quebrado, só mais um drogado de merda por aí. Você não merece isso, por isso acho que seria bom ir para Perth. Ficar longe de gente como eu.

Fico boquiaberta diante sua declaração. Ele realmente se acha inferior a mim? Isso não faz o menor sentido.

— Você tá se ouvindo? Luke, eu sou toda problemática, pare de se menosprezar, pelo amor de Deus.

— Mas é a verdade. Nem mesmo sei se tenho a chance de um futuro.

Como nós chegamos aqui? Estávamos nos pegando a menos de cinco minutos atrás e agora falamos de futuro.

— Futuro? Luke, não estou esperando um futuro, ou uma asserção. Eu só quero você.

Ele arregala os olhos.

— O quê?

— Luke, eu sou... eu sou louca por você!

 

Luke Hemmings:

“Luke eu sou louca por você!”, foi ainda melhor ouvir isso dela do que quando eu ouvia apenas em pensamento, imaginando se um dia ela confessaria sentir algo próximo ao que eu sinto por ela. Porra, ela me quer.

Mas isso não era o suficiente, eu não poderia tirar sua inocência, eu não posso ter esse privilégio. Essa garota é a dona da minha mente e coração, não posso correr o risco de magoá-la assim, sabendo que amanhã posso quebrar seu coração. Eu sou imprevisível; a qualquer momento posso estar fazendo uma merda nova e ela não merece isso.

Ela merece alguém como o playboy do Jared. Não, nem ele a merece. Ninguém a merece, caralho.

— Você...

— Ai, Luke, eu achei que já estivesse claro nossa situação. Qual é, o que temos não é só uma amizade. M-mas se você não me vê como... bem, não me vê assim, eu entendo. Tá tudo bem.

Do que ela tá falando? Ela acha que não compartilhamos o mesmo sentimento? Sério?

— Avery, você... como você pode duvidar? Nenhum cara em sã consciência iria defender uma garota que não significa algo grande. Eu sou apaixonado por você. É insano mas é real, eu só tenho você na minha pele. E é por isso, apenas por isso que não posso magoá-la assim. Está sendo uma fase ruim pra você, e você precisa superar tudo isso antes de pensar em outra coisa, como um “nós”.

— Você pensa em ‘nós’?

— A cada maldito segundo do meu dia. Ave, só o que eu faço é pensar em você.

— Por que não me disse antes?

— Era mais fácil demonstrar... eu acho.

Ela sorri, puxando eu rosto para perto do eu, e me dando um longo selinho. Quanto tentei aprofundar, ela se afastou, ainda sorrindo.

— Fico feliz em saber disso, você não é muito claro com seus sentimentos.

— Ah, sou sim, você que é tapada.

Ela ri e eu me ponho novamente por cima dela, beijando sua boca mais uma vez. Eu me perco nela completamente com apenas um toque de lábios, não sou capaz de pensar em como seria uma foda com essa garota. Alucinante, certamente. Ainda mais perigoso que cocaína, LSD ou heroína. Avery era a mais forte das minhas drogas e nela eu poderia me viciar com todo o prazer.

Eu sabia que de uma forma ou de outra, seria ela a minha destruição.


Notas Finais


Yeaaaaaaaaah e o momento otp está só começando szsz
Galera, sorry, eu achei que iria acontecer algo nesse capítulo mas na verdade a surpresinha é só no próximo hehehe, mas tá próximo u.u
De qualquer forma teve Luke sendo idiota, Luke sendo amorzinho, Luke negando a Avery e Luke sendo o macho maravilhoso que ele é hfjdskalsjdhfg
Sobre o nosso dear Travor.... façam suas apostas porque sei que o comportamento dele tá intrigando bastante gente hehehe. XCreio que teremos a resposta no cap. 44, mais ou menos. Ah, eu sempre esqueço de falar, mas eu imagino ele como uma mistura de Colton Haynes e Skate Maloley, mas é claro que vocês podem imaginar como quiserem, assim como sei que quase ninguém vê a Avery como Kaya Scodelario, nem mesmo eu hehehe.
Bom, por hoje é só, até logooooo. Comentem tá?
Amo vocês xx Ju
Wattpad @Esposade7 | Twitter @JuLoding | Instagram @JuLoding
ps. tem uma história bem bacana no meu watt que chama 'Eraser' e eu vou atl ela daqui a pouco, deem uma olhada sz


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