História Alpha - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Mutante Rex
Personagens Personagens Originais
Exibições 5
Palavras 1.420
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção Científica, Luta, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Encontro


Aproximadamente 6 anos e meio antes... 

-Bom dia Enzo. -Caesar pegou algumas das muitas caixas que Enzo tinha nas mãos, o ajudando, enquanto Vênus vinha atrás, com a franja cobrindo parte do rosto. -Como ela está hoje? 

-Melhor... -Enzo olhou para sua pupila e sorriu. -Ainda tenho problemas com a falta de atenção e distração dela, mas ela parece estar mais sociável. 

-Isso é bom. -Caesar colocou a caixa sobre sua mesa de trabalho. -O medicamento que o médico transcreveu está funcionando então? 

-Na verdade não. -Enzo colocou as outras caixas sobre o chão, enquanto olhava de soslaio para Vênus que parecia nervosa perto de Violeta e Rafael. -Os remédios as deixavam com sono, sem apetite e tenho quase certeza que foi a causa da imunidade dela ter abaixado tanto. Ela anda se ocupando com livros, pintura e com aqueles cadernos de atividade que sua mãe recomendou. Agradeço muito a ela. 

-Ela gosta da Vênus. -Caesar olhou para a garota envergonhada que conversava com sua mãe do outro lado do laboratório.  

-❀- 

-Oi. -Vênus estava a alguns minutos, parada ao lado de Caesar e olhando enquanto ele trabalhava. 

-Oi. Há quanto tempo está aí? -ele deixou suas ferramentas de lado e olhou rapidamente para o outro lado do laboratório, enquanto Enzo conversava com mais alguns cientistas. 

-Uns minutinhos eu acho... -ela olhou para a mesa de trabalho dele, cheia de anotações que ela não entendia. -O que está fazendo? 

-Trabalhando na programação de um nanite especial. O nanite Alfa, vai pensar por si mesmo, ajudando a curar doenças. -Caesar fez mais algumas anotações. -Quantos anos você tem mesmo? 

-17. Estou terminando a escola, apesar da reclamação constante dos professores de ser muito "avoada". -ela revirou os olhos ao lembra do modo como os professores falavam. 

-Parece ser mais nova. -ele voltou sua atenção para um pequeno protótipo escondido sobre a bagunça de papéis. -Pode me ajudar? 

-Claro. Do que precisa. -ele apontou para os papéis, e ela começou a os juntar, tentando os classificar e sempre fazendo perguntas sobre as formulas. 

-❀- 

-Eu não sei Enzo... -Rafael olhou mais uma vez os papéis com exames de Vênus e formulas e anotações sobre um novo nanite que poderia a ajudar. -Ainda estamos em duvida quanto a algumas coisas... Pode ser que não funcione. 

-Seu projeto e seu protótipo são incríveis. Mas não acha perigoso testar isso nela? -Violeta olhava o protótipo de Enzo, o manuseando com cuidado. 

-Na verdade, esse nanite foi feito para ela. -Enzo pegou um desenho detalhado dos circuitos do nanite. -Fiz pensando em como adequá-lo somente para ela. Preciso da ajuda de vocês, ela está muito doente e daqui para frente só vai piorar. 

-Ela sabe? -Violeta olhou para Vênus que conversava com Caesar e vez ou outra tossia. Enzo negou com a cabeça. -Vamos fazer o seguinte, vou estudar o nanite que você nos trouxe e fazer alguns testes. 

-Obrigada. -Enzo sorriu. Sua paixão por pedras preciosas e raras não foi tão inútil afinal. Ele olhou rapidamente para onde Vênus estava de pé minutos antes. -Vênus! 

Caesar estava a segurando no colo, a levando para a enfermaria. Ela havia parado de falar de repente, depois de tossir um pouco e empalidecendo rapidamente. Se não estivesse do lado dela ela teria se machucado com a queda, quando desmaiou. Uma mancha vermelha em seu jaleco e no canto da boca dela o fez perceber que algo estava errado, muito errado. 

-O que ela tem? -Caesar olhou para Enzo enquanto a colocava na maca. 

-Ela está doente. -Violeta olhou para a mancha na boca de Vênus. -Isso não é bom.  

Enzo entrou e começou a cuidar dela, com Violeta por perto para o ajudar. Depois de muito tempo eles saíram, ainda com um ar preocupado. 

-Ela parece melhor, mas está fraca demais para voltar para casa comigo. -ele olhou preocupado para a porta, enquanto Rafael lhe apertava o ombro amigavelmente.  

-Acho que ela pode ficar aqui. -ele olhou para sua esposa, que acenou afirmativamente com a cabeça. -Vamos ficar de olho nela e qualquer coisa te avisamos. Mas acho que você deveria falar com ela primeiro, acho que deveria contar a ela o que está acontecendo. 

Enzo foi para o lado de fora do laboratório, começava a anoitecer e ele não poderia ficar lá por muito mais tempo. Ele voltou para dentro depois de alguns minutos e decidiu ser sincero com Vênus. 

-Você me deixou preocupado. -Caesar estava sentado em uma cadeira ao lado dela. -O que aconteceu? 

-Ela está doente. -Enzo puxou outra cadeira, se sentando do outro lado da cama de hospital onde ela estava. -É uma doença desconhecida, ninguém sabe o que é. E por isso não te cura conhecida, nem tratamento. 

Vênus olhava para seu tutor com os grandes olhos azuis, claros como o mar do Caribe, assustada. Caesar nunca tinha visto olhos tão expressivos, neles ele podia ver cada sentimento dela, a raiva, a confusão, mas principalmente o medo. Um enorme medo e desespero pelo que estaria por vir. 

-Violeta e Rafael vão me ajudar com um projeto. Ele vai salvar você. -Enzo tinha esperança na voz e nos olhar. -Preciso deixar você aqui por enquanto, mas volto amanhã cedo com roupas e com seu café favorito. 

Ela sorriu e abraçou Enzo, enquanto lágrimas corriam por seus olhos. Caesar conseguiu ler os lábios dela sussurrando "obrigado por tudo", enquanto ela fechava os olhos e abraçava Enzo com força. 

-Sinto muito, mas preciso ir agora minha pequena. -Enzo se levanto, secando com a manga uma lágrima que teimava em lhe descer pelo rosto. -Volto amanhã, assim que amanhecer.  

-Não se preocupe Enzo. -Caesar sorriu para ele enquanto o seguia até a porta. -Vou ficar aqui com ela, ela terá alguém para conversar durante a noite.  

Enzo puxou Caesar para um abraço e saiu. Ele ficou olhando enquanto o carro preto dele sumia em uma curva e voltou para dentro do laboratório. Ele olhou rapidamente para a mesa de trabalho de seus pais e voltou para dentro da enfermaria.  

-Oi... -ele se sentou ao lado de Vênus. -Precisa de alguma coisa? 

-Não. -ela não parecia tão triste nem assustada. Caesar ficou conversando com ela por algumas horas, até ela adormecer.  

 

-Bom dia. -Enzo estava com olheiras profundas quando apareceu em Abyssus. -Ela dormiu bem? 

-Sim. -Caesar apareceu, esticando os músculos enquanto passava a mão pelo pescoço dolorido. Ele não tinha muito do que reclamar, já havia dormido em lugares piores. -Ela acordou tem uns dez minutos. 

Enzo entrou na enfermaria, procurando por Vênus, que saiu do banheiro um minuto depois. Eles se abraçaram e ele lhe entregou uma caixinha e um copo com cappuccino da loja preferida dela. Eles ficaram conversando por um bom tempo, até que Rafael e Violeta chamaram Enzo pra ajudar no projeto. 

-Desculpe por fazer você dormir aqui. -Vênus pegou um copo plástico e dividiu o copo de café. Ela abriu a caixa, cheia de massas folhadas e a colocou entre eles. -Espero que goste. Esse tem chocolate e está geleia de morango...  

Caesar sorriu, enquanto pegava uma das massas. Aquela não parecia ser a mesma garota que ele via sempre chegar, com a franja cobrindo parte do rosto e sempre sem jeito para falar com as pessoas. Ela conversava com facilidade, fazendo gestos e parecendo entusiasmada.  

-❀- 

Vênus passou duas semanas em Abyssus, já estava fraca demais para voltar. Ela passava a maior parte do tempo deitada ou conversando com Caesar. Apesar do que ela lhe contava sobre seus problemas de desempenho na escola, para ele ela era bem esperta. 

-Bom dia Raposinha... -Caesar entrou na enfermaria procurando por Vênus. Ela estava sobre a pia em um canto tossindo. -Está tudo bem? 

Ele viu a mancha vermelha no chão e correu até ela. A pia estava manchada de vermelho, coberta com sangue, enquanto Vênus lutava para se manter de pé. Ele a segurou pela cintura, enquanto molhava uma toalha e passava no rosto dela, limpando as manchas. 

-Você está ardendo em febre. Vamos voltar para a cama. -ele a pegou no colo e a levou de volta para a cama. 

-O que ela piorou essa noite. -Violeta olhava para Vênus preocupada, Enzo ainda não havia chegado e eles precisavam dele para completar o projeto. -Ligue para o Enzo, veja se o encontra. Vamos ver o que conseguimos fazer até ele chegar. 

Enzo chegou alguns minutos depois. Depois de vários dias sem dormir ele dormiu e perdeu a hora. Ele carregava uma caixa com o ultimo componente para os nanites de Vênus. 



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