História Alpha - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Mutante Rex
Personagens Personagens Originais
Exibições 2
Palavras 1.936
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção Científica, Luta, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Controle


Fanfic / Fanfiction Alpha - Capítulo 3 - Controle

Dias Atuais...

 

Vênus estava começando a odiar essa história de hibernação, ela passava mais tempo dormindo do que fazendo qualquer outra coisa e quando estava acordada, Caesar estava ajudando a Amazona Negra com projetos da Providência, assim ela não tinha nada para fazer.  

Caesar havia explicado que por causa do calor que Alfa produzia o corpo dela precisava se recuperar e acabaria fazendo isso a colocando em algo como um estado de hibernação. Ela sentiria um cansaço anormal, provavelmente algumas dores de cabeça e nas articulações.  

-Prometo que vou dar um jeito disso parar. -Caesar estava a cobrindo com um fino lençol, enquanto ela bocejava e sentia os olhos pesados. 

Porem, no fim das contas ele acabou descobrindo que por algum motivo a consciência do Alfa estava se extinguindo aos poucos. 

-Interessante. - Caesar estava no pequeno laboratório anexo de seu quarto. Foi a primeira vez que Vênus acordou e o encontrou no quarto. 

-O que é tão interessante? -ela parou do lado dele, apertando o roupão contra o corpo. -O que é isso? 

-Seus nanites. -ele sorriu, entusiasmado. -Está vendo esses daqui, que parecem um pouco perdidos? São os poucos nanites que ainda "obedecem" ao Alfa, digamos assim.  

-E esses daqui... O que são? -ela apontou para os outros nanites que formavam pequenos grupos.  

-São os nanites que obedecem ao seu Diamante. -ele viu o olhar dela. -Foi o nome que dei para o seu nanite, o que o torna tão especial são as liga de diamante que usaram no projeto. 

-Cada um escolhido a mão. -ela olhava para a palma da sua mão lembrando de quando ajudava o tio a levar as caixas com as pedras preciosas para serem estudadas no laboratório. -Caesar, quero ir para casa. Estou cansada de ficar aqui. Já que estou melhorando, acho melhor ir embora antes que te cause problemas.  

-Eu... -ele olhou para ela e percebeu algo que não tinha reparado nas três ultimas semanas. Vênus estava mentalmente cansada. -Vou levar você, mas tem que me prometer que me manterá informado e que sempre virá fazer uma checagem comigo. 

Ela sorriu enquanto concordava com a cabeça e voltava para o quarto, para pegar suas poucas coisas. 

-E então... Não vi você falar do Rex nenhuma vez... Onde ele está? -Vênus estava sentada ao lado dele na nave, remexendo nervosamente em um fio solto da blusa.  

-Ele não fica mais com a Providência, está escondido com o Cavaleiro Branco. -Caesar parecia levemente nervoso. 

-O que houve? Vocês eram tão chegados. -Vênus olhou para ele, percebendo que parecia chateado.  

-Estou tentando consertas as coisas. -ele olhou para Vênus e sorriu. -Pelo menos uma coisa estou conseguindo consertar. Tivemos alguns problemas, ele não concordou muito com os métodos da Amazona Negra, nem os meus.  

-Sinto muito. -ela olhou para ele e sorriu. -Você precisar sair mais. Fica tempo demais naquele laboratório e na Providência. Vou levar você para sair. 

-Não devia ser o contrário? -ele riu quando ela lhe deu um soquinho no ombro. 

-❤- 

-Lar doce bagunça. -Vênus abriu a porta de seu pequeno apartamento, a sala estava bagunçada, cheia de correspondência no chão. -Saco, já falei pra ele parar de jogar as coisas por baixo da porta. 

-Realmente uma doce bagunça. -Caesar olhou ao redor, o sofá com as almofadas e uma coberta jogada. A bancada que dividia a sala da cozinha tinha um terrário e alguns materiais de artesanato sobre ela. -Ainda faz pintura? 

-Na verdade de tudo um pouco. -Vênus ajeitou as almofadas para que eles pudessem se sentar. - A maioria das decorações daqui fui eu quem fiz. Quer um café? 

-Claro. -Caesar se sentou, olhando a mesinha ao seu lado decorada com desenhos de flores. Ele olhou rapidamente as correspondências dela, na maioria avisos de vencimento. -E então, como foram as coisas nesse tempo que a gente ficou sem se falar? 

-A verdade? -ela olhou para ele por cima da bagunça da bancada. -Nesses últimos anos me tornei o que meus professores sem esperança previram. Não fico muito em um mesmo emprego por que sou desatenta e devagar demais para o gosto deles. 

-Só não encontrou o trabalho correto Raposinha. -Caesar olhou para ela sorrindo, e ela riu ao ouvir o carinhoso apelido. 

-Faz tempo que alguém não me chama assim. -ela levou uma bandeja com café e alguns biscoitos para ele. -E então, onde você quer ir? 

-O quê? Ah, isso... -ele passou a mão pelo cabelo. -Não sei, quem conhece a cidade é você... 

-Tá bem. Eu escolho o lugar e você paga. -ela tomou um gole do café. -Melhor você ter uma muda de roupa na seu laboratório. 

Ela sorriu e se levantou, indo para o quarto. Caesar olhou para ela e viu que ela não era mais uma garota, ela era uma mulher. Uma mulher forte, corajosa, inteligente e linda, uma mulher maravilhosa que começava a o cativar.  

-Ei, melhor ir buscar suas coisas. Eu não demoro muito para me arrumar tá. -Vênus gritou de dentro da pequena suíte. -E vamos a rigor, melhor você ter uma camisa social lá dentro, e de preferencia que não seja verde abacate. 

-O que tem de errado? -Caesar estava parado na porta do quarto. 

-Sério mesmo? -ela saiu de dentro da suíte, usando apenas uma toalha, com os longos cabelos molhados caindo sobre os ombros. -Esse tom de verde só fica bonito em casacos ou calças. E você está precisando de um guarda roupa novo. 

-Na verdade não tenho nenhuma roupa lá em cima. -Caesar virou de costas para ela.  

-Hm... -ela abriu uma caixa no guarda roupa e tirou uma muda de roupa de dentro. -Toma, acho que ainda cabe em você. 

-Onde arrumou isso? -ele olhou a camisa azul e a calça social preta que ela lhe entregou, junto com um par de sapatos sociais. 

-Lembra que você me trouxe pra cá depois do acidente? -ela olhou para ele, com uma leve tristeza nos olhos. -Você precisou se trocar aqui, antes de voltar para o laboratório. As roupas ficaram aqui e como eu não te vi mais depois disso... 

-Elas acabaram ficando aqui. -ele colocou a roupa sobre a cama e foi até ela. -Desculpe. Eu meio que fui jogado para o espaço depois da explosão e o que foram 15 minutos para mim, foram cinco anos para vocês. 

-Tá... -ela secou uma lágrima com as costas das mãos e empurrou Caesar na direção do banheiro. -Agora vai se arrumar. O restaurante enche rápido. 

Caesar pegou a roupa e foi para o banheiro. Vênus olhou dentro do armário, procurando o que vestir, como o seu armário havia ficado aberto suas roupas não estavam cheirando a mofo. 

-Saco! -ela foi tirando as roupas e as jogando sobre a cama. -Não lembrava que ainda tinha esse... 

Ela segurava um vestido mullet de chiffon verde agua, tomara que caia e transpassado, ela o vestiu e procurou pelos sapatos perfeitos, suas caras sandálias nude. Ela se sentou em sua penteadeira e começou a se arrumar.  

-Quem disse mesmo que não demorava pra se arrumar? -Caesar desviou de uma esponginha e foi para a sala esperar por ela. 

-O que você está fazendo? -quinze minutos depois ela apareceu na porta do quarto, pronta. -Vai se sujar assim... 

-Nossa... -ele precisou piscar algumas vezes, até ter certeza do que via. Definitivamente aquela não era a mesma garota.  

-Ficou tão ruim assim? -ela olhou para cima, olhando para seu cabelo. 

-O quê? Não... -Caesar foi até ela e pegou suas mãos. -Você está incrível... Bem, vamos? 

-Sim. -ela pegou as chaves sobre a mesinha e o acompanhou. -E então de que vamos? 

-Acho que um taxi é uma boa ideia, minha nave vai chamar atenção demais. -ele olhou para a nave parada no meio do beco. 

-Boa ideia. -ela riu e passou a mão ao redor do braço dele. -É assim que se acompanha uma dama, viu...  

-Sim senhorita. -ele colocou a mão sobre a dela, sorrindo. 

Eles pegaram o taxi e pararam na área cultural da cidade, uma surpresa que Caesar pensou de ultima hora para ela. Eles caminharam e pararam em um cinema. 

-Quer ver um filme? -ele parou em frente ao guichê, olhando para ela e sorrindo. 

-Hm... Pode ser esse? -ela apontou para o pôster de um filme de super heróis, sorrindo. 

-Sim. -ele pagou as entradas, comprou refrigerantes e doces e foram ver o filme. Um filme com ação e ficção cientifica, algo que os dois gostavam. 

-Foi incrível! -Vênus rodopiou na frente dele, entusiasmada, depois que eles saíram da sala. 

-Foi bem interessante na verdade. -ele sorriu enquanto oferecia o braço a ela. -E agora, em que restaurante vamos? Estou começando a ficar com fome. 

-É mesmo... -ela foi o guiando pelas ruas até pararem na frente de um restaurante italiano. -Bem vindo ao La Ragazza. Eles tem uma massa inacreditável! 

-Espero... -Caesar olhou ao redor. -Parece ser caro. 

Vênus cumprimentou um senhor, que a abraçou e a levantou no ar. Ele deu um tapinha nas costas de Caesar, que quase o fez cair. Ele os levou até uma mesa em cantinho mais reservado, falando em italiano com Vênus e por algum motivo a deixando vermelha. 

-Pare nonno... -ele a puxou mais para perto, lhe beijando o topo da cabeça. 

-Relaxa picolla... -ele tinha o sotaque carregado. -O prato de sempre bella? 

-Sim nonno. -ela sorriu e se sentou, ajeitando a saia do vestido. 

-Simpático ele. -Caesar riu enquanto aceitava o vinho que o garçom trouxe para eles.  

 

-❤- 

Caesar e Vênus caminhavam pelas ruas calmamente, sem presa, voltando para casa. 

-E então, não foi divertido? -ela sorriu, encostando a cabeça no ombro dele. 

-Sem duvida. -ele olhou para ela e sorriu, sentindo um sentimento estranho e bom. -Acho que vou querer fazer isso mais vezes. 

-Que ótimo. -ela olhou para cima. -Posso não conhecer muitos lugares, mas os que conheço são ótimos. 

Ele apertou carinhosamente a mão dela, a fazendo se aproximar mais. Vênus sempre gostou de Caesar, ele era a paixonite de adolescência dela, no tempo que ela ficou em Abyssus. Para ela aquilo tudo era surreal e ela ainda o achava encantador. 

-O que está havendo ali? -ela apontou para o fim da rua, próximo ao beco do prédio dela. 

-Os carros bateram. -a senhoria do prédio de Vênus estava na rua olhando tudo. -Parece que foi um EVO que causou isso. 

-Socorro! -uma mulher era segurada por um policial em uma maca, ferida, enquanto ela gritava e esperneava. -Meu filho está ali! 

Vênus viu a criança espalmando as mãos no vidro do carro, que começava a pegar fogo. Os bombeiros ainda demorariam a chegar e o carro corria o risco de explodir. Ninguém se ariscava a chegar perto. 

-Vênus! Não é perigoso... -Caesar tentou a segurar, mas ela se desviou. Alguns policiais tentaram a impedir, mas ela desviou deles com uma facilidade incrível.  

Um dos carros explodiu causando um incêndio em cadeia nos outros três carros próximos. Vênus desviou dos estilhaços e do fogo, pulando nos carros, sem hesitar. 

-Oi... -ela colocou a mão no vidro, sobre a mão do menininho. -Eu vou te tirar daí...  

Ela tentou puxar a porta, mas com o impacto ela havia sido danificada. Vênus olhou em volta e sinalizou para o menininho se proteger, ela enrolou o braço na barra do vestido e quebrou o vidro, com o cotovelo. Ela puxou o garotinho para fora do carro e correu com ele para fora daquela confusão.  

-Obrigada. -a mãe o pegou no colo, mesmo deitada na maca.  

-Precisamos ir para o apartamento... -Caesar pegou as mãos dela, a puxando na direção do prédio. -Agora.


Notas Finais


Gente qualquer erro, por favor me avisem. As vezes trocos letras ou o meu teclado come elas... Rs...


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...