História Alta noite - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Dragon Ball
Personagens Bulma, Vegeta
Exibições 171
Palavras 2.972
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Dragon Ball e seus personagens não me pertencem.

Eu nunca soube ao certo se gosto desta história ou não; às vezes acho cansativa, às vezes, genial. A única coisa que sei é que é a história mais usual que consegui imaginar, até hoje, com esses dois personagens e sim, adoro o céu estrelado que consigo imaginar dessa noite. E ainda assim, esse texto não surgiu do nada, eu vi um diálogo e umas cenas parecida sem um quadrinho, há muito tempo. Pedi permissão ao artista pra escrever essa fanfic, mas infelizmente não tenho mais o link dessa fanart, nem o email de autorização. Mas quem não deve, não teme, não é mesmo? se alguém ai souber de qual fanart estou falando, é só me passar o link, vou agradecer imensamente.

Capítulo 1 - Capitulo único


A fome era a única sensação que o tirava do transe inebriante, o qual permanecia por horas incontáveis, treinando dentro da nave.  Treinos esses que o fazia perder a noção de tempo e espaço, de consciência e  realidade, resumindo-o apenas num pedaço de carne em movimento contínuo, suor e energia.

Já na alta madrugada, Vegeta desligou o aparelho gravitacional. Sentir seu peso real só aumentou a fome, como se, antes, todos os seus sentidos estivessem voltados a sustentar a pressão exorbitante que fazia questão de colocar em cima das costas, com a gravidade no grau máximo suportado pela geringonça. O estômago do Saiyajin se contorcia, dando a impressão de que dentro do órgão, havia um ser vivo raivoso que tentava sair de lá a todo custo.

Seguiu para a sala de banho da nave, tentando se lembrar em que dia estava, e se essa informação era importante para a sua vida. O calendário adotado pelos terráqueos realmente não o interessava, porém não gostaria de não saber ao certo se situar no tempo, fato que o faria desconfortável quando saísse de seu casulo particular para uma forçada socialização.

Se tinha uma coisa que Vegeta detestava mais do que se sentir fraco, era de estar desinformado. A verdadeira astúcia de um homem era o balanceamento dos limites máximos de razão e informação. Herdou esse ensinamento da vida no militarismo forçado, moldando-o para estar sempre com  um olho nos seus interesses e o outro nas coisas do contexto que o cercava, mesmo que as julgasse insignificantes.

Após o banho, seguiria até a casa enorme. Não só para comer, como também para ver se alguém daquela família louca ainda estaria acordada. Passara tantos dias sozinho, calado, treinando dentro daquele aglomerado metálico, que sentia falta de um mínimo contato com outras pessoas.

Afinal, era um ser racional e tinha o dom da fala.

Por mais que tivesse escolhido se fechar para uma vida focada apenas no seu infinito particular, Vegeta sempre estivera ativo, cercado por pessoas, fossem aliados, neutros ou inimigos. Sua rotina sempre fora da mais alta movimentação, em batalhas com lutas de vida ou morte, treinos intensivos com parceiros de diversos planetas e até mesmo conversas despretensiosas, nos poucos momentos que se permitia desinibir.

Desde que, por vontade do destino,  veio parar na Terra após a batalha contra Freeza e decidiu permanecer aqui à espera de Kakarotto,  seus dias nunca foram tão silenciosos.

Abriu a porta da nave, respirou fundo.  O vento quente lambeu todo o seu corpo, fazendo o homem  estremecer; vento esse que também  assobiava no suntuoso  jardim externo da Corporação Capsula, mesclando seu som com o das folhas batendo umas nas outras. A sinfonia sussurrante  ressaltava o espetacular céu estrelado que cobria a noite da Cidade d´Oeste, fazendo com que  olhasse admirado para as luzes piscando em cima de sua cabeça.

Talvez fosse a adrenalina que ainda circulava com todo vigor em seu sangue - pelo longo período de treino - ou  apenas saudade.  Com o cheiro da grama adentrando seus narinas por debaixo daquele tapete de estrelas, Vegeta sentiu um impulso de voltar para a nave e fugir para o espaço, viajar sem rumo, parar em algum outro lugar.

Era possível que conhecesse alguns dos planetas que lhe apareciam ali como  pontos incandescentes, fato que o guiou ao pensamento fúnebre de que era  certo que uma grande parcela daquele show de luzes reluzentes não passassem das únicas lembranças vivas que viajavam pelas galáxias, de terras longínquas que não existiam mais.

Única lembrança viva... assim como eu ”.

Esse último pensando não tão romântico quebrou o clima nostálgico que o dominara,  o trazendo de volta a realidade. Voltou a se concentrar apenas nos roncos altos na barriga, que sinalizavam incessantemente que já havia passado da hora do príncipe dos Saiyajins se alimentar.

Seguiu com passos firmes até a grande porta principal e, num outro breve realizar momentâneo, levantou voo para adentrar a casa por alguma janela que haveria de estar entreaberta  – afinal, naquela hora da madrugada a porta de entrada, é claro, estaria trancada. Não se surpreendeu quando viu a porta da grande sacada da sala principal aberta despreocupada com o horário, como se tivesse sido deixada assim apenas para lhe servir de entrada.  

Entrou no cômodo enxergando com facilidade, embora as luzes estivessem apagadas.  O ambiente era  iluminado pela clareira do céu ensolarado de estrelas que vinha do lado de fora, passando pelas vidraças transparentes que contornava grande parte da casa.

O cheiro forte da nicotina que pairava no ambiente confirmou o real motivo da porta   escancarada, naquela hora da madrugada: a mulher de cachos azuis encontrava-se sozinha na penumbra de um canto escuro, sentada numa das diversas poltronas daquela sala, com um cigarro aceso entre os dedos.

Vegeta não se lembrou de já tê-la visto quieta por tanto tempo, nos 5 segundos que trocaram olhares sem emoção, como se fossem completos estranhos um para o outro.

Foi impossível não reparar a falta da sagacidade vivaz, tão habitual naqueles olhos grandes e brilhantes. Olheiras marcavam o rosto branco. Vegeta nada disse. A mulher também não. E ouvindo apenas o barulho firme dos passos pesados dele passando por Bulma, que permaneceu imóvel no seu canto, ambos sabiam que os olhos assassinos do visitante havia captado nos olhos tristes da anfitriã que algo não estava certo.

Seguiu direto para o corredor, não sustentando por muito tempo o breve encontro que tiveram, afinal sua fome o havia guiado ali e não aquela mulher insolente. Não pensava em outra coisa não ser comida. Esperou estranhamente que a outra lhe lançasse palavras de reprimendas por estar invadindo sua casa na calada da noite, palavras essas que nunca foram ditas naquela madrugada.

Já na cozinha, Vegeta abriu a geladeira, pegou tudo o que viu que poderia servir de alimento  - que não precisaria estar sendo  cozido ou temperado -  e jogou em cima da mesa. Não satisfeito, abriu todas as dispensas e pegou o quê também lhe serviria de refeição rápida, misturando tudo num banquete desordenado de diferentes tipos de embutidos, pães, frutas, saladas, cereais, comidas prontas, quentes e frias.

 Comeu. Comeu tudo.

O estômago já não o alarmava mais com avisos constantes de que estava vazio. Passou uma das mãos  na barriga, relaxado encostado na cadeira: Já não aguentava mais comer. Após a refeição, permitiu-se  um breve deleite no estado de modorra, ficando na posição calma, concentrado no voluptuoso momento de prazer.

Quando levantou-se da mesa, seguiu direto para a sala, deixando para trás a bagunça generalizada de potes vazios e talheres sujos, revigorado.

No caminho, aguçou seus sentidos de propósito,  para localizar a humana, que não poderia ter ido muito longe numa hora daquelas. Percebeu o KI de Bulma ainda inquieto e só, naquele mesmo lugar que a viu quando entrou na casa.

Não soube identificar se voltara por curiosidade ou apenas pelo falo de estar estranhamente sociável naquela noite, mas quando percebeu, já estava de pé ao lado da poltrona onde ela encontrava-se sentada.

Bulma permanecia com um cigarro aceso entre os dedos da mão direta. O cotovelo apoiado num dos braços na pequena poltrona, olhar vago. As pernas torneadas arrumadas como um ninho ao lado do corpo, fazendo com que a beirada da camisola que vestia  - que já curta se estivesse de pé - deixasse bem à mostra as coxas roliças.

Pelo cinzeiro transbordando restos de fumo apagados, Vegeta pôde ver que a terráquea estava ali há horas, talvez sentada na mesma posição, acompanhada apenas das butucas dos cigarros que terminava de fumar.

O moreno se aproximou devagar. Com o cuidado que conseguiu manejar com a  mão calejada, pegou o cigarro dos dedos dela, sem lhe dirigir palavra alguma. A mulher olhou para o lado num sobressalto, se assustando mais ao perceber que não estava mais sozinha do que com o pequeno furto em si.

Não levantou ou esboçou qualquer reação negativa ao ato.

Estava cansada demais pra brigar.                                         

- Noite difícil, Vegeta? – falou, pegando um novo cigarro da cartela dourada que transpunha entre o corpo e o estofado do sofá. Ascendeu-o com paciência, sem sair do lugar, olhando para o homem.

Vegeta deu uma tragada profunda, sentindo o gosto da saciedade descer-lhe garganta abaixo. Soltou o ar devagar, ainda de pé ao lado dela. Voltou a tragar o cigarro, dessa vez se livrando da fumaça com mais rapidez.

- Essa porcaria fede a tripa queimada, pensei que pudesse ter algum efeito mais  forte...  - eguiu para a porta da sacada, saindo da sala.

Encostou-se ao muro baixo da sacada, virado para o lado de fora da casa. Visualizou toda a enorme área externa da mansão, coberta por plantas e animais de pequeno porte, dando uma outra longa tragada no cigarro. Dessa vez, com mais suavidade, verdadeiramente aproveitando a fumaça amarga que lhe enxia os pulmões.

Pegou-se observando mais uma vez o céu com pintas brancas, quando a atenção foi desviada para a mulher que acompanhou seus passos, sorrateira.

- Vegeta, sabe que agora, toda vez que olho para as estrelas, penso no seu passado? – falou enquanto escorava o corpo com cuidado, também, no pequeno muro que separava a sacada da sala do restante do mundo.

- Você deve ter sido um pirata espacial incrível, tenho curiosidade em saber como funcionava com Freeza. Acredito que ele te pagava bastante dinheiro para que trabalhasse pra ele.

O moreno lançou-lhe um olhar feroz, jogando seu cigarro pelos ares, como se a menção ao seu passado tivesse transformado aquele coquetel de ervas em algo indigno de ser degustado.

- Porque pensa que falaria sobre isso contigo, inseto?

- Não me xinga, seu cretino. Não está na posição favorável aqui – ela cuspiu as frases em cima dele, voltando a tragar seu cigarro.

Virou-se de costa para o homem e voltou a se sentar, desta vez num pequeno sofá de cortiça alegre, que fazia parte do mobiliário decorativo da varanda.

Estranhou. Aquela única afirmação vinda dela, ao invés dos gritos de injúrias tão comuns de saírem daqueles lábios rosados, o intrigou. Por mais que tentasse soar grossa e despreocupada,  a mulher permaneceu com semblante apagado, como se as palavras que tentaram soar rude tivessem saindo apenas na tentativa de uma falha auto recuperação.

- O que está fazendo aqui sozinha essa hora? – alfinetou-a, com os olhos brilhando de deboche, dentes à mostra num sorrido maldosamente projetado.

Os olhos de Bulma fecharam-se num azul escuro profundo. Pensou que ela fosse desabar em lágrimas – o quê seria bem desagradável – mas se surpreendeu quando a mesma respirou fundo e mudou de assunto, tragando forte o cigarro amigo que parecia não acabar nunca.

- Não estou sozinha. Estou com você – retrucou, num tom calmo, olhar voltando a meiguice, vestindo uma máscara para afastar qualquer pensamento negro que poderia surgir com a lembrança de Yamcha.

Ao longo da vida, acumulara experiências em diversos setores das relações entre as pessoas, e as que mais aperfeiçoou foi no canal das ruins.  Vegeta era capaz de perceber quando algo estava errado de longe, mesmo que camuflado com caramelos de todos os sabores. Não queria saber  do que se tratava, entretanto, o mar profundo ao qual os olhos dela se transformaram com a menção empírica ao problema, o fez entender do porquê de tantos cigarros sendo queimados naquela madrugada.

O desacalanto ao qual havia se afogado não tinha haver diretamente com Yamcha. Bulma auto flagelava-se, jogando todas as culpas que poderiam existir para dentro de si. Uma tola por ter perdido anos acomodada num relacionamento que, no geral, não foi ruim. Gostou verdadeiramente do ex namorado e com ele acumulou experiências que ajudaram na  sua construção como pessoa, tornando-a o que é hoje, porém não se perdoaria por ter acreditado que esse carinho poderia amarrá-los por muito mais tempo, num laço mais sério ou em qualquer outro relacionamento do tipo.

O problema não era ter terminado. O problema era ter durado tanto.

A cientista não conseguiu identificar o motivo. Mesmo estando tão debilitada com a reviravolta interna que passava, naquela noite, sentiu-se confortável ao lado do guerreiro arrogante, que parecia ter tirado algum do seu precioso tempo para lhe fazer companhia.

Não acabaria com o momento atípico, vomitando méritos que não cabiam naquela conversa.

- Estamos falante hoje, heim.

- Hum.

Bulma apoiou o cigarro que agora já quase pelo fim, no cinzeiro que a acompanharia onde quer que fosse naquela noite, em de cima da pequena mesinha redonda que fazia par com o sofá onde estava sentada. Despreguiçou-se manhosa no assento, com os olhos fechados. Voltou a abri-los, arrumando os cachos que caiam pelo pescoço descoberto para cima da cabeça, colocando-o como pôde num coque alto.

Com o cansaço começando a bater, voltou-se ao homem. Sentiu um palpitar quente por partes tão íntimas do corpo que nem se lembrava que existiam. O olhar que lhe era lançado estava carregado de sadismo e fome, como se fosse um animal faminto prestes a abocanhar a presa robusta.

Gostou disso, num misto insano de surpresa com curiosidade.

- Gosta do que vê?

O Saiyajin fez uma careta irreverente, que não soube identificar se tratava de deboche ou de apenas um pensamento vago que insistiu em aparecer no seu rosto. Aquela mulher perigosa era da pior das espécies,  daquelas que fazia com que homens desavisados as transformassem em escravas, e quando se deixassem levar pelos desejos mais obscuros e bem guardados, as transformavam em rainhas.

Ela sabia jogar com as armas que tinha.

Voltou a olhar para o céu estrelado, sem responder com qualquer som a provocação da outra, afastando da mente maiores pensamentos sobre o assunto meticuloso e impróprio. Pensou vagamente que pudesse estar sento influenciado pela beleza daquele céu chamuscado de luzes.

- Acumular riquezas nunca foi meu objetivo. Posso dizer que tive minha própria fortuna. Guardava muitos objetos de valor agregado, o mercado entre os planetas mais evoluídos sempre foram desenvolvidos com sistemas complexos, com moedas distintas para dificultar a circulação de mercadoria, roubos, comércio pirata...

- Com essa riqueza podia conseguir recursos, como naves equipadas, ou contratar mercenários, essas coisas.

- Ficar rico nunca me livrou das garras do Freeza.

 - Mas ajudaria.

-  Não sou como esses vermes que pensam que podem comprar honra e glória. Ficar mais forte é meu objetivo, ia acabar com ele com minhas próprias mãos.

Aquela conversa já se esticara demais. Surpreendeu-se quando percebeu que falara mais do que necessário àquela felina mirabolantemente persuasiva, mesmo sabendo que estava enfraquecida por motivos maiores que não eram do seu interesse.

- Onde estão?

- Não me lembro.

- Seria muito bom que se lembrasse. Poderíamos pegar a nave e ir até onde estão. Sabe da riqueza de informações novas que traríamos para a Terra? Novas tecnologias, novos elementos...

- Não me interessa.

- Mas Vegeta, novas linhas de processamento de dados, novas fórmulas, a tecnologia pode ajuda-lo a conseguir qualquer coisa.

- Já disse, não estou interessado.

- Precisamos dessas amostras.

- Você precisa.

- A Terra precisa.

- Tô pouco me lixando pra Terra.

- Imprestável. Não se esqueça de que treina todos os dias dentro de uma nave construída por nós terráquios.

- Já me é mais do que suficiente, ou pensa que não posso ir treinar em outro lugar?

A conversa acabou alí, com esse pequeno diálogo que ambos nunca pensaram que seriam capazes de ter. O assunto, embora concreto, não passou de um pretexto em conjunto para que sustentassem aquele encontro não planejado.  

E permaneceram quietos do lado de fora da casa, por minutos que não foram contados. Cada qual com suas dores, debaixo daquela noite que se apresentou como uma obra de arte, na forma de corpos celestes piscando no espaço.

A terráquea de cabelos azuis encolhida no sofá caro, dopada pela droga que lhe servia de conforto enfumaçado, perdida em pensamentos. O Saiyajin, agora, sentado no muro da sacada, de braços cruzados, olhando para o céu, também concentrado.

- Bom, vou pro meu quarto – disse levantando-se devagar, sem dar muita atenção à ele

– Não acha o cúmulo do absurdo uma mulher linda e jovem como eu estar indo dormir sozinha, numa noite esplêndida como essa?

Atrevida, piscou-lhe um olho, tentando soar divertida por entre o olhar sem vigor.

Vegeta percebeu um brilho ali que permaneceu escondido durante toda a noite, como se o comentário tivesse despertado a verdadeira personalidade zombeteira da mulher.

- Do jeito que é vulgar, a última coisa que faria estando acompanhada seria dormir.

- Tem razão, Vegeta. Vai ver é por isso que estou acordada a essa hora, ainda cheia de energia pra gastar. 

Observou-a sumir dentro da casa, entre passos melosos, sem cerimônia.

O moreno respirou fundo, percebendo que faltava pouco para amanhecer, ainda sentado no pequeno muro da sacada. As estrelas já não brilhavam com tanta intensidade como no inicio daquela sua pequena aventura noturna. O negro do horizonte, agora, estava se transformando num azul intenso,  perdendo a cor escura para o Sol que apontaria dalí há pouco tempo.

Apesar de toda a complexidade dos fatos que o levaram até aquele momento, o príncipe admitiu para si mesmo que Terra era um dos planetas mais bonito que conhecera, com paisagens bem feitas, cores harmoniosas, sabores intensos e formas bonitas.

O que o estragava era os parasitas que o habitava.

Na onda rara de bom humor em que havia mergulhado sem perceber, desde que tomou consciência de si naquela noite,  voltou a lembrar das palavras que a mulher jogou na sua cara:  realizou que também não passava de mais um homem que dormiria sozinho naquele amanhecer fresco. Fato que também era um absurdo grande, no conjunto daquela noite de pequenos prazeres particulares, visto que se sentia  - assim como a conversa que teve com ela - estranhamente agridoce: salgado e salpicado com um açúcar cristalino que nunca tinha provado antes, e o qual não soube identificar de onde tinha vindo.


Notas Finais


Espero que tenham gostado, e comentários são sempre bem vindos ^^


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