História AlternativeTale - Capítulo 12


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Categorias Undertale
Personagens Asgore Dreemurr, Asriel Dreemurr, Chara, Flowey, Frisk, Mettaton, Napstablook, Papyrus, Sans, Toriel, Undyne, W. D. Gaster
Tags Alphys, Alternativo, Amizade, Asgore, Asriel, Chara, Drama, Flowey, Frisk, Gaster, Kyresang, Lua, Ocs, Sans, Toriel, Treta, Undertale, Undyne, Universo Alternativo, Violencia
Exibições 36
Palavras 2.773
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Luta, Romance e Novela, Saga, Seinen, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sadomasoquismo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 12 - E A Injustiça Permanece


Foi um clima um tanto agradável de muita música até agora. Foi a finalização do show depois de várias horas e já faltava dez minutos para a madrugada como Alphys observou no seu relógio. Até que tudo acabava com uma interferência na luz do sistema. A sala começou a piscar sem parar e inicialmente todos acharam que fazia parte da festa e coreografia do Mettatton, mas depois, já confirmaram quando as luzes se apagaram  e só pontinhos alaranjados e um azulado serviu de iluminação no lugar, e gritos dos outros. 

Sans se estranhou, pois a energia de lá era muito forte e não era tão necessário economizar para sustentar aquela estrutura. É provável que energia do núcleo, uma pequena parte dela manteve o lugar, mas a questão só ficava e a luz não voltava. 

Por um momento valioso, Mettaton aproveitou usar o poder de suas roupas, que se iluminaram segundos depois e começou a dançar.

- Não deixem a escuridão impedir o seu brilho, babyes! 

E essa foi a frase que fizeram todos continuarem pulando e se alegrando, vendo suas roupas iluminando no palco e piscando, mudando de cor, a música ainda intensa. Sans riu, admirando como ele consegue deixar o sorriso nos seus fãs e fazia algo melhor invés dos fãs serem naturalmente alegres por qualquer mínima coisa que ele faz, e talvez suas músicas não eram tão bregas quanto pensava. Foi um momento único, e relembrou de novo a questão quando as luzes voltaram quando piscaram e voltando ao seu estado comum de sempre. Foi uma finalização ótima, e muitos sorrisos de satisfação pairavam no caminho em direção ao portão de saída do Resort.

E agora, Alphys estava preparada para sair de lá.

- E Então, gostou desse show?

- Nah, valeu bem a pena, precisava de uma distração nesses dias. Gostei da atitude do Mettaton querendo manter o pessoal aqui. He...E a roupa dele é engraçada.

- Tudo você acha engraçado, não é. - já estava próxima da saída - Vamos, eu te levo para ca-

- Não não, obrigado. Eu vou sozinho usando meus atalhos. - fez sinal com as mãos e com o rosto tranquilo.

- ...- Alphys assentiu - Sorte sua, sempre tendo um jeito mais fácil, acho que é por isso que Paps te chama de preguiçoso.

- Preguiçoso? O que é isso? - brincou - Acho que é o meu sobrenome. - apagou a brasa da velinha apertando seus dedos sobre ela e balançando sua mão pela quentura rápida.

- Tudo bem. Foi tudo ótimo hoje, por mais que Undyne e Papyrus não viessem, tirei fotos para mostra-los. Tome. - ela tirou da sua bolsa várias fotos que não foram balançadas e colocou em suas mãos, enquanto deixou outras para ela.

Sans resolveu olha-las mais tarde por preguiça,disse mais outras observações sobre a festa e então se despediu da sua amiga. Papyrus com certeza vai ficar chateado e soltar altos reclamações, mas não se sabe como o seu dia passou, se foi tão bom que ele não precisará de questionamentos de onde estava, e as fotos era ma prova. Guardou-as em seu bolso e prosseguiu o caminho, tomando cuidado para não tropeçar nos pedaços raros de comida e pertences dos atrapalhados que abandonaram, e das pessoas arrogantes empurrando umas nas outras.

Era um bolo de pessoas e uma briga de apertados no portão, que demoraria alguns minutos. Antes dele pensar que seria melhor o teletransporte,sentiu mãos tocarem seus ombros delicadamente, e Sans se virou curioso para ver quem era. 

Era Mettaton, era óbvio vendo o seu rosto, coberto por um capuz e seu corpo todo revestido de um tecido discreto, para ninguém repara-lo. Só suas mãos metálicas eram um pouco perceptíveis. 

- Mett-

- Shh!  - sorriu, assentindo lentamente a cabeça - Achei que estaria cuidando do seu irmão, ou vendendo cachorros-quentes em plena noite, mas não aqui.

- Bem, aqui é um evento importante. - respondeu rapidamente. 

- Sim, sim. Alphys disse-me como você nunca faltaria pra vir para cá e já tinha certeza que viria para o meu show! - deu uma risadinha, e Sans sorria forçadamente -  Mas esse não é o foco agora. - riu mais um pouco  - Eu vi que estava do lado dela o tempo todo, só não achei que seria uma ocasião muito boa te chamar, estava com uma cara de sono, e por segundos estava lá acordado, parecia estranho!

- Hehe, aquilo se chama sono. 

- Mas enfim, você gosta de contar piada e fazer trocadilhos, certo?

- Por que pergunta? - aquilo era muito óbvio.

Mettaton percebeu como o portão foi liberado para melhor, e foi até lá, e o esqueleto o seguiu junto até próximos da fonte. Ele se virou, voltando para a conversa.

- Eu andei pensando nas suas habilidades humorísticas, e gostaria fizesse um Stand Up na festa de comemoração, pois eu estarei cansado, e você é muito útil. Tudo mundo gosta de um humor, e você é essencial segundo as fofocas.

Foi a hora que Sans não ficou feliz, mas em segundos, surpreso e nem acreditando. Muitos não iam com a cara dele, eram aqueles poucos que só achavam que ele vivia disso, e não sabia que tinha uma outra personalidade, quase todos pra completar, mas o consideravam de forma ruim, aqueles que forçam ter ódio por alguém que nunca fiz nada com si. Dessa forma, iria mostrar um pouco a sua essência por lá, e mesmo não resolvendo e agradando alguns, os que já conheciam iriam adorar. Ele olhava para o robô, pensando se aquilo valia a pena, não é um cara de promessas, mas fazer algo que gosta sendo em forma de favor, era algo bom.

- O que eu ganharia com isso?

- Estoques de katchup, mais comida, meias, qualquer coisa que pediria para o rei.

- Sério?

- Sim.

- He...- sorriu, balançando a cabeça - Isso seria uma fuga de responsabilidade sua, né?

- Nem comente. E então, vai me ajudar?

- Trato feito. - Sans apertou a sua mão, confirmando. Os dois sorriram grandiosamente.

Mettaton agradeceu e prometeu-lhe uma troca de vários prêmios no negócio, ainda dizendo sobre isso para o esqueleto acreditar, pois mais que ele assentia e sabia que ele não era um enganador. Apesar do seu jeito egocêntrico, essa personalidade se misturava com um carisma e gentil, que o fazia ser como Papyrus, mas para Sans, seu irmão é bem mais legal.

Observando de longe a mesa, ela estava vazia, deixando alguns restos minúsculos que deixaram por correrem - ou comeram lá mesmo - sobre a mesa. Ainda estava lá a caixa, e desviou o olhar, nem pensando um pouco sobre o que faria ao colocar. Talvez, fosse o único que deixaria uma mensagem guardada por lá, mas havia algo muito melhor para guardar as suas coisas, um local mais secreto que ninguém sabia além do próprio Sans. Os segredos armazenados bem ao fundo, e incrivelmente, ele já previu que faria, colocando a mão no bolso e sentindo a chave fazer um barulho que lembrava de sininho. 

Resolveu indo caminhando primeiro, pois não se sabe se seu atalho para o caminho da sua ''antiga casa'' falharia,e  ele entrasse em alguma dimensão estranha que não voltaria, pois as linhas se alteraram nesse tempo todo, locais criados, e talvez se ele usasse agora o seu teletransporte, o levaria para o novo reino, pois essa opção foi desativada pelos outros locais. Não que algo daria errado, ele só sentia-se desconfiado por usar tudo isso diretamente, nos locais escuros e manifestados por fitas de bloqueio.

Desceu as escadas do Resort, vendo alguns indo embora de pé até um portal aberto, indo diretamente para outros, para chegar ao reino.

Foi passando por Hotland, ficando como sempre suado e sentindo a nostalgia de vender seus cachorros-quentes por lá, um dos seus postos além de Snowdin.

Por mim,  conseguiu manter a confiança em si e conseguiu se teletransportar, passando por certas teias que prenderam ele, mas nem tanto e com impulso escapou. ''Já foram bem mais fortes'' pensava, quando a rainha das aranhas ficava por aqui e liberava, e por fim agora estava liderando uma loja, que até agora não achou a sua cara.

Sans não se conforma, e nunca vai se conformar. Já foi dito, e repetido. 

Essa alteração, não valeria a pena o humano dar o famoso reset de novo, depois de todo o esforço exigido pelo ''bem'', não iria tentar tudo de novo, apesar de que ele já saberia. Resolveu ele então ficar mais atento a uma flor, já ouvia sua voz de provocação sobre Frisk, diz coisas previsíveis, e mesmo se esquecendo dela, depois de um tempo notava que ela foi a responsável por sussurrar coisas ecoantes, numa época distante quando perguntou para o garoto no Grillby's.

Sans sabe de tudo, mas mantem em sigilo tudo isso e sempre mantem seu sorriso.

Lembra Frisk nessa situação, só que o contrário dele de ter tranquilidade e achar ''saber de tudo'' no universo, ele tem medo. Pois é um humano, uma raridade, pode ser morta, manipulada ou caçada, como agora. Sua alma é um rubi que todos lambem seus lábios para consegui-la, inclusive aqueles que ainda querem a barreira libertada, era, por agora, o início.

Por que se pergunta o início? Pois bem, tudo falhou. Mas isso é algo para ser contado em outra ocasião.

O foco agora, era a respiração fria e a neve consumindo o esqueleto que chegou aos poucos por lá. Snowdin, o seu querido lugar. Ele conseguiu encontrar um portal que o levou para a floresta nevada do local.  O céu estava escuro, como sempre vinha ultimamente, mas via o local sem vida pelo abandono. Se pelo menos mais pessoas viessem, acreditava que as estrelas passariam a aparecer no céu por mais tempestades surgissem, lá era maravilhoso. Palácios de gelo, Papyrus de neve, piscinas congeladas como dizia, ou melhor, para esquiar agora, a neve...E abandonaram. 

- Eu me pergunto se você gostou mesmo desse resultado, se ficou satisfeito. - expirou o ar frio e  branco.

Aumentou o caminho dos seus passos, suas pantufas deixavam o rastro na neve. Ficou com presa, não querendo ser flagrado pelos guardas, e colocou a touca se cobrindo. Suas pernas tremiam por não estarem completamente cobertas. Sentindo a presença de alguém, ouvindo passos metálicos de armaduras e vendo nada pela neblina, viu a primeira silhueta em sua visão, negra, uma árvore e se encostou sobre ela, ficando de costas e torcendo para não ser descoberto. Por um momento eles passaram, conseguia ver dois royal guards e suas sombras, conversavam baixo e de andavam de um jeito trapalhão. Soltou uma risadinha cobrindo com seu braço e seguiu em frente.

Não demorou, para avistar as cores das luzes que permaneceram na cidade, mas tudo fechado. Apenas aproveitou um tempo vendo tudo, e voltou a sua casa. Não tinha horas, e sim, minutos, não se sabe se Papyrus voltaria mais cedo, estava sob os cuidados da guerreira.

Só que desta vez ele não foi ver verdadeiramente a frente de sua cada, e sim atrás dela. Era um esconderijo que só ele sabia e corria rapidamente para atrás dela antes que alguém descobrisse. Com o mesmo barulho agradável de sininho ele destrancar a porta. Os  fios cheios de luzinhas de natal que ainda brilhavam, mas tão fracamente que precisavam ser trocados,mas pra que era preciso? O próximo natal, ainda longe, se lembrava, e sentia já a angustia. 

Parecia um cronometro o momento, o único momento do mundo, abrindo a porta. Após destrancar bem para evitar um erro por ser atrapalhado e quebrar a chave ou deixa-la presa, queria tira-la e se trancar lá dentro, caso os guardas vessem, eles eram bem atentos ás diferenças após ficarem no ambiente por dias. 

Abriu o local, que era até espaçoso, mas apenas um cômodo que lembrava um corredor. Lá o ar tão frio como lá fora, por nem ter janela e nunca encontrar os raios solares de Snowdin, mas quando isso só acontecia no verão, tudo virava outra coisa. Estava escuro demais, Sans deixou  a porta fechar por si,   emitindo um barulho profundo e a tranca. Batendo palmas de leve, a luz voltou, duas lâmpadas brancas acenderam no teto e então mantiveram outra cor, uma verde incandescente por ativar o modo de economia. Apesar de que cortaram agora a energia de lá como foi notificado,havia um gerador, apenas ele que sustentava  a sala.

Foi andando lentamente, despreocupado, olhando em frente viu algo que gostaria de desver e esquecer. Algo bem grande, alto, revestido por um pano purpura. Não se sabe o que era, mas apenas ele reconhecia. Desviou  o olhar se virando, para uma gaveta um pouco mais alta que ele, mal pode ver o que tinha mais nela, não se lembava. A cadeira de apoio não estava lá, e não gastaria tempo para pegar ela por preguiça. Se esforçava, se esticava, mas nada. Ele não cresceria mais pelo visto, e bufou, tirando a folha dobrada e dando um ''mega pulinho'' e jogando ela dentro, fechando a gaveta. Já suava cansado, nunca fazendo tanto esforço assim. Ficou ali por um tempo, ofegante, e logo tomou noção do tempo.

- É, já é hora pra eu ir, não há nada mais a se fazer. - concluiu, balançando a cabeça e indo até a porta. 

Tocou na maçaneta fria,destrancando-a e deu uma última olhada por lá, sorrindo de leve e vendo que tudo estava certo, e fechou. A luz apagou após a tranca fazer o barulho.

Voltando para o mundo, Sans colocou a sua touca, guardou a chave e deu passos largos saindo de lá, ficando sempre no canto das paredes e olhando tudo atentamente. Vendo que na cidade, incrivelmente não havia ninguém aqui que passou, começou a correr. Sempre no canto das casas, e se teletransportou, tendo destino ao que o atraia novamente. O portal. 

Não tendo costume completo pelo ambiente e ainda corria, tropeçou por um pé seu se afundar na neve e bater de frente com o chão gelado. 

- Hehe...- riu como um idiota baixo, arrancando seu pé do afundamento e se levantando, tirando os pedaços da neve no seu crânio.

Continuou andando, sentindo a pressão do portal mais perto ainda, arrastando preguiçosamente suas pantufas e deixando rastro, com as mãos abertas deixando-se armazenar neve entre elas que se derretiam aos poucos andando. Eram árvores atrás das outras, escuras e bem perceptíveis, com a nebulosidade ao fundo,sendo impossível de ver o que de longe. 

Claro, claro e mais claro. Aquilo tudo era lindo.

- Você se acha ingênuo o suficiente, não é, esqueleto?

- Quem me c...- Sans abriu suas órbitas, surpreso, olhando para frente vendo vários guardas de longe, de braços cruzados. 

Ficou confuso, tudo estava tão pacífico e ele foi com todo o cuidado, e conseguiram acha-lo, nem mesmo sentia a presença ou barulho deles. Ficou os fitando, franzindo o cenho.

- Nós colocamos câmeras em uma sala especial por aqui, acha que iríamos nunca nos atualizar por você?

- Por mim? Ah...E vocês pioram esse lugar cada vez mais, né? - sorriu, olhando pro lado.

- Sim. - bateu um pé em frente, andando até ele - Você, que fica caminhando por aqui sem rumo, acha que está disfarçando, esqueleto? Esse é o pior disfarce.

- Afinal, por que estão desconfiando muito de mim? Aqui é o meu lar, e depois de tudo, tenho que visita-lo, pra ele não ficar carente. - olhava-o se aproximando com seus olhos bem abertos.

- Odeio essas figuras de linguagem suas...- corria até ele.

- E você se lembra qual é? - fechou seus olhos.

- PERSONIFICAÇ- antes de terminar, o guarda sentiu algo acima de si.

- É, acho que é essa mesmo. - Sans pisou em cima de suas costas, o derrubando para o chão, aquela imensidão em corpo se desmoronava como um prédio e o esqueleto ria, brincalhão. Todos olharam, em choque pela ação dela - Eu nem sei os nomes das figuras de linguagem, eu não saber pra fazer graça.

O esqueleto corria se teletransportando, desviando e brincando com as lanças afiadas e enormes que tentavam atingi-lo, enquanto chegava ao portal. Conseguindo se esconder por um tempo entre a floresta mais fechada, num espaço, usando seu dedo afiado se aproximou cortando a ''parede invisível'' que se rasgou como um papel, e entrou dentro, cujo ele sumiu sob sua existência. O resto não precisaria ser dito já que  o seu destino era a sua ''casa''. Conseguiu entrar em Hotland e vendo o portal ainda aberto, sabia que teria um prazo ainda para ele se desmanchar e correu até antes que nunca. 


Notas Finais


Quando Sans diz ''- Eu me pergunto se você gostou mesmo desse resultado, se ficou satisfeito '' ele se refere á três seres, por mais que disse apenas ''você'', pois depois de dizer a frase ele se sentiu desconfortável por usar o plural. Ele referiu apenas Frisk nisso, mas haviam mais dois interligados que combinam com essa frase, que causa o mesmo efeito.


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