História AlternativeTale - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias Undertale
Personagens Asgore Dreemurr, Asriel Dreemurr, Chara, Flowey, Frisk, Mettaton, Napstablook, Papyrus, Sans, Toriel, Undyne, W. D. Gaster
Tags Undertale
Exibições 29
Palavras 4.256
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Luta, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Resolvi ''continuar'' esse capítulo, ou seja, já deixa-lo mais completo e editei o final. Achei melhor eu apagar o outro e repostar pra notificar á vocês, pois nem todos aqui são meus amigos e avisar na home obviamente não funciona.

Se já lerem ele, pulem esses parágrafos repetidos que haverá o novo lá em baixo.

Ah, e espero que gostem
Valeu muito, mesmo pelos 30 favoritos! Ceis são amazing.

Capítulo 12 - Possuído



Seria a única solução?, pensou e se perguntou.


Frisk sentia algo diferente em si, aquela insistência por não morrer, não era mais apenas isso.  Ele insistia para aquilo morrer também. Sentia-se cansado disso, só que ao mesmo tempo tinha impressão de algo que iria terminar tudo aquilo, e se não fosse do além, sua opção era ele mesmo.


A coragem que obteve com base na sua raiva, ele não ligava mais para as suas feridas, elas se regeneravam, pelo fato não dele resistir, e sim não querer morrer, que então por fim entra a sua determinação.Três atributos que carregava enquanto corria até aquele. Os dois corriam sem se cansarem, até que um quebrou aquele clima de correria.Então, enquanto ele corria entre o vento, pulou e ''quebrou'' a barreira que o fazia ficar de pé acima, e caiu em forma de malabarismo para o solo, sem se machucar e com uma incrível leveza.


Continuava correndo, mas a velocidade de Frisk estava em breve se igualando, e antes dele pensar em se virar para encara-lo, o garoto puxou o tecido da sua roupa negra e jogou-o violentamente para o lado, fazendo a criatura avançar para a extensa janela de vidro de uma loja e e ultrapassar, quebrando e caindo lá dentro.


Entre risadas e ruídos de dor, a criatura foi novamente levantada pelo humano com um puxão, e ele ria, encarando aqueles olhos vermelhos o olhando com desgosto.- Você, haha...É tão ingênuo. Não será fácil. Por mais que consiga ter habilidades igualadas, não terá a minha inteligência, Frisk. - e raramente, disse o seu nome, que causou arrepios no garoto que não queria que ele escapasse desta vez - Eu passei por  coisas que você não gostaria, e acabei adquirindo previsões por meio da experiência, ou seja...- seu corpo então se teletransportou para trás dele - Não há nada que possa fazer. He. - pegou sua blusa pelas costas - Minha vez. - com um forte puxão, Frisk sentiu o rasque do tecido e se desesperou, sendo jogado para fora e bem para longe.


Frisk se colidia em vários prédios, lojas ou qualquer condomínio no caminho por ser arremessado. Rangia os dentes, aguentando a dor que recebia.


As palavras daquele animal miserável desmotivaram ele nesse momento, imaginava que aquilo passou por tantas coisas que acabou enlouquecendo e querendo entrar na sua vida, o perturbando. Enquanto batia, criava uma enorme trilha de destruição, um chão que só sobrava-lhe peças e resíduos infelizes. Até que houve um fim, rolando de leve e encolhido.
 ....
Então, se você acredita que a pior pessoa pode mudar, já pensou em seguida, se ela não era a pior esse tempo todo, e foi você que entendeu tudo errado?


Frisk ficou um par de minutos deitado, e suas feridas que ardiam então se suavizaram.


Você só irá mudar a ideia se haver provas? Pois bem...eu fareia-as para você, e não evite-as depois.


Ouvia os passos que desenvolviam ainda o seu inferno ambulante por dentro, que já era demais. Os passos quebravam os pedaços no chão de um jeito agonizante.


Neste mundo, pode não ser uma regra, matar ou morrer.
Mas para alguns acaba sendo matar ou ser manipulado.


Frisk virou seu corpo para cima, olhando com os olhos entre-abertos para o céu negro, pacífico, até não se tranquilizar mais vendo a figura bloqueando a paisagem sem sentido. Reparou, olhando diretamente, naqueles  dois faróis vermelhos parecidos com os seus, que só de olhar por segundos, tinha vontade de desviar, mas não sabia o que ele faria se ignorasse-os.
Mas de qualquer jeito, aquilo era desesperador, ele não sabia o que aquilo se atreveria. Foi uma árdua luta, que ambos...Não, apenas Frisk se feriu.


Ele estava frustrado, bastante mesmo, mesmo conseguindo se curar, nunca viu que aquilo continuava agir naturalmente. Mesmo com os ruídos de dor, cambaleando, de algum jeito, voltava na sua postura.


Teorizou que aquele lugar tinha uma tal aura que curava-o rapidamente, pois tudo aquilo era uma cópia artificial com alterações, e então, ''aquilo'' como sempre referia queria que ele continuasse intacto, mesmo causando-o impacto, querendo aproveita-lo o bastante. 


- Ouça...Eu não quero mais cometer tudo isso em vão. Eu já estou morto de tédio, e por isso, você irá escapar dessa. Sinta-se feliz. - o olhava, e abaixou um pouco a cabeça - Por que não sorri? Eu não tenho dúvidas, com essa sua reação, seus amigos lhe perguntarão, e se pela primeira vez você disser, talvez morra, ou não terá nada agradável. Então sorria. 


Ouvia a risada ecoante e dupla, e observou como colocou o pé no outro lado, ficando acima do garoto. Pegou a sua faca com as duas mãos e a levantou bem alto, e então ela se alongava, se tornando uma grande e afiada espada em direção ao seu peito.


- Sorria por ser um bobalhão. Haha...hahahahahaha! Haha...


Você foi manipulado por uma tristeza guardada, a mágoa por eu não desistir
Como se eu abandonasse tudo por algo, ainda pensei em vocês.


Frisk fechou bem forte seus olhos, não tendo escolha.


Os pássaros não cantam lá fora pelo visto, eles estão acomodados em suas casinhas nas árvores, as flores estão silenciosas, mas se iluminavam em Waterfall de uma forma extraordinária, e no dia iriam desabrochar mais milhões delas.


É uma bela noite lá fora, uma bela festa de comemoração, que eu poderia considerar? Você sempre foi ótimo com frases, e até reproduzi uma que define hoje. 


Estava prestes a enfiar a espada, até que suas risadas pararam, vendo algo luminoso e vermelho bem na frente de seus olhos. A sua alma, que fez um barulho de pisque. Ele interrompeu tudo, a olhando chocado, ela começou a piscar, igualmente os seus olhos. Sua alma então, junto com o seu corpo que recebia controle foi jogado bem para longe.


A criatura se protegia com seus braços enquanto colidia em várias estruturas, e para ela, estava sendo bastante doloroso. Frisk olhava deitado, com a cabeça inclinada e não acreditando no que viu. Jurava que não era ele que fez isso, e se fizesse, de que forma? Que poder era aquele? Foi alguma alteração em si depois de tudo que passou, e o compensou? O garoto se levantou, mas com muita dificuldade, corcunda e com as duas mãos firmes na arma branca, também deu uma olhada rápida nela e depois olhava para o monstro ao fundo, muito confuso. Só que não adiantava lutar, ele estava muito fraco, como se aquele clima que o regenerava sumiu.


- O quê...- se perguntou ele, levantando com um pouco de dificuldade pelas feridas escondidas pelo manto negro o cobrindo por inteiro. O olhou, confuso - Não, não pode ser você, isso não pode ter se formado do nada em você, não há nada que possa além de mim. - se convenceu, ainda olhando cada detalhe de si.


Frisk abriu só um olho, o observando e trêmulo, querendo permanecer de pé. O menino cambaleou, mas firmemente, esperando o ataque que iria receber dele, que corria gritando de injustiça e frustração.


Com um susto percebeu com se aproximou, e os dois colidiram suas armas mais uma vez. O monstro estava violento, impaciente e querendo logo dar o reinício no local para tirar esse ''bug'' causado, pois nem queria esperar o que iria vir.


Medo? Talvez, e prevenção era o bastante antes de se irritar, se perguntando mais um ''o que'' e em breve, um por que.
Frisk rangia os dentes o encarando com um olho, trêmulo, porém, estava conseguindo manter o controle da faca, o que foi inesperado. Sempre nessas apostas das lutas, o monstro ganhava, e agora, estava sendo dominado.


Nem percebeu, o quão foi empurrado com apenas a pressão da mão, que ia com força para a arma, teve uma leve observação, que a força absorvida pelos músculos, ossos, esforço e até pela sua determinação se armazenavam dentro daquilo, lembrou-se que criou isso desde que viu como o humano estava violento sobre isso e demonstrava.


Empurrando-o, Frisk finalmente conseguiu afasta-lo, mas ao mesmo tempo, algo estranho reagiu na arma, e que em um piscar levou o monstro,novamente, para longe.


Ao contrário de sua alma que foi retirada e controlada, agora ele era empurrado por algo absurdamente forte e sônico. Era a neblina negra que o acompanhava, agora, parecia numa forma gigantesca de furadeira que batia a ponta na sua espada  e ele se forçava para ficar de pé, com os pés tão firmes no solo que deixavam o rastro profundo e destruía.


Gritou em desespero, e não teria tempo para se teletransportar, pois se não antes disso ganharia uma perfuração no seu peito, e então não se sabia depois. Continuou com a espada o defendendo-o, usando as duas mãos e fazendo-a de escudo.


Até que lentamente aquilo desaparecia, com uma técnica que também criou na sua arma, foram inúmeras opções nessa ocasião, e uma delas, foi sugar isso, como fez com os condomínios para jogar em Frisk. Porém, foi algo contraditório que imaginou.


Começou a ouvir o barulho de rachar, como a casca de um ovo, e não acreditava. A arma era feita com sua própria fonte, algo de si com materiais nobres e raros que só este sabia, e então, ela iria se acabar daquele jeito facilmente. Quebrando-se no meio com um barulho de piscar, só podia observar a escuridão passando por cima e mais nenhuma cena vista.
...


Você não imagina o quanto foi a sua sorte por este dia.

Na verdade, você pelo menos sempre está com a sorte nas mãos já que não consegue com a força.


Frisk abaixou a cabeça, algum poder determinante passava dentro de si, uma sensação de borboletas dentro do estômago, o vazio estava sendo enchido de algo bom, mas era forte, tão forte, que não se conteve tão fácil assim.


O que era aquilo? Ele sentia um abraço confortável e palavras que lhe determinavam, mesmo sendo quase irreconhecíveis, sabia que esse ser queria que o garoto ganhasse, e era bom. Sans? Papyrus? Undyne lhe dando truques de como ganhar uma luta?
Todas as conversar úteis passavam na sua cabeça, aquelas vozes familiares tão amáveis que agradeceu por ouvi-las pela primeira vez, pelas ruínas, em Snowdin, em Waterfall, todas as vozes lutavam por ele, não se sabe se eram eles, ou realmente alguém que as organizava, e cada uma delas o deixava mais inclinado e certo que tudo iria dar mesmo certo. Foi automático então.


Com um piscar em apenas um olho, Frisk sentiu que tudo estava mais fácil por um segundo o mundo ao seu redor, como se fosse projetado o que fazer de verdade agora. O olho que estava aberto piscou, arregalado e como uma bolinha vermelha, enquanto o outro apurava uma iluminação leve coberta pelas longas madeixas do seu cabelo. Seu rosto, inexpressível, e seu corpo, reto como de um soldado de tão simétrica estava. 


A neblina que criava um espaço bloqueando o monstro, acabou sendo destruída e levada pelo vento pela faca apontada pelo alto, e a respiração ofegante do tal que escapou daquele inferno quente e sufocante. Reparou como estava o seu parceiro de luta, daquele jeito, e não teve dúvidas que tudo aquilo era por algum controle.


- Como assim? É alguma brincadeira que você criou? Não me diga que quer tentar copiar o papel de antagonista do lugar, mas sim vai fazer papel de anta. NÃO...- afirmou finalmente, a espada se alongando e brilhando, se aproximando - É IMPOSSÍVEL! - exclamou, enfurecido - QUEM É VOCÊ, HACKER DE MERDA QUE ESTÁ AQUI?! 

''Não pode ser, ninguém tem a chave além de mim, e é um universo artificial que foi criado na mente dele, e que só eu sou capaz de fazer isso. Só pode ser um pesadelo...'' olhou Frisk, que vendo sua presença mais próxima, levantou a cabeça rapidamente, com aquele olho o fitando com perturbação, bagunçando um pouco seus pensamentos.Parou de andar, pensando no que fazer, se aquilo seria arriscado dessa vez e não queria receber o mesmo ataque, que ambo foi terrível e deu um trauma por escapar, e tomou noção que sentiu como o garoto sentia quando aquilo o tocava e o engolia dentre as profundezas da escuridão. Não conseguia analisar os fatos além dele, alterado. Engoliu em seco.


- Você...Pode me ver? - perguntou de leve, e a resposta foi a faca dele, que aumentou em um piscar com um barulho afiado, e corria em sua direção - Típico de você atualmente.


Os dois travaram uma batalha incrível de sincronização e quase morte que durou nem tão pouco tempo. Frisk,tinha uma energia liberada que se gastava, pois o seu corpo deveria suportar também aquilo.


Apesar de não mostrar expressão, foi capaz de ver suas respirações ofegantes e movimentos rápidos, sempre daquela maneira. Por algum motivo, ele estava lembrando Mettaton, com movimentos tão graciosos e rápidos como na dança, e ele foi bem difícil de derrotar. Se o feriu, foi pouco, os seus golpes rápidos fizeram sair deixar uma marca notável na criatura, uma marca que era preta como o seu todo, mas brilhante, que era o sangue.


Os dois lembravam cachorros brigando violentamente na rua, um feroz querendo arrancar logo algo dele e sempre avançando que no caso era Frisk, e o outro parecia concentrado, mas enfurecido também, sendo o mais experimente do momento.
...
- Está se divertindo? - Alphys esperava a próxima apresentação começar.


As cortinas do palco estavam fechadas, o sussurro das pessoas eram bem mais altos sobre como tudo estava ótimo e se questionando o próximo show, e o esqueleto se lamentava de fome.


- Eh, aqui não tem lanche?


- Oh? Haha! - Alphys riu na forma que o esqueleto interpretou, pois lanche eram o que as crianças mais usavam, ele estava mesmo incomodado e doído - É por isso que temos a comida lá fora para buscar.


- Que perda de tempo. - riu um pouco, pulando da cadeira e ficando só só os seus olhos aparecendo na mesa - Vai querer alguma coisa?


- Não, vá em paz Sans, não quero perder um segundo desse tempo valioso. 


''Mas nem começ...'' Sans balançou a cabeça, e seguiu em frente nem se importando já previa que em frente haveria uma diversidade de comida que se estragava por ninguém mesmo querer sair pelo robô. Abriu os portões do local e fechou cuidadosamente, estando no centro do resort MTT.


Passou de lado na fonte defeituosa e viu que Burger dormia um pouco, ou só estava de olhos fechados sentado de trás. Sans se encontrou na parede próxima ao elevador, que tinha uma mesa não tão grande, mas com muita, muita coisa apertada sobre ela. Bebidas, lanches cobertos, até embalagens de hambúrguer para microondas.


O esqueleto lembrou-se de Frisk, e então pegou uma sacola embaixo da mesa que achou, grande o suficiente e colocou duas embalagens, doces e afins. Depois de terminar, avistou um bom pote de ketchup no final da mesa que o deixou com uma expressão maravilhada, e além dele pegou outras pequenas porções de coisas para se sustentar no show. 


Suspirando, reparou enfim numa caixinha com um corte para colocar cartas, papéis no meio da mesa de comida, e um bilhete colado sobre ela.


''Compartilhe uma imagem, mensagem ou qualquer coisa de carinho para comemorar esta grande obra! - e não, não precisa pagar para isso, eu criei pois eu realmente gostei.


Atenciosamente, um amante de caixas''

Sans tocou dentro do seu bolso e viu que ainda estava o papel, e olhou pensativo para a caixa por um momento. Onde iriam deixar? Quem sabe, estava muito inseguro sobre ela. Sentia-se ruim agora, como se pedaço de si iria ser retirado.


O que sempre marcava nos papéis, era parte de sua essência e ponto de vista sobre algo, que iria ser arrancado e ido para longe para não ver. Cerrou os olhos, olhando-a, e então se recusou dando um passo para trás, e voltando para a festa e sussurrando um ''nah'' por isso. Chegou de volta na sua mesa trazendo o Ketchup e o lagarto amarelo fez uma careta pela refeição sempre repentina, mas resolveu nem comentar para não ser uma espécie de ofensa, e permaneceu com os olhos arregalados e fitados para o palco, o show novamente iria começar, e o esqueleto só observava curioso e se esquecendo do fato, abrindo a tampa e e bebendo o molho delicioso de tomate. 
...
Frisk caiu no chão, se segurando com suas mãos para não cair por inteiro, tossindo levemente sangue no chão, muito fraco por tudo, e agora, não tinha mais forças suficientes, o seu corpo já chegou no limite de tantos ataques e nem mesmo o seu pensamento de continuar estava presente.


Ao contrario da dor, depois de um tempo, sentiu um alívio nos ossos e músculos, e acabou se ajoelhando por distração naquilo. Não era cura, tudo continuava a mesma coisa de algum modo, mas era a sensação estranha, que disfarçava o momento de violência de tudo aquilo.
Algo difícil de explicar, como se fosse um apoio novamente por esse alguém, mas sua entrada estava bloqueada para continuar. Fechando seus olhos, não foi capaz de mais abri-los, e o som de lá fora foi retirado, só podia sentir o vazio, mal sentia agora o seu corpo, que estava ajoelhado e quase inclinado para cair no chão, o corpo bem mole, mas não caia, desafiando a lei da gravidade. Sentiu então por último, que acabou de cair no sono automaticamente por essa aura segura.


Não sentia aquilo desde o começo, era algo novo, que o manipulava, mas não tirava a consciência de que estava sendo, e percebeu o quão beneficiante foi, estava o ajudando por mais que criassem sequelas de dor, se esforçava para ganhar a batalha. A mesma questão da criatura foi a mesma que passou na sua mente, sobre como ele interromperia tudo e quebrasse as barreiras do lugar e dominasse.


A neblina enegrecida que o apoiava a todo aquele momento, agora se enrolava como uma corda o seu peito, para segurar o humano que aparentava ser frágil. Ele flutuou com a neblina o cobrindo em volta, que levantou Frisk, que ficou em forma como se fosse crucificado, e cobriu seus olhos, cobrindo rapidamente o seu resto do corpo.


O monstro apenas observava, também fraco e com fortes sequelas, já desistindo aos poucos.


- Ok... percebi o quão complexo podem ser as estruturas do seu ser, até você mesmo tem tendência em atrair problemas do além como esse. - respirava ofegante,  e correu rosnando - TIRE ESSAS PATAS AGORA MESMO! 


Novamente uma luta se travou, só que agora com o corpo ileso, e contra aquela sombra, e admitiu que tudo ficou mais difícil, por ela ser o verdadeiro controle de tudo isso. A voz macabra gritava de ódio por nunca acertar, até porque aquilo não se feria, e sim o único que recebia dano era ele próprio. Tentava e tentava, mas aquilo acabou se tornando inútil. O mais próximo ficava para tentar tira-lo dali, mas logo foi atingido. Não podia mais se achar convencido e que conseguiria acabar com aquilo de uma vez, e ainda mais saber o que era aquilo. 

Tentava, e falhava, e tentava, e falhava...

Um ritmo repentino levou a criatura ao chão, exausta e cheia de feridas pelo último golpe que a neblina sem controle finalizou. O silêncio reinava, como a morte daquilo, que não era exatamente isso. Aquilo era um ser quase imortal, para definir melhor, não havia sequer uma solução ainda descoberta para acabar de vez, e a única coisa que poderia fazer para para-la, era se ela desistisse. E pelo visto, Frisk, inconsciente e sua ''ajuda'' venceram. 

Vá até o seu objetivo para ativar o botão da saída.

A visão de tudo escuro tomou conta de um lugar com a iluminação de flores ecoantes e luminosas, parecia ser Waterfall quando observava sonolento e sentindo o toque da grama macia no seu rosto e corpo. Ouviu a ordem, e por mais que se questionasse quem era, se levantou de leve com os olhos verdadeiramente fechados, que se abriram bem de leve, revelando a cor vermelha que não estava iluminada, e sim num tom mais natural e discreto. Sentiu o vento bater em seus cabelos, e seu corpo todo curado ao contrário do que estava á fora.

Olhou em frente, a paisagem de vários campos, com pontes atravessando lagos bem movimentados que se iluminavam num tom lindo de azul claro que era a luz, além das flores ecoantes por todos os lugares e o céu escuro.O menino sem pensar começou a correr em frente, e ao decorrer dos seus movimentos, a neblina que o carregava levava o seu corpo em direção á estrela de save, que estava nada mais nada menos, que na caverna.

Ele não sabia ao certo se aquele era o verdadeiro caminho, era questão de instinto, pela revolta de todas ás vezes entrar naquele universo, apostaria tudo. Aquele era um lado sendo desenvolvido por Frisk, experimentar novos caminhos e arriscar para o melhor, que era a sua última opção. Percebeu o quão difícil se tornou por fazer tudo sozinho, mas ao mesmo tempo, tão bom para testar sua independência,e mais que caminhar em um caminho longo das ruínas que Toriel o desafiou. Só que havia um problema enquanto o pequeno jovem corria, ele não estava fazendo isso totalmente sozinho, alguém ergueu a mão para ajuda-lo numa situação de emergência, mas quem era?

Isso, corra.

Corra para o destino que se aproxima á cada passo seu, humano.

 As flores ecoantes incentivaram-o, enquanto ele media mais esforços para correr no longo campo gramado, e olhava-as quando podia para aguardar alguma fala. Ao mesmo tempo por estar em movimento, a escuridão com forma movimentava o seu corpo para fora daquele lugar, numa velocidade dez vezes mais rápida que os simples passos dele. Ele na verdade tinha o controle então? Então se  pensa em mais uma coisa, quem foi alguém que o tornou dono daquilo? 

Se distanciava do corpo, e não havia mais nada para saber sobre suas intenções, e o que faria depois de tantas sequelas e traumas que passou pela defesa então.

Vou contar-lhe uma história

Essa história é de alguém que pode voltar, por mais que o tempo não seja generoso.

Pode parecer um convencido achando isso um fato, mas isso é a verdade que prevê.

Pois a sua alma pode-se quebrar em pedacinhos, em sentido até exagerado, partículas que voam sobre o ar, mas então em certo dia, elas se juntam novamente, criando uma nova vida, mas o passado carregado do indivíduo, preso num mundo onde não sabe quando irá quebrar sua barreira, e chegar na tal e verdadeira realidade.

A lua estava já vermelha, na sua última evolução. O cronômetro estava maluco, parando e tendo pequenas possibilidades de se enrolar, entre um e dois porcento que se repetiam, pela drástica força da tempestade que iria surgir. As nuvens, gigantes, coloriam e davam o sentido sanguinário do local que antes era vazio e assombroso, o local de esconde-esconde. Começaram o piscar avermelhado e rápido do céu, o preparamento para o inferno. Só não se sabe porque as gotas não eram de sangue, e sim, de uma água tão fria, fora que isso foi um mito, e só criaram isso, pois nas guerras, essa água dos céus se misturava com o sangue dos condenados humanos e monstros.

Frisk fez uma expressão de questionamento, sentindo que não demoraria e reparou como a paisagem se movimentava mais rápido, pela sua própria rapidez na corrida. 

Você...Sempre foi considerado culpado por seus atos.

Mas um dia, fique orgulhoso, você mesmo mudará a visão daqueles que te acharam errado naquela época distante.

Sei que não pode compreender o que faço para ajudar, mas quando chegar o dia, acho melhor me agradecer por isso.

 

Se sentir verdadeiramente orgulhoso era umas das virtudes que queria se aproximar mais, mas ainda, era longe, mais do que a estrela que se aproximava cada vez mais, e o seu ''cadáver'' controlado. E falando em cadáver, ele não quer ser mais uma alma artificial controlada, com pensamentos loucos de antes e decisões diferentes, e sim, querer passar por um longo caminho que ninguém ultrapassaria.

Mas isso, já sabemos, mas os outros, precisam ainda. 

A risada do inimigo moral ecoava pelas gotas frias começarem atacar no céu, e caindo sobre a neblina que e evaporava, mas Frisk chegava perto, ele sentia, e avistava a estrela ao seu alcance. Correu passando por cada monte de grama,  ouvindo as palavras de motivação das flores, mal conseguia ouvir, mas sorriu largamente apesar disso, e estava a poucos centímetros da estrela dourada, erguendo rapidamente o seu braço, e antes de toca-la, tudo já se iluminou. Mas o mais estranho é que ela fez um barulho familiar, o de salvamento. Não queria que aquilo o lembrasse, mas o que podia fazer mais?

Seu corpo bateu delicadamente sobre o chão da caverna, perto da entrada. Ainda estava revestido da neblina preta que era uma cama confortável que se assemelhando á aquelas macias flores douradas, como uma cama. Agora, Frisk só estava interligado naquele lugar, com os olhos um pouco abertos.  e pode sentir o terremoto pela causa dos trovões, que caíram milhares ao mesmo tempo e fazendo um barulho estrondoso. Sentia apenas a escuridão e o barulho, a escuridão se expandia em seus olhos mesmo ainda abertos,e ele os fechava lentamente. 

Frisk fechou seus olhos, vendo tudo se iluminar por completo e transparecer a verdadeira realidade.

Escuro, escuro e mais escuro.

E por fim desta vez, o céu da caverna não desmoronou.

 


Notas Finais


Então ''cara'' ENTENDEU AGORA O QUE É ÓBVIO NISSO HEHEHE-
To pensando em escrever um jornal sobre esse capítulo, de tão confuso que vocês acharam.


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