História Aluga-se meio de campo - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Lu Han, Sehun
Tags Futebol!, Hunhan, Lu Han, Raito, Sehun
Exibições 210
Palavras 4.487
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá Boa tarde chuchus do meu kokoro <3 Como vcs estão?

Então este é o fim TT TT.

Muito obrigada a todos os favoritos e comentários, não vou falar/escrever muito aqui, nos falaremos lá em baixo.
~Galga muito obrigada por ser meu docinho e por betar a fic <3

Vão ler...

Capítulo 8 - Capitulo 8


- Mas porque ele não vem? - Raito perguntou  pela terceira vez, chegando ao campo de futebol no qual o time estava escalado para jogar. 

- Por que ele teve uma reunião importante, filho. 

Ainda não conseguia dizer o nome de SeHun...  

- Nada é mais importante para ele do que o time – o pequeno argumentou, com ares de sabedoria. - O treinador SeHun jamais fez nada tão divertido. 

Lu Han conteve as lágrimas e engoliu o desespero. 

- Sei que ele lhe falou isso, meu amor, mas... 

- Ele não me falou. Eu sei. 

Meneando a cabeça, Lu Han saiu do automóvel. Suas têmporas latejavam fazia dias. 

- SeHun não virá, Raito. Lamento, mas você terá que aceitar o fato de que ... ele nunca mais virá para os treinos. 

O garoto saiu do veículo e o olhou com olhar triste. O chinês observou-o se afastar, sentindo-se apavorado e vulnerável. 

********* ********* ********  

Naquela tarde uma jovem esguia, de cabelos ruivos, causou sensação no escritório. Soubera, pelos jornais, que a firma representava Oh SeHun e se apresentou espontaneamente como testemunha de defesa. Alegava que ficara muito feliz por depor contra Taylor, pois a expulsara do apartamento que dividiam depois de flagrá-la na cama com seu namorado. 

Além disso, a jovem procurou a imprensa e, em pouco tempo, a história apareceu nas primeiras páginas dos jornais em Dallas. 

Lu Han aproveitou a ocasião para chamar uma coletiva, como uma boa tática para ter a opinião pública a favor do seu cliente. 

Colocou-se diante dos jornalistas ansiosos, sorriu e agradeceu-lhes pela a presença. Então, leu uma declaração que reafirmava a inocência do acusado, tentando esconder o tremor das mãos. Seu cabelo estava impecável em um topete discreto, estava usando um dos seus melhores ternos, feitos sob medida, tudo para causar uma boa impressão. Mas a ideia de aparecer no noticiário o deixava nervoso. 

Tomara um cuidado especial para evitar que Raito ligasse a televisão naquela tarde. 

Depois de expressar a preocupação formal pelo tom sensacionalista da impressa ao cobrir a matéria, afirmou que Oh SeHun não passava de uma vítima das circunstâncias. Mesmo que não tivesse nada a esconder, preferiria que as denúncias infundadas da senhorita Beekman não tivessem sido noticiadas. Após acabar a leitura, colocou-se à disposição para responder as perguntas. 

- Qual é a verdade dos fatos? Quero dizer, qual o relacionamento do senhor Oh com a vítima? 

A questão que Lu Han e o resto da equipe esperavam apareceu, feita por um jornalista com reputação de interpretar os fatos e publicar matérias a seu modo. 

Ele conteve o sorriso, certo de que chegara o momento crucial da entrevista. 

- Meu cliente não me autorizou a responder a essa indagação, portanto,  não responderei. - Fez uma pausa para aumentar o suspense antes de prosseguir: - Mas gostaria de fazer uma observação. Meu cliente é um cavalheiro, considerado o solteiro mais disputado do Texas. Por que seria tolo a ponto de assediar a senhorita Beekman, se poderia ter todas as mulheres que desejasse? E por que seria uma mulher que, pouco tempos antes, fora apanhada em flagrante numa situação constrangedora com outro homem, o namorado da própria colega de quarto? 

Um murmúrio percorreu a sala e muitas mãos se ergueram para fazer mais perguntas. Satisfeito, Lu Han congratulou-se. Sua missão terminara com sucesso. Lançara a dúvida sobre a veracidade da história da Taylor, e aquele era o momento certo de se retirar. 

- Receio já ter dito o bastante, senhores. As alegações contra meu cliente  são absurdas, e vamos provar na corte que ele é inocente. Se me derem licença, tenho de me retirar. Obrigado, mais uma vez, por comparecerem. 

As questões explodiam, enquanto ele saía da sala e fechava a porta atrás de si. 

Os quatros sócios foram a seu encontro para cumprimentá-lo pelo brilhante desempenho. Foi Suzy Brown, entretanto, quem o abraçou com um sorriso de orgulho. 

- Garoto, você é um advogado de primeira categoria! - depois de apertá-lo com efusividade, voltou-se para Cartere. - Eu não disse? Sabia que ele era o melhor! 

Suzy era sagaz o bastante para perceber que Lu Han era um membro indispensável da equipe. 

O chinês entrou pensativo em sua sala, refletindo sobre os próximos passos a dar, e quase desmaiou ao se deparar com SeHun. Antes que pudesse reagir, o maior se precipitou em sua direção e o enlaçou, cheio de ternura. 

Uma quentura gostosa invadiu o chinês, e ele se entregou sem reservas ao contato delicioso, familiar e aconchegante. 

- O que está fazendo aqui? - o menor se afastou de súbito, enquanto ainda era tempo. 

- Trouxe uma lista de nomes de pessoas que podem testemunhar a meu favor – informou, sem tirar os olhos do chinês. 

Lu Han sentou-se, receando que suas pernas não pudessem mais suportá-lo. Apanhou o papel com mãos trêmulas e forçou a vista para ler as palavras que pareciam dançar a sua frente. 

Tratava-se de vários nomes de homens e mulheres com quem SeHun já estivera envolvido durante o último ano, que poderiam testemunhar sobre seu comportamento. Estudou a lista e decidiu que não pretendia se torturar ainda mais falando com aquele homem sobre sua intensa vida amorosa. 

- Entregue a minha assistente. - Lu Han sentia o sangue ferver de ciúmes. 

- Não foi só por isso que vim aqui – SeHun sussurrou. - Eu queria vê-lo. 

- Mas eu não quero vê-lo nunca mais! 

Ignorando-o, SeHun seguiu avante, com uma doçura que quase o desarmou: 

- Você está lindo, mas prefiro quando não usa roupas tão formais. 

Lu Han cruzou os braços sobre o peito, num evidente esforço para se conter. 

- Digamos que estou representando um personagem. 

- Prefiro quando está ao natural. Você é lindo porque é simples. 

- Suponho que deveria agradecer, mas não vou. E agora, se me der licença... 

- Como está Raito? 

- Como ousa perguntar por ele?! 

- Sinto falta do menino. Espero que não fique muito confuso com tudo isso. 

- Ele não sabe do que está acontecendo. 

SeHun relaxou os ombros e suspirou, aliviado. 

- Ótimo! Mas deve estar se perguntando por onde tenho andado. É muito esperto para não perceber que há alguma coisa errada. Gostaria de poder conversar com Raito. 

- Não! Não, não quero que fale com meu filho sobre sua excitante vida amorosa! 

- Lu Han, quando tudo isso acabar... 

- Como pode pensar que me esquecerei de como você usou Taylor Beekman, as pessoas que constam nesta lista e muitas outras que nem mencionou? 

- Está enganado! Eu tentei ajudar Taylor, e nada mais. Nunca fiz promessas, e não dormi com ela desde que se mudou para o prédio. 

O  coreano fez uma pausa para respirar e encarou o menor. 

- Lu Han, que diferença faz? Meu passado não é exemplar, sei muito bem disso, mas me transformei em um novo homem desde o dia em que entrou naquela loja, à procura de donativos para o time. Você me fez ver que minha existência era fútil e vazia. E me ensinou o significado de amar... 

A sinceridade das palavras tocou-lhe a alma, e o chinês teve de conter o ímpeto de se atirar nos braços dele. Sabia muito bem que, se não se controlasse naquele momento, tudo estaria perdido. 

Precisava encontrar uma razão para continuar brigando, mas nada lhe ocorreu. Além disso, SeHun estava sendo acusado injustamente... Não que o considerasse uma vitima das circunstâncias, mas não era correto que aquela oportunista tentasse extorqui-lo. 

Porém, não era problema dele, concluiu. Disposto a manter a barreira racional que erguera, engoliu  as lágrimas e guardou a opinião pessoal para si. 

- Entenda, aceitei defendê-lo porque preciso de meu emprego. E não posso perder tempo, pois ainda tenho muito o que fazer. - Com um gesto decidido, indicou a porta e o viu se afastar, sentindo um vazio escuro preencher-lhe o coração. 

********* *********** ************ ************** ********** 

Um mês depois  

Lu Han olhou mais uma vez para o documento enviado pelo representante legal de Taylor, que solicitava uma audiência conciliatória para o dia seguinte. 

- Acho que este caso está chegando ao fim. - Suspirou, olhando para Ellen. 

- Não sei. Mas garanto uma coisa: aquela mulher guarda  mais cartas na manga do que um show de mágica. Nossos detetives vasculharam o local onde a moça dançava. A história é que trabalhava lá antes de conhecer o senhor Oh porque precisava pagar o aluguel.  

O chinês franziu as sobrancelhas, um tanto espantado. Duvidava que Taylor não tivesse outra opção de emprego. 

- Os rapazes não encontraram nenhuma evidência concreta que o senhor Oh frequentava a boate – Ellen continuou. - Ela própria admitiu que se conheceram  em uma festa de um alto executivo da OhCom, famoso por promover reuniões animadas. A data coincide com a noite em que foi expulsa pela colega de quarto. 

- Interessante... 

Lu Han teve de admitir que, ao menos daquela vez,  SeHun estava sendo acusado injustamente. 

- Segundo a declaração de Taylor, o senhor Oh a convidou para ir à cobertura naquela ocasião, depois de dormirem juntos em um hotel. A partir daí, mudou-se para o apartamento desocupado e foi forçada a prestar favores sexuais. 

- Bem, é o que ela diz... - Lu Han ergueu o olhar do papel que estudava e encarou a assistente. - Não há nenhum recibo, nome ou ninguém que possa testemunhar que SeHun... Digo, senhor Oh, frequentava a boate, e o motorista da limusine nem sequer conhecia o endereço. Como um homem tão experiente conseguiu se meter em tamanha encrenca?  

Ellen abriu a boca para perguntar por que não perguntava ele mesmo, mas se conteve. 

- O único fato concreto em que se baseia a denúncia é uma breve discussão no saguão do elevador. - A assistente retirou um CD de um envelope e colocou-o sobre a mesa. - Aqui está a cópia da evidência principal, gravada pelo sistema de segurança do edifício. 

Embora fosse tarde e Lu Han tivesse de preparar o jantar de Raito, não teria escolha a não ser estudar o CD aquela noite. 

- Como o áudio é registrado em separado, decidi pedir uma cópia para compararmos com a imagem. 

O chinês assentiu, enquanto guardava os Cds na bolsa. 

Quando chegou em casa, sua avó já havia preparado a refeição e colocado Raito na cama. Satisfeito, Lu Han tomou um banho rápido e foi para a sala de televisão analisar as provas. 

************* ************ ************* *********** 

Dia Seguinte 

Lu Han olhou para os sócios e insistiu pela terceira vez: 

- Mas não precisamos delas. 

Brown foi a única que não argumentou. Duas belas mulheres aguardavam no outro extremo  da mesa de reuniões, para testemunhar  a favor de SeHun, enquanto ele e Walt Anselm conversavam baixo, ao lado da janela. 

- É um absurdo dispensar as testemunhas! - Cartere censurou, sorrindo para a exuberante morena de cabelos encaracolados. 

O chinês fitou o teto. Depois de ver e ouvir os CDs, estava seguro de que ganhariam a causa com facilidade. 

- Posso garantir que tenho tudo de que preciso para ganhar a causa. A senhorita Beekman forjou as provas, senhores. 

A mulher em questão entrou na sala naquele momento, seguida por seu advogado e dois homens. Um deles vestia um elegante terno italiano, e o outro, mais velho, usava uma jaqueta surrada de couro. 

- Preparem a munição, cavalheiros e damas – anunciou o advogado. - A batalha vai começar. 

- Acho que seu poder de fogo não é tão poderoso quanto pensa – Suzy retorquiu com um sorriso cínico.   

Lu Han cumprimentou os recém chegados e informou que tudo o que fosse dito ali seria registrado com valor legal. Após todos terem sido apresentados, pediu às testemunhas que se retirassem. Além dos advogados e seus clientes, estavam presentes um escrivão e um operador de vídeo e áudio. 

- Este encontro foi solicitado em um esforço de encerrarmos o processo. Devo dizer que temos provas claras e irrefutáveis de que houve intenção de extorquir dinheiro de nosso cliente. 

- Não é possível! - Taylor vociferou. - Se ele não quiser que sua vida seja destruída, é melhor concordar com meus termos. 

- Isso é um absurdo! - SeHun se exaltou, enquanto o advogado da loira gesticulava para que ela se calasse. 

Walt Anselm disse alguma coisa no ouvido de SeHun. Assentindo, ele se calou, mas o olhar que endereçou a Lu Han apenas enfatizou o que ele já sabia. 

- Da mesma forma, devo afirmar que acreditamos ter provas cabais de que seu cliente abusou da senhorita Beekman. 

- Se insiste nesse jogo, iremos até o fim. Como quer fazer? 

- Primeiro, vamos ouvir o senhor Londel. 

O proprietário de um clube privativo para homens foi convidado a entrar, e deixou evidente que fora chamado para mentir. De acordo com ele, Taylor fora arrastada da boate e forçada a prestar favores sexuais  por um homem que identificou como sendo SeHun. 

A outra testemunha, um senhor simples e humilde, quase deixou escapar que fora pago para dizer que vira a vítima ser empurrada para dentro do carro do acusado. Havia tantas contradições em seu testemunho que provocou risadas nos advogados. 

Lu han sentiu um prazer secreto ao ver a expressão de fúria no rosto da bela loira. Seu senso de justiça era mais forte que a decepção causada por SeHun. Ele não merecia  ser chantageado por uma oportunista... 

Bloqueou o curso do pensamento no mesmo instante, ao se dar conta da intensa carga emocional de seu julgamento. Tinha de manter a imparcialidade  se quisesse fazer uma boa defesa. Afinal, era apenas o advogado do caso, e nada mais! Aquele homem não significava mais nada em sua vida, enfatizou  para si mesmo. Jamais se esqueceria de que SeHun brincara com seus sentimentos e, pior, que envolvera seu filho em um jogo  de mentiras! 

Contundo, o fato era que fora sincero ao contar sobre o envolvimento com Taylor  e ao revelar os nomes de todas as pessoas com quem havia se relacionado... Teria sido sincero sobre outras coisas também? 

A entrada da elegante jovem de cabelos longos e olhos azuis o chamou de volta a realidade. Todos os homens da sala observaram com atenção a testemunha de defesa. Exceto SeHun, Lu Han notou com satisfação. Mesmo Anselm, o advogado dele, não pôde conter um sorriso quente para Morgana Hunter, a testemunha. 

Morgana disse, com tranquilidade e frieza que se relacionara com Oh SeHun durante três semanas. Frequentavam lugares públicos e foram vistos juntos  várias vezes, e acrescentou que se encontraram com a senhorita Beekman certa tarde, no saguão de entrada do prédio. Ela própria havia se apresentado como vizinha e amiga, e elogiara a generosidade do milionário, insinuando estar apaixonada por ele. 

A testemunha terminou o depoimento dizendo que Sehun nunca lhe fizera promessas e fora honesto e franco ao terminar o romance. 

SeHun apenas ergueu os olhos e esboçou um ligeiro sorriso de gratidão, enquanto a próxima testemunha era chamada. 

Rita Carpenter, uma proeminente atriz de teatro, ressaltou a generosidade do coreano. Falou também que ele sempre evitara relacionamentos longo, e lhe confessara que nunca se apaixonara. 

- SeHun sempre colocou sua liberdade em primeiro lugar. Todos sabiam que ele não estava pronto para um compromisso sério, e não seria tolo a ponto de se envolver com alguém se não estivesse interessado. 

SeHun olhou de modo significativo para Lu Han, fazendo-o corar. 

Seria possível que não estivesse tão só tentando seduzi-lo? Na realidade, não lhe prometera nada, e nunca o forçara a ir para a cama. Ao contrário, respeitara os limites mesmo nos momentos de maior intimidade. 

Lu Han pôs de lado suas considerações pessoais no instante em que o vídeo começou a rodar. Acreditava que aquela era a prova definitiva da inocência de SeHun. 

Não disse nada enquanto as imagens eram mostradas, quadro a quadro, como fotografias: Taylor abordando SeHun no elevador, colocando-se diante dele e sendo afastada do caminho, saindo da visão da câmera  enquanto ele seguia para o saguão comum. Na cena seguinte, ela aparecia com os cabelos em desalinho e a roupa rasgada, olhando para a câmera com efeito dramático. 

- Acho que a imagem fala por si mesma – anunciou o advogado da loira em tom solene. - Mesmo que não consiga provar que minha cliente foi levada à força para o apartamento no prédio do acusado, tenho provas de que sofreu agressão física. 

O rosto de SeHun se tingiu de vermelho. Olhando direto para Lu Han, abriu a boca para falar, mas ele o interrompeu com um gesto decidido. 

- A câmera não mente! - Taylor acrescentou, triunfante. 

- Mas também não conta a história toda – Lu Han declarou, com toda a calma. 

Levantou-se e retirou da pasta um Cd e cópias da transcrição assinada pelo chefe da segurança do edifício. 

- Os seguranças tiveram o cuidado de salvar esta gravação, ao suspeitarem de sabotagem no elevador particular do senhor Oh naquele dia. 

Taylor curvou os lábios num sorriso nervoso, dizendo  para si mesma que o vídeo provava que fora agredida. 

Lu Han sorriu e colocou o CD com a gravação integral. Passara horas analisando na véspera e, embora a qualidade não fosse tão boa como desejava, era o bastante. 

- Vamos deixar as conclusões para depois. 

O chinês pediu ao operador de áudio que sincronizasse o som e a imagem, e sentou-se para assistir o gran finale. 

Ouviram com inequívoca clareza quando SeHun ligava para os seguranças, a discussão  entre ele e Taylor e as ameaças  que ela lhe fizera. Porém, não havia registro algum de nenhum som que indicasse agressão. Tudo o que ouviram foi a respiração ofegante de Taylor, entremeada de sussurros furiosos: "Você me paga, SeHun! Isso não vai ficar assim!" 

- Espere! As palavras não combinam com os movimentos de nossas bocas! - ela gritou, recusando-se a se dar por vencida. 

- Temos a declaração dos guardas – Lu Han afirmou. - Podemos chamá-los para testemunhar na Corte, é lógico.  Não sabemos como você conseguiu se manter longe do alcance das câmeras enquanto montava a cena, mas isso não vem ao caso. O fato é que não contava com a gravação do áudio, nem com a competência da equipe de funcionários do senhor Oh. 

- Eu não sabia de nada disso! - o advogado da Taylor exclamou, desolado. - Tudo bem que o caso não tinha consistência, mas contávamos com a chance de conseguir um acordo. Jamais poderia supor que... 

- Presumo que a conclusão mais óbvia seja retirar a queixa. - Cruzando os braços, Lu Han passeou o olhar pelos presentes. 

- Sim... 

- Não! - Taylor gritou, a ponto de entrar em desespero. 

- Você não concorda? Devia agradecer pela generosidade do senhor Oh por não abrir um processo por fraude e calúnia, senhorita. 

- Se ele tivesse me ouvido, eu não teria feito nada disso! - Taylor o fuzilava com o olhar. - Eu só queria seu dinheiro, SeHun! 

- Por favor, aceite minhas desculpas, senhor Oh. - Constrangido, o advogado da loira se ergueu. 

- Não o culpo. Meu estilo de Vida sempre favoreceu essa situação. - SeHun  tornou a olhar para Lu Han. - Mas meu comportamento mudou nos últimos tempos. 

- O que não significa que vamos deixar de lado o pedido de restituição das despesas – Walter Anselm acrescentou. 

- Sim, claro. Mas não estou falando de dinheiro. 

- Se a senhorita Beekman se comprometer a não revelar à imprensa uma palavra a respeito do que aconteceu, recomendo que esqueçamos tudo e encerremos o caso. - Lu Han sugeriu. 

- Se ela não fizer tal acordo, eu farei – o advogado de Taylor garantiu, por entre os dentes, conduzindo-a para fora dali. 

Os sócios rodearam Lu Han, cumprimentando-o com efusividade. Estava tão exausto que mal ouvia os comentários animados dos colegas. Tudo o que queria era ir para casa e descansar. 

Como se tivesse adivinhado seus pensamentos, Ellen acenou para ele com um sorriso amigável, chamando-o para sair. Lu Han concordou de pronto, decidindo que seria melhor escapar enquanto todos se mantinham ocupados. Estava a um passo da porta quando sentiu uma mão em seu ombro, e se voltou para encarar Suzy Brown. 

- Bom trabalho, sócio. 

Entendeu de imediato o sentindo daquelas palavras, e abriu um largo sorriso. 

- Obrigado – murmurou, escondendo o prazer secreto de ter vencido aquela batalha. 

******* ********* ******** ******* 

Assim que chegou a sua residência, Lu Han trocou algumas palavras com sua avó, deu um beijo em Raito e foi para seu quarto. 

Tomou um banho relaxante e caiu na cama, adormecendo sem demora. 

Três horas mais tarde, acordou animado e bem disposto. Prometera ao filho que almoçariam juntos aquela tarde. 

Desceu para a cozinha para ver se sua avó precisava de ajuda. 

A preparação do almoço, entretanto não estava em andamento. Estranhando o silêncio reinante, percorreu todos os cômodos à procura de seu filho. 

Quando entrou na sala de estar, seu coração disparou. Sem fazer o menor ruído, observou por alguns instantes a figura imponente, de costas para ele. 

Pressentindo sua presença, SeHun se virou e abriu um largo sorriso. 

- A senhora Lu e Raito foram ao supermercado. Eu não disse nada a eles. Foi bom vê-lo de novo, e Raito parecia feliz por me ver. 

- Imagino que sim. - Lu Han baixou os cílios, evitando o olhar penetrante. 

O pijama comum, de flanela, não revelava nada que pudesse despertar a imaginação, mas o simples fato de SeHun vê-lo em roupas de dormir fez seu sangue entrar em ebulição. 

- Obrigado pelo que fez por mim, Lu Han. 

- Ellen merece mais crédito que eu. Foi ela quem se lembrou de uma conversa em que você mencionou o sistema de segurança do edifício. 

- É verdade. Acho que foi quando contei sobre o encontro com um casal de jovens moradores. Nossa, nunca sonhei que isso fosse salvar a minha pele algum dia! 

- Muito bom para você. 

- Sim. Mas não é por isso que estou aqui. 

- E por que veio? 

- Por que eu te amo – foi a resposta simples e direta. 

Grossas lágrimas saltaram dos olhos do chinês. 

- SeHun... 

- Acredite, eu tinha a intenção de dizer meu nome real antes de acontecer tudo isso. Passava as noites planejando comprar nossas alianças, confessar tudo, te pedir perdão por ter mentido e pedir que se casasse comigo. 

Incapaz de respirar, Lu Han deixou que o pranto caísse, livre. Estava farto de lutar contra seu coração, oprimido por um amor que não cabia mais dentro dele. 

- Por que mentiu pra mim? 

- Estava com medo. Tinha certeza de que você se afastaria de um homem com a reputação do playboy Oh. Viu um exemplo disso hoje, não é,  Hannie? As pessoas se aproximam de mim apenas por interesse. Eu precisava ter uma chance de ser diferente, e você era essa chance. Talvez a única... 

- Por que eu? Não sou como as outras pessoas com quem saía. 

- É justo isso que o torna único. Você é real. Sua beleza é real, como tudo em você. É a melhor pessoa que conheço, Hannie. O mais doce, o mais querido, o mais competente. É ótimo profissional, excelente pai... E será um marido fantástico. 

- Meu primeiro marido também dizia isso, e me abandonou – lembrou, contendo as lágrimas. 

- Aquele cretino não sabe o que perdeu! Suspeito que nem você saiba. - Avançou um passo e o olhou com intensidade. - A vovó Lu me disse que o casamento não deu certo porque você queria formar uma família. Eu também quero uma, Lu Han. E só descobri isso depois que o conheci, sabia? 

O menor mordeu o lábio, receando que a voz não saísse. 

- Não sei se consigo ser um bom marido para você, SeHun. Minha profissão é muito importante para mim. Pode ser que não me traga muito dinheiro, mas isso não é tão importante. 

- Sei disso, meu amor. Acredite, dinheiro também não significa nada para mim, embora eu saiba que resolve alguns problemas. Case-se comigo, e vamos formar uma família. A nossa família, iremos adotar quantos filhos você quiser. Lute por todas as causas perdidas que aparecerem em seu caminho. Mas deixe o treino do time por minha conta. Acho que seus talentos são mais bem utilizados fora de campo. 

Lu Han riu com vontade, e uma intensa felicidade o invadiu, fazendo-o ter a sensação de flutuar. 

- Está dizendo que não sou um bom treinador? 

O maior ergueu os ombros e acrescentou com bom humor: 

- Jurei para mim mesmo que jamais tornaria a mentir para você, meu amor. E vou lhe contar um segredo: creio que nosso filho prefere que eu assuma o time... 

"Nosso filho!" Lu Han cerrou as pálpebras, deixando-se envolver pela mágica do momento. 

- Eu te amo, Oh SeHun – murmurou ao ouvido dele, entregando-se ao abraço terno. 

- Isso quer dizer que devo manter as esperanças? 

- Quer dizer que vou privá-lo de uma vida excitante, cheia de mulheres e homens bonitos e compromissos sociais. 

- E terá minha eterna gratidão, senhor Lu! - Deu um passo atrás e o encarou, inebriado de paixão. 

- Pare de falar e me beije, SeHun... 

O maior se inclinou, pronto para obedecer, quando um ruído na entrada avisou que não estavam mais a sós. 

Lu Han se afastou, contrariado, para encontrar o sorriso cúmplice de Chang Li, sua adorável avó. Raito correu em sua direção. Para seu espanto, o menino pulou no colo de SeHun! 

- O papai disse "sim"? - o pequeno quis saber, ansioso. 

- Disse, meu anjo - Lu Han respondeu, com ternura, afagando os cabelos do filho. 

- Eu também disse "sim" - SeHun informou com orgulho. 

- É mesmo? 

- Claro. Raito me pediu em casamento. 

Ambos riram com vontade, e Raito pulou para o colo do pai chinês. 

- O que mais um homem pode querer? Terei uma família completa de uma só vez. - disse o coreano, com um sorriso no rosto e os olhos brilhando de alegria. 

- Nós já somos uma família, não é papai? Eu, você e a bisa Li. Mas agora será uma ainda maior! 

- Não é sensacional, querido? Você é um garoto de sorte! - Chang Li gargalhou de prazer. 

- E nossa família vai aumentar ainda mais... 

Lu Han pousou a cabeça no ombro de seu futuro marido e todas as dúvidas se evaporaram. Naquele momento, não havia mais dúvida de que sonhos se tornavam realidade. Com SeHun a seu lado, enfrentaria qualquer obstáculo que encontrasse pelo caminho, e nada mais o impediria de ser feliz. 

Quem poderia prever que aquele playboy milionário se apaixonaria por uma pai dedicado? 

Sua memória voltou no tempo, para o dia em que entrou na loja para arrecadar fundos para o time de futebol. Naquela ocasião, desejara agradecer pessoalmente o homem brilhante que criara o dia de reciclagem dos funcionários... 

Sorrindo, agradeceu aos céus por ter realizado mais aquele desejo. 


Notas Finais


This is it...

Agradeço de todo coração a todos os favoritos e comentários, pelas palavras de carinho. Peço desculpas se deixei a desejar em algo na fic. Espero de coração que tenham se divertido um pouco com HunHan e Raito <3

~Miss_Byun, fiz essa fic em sua homenagem, pq vc é maior HunHan shipper que já tive a honra de conhecer, e uma das melhores, se não a melhor, escritora que já tive a honra de ler, AMC foi um pequeno presente singelo para vc, uma forma de te dizer OBRIGADA por sempre melhorar meus dias com tuas fics divinas <3 , espero ter o prazer de ler mais fics suas, se puder ser ChanBaek, vai ser mais lindo ainda <3

~Galga, muito obrigada por sempre me incentivar e apoiar, por betar minhas fics e sempre estar disponível para conversar cmg e quero que saiba que conversar com vc sempre me alegra o dia, me sinto muito honrada em ter te conhecido <3 vc é uma mulher maravilhosa, Te Dua sua dilicia <3

Obrigada todos que estão cmg desde Fiducia ou FF, amo muito vcs <3

Mais uma vez me desculpe se deixei a desejar em algo. Obrigada pelo amor e carinhos contínuos. Não tenho planos de um extra, mas tbm não descarto a ideia, por enquanto a fic está acabada e finalizada...

AMO VCS <3

XoXo


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