História Aluna Exemplar 2 - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Justin Bieber
Visualizações 56
Palavras 2.378
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa leituraaaa!!
Explicações nas notas finais.

Capítulo 3 - O Grande Dia


O insucesso é apenas uma oportunidade para recomeçar com mais inteligência.” — Henry Ford.

O G R A N D E D I A.

Justin Bieber, quarta-feira, 08:11 AM — Nova York, Manhattan.

Parecia que eu havia voltado há anos atrás quando eu vi aqueles jovens sentados em minha sala de espera. Eles me lembravam a minha época de faculdade e minha vontade de crescer profissionalmente, já que assim como eles, fui atrás de uma empresa para pagar meu curso sozinho.

Desde de que eu assumi meu lugar na indústria B&S, fiz questão de remover o projeto que meu pai, junto com Shepherd, investiu milhões. Nunca concordei com ex-presidiários trabalhando na indústria. 

Haviam milhões de funcionários capacitados e que mereciam o trabalho, ao invés de pessoas que foram presas. Não importa se foi injustamente, ou não, elas foram presas e isso é um perigo para a sociedade.

Invés do projeto pacato que eles construíram, decidi abrir outro projeto no lugar, ajudando uma parte da sociedade. Ao invés de ex-presidiários trabalhando comigo, adaptei e formulei essa ideia em jovens aprendizes de 18 à 24 anos poderem trabalhar. Eles teriam a primeira oportunidade profissional com o contrato de nove meses. 

Demorou um pouco para colocar este plano em dia, mas hoje tudo ocorre para o primeiro processo seletivo. Como eu era o 
Presidente da Empresa, não foi necessário entrevistá-los, Lucian, Líder do RH, iria conversar com eles e ver quem são os vinte e cinco jovens mais aptos para trabalhar conosco.

Após verificar o perfil de cada jovem, de longe, voltei para a minha sala de escritório, onde eu passava a maior parte do meu tempo. É engraçado estar sentado na cadeira do Presidente, está me sentindo como o Líder da Empresa. Tudo isso por causa de um acidente que levou meu pai e Shepherd para fora dos negócios. 

Quando os dois sofreram acidente, deixaram-me como o líder de ambas empresas, tornei delas uma empresa só. Lucian me apoiou na escolha, deixando claro que apesar de eu ser o Presidente, por conta que as indústrias Bieber’s tinham mais ações e posses, todas as decisões deveriam ser tomadas pelo conselho da empresa.

— Senhor. — Ouvi a voz de Kristien, minha nova secretária, na porta de minha sala com o tablet em mãos. Fiz um gesto para que ela continuasse. — Hoje você tem um compromisso marcado em sua agenda, porém o Doutor Seth quer marcar uma reunião no mesmo horário e disse que é importante. — Ela olhou para o tablet, depois para mim e pude notar certa curiosidade em seu olhar.

— Qual é o compromisso de hoje? — Kristien mordeu os lábios com força, suspirando baixo e passando as mãos em seus cabelos ruivos. Levantei a sobrancelha esperando ela se recompor.

— É-É... É... — Levantei-me com raiva da cadeira, puxando o tablet de suas mãos e lendo a notícia que estava estampada no tablet.

“Os aparelhos que mantém William Shepherd serão desligados?” 

Pude entender o nervosismo de Kristien no momento que terminei de ler. Desde que William foi colocado em coma não falávamos dele, seja em qualquer lugar da empresa. Parecia algo... sagrado. Mas na verdade é algo complicado de se lidar.

Eu havia em esquecido que hoje os aparelhos de William seriam desligados, prometi a Lucian que estaria presente. Já que é meu papel passar que eu tinha uma boa aproximação da família.

Meus olhos cruzaram-se com os de Kristien e ela tentou ser reconfortante, mas não rolou. Comprimi meus lábios, encarando o teto e bufando alto.

— Avise ao Doutor Seth que estarei passando em seu consultório às 14:30 e peça que ele desmarque seus compromissos neste horário, pagarei o triplo se necessário! — Ela balançou a cabeça, esticando as mãos para pegar o tablet, por onde ela tinha que avisar ao doutor por e-mail. — Quero que cancele todas as reuniões, palestras e dispensem todos às 13:00. Entendido? — Ela balançou a cabeça e virou-se para ir embora. — Kristien! — Ela olhou para trás, levantando a sobrancelha. — Avise para Lucian para ele não se esquecer de avisar aos candidatos que o retorno de reposta será daqui duas semanas. — Ela apenas fechou os olhos balançando a cabeça, fechou a porta e saiu. 

Andei devagar até a poltrona, sentando-me e recostando minha cabeça. Eu estava nervoso com o desligamento dos aparelhos de William.

Após declarem a morte dele tudo ficará mais complicado, já que vira à tona o tão esperado testamento dele. William tem muitas poses que não imaginamos, suponho que até mesmo muitas ações que não foram contadas a seus filhos.

Metade de tudo o que é de William iria para a sua esposa Suzi, mas eu não sei se isso é algo bom. Eu tenho um medo constante de que esses 50% esteja relacionado a empresa. Isso atrasaria ainda mais o projeto, já que teria uma parte burocrática à isso.

Passei minhas mãos em meu rosto, irritado com a possibilidade de futuros problemas. 

Olhei em meu relógio vendo que ainda eram 8:31 AM, eu ainda tinha muito tempo antes do... Como posso chamar a morte de William? Sepultura? 

Balancei a cabeça tentando remover esses pensamentos negativos, levantando-me e colocando uma jaqueta, já que fazia muito frio em Nova York.

***

Encerrei a ligação do Doutor Seth pedindo a confirmação da minha presença em seu consultório, o mesmo nem fazia ideia de que eu estava em frente ao arranha-céu de seu consultório.

Desliguei o carro, descendo do mesmo e indo direto para a portaria do prédio. Precisei esperar até que eles pedissem a autorização para Seth, só dessa maneira eu poderia subir.

O armário fez um gesto com a cabeça para que eu subisse e assim eu fiz. Eu estava um pouco nervoso com os resultados dos exames, mesmo que não fossem meus.

Jeremy sempre um pai ausente, mas desde que sofreu o acidente eu fiquei responsável até mesmo por suas consultas médicas. Inclusive as particulares, já que sua amada esposa o deixou e foi com meus dois irmãos para Chicago. Desde então não tenho notícia dela ou de meus irmãos, e isso fazem no mínimo três anos.

Bati três vezes na porta até ouvir a voz de Seth pedindo para que eu entrasse. Ele estava de costas e pendurava algum quadro de medicina em sua parede.

— Boa tarde, Justin. — Ele sorriu agradavelmente, logo esticando uma de suas mãos para me cumprimentar.

— Boa tarde, Doutor. — Estiquei minhas mãos, e sem formalidade, sentei-me na sofá de sua sala. — Como vão os exames de meu pai? — Ele cumpriu os lábios sentando-se em sua poltrona. Os olhos castanhos de Seth procuravam algum arquivo na enorme gaveta que havia em sua mesa.

— Achei! — Sua voz havia saído com muita felicidade, mas logo agiu de se recompor. — Bom, Justin, os exames de seu pai não dão resultados bons desde sempre, mas com o tempo estão ficando cada vez piores. — Levantei-me e sentei-me na cadeira que ficava de frente para ele. 

Seth me esticou os exames sem os retirar de cima da mesa, pude ver alguns desenhos, números e palavras que não entendia. Afinal, não estudei medicina. Ao ver minha feição de quem não estava entendo nada, Seth suspirou.

— Aqui são os níveis celebrais de seu pai antes do acidente. — Ele apontou com o dedo para um desenho que indicava uma grande porcentagem. — Aqui são os do ano passado. — Percebi que os números haviam diminuído grandemente. — Este são o mês passado. — Senti uma pontada no meu coração. Apesar de não entender muito bem, eu pude sentir que os deste mês seriam cada vez piores. — Este é o da semana passada e este o hoje. — Os números desciam cada vez mais e o meu medo é quando o número chegasse a 0.

— Como estão as condições físicas de Jeremy? — Seth olhou para mim, senti outra pontada no meu coração. Aquele olhar, eu o conhecia muito bem. Foi o olhar que a enfermeira da minha mãe contou-me que ela tinha pouco tempo de vida. — Seth? — Suspirei alto.

— Em nossa mente existe um sistema nervoso autônomo. Ele controla algumas funções do ser humano... Justin, não vou dar uma aula de medicina para você. Eu serei breve e rápido. O que controla o coração de seu pai está falhando e a coordenação motora está piorando, logo ele não poderá mais ouvir nem falar.

Senti-me culpado por todas as vezes que pedi para que eu nunca mais ouvisse sua voz ou todas as vezes que eu implorei para que ele ficasse surdo de vez. O pior de tudo é que eu não sabia o que fazer.

O meu pai não está como William, totalmente em coma. Apesar de não mexer nenhum músculo, ele ainda fala e nos ouve. Fora que não sobrevive por máquinas, apenas por medicamentos. Muitos medicamentos. 

Eu não teria coragem para matá-lo de vez, fora que eu não decidiria isso, apenas ele pode decidir. Conhecendo como o conheço, isso jamais acontecerá.

— Eu posso vê-lo? — Minha voz saiu mais falhada do que eu imaginava, mas Seth pareceu não perceber. Apenas concebeu sim com a cabeça e se levantou.

Eu não tinha tempo para cuidar de meu pai, apesar de hospitaliza-lo. Ele ficava no próprio consultório de Seth em uma sala que foi criada especialmente para ele. Isso lhe custou milhões, porém foi a escolha de meu pai e como o dinheiro era dele, não tinha como recusar. 

Seth abriu a porta branca dando-me espaço para entrar na salinha. Comprimi os lábios de nervosismo quando vi o meu pai naquela poltrona branca, fazia quatro meses que eu não o fazia visitas.

Seus cabelos estavam ralos e fracos, quase imperceptível, porém mesmo com a velhice, continuavam loiros. Sua pele, coberta pelas roupas hospitalares brancas, estavam franzidas e com uma aparência horrível. 

Muito devagar, ele virou a cabeça para ver quem estava ali. Sorriu com aquele sorriso sarcástico ao me ver. Minha vontade era de revirar os olhos, mas contive. Eu não queria discutir com ele naquela situação.

— Quanto tempo! — Sua voz era tão fraca, tão... Não tinha palavras para descrevê-la além de fraca. Engoli seco em vê-lo naquela situação. Isso é um tanto repugnante. 

Ninguém imagina Jeremy Bieber morrendo naquele estilo. Em uma sala de hospitalar, sozinho e fragilizado. Eu o imaginava morrendo em grande estilo, talvez até em uma festa preparada somente para isso.

— Já estou indo. — Não tive coragem de chegar perto para conversar. Eu estava com dó de Jeremy, algo que eu nunca pensei em sentir por ele.

— Já? — Ele deu uma risada fraca, tentando parecer irônico. Quase senti que ele me quisesse ali, mas só podia ser imaginação minha.

— Só vim para ver como você estava, Jeremy. — Passei a língua nos lábios, aproximando-me e ficando de frente com ele. Senti-me estranho ao ficar superior a ele, mesmo que fosse apenas na altura.

— Veio me ver? — Jeremy tentou se vitimizar. — Ah, filho, como se eu não soubesse que você veio ver se falta muito para mim morrer. Afinal, você tem medo da minha morte. Quando eu morrer, meu testamento virá à tona. E você se surpreenderá com o resultado. — Mesmo com toda aquela fraqueza, ele não mudava. 

— Não tenho medo da sua morte, mas você deveria ter. — Ele levantou uma sobrancelha, sem entender. — Você não deixou nenhum legado.

— Eu deixarei minha empresa. Independente de tudo o que acontecer com ela, meu nome sempre estará presente. — Ele sorriu mostrando todos os dentes. Estalei minha língua no céu da boca com força. 

— Papai... — Me aproximei de seu ouvido e falei em um sussurro. — Você vai morrer em breve e morrerá como um ninguém. Você é um ninguém. — Levantei-me sem deixar que ele me desse uma resposta e fui embora.

Seth não tentou me impedir, ele sabia como eram minhas visitas com meu pai e sabia como acabavam. É como se fosse um círculo sem fim.

Olhei em meu relógio e pude ver que faltam trinta e dois minutos antes da morte de William, então me apressei em ir. Afinal, eu precisava apoiar Lucian naquele momento.

Estacionei meu carro em uma das vagas do estacionamento do hospital, dirigi-me até a entrada. Eu estava nervoso, nunca havia visto um filho desligar os aparelhos do pai. 

A recepcionista passou-me a sala que William estava e nem se preocupou em me dar autorização, Lucian já havia avisado que eu viria para a "cerimônia".

Lucian estava em frente ao vidro que dava a visão de William deitado. Parecia que ele estava em um sono profundo, mas ele estava morto há muito tempo.

Coloquei minha mão no ombro de Lucian, ele pareceu se assustar. Seus olhos azuis vieram de encontro com os meus, mas eles estavam tristes. 

— Sinto muito. — Ele apenas mordeu os lábios e consentiu com a cabeça.

— Ele está morto há muito tempo, eu só não conseguia enxergar. — Os olhos de Lucian se lacrimejaram, mas ele respirou fundo não deixando nenhuma lágrima cair.

— Eu não teria coragem de desligar os aparelhos. Você é corajoso! — Tentei reconforta-lo, mas Lucian deu uma risada triste negando com a cabeça.

— Eu também não teria coragem, Justin, quem desligará os aparelhos de meu pai será Clarissa, se lembra da minha irmã? — Lucian apontou com a cabeça para uma mulher loira que estava conversando com alguns dos parentes de William.

Minha voz sumiu naquele momento em que meus olhos se encontraram com o corpo dela. Ela estava de costas para mim, mas eu podia reconhecê-la até mesmo de costas. 

Seus cabelos continuavam enormes, mas agora ela os usava completamente lisos e sem os laços que costumava usar em sua cabeça. Seus cabelos se movimentaram na medida em que ela virava seu corpo anti-horário, até que se virou completamente para mim.

Clarissa havia se tornado uma mulher.

Seus olhos azuis estavam mais azuis, se isso era possível. Ela não usava tanta maquiagem como antes, isso a deixava natural. Radiante!

Suas vestes estavam mais simples, porém ela não havia deixado a mania de usar saltos enormes. Podemos mudar o quanto for, porém sempre teremos nossa essência.

Clarissa começou a se aproximar, pude ver que suas feições continuavam as mesmas. Aquele pequeno rosto angelical continuava o mesmo. Porém havia algo muito diferente nela.

É um anel. Não soube distinguir se é apenas um acessório ou um anel de noivado. 

A medida que ela se aproximava, eu ficava cada vez mais nervoso. Até que ela chegou o mais próximo possível de mim.

— Oi, Justin.


Notas Finais


Vim aqui me desculpar pelo sumiço que eu sei que não foi pequeno, porém foi necessário para mim. Eu sei que fazem exatos 70 dias que eu não posto nenhum capitulo e nem dou aviso aqui no grupo, e peço milhões de desculpas por isso. Eu precisava (necessitava) de um tempo para mim, para meus estudos e para colocar minha vida em ordem. Se eu consegui? Um pouco, mas não o suficiente. Mas este pouco foi o suficiente para colocar a fanfic neste meio! Bom, eu peço mil desculpas a vocês por tudo e agradeço quem não desistiu da fanfic, prometo que a partir de agora terá capítulos semanalmente, e caso não tenha, avisarei no grupo do WhatsApp o porquê. Isso não acontecerá mais, me desculpem!!

GRUPO DO WHATSAPP: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdbYlcaunHAyfnLFoZKtSB8IQJ8o1wY1Anc-FdY69Wm_m0clA/viewform?c=0&w=1&usp=send_form


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