História Always - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Tags Dumbledore, Harry Potter, Lily Evans, Prince, Severo, Snape, Tyna, Youngblood
Exibições 57
Palavras 1.669
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Hentai, Magia, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Mais um capítulo para vocês, amores! Espero que gostem ❤️❤️❤️❤️

Capítulo 4 - Oclumência


      Os alunos que adentravam à sala de aula não percebiam o estranho clima de constrangimento entre o professor Snape e Tyna. Ela olhava para suas mãos, envergonhada, e ele havia desviado sua atenção para os alunos que chegavam.
     Quando o silêncio se instalou no ambiente, Snape se pronunciou.
– A arte de inviabilizar que intrusos invadam nossas mentes e vejam nossas mais secretas lembranças é de grande utilidade. Sendo assim, hoje iniciaremos o estudo e prática da Oclumência
     Vários alunos trocaram olhares animados, afinal Oclumência era um dos conteúdos mais esperados do sétimo ano. E era notável a surpresa por ser o primeiro a ser estudado, uma clara amostra de que não seria um ano fácil. 
– Alguém pode me dizer quais são os três elementos necessários para a prática da Oclumência? – indagou o Professor Snape, olhando para a turma, desafiando-a.
     Dar aula de Defesa Contra as Artes das Trevas era um de seus únicos prazeres, já que ele almejava esse cargo a anos.
     Alguns alunos ousaram levantar a mão, desejando terem seu ego massageado ao responderem corretamente. Mas seu olhar recaiu sobre Tyna, que não havia levantado a mão embora, com certeza, soubesse a resposta.
– Srta Youngblood, – ela olhou para ele e este completou a frase com uma das sombracelhas levemente erguidas – responda.
     Alguns murmúrios foram ouvidos, afinal Tyna não havia pedido para responder e, no entanto, ele a escolheu.
– Foco, concentração e determinação. – respondeu ela, simplesmente.
– Cinco pontos para a Sonserina. – falou Snape.
     Todos sabiam que era comum que Snape favorecesse sonserinos em suas aulas, mesmo assim alguns grifinórios presentes se incomodaram.
– O foco é de suma importância para essa prática. Deve-se focar no que você quer que o intruso veja, assim escondendo seus verdadeiros sentimentos e lembranças. Concentração para levantar as barreiras de sua mente e impedir o progresso de seu invasor. E determinação para que não se tornem fracos e vulneráveis à possível dor que irão sentir dependendo do seu invasor. – Todos estavam compenetrados em suas palavras, alguns ansiosos por tomar nota para que não esquecessem. – Preciso de um voluntário.
     A animação presente nos alunos pareceu diminuir subitamente. Ninguém queria que o mais temido professor de toda Hogwarts invadisse suas mentes.
– Ora, ora.. – falou ele com um sorriso sarcástico estampado em seus lábios – que segredos sujos vocês guardam? Pelo visto, terei de escolher.
     Ele caminhou pela sala, com passos silenciosos, sentindo a tensão crescente dos alunos. Todos temendo serem escolhidos.
     E então um olhar nervoso mas, ainda assim, determinado se ergueu para encará-lo. Novamente, ele a escolheu. E ouviu-se toda a sala prender a respiração em uníssono.
     Entendendo que fora escolhida para servir de demonstração, Tyna se levantou e se dirigiu à frente da turma. Estava nervosa pois em instantes Snape descobriria que ela havia o visto.
     Ele parou diante dela, apontou a varinha para seu rosto e pronunciou o feitiço.
– Legilimens
                 PoV Snape
     Me senti mergulhando na mente dela. Fora fácil. Ela não estava tentando. Comecei a ver flashs confusos.
– É tudo culpa sua! – gritava uma mulher furiosa, de olhos de um verde intenso, negros e longos cabelos lhe emolduravam o rosto enquanto ela cuspia as palavras para Tyna.
     De repente, a lembrança mudou. Agora eu sentia sua resistência. Ela estava me afastando daquela lembrança.
– Se você me deixasse… – eu vi pelos seus olhos Máximus  tentando beijá-la. Falhando, claramente, na tentativa, pois ela o evitou.
     Eu sentia que ela havia ficado confusa e um tanto irritada com a atitude dele. E mais uma vez, as imagens mudaram. Ela ia bem para alguém que nunca havia praticado. O que me surpreendia. 
    Espécies estranhas e curiosas se tornavam nítidas aos poucos. Estavam pintadas no teto de algum lugar. O ambiente era levemente iluminado pela lua. Eu estava começando a reconhecer o lugar quando ela insistentemente tentava me expulsar de sua mente. Eu a pressionei um pouco mais, esperando que ela falhasse em me tirar daquela lembrança. Mas então a voz que eu reconheceria em qualquer lugar, em qualquer época ecoou na minha mente. Não havia imagens, havia apenas aquela voz.
– Seja forte… Seja corajosa… 
     No mesmo instante eu me retirei de sua mente. Demorei alguns segundos para me recompor. Eu não podia pensar naquilo agora. Quando olhei para Tyna, ela estava cambaleando para se encostar na parede. Da sua testa escorria uma gota de suor, havia sido um esforço grande demais para ela então me aproximei na intenção de ajudá-la.
– Está tudo bem? Precisa ir a enfermaria? – perguntei, sem me aproximar muito.
– Não.. Está tudo bem. Só preciso me sentar um pouco. – ela respondeu sem me olhar, se afastou da parede e com passos desajeitados ela caminhou até seu lugar.
     Quando olhei para a turma, esta estava estarrecida.
– Pois bem, podem praticar em duplas. Pronunciem o feitiço, Legilimens, com total clareza. – esperei que começassem, mas aqueles cabeças ocas estavam paralisados. Então, em um tom baixo e ameaçador falei:  – Agora.
     E todos começaram. Menos ela. Caminhei em sua direção e ela, ao perceber minha aproximação, começou a se levantar.
– Vou praticar agora, Professor. Só estava…
– Descanse. Está dispensada por hoje. – falei, simplesmente. Ela assentiu e murmurou um agradecimento ao se afastar.
    Entre alguns gritos de alunos que receberam o feitiço de forma agressiva demais e algumas risadas baixas de grifanos que descobriam lembranças embaraçosas de sonserinos, eu continuava pensando na voz de Lily na mente de Tyna.
     Era curioso. Tyna passara meros minutos com Lily antes que fosse levada dos braços da mesma para longe. Ela não deveria lembrar. Precisava informar a Dumbledore sobre isso.
               PoV Tyna 
     Apenas Merlin sabe o quão aliviada eu estava por ter conseguido impedir que Snape visse a lembrança da torre. E eu estava satisfeita, nunca havia praticado oclumência e fui muito bem logo de primeira.
     Fora curioso como ele havia saído bruscamente de minha mente ao ouvir a voz daquela mulher. E isso me fazia pensar mais uma vez em quem ela era.
     Durante toda minha vida eu a encontrara em meus sonhos. E ela sempre dizia as mesmas coisas. Seja forte, seja corajosa. Já tentei descobrir quem era ela, mas era impossível. Eu não tinha nada sobre ela.
     Me recordo de uma vez falar à minha mãe que estava sonhando com frequência com essa mulher. E o sermão que ouvi depois por dar atenção a “sonhos estúpidos” não era muito agradável de lembrar.
     Me dirigi as masmorras, onde era localizado o salão comunal da Sonserina. Haviam poucos alunos ali então decidi ir ao dormitório onde poderia ficar sozinha.
     Ao me deitar em minha cama, fiquei a fitar o teto tentando não pensar em nada, mas continuei pensando em tudo. Após longos minutos deitadas, Flora entra no quarto.
– Você não deveria estar na aula de DCAT? – falou ela, franzindo o cenho e se deitando ao meu lado na cama.
– Fui dispensada mais cedo. – falei e antes que ela perguntasse conclui – Aula de Oclumência, fui a voluntária e fiquei meio fraca.
– Ah. Mas você se saiu bem ou o Professor Snape viu o que você fez com aqueles trouxas nas férias? – falou ela e seu tom era malicioso.
    Eu ri, Flora sempre levava tudo a isso.
– Claro que não. – falei, e sorri. – Ele não viu nada demais. Só uma discussão com minha mãe e Max tentando me beijar ano passado.
     Flora que estava sorrindo, de repente ficou séria. E eu suspeitava o porquê, mas sabia que não deveria perguntar nada. Então só esperei.
– Max tentou te beijar? – perguntou ela, séria, mas ainda assim tentando disfarçar sua curiosidade com seu tom indiferente.
– Sim, mas faz tempo. Como eu disse, foi ano passado. Ele estava confundindo as coisas. Você sabe que os pais dele tem um passado complicado e ele estava sofrendo. Eu o ajudei e ele entendeu errado. Nunca aconteceu nada entre nós. – esclareci.
– Realmente, ele deve ter sofrido mesmo. Mas, enfim, qual sua próxima aula? – falou ela após alguns instantes.
– Slughorn. – respondi e me lembrei do recado que deveria entregar a ela. – Aliáis, ele quer que você vá à reunião dele, na quinta.
    Ela ficou calada, pensando no assunto.
– Por causa do Profeta Diário?
– Aham. – falei.
     Nós duas sabíamos que não havia porquê de idealizar as intenções de Slughorn.
– Vou pensar.
– E você, qual sua próxima aula? – falei.
– Transfiguração, com a Mcgonagall.
– Boa sorte. – falei, dando um sorriso fraco. Flora a detestava.
     Ficamos em silêncio um bom tempo apenas observando o teto. Não era um silêncio que incomodava, era apenas tedioso.
– Eu já vou, não quero me atrasar. – falou ela, se levantando. Pegou os seus pertences e saiu.
     Algumas horas depois eu estava no Grande Salão, na companhia de Anna, Flora e Max.
     A aula com Slughorn fora tranquila, o dever no entanto era enorme. E eu tinha que me lembrar dele para semana que vem. Os três conversavam animadamente, até mesmo Flora estava sendo agradável com Max. Que me lançava olhares curiosos toda vez que ela lhe respondia sem lhe alfinetar.
     Ao me sentir satisfeita dei boa noite a todos e fui ao dormitório. Tomei um banho quente, deixando que a água morna relaxasse meus músculos e me dessem algum sono.
     Coloquei um pijama verde escuro, que contrastava com minha pele pálida e realçava meus ruivos cabelos. Ele salientava levemente minhas curvas, não chegava a ser vulgar. Mas era, com certeza, provocativo.
      Me deitei e esperei que o sono me atingisse. Dormir não seria uma má ideia depois desse dia.
                   ***
     Por volta das 3 da manhã, estava eu a subir a escada da torre de astronomia. Havia acordado e não conseguia dormir de maneira alguma. Então pensei em ir para lá e meditar um pouco.
      Quando cheguei à torre, fui em direção ao parapeito e me recostei ali. Fitei o céu nublado e deixei meus pensamentos voarem para longe de mim.
     Uma voz arrastada e baixa falou atrás de mim.
– Srta Youngblood.
   Quando me virei em um susto, me surpreendi com sua proximidade. Ele estava a menos de meio metro de mim, me encarando com aqueles orbes negros e intensos.
     Snape e eu estávamos sozinhos ali. E mil perguntas rondavam minha mente.


Notas Finais


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