História Always - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Tags Dumbledore, Harry Potter, Lily Evans, Prince, Severo, Snape, Tyna, Youngblood
Exibições 34
Palavras 1.944
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Hentai, Magia, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, amores ❤️ Tudo bom com vcs? Trago um novo capítulo, quentinho, quentinho pra vcs U.u
Espero que gostem, boa leitura ❤️

Capítulo 5 - Culpa


     Era fraca a iluminação que havia na torre. O céu nublado que escondia a lua não a deixava clarear a penumbra que ali se instalava. 
     Snape olhava para o teto tentando ver nitidamente as figuras curiosas que estavam ali pintadas. Ao murmurar "lumus", a ponta de sua varinha brilhou e ele então pode ver que se tratavam de seres alados e azulados com astros em suas mãos. 
     Ele voltou seu olhar para a jovem que estava a sua frente. Os olhos dela estavam levemente arregalados e uma quantidade considerável de pele estava exposta sob seu fino pijama. Ele se divertiu, secretamente, ao vê-la abrir e fechar a boca algumas vezes.  Provavelmente estava pensando em alguma desculpa para estar fora da cama tão tarde. 
- Por que não está em seu dormitório, Srta? 
      Aos olhos de Tyna, Snape  não parecia estar bravo, mas dele podia se esperar muitas coisas. 
- Eu estava tendo problemas pra dormir, senhor. - disse ela, optando pela verdade. 
- Que tipo de problemas? - indagou ele, e ela franziu o cenho confusa com a curiosidade dele. 
- Insônia. - respondeu. - Mas já estou voltando ao meu dormitório, com licen... 
- Da próxima vez que for fazer seus passeios noturnos lembre-se de se cobrir. - disse ele, lançando um olhar acusador sobre seus trajes. E ela, envergonhada, cruzou os braços sobre os seios. 
- Sim, senhor. - Quando estava descendo as escadas percebeu que ele a acompanhava. Então parou de repente e ele quase esbarrou nela pela súbita parada. 
- Vou lhe acompanhar até seus aposentos. - disse ele, respondendo a pergunta que ela se fazia mentalmente. Ainda estarrecida com a situação ela apenas assentiu e continuou seu caminho. 
     Os corredores vazios que levavam as masmorras eram frios demais aquela hora. E Tyna, que havia esquecido seu robe, esfregava as mãos em seus braços na intenção de se esquentar. Snape logo percebeu o desconforto da jovem e, a contra gosto, jogou sua capa por cima dos ombros dela. Ela aceitou seu gesto silenciosamente. 
    Em seus pensamentos, a jovem tentava entender a estranha situação em que se encontrava. Andando de madrugada pelos corredores de Hogwarts ao lado de seu professor, Snape, e coberta por sua capa. Não era algo comum.
     Como o único som que era escutado era o ruído de seus passos, Tyna, incomodada com o silêncio, decidiu tentar conversar. 
- O senhor também estava com problemas para dormir? - perguntou ela. 
     Ele ponderou por algum tempo e quando ela pensava que ele não iria nem respondê-la, ele o fez. 
- Estava curioso para saber qual o lugar que a Srta tanto  escondeu de mim em sua mente. - disse ele, seu tom era indiferente. 
     Porém várias coisas passavam pela cabeça de Snape. Estar ao lado da filha de Lily, invadir sua mente, ouvir a voz de Lily após tantos anos, a semelhança entre as duas. 
     Ao ouvir uma resposta sincera dele as bochechas sardentas de Tyna coraram, e ele secretamente admirou isso. Mesmo na penumbra em que se encontravam ainda era visível o embaraço dela. 
     Tyna caminhava à passos calmos, por alguma razão desconhecida não queria que o tempo passasse depressa. Estava confortável envolvida na capa de Snape, o cheiro dele era inebriante. Era amadeirado e pessoal. 
     Quando estavam quase chegando ao dormitório, ele mudou o rumo. 
- Para onde estamos indo? - indagou Tyna, curiosa.
- Pegar uma poção do sono para a Srta. - disse ele, simplesmente.
- Ah. - foi tudo que ela conseguiu dizer.
     Para Tyna, era curioso a espécie de zelo que Snape estava tendo para com ela. Sem falar mais nada o acompanhou até seu escritório onde ele lhe ofereceu um pequeno frasco de conteúdo levemente azulado. 
- Beba. - ordenou ele e ela o fez.
    Uma breve careta se formou no rosto da jovem ao sentir o gosto amargo da poção. Snape sorriu em seu íntimo, ela lembrava Lílian em cada gesto. 
     Ele então a acompanhou até seu dormitório. Ela entregou a capa dele um tanto relutante. 
- Boa noite, professor. - falou ela, sorrindo sem graça. 
- Boa noite, Srta. - falou ele. 
- Pode me chamar de Tyna. - disse ela, se arrependendo instantaneamente. 
      Snape ergueu uma de suas sombracelhas e com um sorriso sarcástico a observou por alguns segundos. 
- Durma, Srta Youngblood. 
     Foi tudo que ele disse antes de se virar e sumir na escuridão em direção a seus aposentos. Deixando Tyna Youngblood se perguntando o quão inadequado aquilo fora. 
     Quando deitou-se, quase imediatamente, adormeceu. Um sono sem sonhos, tranquilo e pesado. 
                    ***
     PoV Snape 
       Não era difícil juntar os fatos. A torre de astronomia estava nas lembranças de Tyna e pareciam ser lembranças recentes. Era quase certo que ela presenciara meu momento de fraqueza naquela noite. 
      Teria ela contado a alguém? Não, provavelmente não. Caso contrário eu já teria escutado as fofocas pelos corredores. Teria de resolver isso, assim como teria de descobrir como Tyna ouviu a voz de Lily de forma tão clara. 
      Não podia ser uma lembrança, era humanamente impossível que ela recordasse ao menos a face da mãe. 
      E quanto as outras lembranças dela? Laurel sendo uma péssima mãe, como era de se esperar. Parecia culpar a pobre menina por algo. Meu afilhado tentando beijá-la e a irritando por isso. Mas por que isso a irritou tanto? De que isso me importava, afinal? Eu deveria apenas protegê-la e não me interessar por sua vida sentimental. 
     O dia fora cansativo, eu pude notar detalhes que a anos eu negava a mim mesmo. Como o jeito que as bochechas dela ficam rosadas quando acha que disse algo estúpido. A sua inquietude que lhe instiga a socializar, mesmo com homens reservados como eu. A sua habilidade em poções, que Slughorn insistia em ressaltar nas reuniões dos professores. Tudo isso herdado de sua mãe. Claro que manias irritantes, que ao longo dos anos pude observar de longe, vindas de seu pai eram muito presentes em seus trejeitos. O costume de se atrasar e burlar as regras eram umas de tais manias. 
     Enquanto eu pensava em todas essas coisas o sono finalmente me venceu e eu pude descansar. 
                      ...
     "A culpa é toda sua! Sempre foi!" gritava uma mulher fora de si para mim. A culpa era minha. Era como se eu tivesse sido o algoz de toda a sua desgraça.
       E eu estava sem palavras diante do desespero daquela mulher em me culpar. Quando foquei em seus olhos pude ver que eram verdes e intensos. Como esmeraldas. Mas eu não via seu rosto, eu apenas via seus olhos e escutava sua voz. 
      Mas, de repente, como que para acalmar meu coração ela surge. A mulher do meu passado. Sua expressão é vazia, mas seus olhos são furiosos. Ela caminha até mim e eu não me afasto. E quando nossos rostos estão mais próximos do que nunca estiveram em vida, ela diz com uma voz fria e cortante: "é tudo sua culpa, Severo. Sempre foi."
 
                   ...
     Acordei assustado e minhas mãos tremiam. Um suor frio escorria por meu rosto e me banhava o corpo. Fora um pesadelo. Fantasmas de meu passado me lembrando que eu nunca seguiria em frente. 
     Após me acalmar, tomei um banho e desejei que a água pudesse lavar a culpa que se agarrava a minha alma. Apesar de ser um pesadelo, era verdade. Fora tudo culpa minha. 
                    ***
      O dia passara rapidamente para Tyna, que recebera algumas advertências por não estar prestando a devida atenção as aulas. Mas era inevitável que ela não se distraísse em seus pensamentos sobre a madrugada daquele dia. 
      Ela pensava se Snape já não havia descoberto sua presença naquela noite. Acabou chegando a conclusão que não, pois caso ele soubesse já teria lhe dado um grande sermão e feito-a jurar que nunca contaria a ninguém. Embora ela não tivesse planos de contar, aquilo lhe instigava. Estava irritamente curiosa sobre o que levara seu professor a ficar tão frágil. 
      Outra coisa que sua mente a insistia em lembrar era o cheiro amadeirado e masculino que havia ficado em sua pele após devolver a capa de Snape. 
    Ao final do dia, Tyna estava no Grande Salão com seus amigos desfrutando do delicioso jantar que estava a sua frente. 
- Sabádo vão começar os treinos de quadribol, vão querer ir? - indagou Max as meninas. 
- Pode ser, que horas? - perguntou Anna. 
- 10h da manhã. Você vai Tyna? - falou ele, olhando para Tyna esperando sua confirmação. 
- Claro, vou sim. - ela respondeu sorrindo, antes de tomar um gole de seu suco de abóbora. - Você também vai, não é? - perguntou ela, se dirigindo a Flora. 
- Não sei. Talvez. - disse ela, seu tom era indiferente. Flora não gostava de esportes, mas Max estaria presente então havia uma chance dela ir. 
      Ao final do jantar, Tyna e as meninas se retiraram para seus aposentos. Flora escovava seus longos cabelos pacientemente quando Tyna chamou sua atenção. 
- Por que não fala logo com ele? 
- Ele... Quem? - disse Flora se fazendo de desentendida. 
- Max. - respondeu a ruiva, diretamente. 
- E o que eu teria pra falar com aquele garoto estúpido? - disse ela, e em seu tom havia certa raiva. 
- Que você gosta dele, Flora. Devia falar e... 
- Não seja tola, Tyna. Nós duas sabemos de quem ele gosta. - ela falou, interrompendo a amiga. 
    Tyna suspirou. Sabia dos sentimentos de Max, mas ela não tinha como corresponder. E sabia também que Flora gostava dele, mas era ridiculamente orgulhosa demais para falar para ele. 
- Isso não importa. - o olhar de descrença que Flora lançou à ela não lhe agradou. - Apenas tente. 
     Flora apenas bufou e se trancou no banheiro, onde Tyna sabia que ela pensaria no que havia dito. Sendo assim, ela se voltou para Anna que apenas ouvia calada a conversa delas. 
- E você, Anna? Nenhum rapaz em sua mente? 
- Ah, bem... Há um rapaz, mas é complicado.
- Como assim? - perguntou, Tyna, curiosa. 
- Ele é da lufa-lufa. - disse Anna, baixinho. - Flora não sabe. 
    Ao ouvir que o rapaz era da Lufa-Lufa, Tyna fez uma breve careta de descontentamento. Sonserina como era, pensava que lufanos eram ingênuos demais para sua amiga. 
- É complicado mesmo, mas me diga o nome dele. - disse ela, interessada em mais detalhes. 
- Cedrico Diggory.
- Acho que sei quem é. - disse Tyna, tentando lembrar de tudo que sabia sobre o garoto. - O pai dele trabalha no Ministério, não é?
- Sim, sim. - respondeu.
- E vocês já conversaram? 
- Algumas vezes, mas ele não gosta de mim. Sempre o vejo de conversinhas com uma garota de olhos puxados.
- Reverta isso então. - disse Tyna, encorajando a amiga. 
       Enquanto Tyna continuava a conversar despreocupadamente com suas amigas. Snape ia a passos determinados ao escritório do diretor. Os cabelos ainda estavam úmidos, havia acabado de sair do banho quando notara algo diferente. 
- Azedinhas. - pronunciou impaciente a senha em frente a gárgula que guardava a entrada do escritório. 
      Ao entrar na sala, viu que Dumbledore estava, calmamente, fazendo um carinho em sua Fênix. 
- O que lhe atormenta, Severo? - perguntou ele, com sua voz serena. 
    Severo nada falou, apenas puxou a manga do braço esquerdo e o exibiu aos olhos do mais velho.
- Isso. 
     E Dumbledore que era conhecido por sua calma e mansidão, arregalou os olhos ao ver a estranha tatuagem de uma serpente que saía da boca de uma caveira se tornar mais nítida e escura do que nunca havia estado em 17 anos. 
    Voldemort estava ressurgindo mais uma vez.


Notas Finais


TAN TAN TAN TAN, Tio Voldemort vai dar as caras, em breve, será?
E o Sev todo atencioso com a Tyna, hein? Capinha nos ombros, poção do sono para ela... Como vcs leram, ele a relaciona muito a Lily e se sente na obrigação de protegê-la agora que ele tem certeza de quem ela é. Em breve, Tyna vai descobrir os segredos do seu passado. Flora é uma teimosa, todo mundo sabe que ela gosta de Max mas ela é orgulhooooosa iguaizinhas uma pessoa ali que eu conheço (vulgo eu mesma, Debbie Melo) 😂😂 Brincadeiras à parte, me contem o que acharam do capítulo. Se gostaram do inserimento de Voldemort na história e tal. A opinião de vcs é importante.


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