História Always by your side - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, JR, Mark, Youngjae, Yugyeom
Exibições 12
Palavras 2.202
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Me perdoe quem ler, não sei escrever. Só isso mesmo

Capítulo 1 - I found you again


Jaebum pov.

    Um ótimo dia de ação de graças, deitado, comendo pizza do dia anterior e jogando LoL – assim como todos os outros dias. Ok, não é o melhor jogo pra se jogar, mas depois que saí da faculdade eu não tenho feito lá muitas coisas a não ser dormir e comer. Precisei arrumar algo pra fazer durante o dia já que não consigo arrumar um emprego (obviamente porque não terminei o curso).

    Na verdade, estava tudo ótimo, até minha mãe chegar gritando meu nome e perguntando se eu ainda estava vivo ou já tinha entrado em decomposição no quarto.

      — Ainda estou vivo, para a sua felicidade, mãe querida. - gritei do meu quarto, obviamente, na ironia.

      — Ótimo, então desça aqui e me ajude a tirar as coisas do carro. - ela gritou de volta.

      Eu não fazia idéia de onde ela tinha ido, mas fiquei abismado com a quantidade de coisas no carro. Provavelmente, aquilo tinha um história por trás, mas não arrisquei perguntar porque queria voltar ao meu quarto logo.

      — Você vai ficar com esse ar de morto todos os dias mesmo? - ela perguntou do nada.

      — Morto não tem ar, mãe. - falei querendo cortar o assunto.

      — Você sabe do que eu estou falando,  Im JaeBum - odiava quando ela me chamava pelo nome, mas ela parecia irritada, então não interrompi - Depois que largou a faculdade, só vive naquele quarto, jogando aquele jogo ridículo e comendo. Nem ao menos pra conversar comigo sobre o que aconteceu.

      Fingi que não ouvi e fui levando algumas sacolas pra dentro da casa.

      — Estou falando com você! - ela me seguiu gritando. Continuei a fingir que não estava ouvindo. - JÁ CHEGA! Não aguento mais isso. Eu preciso de uma explicação. - falou em tom alto e batendo na mesa.

      Quem não aguentava mais era eu, quase todo dia a mesma coisa. Ela não percebia que eu não gostava e não QUERIA falar sobre?

      — O que a senhora quer saber? - falei tentando parecer o mais calmo possível.

      — Você nunca foi assim, JB. Você sempre pensou no seu futuro, e agora tá aí quase - eu sei que ela queria dizer totalmente - jogado às moscas. E não venha me dizer que isso foi porque você mudou, que não é mais o mesmo pois cresceu. Porque você já me falou isso trezentas vezes e sabe que eu não engoli. Eu quero que você me fale a verdade.

       Foi automático, todas as lembranças passaram na minha cabeça, não consegui me controlar e cai no choro. Minha mãe entrou em desespero e começou a me pedir desculpas incontrolavelmente. Ok, não era de total culpa dela, uma parte era culpa minha por não saber superar um antigo amor. Ainda mais quando eu acabei com tudo.

      Minha mãe me acompanhou até o quarto e só foi embora quando eu parei de chorar e falei que estava tudo bem (na verdade, eu falei isso muitas vezes até que ela saísse).

       Mesmo tendo parado de chorar, continuei pensando - como todas as outras noites - sobre o “antigo amor cujo qual eu quem tinha acabado com tudo”, ou melhor, o motivo de toda minha vida ter virado de cabeça pra baixo.

        Resumindo tudo em algumas linhas é, mais ou menos, eu me apaixonando por a melhor pessoa que eu já conheci nessa vida, e estragando tudo após beber todas pegar um menino da faculdade - que era afim de mim e me persegue até hoje. E quando eu digo pegar, é realmente PEGAR. Toda a faculdade ficou sabendo e, obviamente, já que ele também era de lá, Youngjae.

        Assumo que errei em fazer, e também em esconder. Mas eu não queria perder ele. Porém não fui pelo caminho mais aceitável.

        A cena de quando ele veio falar comigo não me sai da cabeça. Lembro até a roupa que ele usava. Calça jeans rasgada, uma camisa branca, uma jaqueta jeans - pra esconder a tatuagem - e seu all star branco de cano médio (o qual compramos juntos e disse que seria nosso amuleto). Ele passou a noite comigo, como sempre, e antes de ir embora disse que precisava ter uma conversa comigo. Toda vez que lembro de sua voz dizendo que aquela noite seria a última vez que nós teríamos nos beijado, ou melhor, nos falado, eu sinto como se fosse uma facada no meu peito. Na verdade, uma facada doeria menos.

       Enfim, depois dessa noite tudo mudou. Depois que ele passou pela cerca do parquinho, eu nunca mais fui o mesmo. Isso já aconteceu à uns 8/9 meses, mas lembro como se tivesse sido ontem - deve ser por isso que não consigo superar. Também não ousei o procurar, saberia que ele não queria ver nem minha sombra.

       Tentei parar de pensar sobre e finalmente peguei no sono. Tudo parecia tão normal, até eu acordar com os gritos da minha mãe. No começo não consegui entender o que eles falavam porque ainda estava muito sonolento. Mas com a continuidade dos gritos, eu fui despertando até que consegui decifrar o que ela estava falando. E eles vinham da rua.

       — NORA, POR FAVOR, FIQUE COMIGO. SOCORRO!!!

      De começo não entendi muito porque ela estava gritando por minha gata, até que eu olhei pela janela e a vi de joelhos no meio da rua, chorando e segurando algo muito peludo. Não ousei ao menos colocar uma camisa. Eu não acreditava que aquilo estava acontecendo.

      

Youngjae pov.

    Depois que abri a clínica, minha vida virou de cabeça pra baixo. Vou confessar que aqui não é aquele mar de estrelas que eu sempre achei que fosse enquanto estava na faculdade, mas também não vou falar que não estou realizado, porque estou. Não tenho mais vida social, ok. Mas valeu a pena.

     Fazem apenas uns 4 meses desde que abri, mas já tem um reconhecimento grande - afinal, não se tem muitas clínicas veterinárias boas por aqui (bem modesto de minha parte).

     Resolvi fazer plantão hoje já que era feriado, e eu não tinha com quem sair já que todos meus amigos viajaram. Vai que alguém precisasse de algo. Entrei no meu consultório e lá fiquei um bom tempo. Adorava aquele lugar, era realmente o MEU lugar. Decorado do meu jeito, com as fotografias que eu mais amava. Sejam minhas ou de outras pessoas. Todas em cima de uma mesinha colocada ali especialmente pra isso. Sem falar no meu quadro de polaroids. Eu amo fotografar, é uma das melhores coisas depois de cuidar de animais. Seria isso que eu teria escolhido profissionalmente se não tivessem inventado um tratamento para alergia a pêlos de animais.

        Voltando ao quadro, tinha todos os registros desde quando eu ganhei a minha primeira polaroid, no começo da faculdade. Na verdade, quase todos. Alguns ficavam na minha gaveta. E por coincidência - mentira - eram registros com meu atual/antigo amor. Não conseguia os jogar fora, apesar de tudo que tinha acontecido. Creio que seria infantil da minha parte, afinal, foi um aprendizado - e tanto. Todas as manhãs, eu olho aquelas fotos, admito, é inevitável. Eu sinto saudades dele, muitas. Mas depois que eu disse que éramos para nos afastarmos, ele realmente nunca mais me procurou. Nem pra dizer que estava com saudades. Ou ele realmente estava fazendo o que eu pedi porque eu queria aquilo ou eu só facilitei as coisas para ele, vai que ele tava achando um jeito de me falar que não queria mais nada, já que ele tinha me traído.

     Também não procurei ele - afinal, fui eu quem terminei -, até hoje não sei se está vivo ou morto, se continua com o Jin ou se está solteiro. Na verdade, eu tento colocar na minha cabeça que não me importo com isso - pelo contrário, como dá pra perceber. Mas acho que não vou me encontrar com ele nem tão cedo novamente, mesmo morando na mesma cidade. A cidade é grande, ele deve frequentar lugares melhores que barzinhos de esquina, isso nunca foi o tipo dele. Também nunca foi o meu, mas só vou por que sei que ele nunca iria.

        Mas chega de pensar nele. Está no passado, nunca mais o verei. Tenho que ver meu futuro a partir de agora - um futuro bem parado, pelo visto. Se passaram algumas longas horas, já que eu não tinha nada pra fazer a não ser ouvir música e jogar no celular. Até que eu ouvi um freio brusco de um carro no estacionamento da clínica. Estava um pouco tarde já, então imaginei que pudesse ser algum tipo de pessoa ruim querendo fazer “algo ruim”. Olhei pela janela e vi que era uma mulher - que estava chorando muito -, com algo peludo, que parecia um gato, nos braços. Ela também estava acompanhada de outra pessoa, mas não dei muita atenção quando percebi também que havia sangue entre os braços da mulher e o gato. Não pensei duas vezes, e sai correndo pra ajudar a entrarem.

      A mulher entrou com a bolinha de pelo que era realmente um gato, e a outra pessoa - um menino, sem camisa e o corpo muito bonito, por sinal, mas isso não importa - ainda estava do lado de fora, fechando o carro e pelo visto também estava chorando.

       Acompanhei a mulher até a sala de atendimento e comecei a examinar A gatA. Ao que parecia tinha sido atropelada, já que estava com a pata quebrada (fratura exposta) e sangrando muito. Limpei o sangue e fiz um raio-x para ter uma ideia de como estava tudo por dentro. A pata de trás também estava quebrada, mas não tanto quanto a da frente. A mulher não conseguia parar de chorar, e toda vez que eu perguntava o que tinha acontecido, o choro dela aumentava mais. Decidi parar de perguntar e começar logo tudo que eu tinha que fazer.

      Teria que levar a gata à sala de cirurgia e colocar tudo no lugar à tempo de ela não perder tanto sangue a ponto de ficar desacordada. Indo a sala, passei perto da recepção, e vi o carinha que tinha vindo acompanhando a mulher. Olhei rápido e vi um rosto conhecido. Gelei, não podia ser ele. Já podia sentir minhas mãos suando de nervoso. O caminho até aquela sala nunca foi tão grande, tantos pensamentos passando pela minha cabeça. Tentei esquecer todos, precisava manter foco no meu trabalho.

        Depois de algumas saí da sala de cirurgia e fui em direção à recepção. Só estava a mulher - que deu um grito quando me viu.

        — Doutor, como ela está? Nora está bem? - fez um gesto de reza com as mãos. Esse nome me parecia tão familiar, mas deixei passar.

        — Sim, ela está estável. Só precisa ficar de repouso por um tempo. — pude ver os olhos dela brilharem de felicidade, até ela começar a chorar novamente. Confesso que tive vontade de chorar também, mas me contive e tentei acalmar ela.

        — Eu… Pensei… Que… Iria… Perdê-la — ela disse soluçando.

      Quando eu ia falar algo, ouvi a porta abrindo. Olhei para trás e não acreditei no que estava vendo.

        — Youngjae… — era ele. Eu preferia estar ficando realmente louco do que acreditar que fosse verdade. Depois de quase 9 meses eu o encontrei novamente. Dessa vez ele usava camisa – não como algumas horas atrás. Continuava lindo, mas agora usava o cabelo preto penteado para trás, formando um topete que lhe caia muito bem. Estava com os olhos inchados, obviamente chorando por causa de Nora.

      Percebi que fiquei calado por muito tempo – e o pior de tudo, o encarando. Seria muito pior se ele também não estivesse me fitando. Mas a mulher - que poderia ser irmã ou até namorada dele - estava ali, precisava quebrar esse clima.

      — Jaebum… ér, quanto tempo. Enfim, – falei me voltando a mulher – como tinha dito, ela precisa ficar de repouso, mas aqui. Caso precise de algum atendimento eu sempre vou estar aqui, será melhor para ela. – falei tentando parecer o mais estável possível, mas até eu mesmo conseguia ouvir falhas em cada palavra que saia da minha boca.

      — Vocês se conhecem? – ela disse apontando para mim e para ele.

      Ele ia falar, mas eu não iria deixar que falasse – a voz dele me fazia sentir vontade de o agarrar e não parar de beijar jamais.

      — Sim, éramos da mesma faculdade, apenas – dei um sorriso forçado.

      — Apenas… – ele repetiu me fitando, ao que parecia ele ainda estava surpreso.

      — Apenas. – disse dando de ombros. – Nora está na sala de repouso, terceira à esquerda no corredor. Podem ir lá se quiserem, estarei no meu consultório. – assim que eu terminei de falar, a mulher levantou e correu procurando a sala.

      Entrei no meu consultório, fechei a porta e senti uma fraqueza nas pernas. Corri até minha cadeira e sentei. Isso não poderia estar acontecendo, deve ter sido alguma alucinação. Peguei as fotos na gaveta e comecei a conversar com ele pela fotografia - como se ele ouvisse. Enquanto estava no meio de minha “discussão” com fotos, a porta abriu.


Notas Finais


me perdoa dnv e nao desiste de mim


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...