História Always by your side - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, JR, Mark, Youngjae, Yugyeom
Exibições 9
Palavras 1.103
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Trust me


Jaebum pov.

Ok, aquilo foi a coisa mais estranha que já me acontecera. Minha mãe, que não sabia absolutamente sobre o “verdadeiro eu”, estava paralisada com a porta aberta -- ao que parece, estava tentando acreditar no que estava vendo. De começo, não tive reação, apenas parei o beijo -- infelizmente -- e fiquei a fitando por alguns milésimos de segundo, até que eu me desse conta do tinha acontecido. Pareceu acontecer o mesmo com Jae, já que na mesma hora nos acomodamos ao lado do outro.

    -- O que… -- ela disse, suponho que queria saber o que estava acontecendo.

    -- Mãe… -- antes que eu pudesse terminar a frase, ela se virou e saiu  andando rápido - o bastante para em milésimos de segundos ela já estar abrindo o carro.

Olhei para Jae e fez um sinal com a cabeça como quem dizendo “vai lá conversar com ela”, enquanto apanhava o jaleco do chão. Corri, e quando cheguei no estacionamento, ela já havia ligado o carro

    -- MÃE!!! ESPERA, EU QUERO CONVERSAR COM VOCÊ -- gritei correndo e colocando a cabeça na janela assim que cheguei de encontro ao carro. Ela simplesmente fechou a janela na minha cara e foi embora.

Passei uns 2 minutos tentando absorver aquilo tudo, parado ali, no estacionamento. Até que eu senti um corpo quente se aproximando, e entrelaçando seus braços em minha cintura.

    -- Eu não queria que isso acontecesse, me desculpa -- porque ele estava se desculpando? A culpa não era dele. Me virei, fiquei o olhando e segurando seu rosto pelo queixo.

    -- Não se desculpe se não tiver feito nada de errado, Choi Youngjae. -- falei isso enquanto dava leves batidinhas na ponta do seu nariz, com meu dedo indicador.

    -- Eu deveria ter parado, a culpa foi minha sim. Não sei me conter, você sabe disso… Me desculpa -- por um momento eu senti um pouco de raiva dele, eu o odiava quando fazia isso. Mas não queria discutir com ele, não hoje, não agora que eu o tinha em braços novamente. O abracei tão forte e duradouro como se não houvesse amanhã e como se ele fosse a única pessoa do mundo.

Voltamos ao seu consultório, e ficamos lá deitados no sofá por um bom tempo em silêncio. Outras pessoas achariam isso constrangedor, passar tanto tempo com uma pessoa, mas não sair uma palavra sequer da boca de ambos. Porém, para mim, era a coisa mais reconfortante que me acontecera nos últimos 9 meses. Ele apoiado sobre meu peito, eu podia sentir seus batimentos -- e tenho certeza que ele também podia ouvir os meus. O cheiro de seu cabelo era o mesmo de antes, maravilhoso, obviamente não tinha mudado de shampoo. Como se não bastasse, o seu perfume combinava perfeitamente, que, por um acaso, também era o mesmo de antes. Aquele perfume me fazia lembrar de nosso passado, todas as vezes em que eu respirava fundo pra senti-lo com mais intensidade, uma memória de nós dois vinha a mente. Passei um bom tempo fazendo aquilo. Até que ele levantou a cabeça e me olhou nos olhos.

    -- Você tem certeza que está tudo bem? -- perguntou com uma expressão triste e preocupada ao mesmo tempo.

    -- Tenho, não se preocupe. Não vou te culpar. --  respondi acariciando seu rosto com a ponta dos dedos.

    -- Não estou falando sobre isso, estou falando sobre ela. Ela não sabia sobre nós, certo? -- assenti -- Então, você não sabe como ela vai reagir a isso. Não tem como dizer que está tudo bem -- quando ia questionar, ele continuou -- E se ela não quiser que fiquemos junto? E se ela nos proibir? Eu não quero me separar de você agora que eu te encontrei de novo, Jaebum. Você nem imagina o que eu sinto quando penso que isso pode acontecer. -- ele disse num tom desesperado e preocupado.

Youngjae pov.

Eu estava preocupado -- talvez um pouco desesperado -- e não dava pra esconder isso. Ele estava tratando tudo isso como se fosse normal, como se ele tivesse uma carta na manga e fosse jogar a qualquer momento e tudo ficaria um paraíso. Mas não era bem assim. A mãe dele não sabia de nós, não sabia desse lado dele, e nós não sabíamos o que ia acontecer dali a frente.

    -- Dá pra parar com isso??? NÃO vamos nos separar. Eu não vou te deixar. E eu tenho certeza que ela vai entender. Ela é minha mãe, ela me conhece…

    -- Exatamente por isso que ela pode ficar brava, ela achava que te conhecia realmente. Não era essa pessoa que está na minha frente nesse momento que ela conhece. E agora que ela descobriu tudo, pode ficar brava com isso. -- disse já irritado, ele estava me tirando do sério.

    -- Com isso. - ele repetiu o final da minha frase -- O que seria exatamente “isso”? -- ele perguntou fazendo aspas com os dedos.

    -- ISSO seria, você não ter se aberto com ela antes. Você não ter contado qual era a sua desde o começo...

    -- Ela não precisa saber de absolutamente tudo da minha vida -- ele falou me interrompendo. Eu odiava isso.

    -- Ok, Im Jaebum. -- já havia perdido a paciência, então achei melhor ficar calado.

Me levantei de cima dele, e o senti segurando meu braço.

    -- Ei, aonde você vai? -- ele perguntou confuso.

    -- Vou ver se sua gata está bem, ou você não quer que eu faça isso? -- perguntei um tanto quanto afiado, não vou mentir, estava puto.

    -- Ah, então ok -- soltou meu braço.

Levantei e fui em direção a porta. Antes de passar completamente por ela, ele me chamou

    -- Amor… -- automaticamente toda a raiva dele tinha passado só com a voz dele me chamando assim.

    -- O que? -- não podia perder a pose, afinal eu ESTAVA certo.

Ele se levantou, pegou suas coisas e veio também em direção a porta.

    -- Eu vou conversar com ela, e tudo vai dar certo, ok? -- disse ele acariciando meu rosto -- Confia em mim?

    -- Ok… -- eu disse fazendo biquinho e abaixando a cabeça.

    -- Ei… -- ele esperou até eu levantasse a cabeça e o olhasse nos olhos -- eu te amo, ok? Não esqueça disso. -- me deu um selinho de despedida e foi em direção a saída da clínica. Ele já estava lá fora quando sussurrei um “eu te amo”, ele pode não ter o ouvido, mas o sentiu. Olhou pela porta de vidro, deu um sorriso e entrou no carro.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...