História Always by your side - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), Emma Swan, Henry Mills, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Xerife Graham Humbert (Caçador)
Tags Emmaswan, Jennifermorrison, Lanaparrilla, Onceuponatime, Reginamills, Swan Queen, Swanqueen, Swen
Visualizações 73
Palavras 3.278
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Minhas aulas no inglês e na faculdade, voltaram essa semana. Meu tempo voltou a ficar escasso :/// Mas como os capítulos só precisam de revisão, então não sairão rápidos demais, mas também não demorarão tanto, como o de memories, por exemplo, que precisa ser escrito.

Capítulo 3 - Every breath you take


Mills estava mais uma vez em sua sala particular, assistindo mais uma de suas novelas. Estava repetindo a cena que perdera outro dia. Sabendo de como seu trabalho era imprevisível, sempre gravavas as novelas para poder assistir depois.

— Você me traiu? Como teve coragem de fazer isso comigo? — Seus olhos estavam cheios de lágrimas e ódio. — Minha vontade é de matar você. — Soluçou, enxugando o rosto.

— Se você fizer isso, vai acabar atrás das grades. Não vale a pena. — Mills comentou, sorrindo. Ela sempre teve essa mania de comentar o que via na novela, como se o ator pudesse ouvir o que dizia.

— Mas eu te amo demais para fazer isso. — Agarrou-se na mulher a sua frente, e a encostou na parede, beijando-a em seguida.

— Fraco! — Comentou de novo e se levantou para desligar a televisão. — Se eu soubesse que você faria isso, não teria gravado. — Suspirou, balançando a cabeça negativamente. — Perca de tempo... — Murmurou baixinho e saiu de sua sala.

Graham estava em sua mesa com mais dois oficiais, almoçando e falando de mulheres, quando Mills se aproximou para fazer parte da conversa.

— Mills, estava apostando aqui com Mike, que você não conseguirá pegar a Emma. — Regina ergueu as sobrancelhas. — Ele acha que você consegue. — Deu uma garfada em seu macarrão de molho branco e farinha, levando-o em seguida, para a boca.

— E por que você acha que eu não conseguirei? — Perguntou, olhando para a sala de sua amiga, que estava no seu momento de descanso. Todavia, a qualquer momento poderia sair dali, e Mills não queria que ela escutasse a conversa.

— Porque já faz quatro anos que tenta... — Fez uma pausa para limpar a boca suja de farinha. — E porque eu vou pegar primeiro. — Diz com convicção. — E depois que ela me provar, não vai querer outra pessoa. — Concluiu com ar superior. Mills gargalhou do que ouviu.

— Mike, o que vocês apostaram? — Olhou para o homem ao seu lado, que já tinha terminado o seu almoço, assim como o outro, que só ouvia a conversa.

— Uma noite inteira de bebidas em algum barzinho. — Respondeu, olhando para Graham.

— Mike, meu querido, pode ter certeza... — Tocou no ombro do rapaz. — Você escolheu o lado certo da aposta. — Fez uma pausa e voltou seu olhar para o homem sujo de farinha, brigando com os macarrões de seu prato. — Você ganhará essa aposta, e se depender de mim, será o primeiro, a saber, quando isso acontecer.

Graham riu ao ouvir a resposta de Mills, e rapidamente parou o que estava fazendo. Encarou a morena e deu um sorriso cínico.

— Eu duvido. — E deu outro sorriso cínico, encostando-se a cadeira.

— Nunca ouviu o ditado? — Indagou se levantando. Graham franziu a testa sem saber do que ela falava. — Quem duvida, perde a vida... No seu caso, perde o dinheiro. — Agora foi a vez de Mills sorrir cínica. — Ela será minha Graham. Nem que demore dez anos. — Seu tom era sério. — Você ficou do lado errado da aposta, e por isso, pagará bastante caro, pois esses dois aqui bebem bastante. — Apontou para os dois homens ainda sentados.

— Você não quer só ficar com ela, não é? — Questionou sorrindo, levantando-se também. — Você a ama, Regina? — Ousou perguntar, encarando-a. Ela deu um longo suspiro encarando o homem.

— Eu não a amo. — Respondeu convicta. — Mas... — Pigarreou, olhando na direção das salas, mas logo voltando sua atenção para o chefe. — Digamos que... Eu estou gostando dela além da amizade, e não quero só tê-la por um momento. — Concluiu.

— Cuidado Mills, você não é mais uma adolescente que fica paquerando a pessoa por quem tem uma queda. No seu caso, uma avalanche. — Comentou Graham em tom misterioso.

— O que quer dizer com isso? — Rebateu irritada.

— Só estou dizendo para você não perder tempo paquerando como uma adolescente. — Fez uma pausa. — Vá direto ao ataque antes que perca. — Concluiu sorrindo. — No fundo, torço por vocês. — Acrescentou deixando todos surpresos.

— Então, a aposta está acabada? — Indagou Mike em tom triste. Ele estava adorando saber que o chefe iria pagar tudo que ele bebesse durante uma noite.

— Claro que não. — Sorriu olhando para o homem. — Vai que eu ganhe. — Sorriu novamente e piscou um olho.

— Acho que você vai. — Rebateu Mike sorrindo, levantando-se também.

— Torço para que sim. — Piscou para a morena e sorriu.

•§•

Regina e Emma estavam do lado de fora do Departamento, conversando animadamente com mais dois agentes, quando Graham chega assustando-as.

— Alguns ônibus escolares estão sendo invadidos por adolescentes viciados em drogas e bebidas, e estão colocando ‘’terror’’ nos professores e crianças que ocupam o veículo. — Informou, passando um papel para Emma. — Quero vocês duas lá. — Fez uma pausa. — Aí estão os endereços de onde é a ocorrência. — Apontou para o papel e logo voltou para dentro do Departamento. As duas se despediram dos rapazes e logo entraram no carro.

Assim que Mills entrou fechou a porta do veículo, ligou logo o som. Ela não perdia tempo. ‘’Alone – Heart’’ começou a tocar.

— Está se sentindo sozinha é? — Indagou Emma em tom brincalhão.

— Muito. — Respondeu fazendo um biquinho e uma falsa expressão de sofredora. — Só uma pessoa poderia acabar com a minha solidão. — Acrescentou.

— É mesmo? — Estava se segurando para não sorrir. — Quem? — Fingiu desentendimento.

— Ela não me quer. — Rebateu dando de ombros, e ligando o carro. — Não sei mais o que faço para conquistá-la. — Seu tom era melancólico.

— Você ainda não me disse quem é. Quem sabe eu consiga te ajudar? — Emma estava começando a pensar que era outra pessoa.

— Quem mais poderia ser? — Olhou para amiga. — A única que vem fazendo parte dos meus sonhos desde que eu a conheci. — Fez uma pausa. — Você, minha loira gostosa. — Respondeu soltando um beijo no ar para a outra.

— Então meu conselho é: terá que ser bem melhor nessas suas cantadas, para conseguir alguma coisa. — Respondeu séria, mas no fundo queria sorrir do bico que se formou na boca da morena.

•§•

— Então, é aqui? — Perguntou Mills a Emma, que olhava atentamente o papel dado por Graham.

— Parece que sim. — Levantou a cabeça e olhou ao redor. — Está tudo tão calmo. — Estranhou o fato de não ter exatamente ninguém na rua onde estavam.

— Vamos descer e dar uma olhada por esses becos. — Sugeriu a morena, e logo desceram do carro. — Talvez estejam por aqui, esperando algo.

Estavam prestes a entrar no primeiro beco, quando avistaram um ônibus escolar vindo ao longe.

— Vamos parar aquele ônibus para saber se está tudo bem. — Sugeriu Emma e Regina assentiu.

As duas foram para o meio da pista para que o motorista entendesse que era para parar o veículo. Porém, o que aconteceu a seguir, foi o contrário. O motorista aumentou a velocidade, e mesmo com elas duas no meio da pista, continuou acelerando.

Percebendo que o veículo não pararia, resolveram agir. Assim que o ônibus passou em alta velocidade por elas, que rapidamente foram para lados opostos na pista, sacaram suas pistolas e começaram a atirar na parte de baixo do ônibus, para atingir o pneu, fazendo com que ele diminuísse a velocidade, e assim não correr o risco de bater nas pessoas que estavam dentro do mesmo. A sorte é que o ônibus não atingia uma velocidade alta, então não corria o risco de acontecer algum acidente.

Emma conseguiu atingir um pneu, porém o veiculo continuou em movimento. Decidiram então, voltar para o carro e iniciar uma perseguição.

No som do carro tocava ‘’Livin on a prayer – Bon Jovi’’. E enquanto iam perseguindo o ônibus, que mesmo com um pneu a menos, continuava ‘’rápido’’, Mills e Swan cantavam a música.

Alguns minutos, Regina conseguiu rapidamente alcançar o veículo e ficar ao lado do motorista.

— Pare esse ônibus agora. — Ordenou Emma, assim que conseguiu ver o rosto do motorista, que parecia bastante assustado. Ele arregalou os olhos e balançou a cabeça negativamente. Swan não pediu de novo, tirou sua arma do coldre e atirou no pneu novamente. O ônibus deu uma freada brusca e acabou parando forçadamente.

Regina parou o carro em frente ao veículo, desligou o som e saíram logo em seguida. Ninguém tinha saído do transporte escolar, nem mesmo o motorista.

Emma precisou, com a ajuda de Mills, forçar a porta para poder entrar no veículo e entender o motivo de tudo.

Vários adolescentes, aparentemente drogados, estavam fazendo um showzinho no fim do coletivo, enquanto outro estava com um facão maior que suas mãos, apontando para uma professora.

— Solta esse facão agora, ou eu acerto o teu olho. — Emma estava mirando sua arma na cabeça do garoto, que no mesmo momento, assustado, soltou a arma no chão. Regina se aproximou rapidamente, e pegou o artefato cortante, voltando sua atenção agora para o pessoal de trás.

— Ei cantor. — Chamou a atenção de um rapaz que cantava alto. — Ei, baterista. — Chamou a atenção do que batia freneticamente no chão e na lataria do ônibus. — Desçam desse veículo agora. — Pediu séria.

— E se nós não quisermos descer? — Outro garoto se levantou ficando na frente dos demais. Mills sorriu com a audácia dele. ‘’Deve ser o chefe da gangue’’ pensou ainda sorrindo.

— Querendo ou não, você vai descer. Se não for andando, será carregado, gemendo de dor por estar com as pernas quebradas. — Rebateu categórica. As outras crianças se assustaram um pouco, quando ouviu a resposta dela.

— Você não tem moral para mim. — Rebateu firme.

— Não? — Sorriu. Estava louca para dar uma lição no garoto, aparentemente drogado. — Você precisa de uma lição. — Acrescentou.

— E eu sei do que você precisa. — Mills arqueou uma sobrancelha. — De um pau bem grande para enfiar nessa bunda e boceta gostosa que você tem. — E então apertou suas partes íntimas.

O sangue de Regina esquentou assim que ele terminou de falar. Sem pensar duas vezes, aproximou-se do garoto, e com toda raiva que tinha, deu uma coronhada em seu rosto, fazendo-o cair com a mão em sua boca. Ela sabia que não podia fazer isso, no entanto, fez.

— Regina... — Repreendeu Emma um pouco assustada. — Está cheio de crianças aqui... — Sem olhar para a loira, Mills a repreendeu com a mão levantada.

— Da próxima vez, vai amanhecer com formiga na boca. — O menino que tinha caído por cima dos amigos, foi levantando pela Sargento puxando seus cabelos. — Aprenda a respeitar os mais velhos, e as crianças. — Apontou para o local que estava cheio de crianças com os olhos assustados. — Vocês vão descer sozinhos, ou precisarei fazer algo também? — Indagou olhando para os outros que ficaram assustados também. — Foi o que pensei. — Logo os meninos passaram por ela e desceram do veículo.

Emma pegou o artefato que o outro garoto estava usando, da mão de Regina, temendo um pouco, o que ela poderia fazer, desceu do veículo, e tratou de levá-lo para a viatura.

Os garotos estavam encostados na parede. Regina e Emma trataram logo de revistá-los.

Foi encontrado com os garotos: celulares roubados, cigarros, drogas, uma quantia elevada de dinheiro e três armas brancas artesanais.

— Vocês tem família? — Indagou Emma enquanto guardava os objetos em um saco plástico.

Nenhum deles respondeu. Fingiram que não ouviram. Apenas observavam Regina conversar com o motorista do transporte escolar.

— Ótimo. Vão ficar no Departamento até resolverem falar. — Avisou Swan, que logo levou os garotos para dentro do carro. — Não tenho paciência para adolescentes mimados, que só fazem besteira, feito vocês. — Comentou quando colocou o último garoto dentro do carro.

Regina conversou um pouco mais com as professoras e as crianças e logo voltou para o carro.

 E assim que entrou, novamente ligou o som. ‘’Don’t know why – Norah Jones’’ era a música da vez. Emma encarou-a interrogativa.

— Para aliviar um pouco. — Emma sorriu assentindo, e pegou seu celular do bolso para jogar um pouco.

— Pensei que não gostasse de violência. — Comentou Emma, já intertida em seu celular.

— E não gosto, mas às vezes é necessário. — Rebateu rapidamente. — Infelizmente. — Acrescentou. — E também, depois do que acontecera ao Daniel, às coisas mudaram um pouco.

— Você ainda tem esperança de encontrar a pessoa que fez isso a ele? — Mills assentiu. — Você ainda lembra-se do rosto da pessoa?

— Jamais esquecerei. — Respondeu pensativa.

Ficaram alguns segundos em silêncio, até Emma ouvir um gemido de dor, vindo do banco de trás, e observar os garotos pelo retrovisor interno.

— Você acha que são apenas esses que estavam atormentando os ônibus? — Apontou para trás. 

— Acho que sim, mas se não for, nós voltamos para pegar o resto. — Emma assentiu e encostou-se a seu banco, olhando para fora da janela. 

•§•

Durante toda a tarde, foi tranquilo. Os meninos foram levados por uma assistente social, e os objetos roubados, os celulares, foram devidamente devolvidos aos donos.

A noite chegou rápido, e logo Swan e Mills largaram.

— Não estou a fim de ir para casa agora, amanhã não trabalharemos mesmo. — Disse Swan enquanto arrumava suas coisas para ir embora.

— Também não estou a fim. — A outra respondeu da porta. Ela esperava por Emma para irem embora, finalmente.

— Que tal, Boystown?

— É um pouco longe de onde estamos, mas é uma ótima ideia. — Sorriu.

Logo as duas saíram do Departamento e foram para a garagem, pegar o carro de Regina, mas como sabiam que iam beber e não poderiam voltar dirigindo, resolveram ir de taxi. Foram então, até a casa da morena para deixar o carro, e de lá seguir a viagem em um táxi. E como sempre, durante todo o caminho até a residência Mills, a música não podia faltar. Dessa vez, ‘’Every breath you take – The police’’ preenchia o ambiente.

Minutos depois, já estavam em frente à casa da Sargento. Assim que fizeram a troca dos carros, foram atrás de um táxi, e em uma hora, já estavam em frente à Roscoe’s.

Assim que entram no estabelecimento, Regina vai direto ao bar, enquanto Emma vai ao banheiro. Estava apertada desde que saíram da casa de Mills.

Logo a morena é atendida. Pede um Martini e duas Tequilas. O Martini ela toma assim que recebe. Deixa o copo vazio em cima do balcão, e vai embora com as doses de Tequila em mãos. Vai à procura de sua loira, encontrando-a saindo do banheiro.

— Você bem que poderia me fazer feliz hoje, não é? — Indagou Mills com tom malicioso. — Não queria dormir bêbada e sozinha. — Acrescentou sorrindo. Swan não respondeu, apenas sorriu, puxando-a para o meio da multidão que dançava por ali.

As duas foram caminhando por entre o aglomerado de pessoas, até achar uns sofás numa área mais calma. Sentaram-se por lá e ficaram olhando o movimento enquanto conversavam.

E então, ficaram por ali, apenas conversando, durante muito tempo. Só se levantavam para buscar mais bebidas. Sempre que era a vez de Mills ir, bebia um Martini e trocava as bebidas. Ora era Tequila, ora era Whisky, ora Licor, e depois voltava para a Tequila. Já Emma, quando ia buscar, sempre voltava com a mesma. Tequila. Ela até tentou impedi-la dessas trocas, sabia que o estômago da amiga, não aguentaria essa mistura toda, mas era mesmo que nada, pois logo ela estava fazendo novamente.

Enquanto Swan estava na terceira dose de Tequila, Regina já tinha tomado uma de cada – Whisky e Licor – e três de Tequila.

•§•

Mills já estava bem alterada, diga-se de passagem, e bem entediada de ficar apenas sentada. Ela queria se movimentar. Queria dançar. Queria fazer algo. Só queria movimentar o corpo.

— Então, nós vamos passar a noite aqui? — Indagou, olhando concentrada para a multidão.

— Não entendi. — Rebateu Swan, confusa.

— Aqui, sentadas, sem fazer nada? — Explicou ainda concentrada no meio da multidão.

— Hoje eu só quero beber. Não estou a fim de dançar. — Respondeu dando um golo em sua dose de Tequila. — Nem me esfregar em alguém suado na pista de dança. — Comentou sorrindo, porém Regina nem piscava, estava concentrada demais para fazer qualquer movimento.

— Enquanto você fica aí só bebendo, eu irei aproveitar. — Dito isso, Mills se levantou, deixou o copo de Whisky com Swan, e se encaminhou para o meio da multidão, mais necessariamente, em direção a uma loira que dançava sensualmente, encarando-a desde a ultima vez que ela tinha ido buscar mais bebidas.

Swan a acompanhou com os olhos, e quando viu para onde Mills se encaminhava, revirou-os e tentou olhar para o outro lado. Não queria ver Regina se agarrando com outra. Mas sua curiosidade estava matando-a por dentro, por isso não aguentou e voltou sua visão para onde a morena tinha ido. Quando viu Mills dançando agarrada com a loira, e falando algumas coisas em seu ouvido, botou sua melhor cara de raiva, levantou-se e foi até a morena.

— Já chega, Mills. — Falou alto o suficiente para as duas mulheres ouvirem. — Hora de ir para casa. — Pegou a morena pelo braço e puxou-a delicadamente, porém Regina ainda cambaleou um pouco.

— Mas não vamos trabalhar amanhã, e aqui só fecha as 04:00AM. — Protestou, tentando se soltar das mãos da amiga, que parecia irritada, enquanto a arrastava para fora.

— Já são três da manhã e precisamos descansar. — Respondeu séria e soltou o braço da morena quando chegaram do lado de fora do estabelecimento.

— Mierda. – Xingou em outro idioma.

— Não me xingue em outra língua. — Protestou Emma, sem entender absolutamente nada do que ela tinha dito. Mas devido ao que fizera, acreditava ser mesmo um xingamento direcionado a si.

De repente, como um clique em sua mente, Regina se deu conta de algo. Sorriu por um momento, porém tratou logo de ficar séria novamente.

— Espera... — Regina parou um momento. — Você está com ciúmes? — Indagou, finalmente soltando o sorriso ao se dar conta do que poderia estar acontecendo.

Emma estava de costas para a amiga e no momento da pergunta, seu coração bateu acelerado, seu sangue gelou, e ela corou envergonhada.

— Por que eu estaria com ciúmes? — Indagou fingindo ser uma pergunta sem importância e sem sentindo.

— Porque eu estava me agarrando com a Luz? — Arqueou a sobrancelha.

— Luz é o nome dela? — Regina assentiu. — Você já sabe o nome da mulher? — Sua voz denotava o ciúme, porém ela tentava a todo custo esconde-lo. — Ela é latina? — Mills assentiu novamente. — Você é rápida. — Fingiu não demonstrar importância. — Agora, vamos embora porque estou cansada. — Mudou de assunto e logo estendeu a mão para um táxi que ia passando no momento. Regina ainda chegou a sussurrar algumas vezes a palavra ‘’ciúme’’ como se fosse uma criancinha, mas com o olhar que Emma lhe lançou, ela parou.

§•

Durante todo o caminho, Mills fora dormindo no ombro de Emma, que fazia cafuné em seus cabelos.

Seus pensamentos não saiam da pergunta que a amiga fizera assim que saíram da balada.

— Você está com ciúmes? — Sorriso. — Você está com ciúmes? — Sorriso. — Você está com ciúmes?

Se Emma estava com ciúmes? Sim, Swan estava com ciúmes. Não queria sentir, mas sentiu. Mas ela não falaria isso para Regina. Não demonstraria isso para Mills. Não confessaria isso para a morena que dormia tranquilamente em seu ombro.

Logo o táxi parou em frente à casa de Regina. Emma pagou ao motorista, e com um pouco de dificuldades conseguiu sair de dentro do veículo com a morena, que agora estava com um olho aberto e outro fechado.

— Consegue chegar até a cama andando ou terei que te levar nas costas? — Indagou num tom brincalhão.

— Eu adoraria ficar olhando para esse bumbum gostoso... — Piscou para a loira e deu um aperto em sua bunda. — Mas não precisa. Eu consigo chegar lá andando. — Acrescentou sorrindo.

Emma assentiu, logo caminhando com a morena, agarrada a sua cintura, até dentro da casa. Colocou-a deitada na cama, tirou suas botas, pegou um cobertor para cobri-la e deu um beijo em sua testa.

— Boa noite, Mills. — Sussurrou.

— Tentarei sonhar com você. — Sussurrou de volta. — Boa noite, Swan.

E assim, Emma foi embora da casa de sua amiga, com um largo sorriso no rosto.


Notas Finais


Deixem-me saber o que estão achando ;)


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