História Always In My Heart - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias A Culpa É Das Estrelas
Tags Drama, Morte, Tristeza
Exibições 4
Palavras 1.255
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Eu não sou normal


Fui caminhando até a biblioteca, explorando todos espaços daquela escola, eu tinha ficado tanto tempo dentro de uma clínica que tinha esquecido de como tudo era tão bonito, e enfim cheguei na biblioteca, entrei e era gigante, livros e livros espalhados por mesas e por prateleiras, nunca gostei muito de ler, meu gênero favorito era o clássico terror, eu gostava mas não lia tanto. Cheguei e só avistei um garoto
-Hm..Ah...Oi? -falei olhando pro garoto que estava de costas
-Oii, você deve ser Melissa? -ele me respondeu com alguns livros na mão
Ele era bonito, não tinha visto um garoto assim lá ainda, ele tinha cabelo grande, tipo o do Chandler Riggs, Carl do The Walking dead, ele usava um boné de aba reta virado pra trás, um moletom preto e uma bermuda cinza, e pra completar um tênis da Red Nose preto,tipo skatista.
-Sim, você é? -perguntei deixando minha mochila em um canto
-Crawford -ele disse enquanto arrumava os livros
-O que preciso fazer? -falei e puxei as mangas de meu moletom por que estava calor
-Hm, sei lá, pode dormir ou mexer no celular como preferir -ele disse e se virou
-To aqui pra fazer o trabalho... 
-Ninguém faz nada, nunca ninguém se interessou por isso -ele disse com cara de deboche 
-Só me fala o que fazer, eu já passo muito tempo da minha vida dormindo ou coisa do tipo porque segundo minha mãe eu sou frágil!, agora por favor me fala o que fazer -eu falei tentando não chorar
-Me desculpa, ninguém como você já chegou desse jeito aqui -ele disse envergonhado 
-Desculpa também, pela grosseria 
-Hm, você pode ajudar a colocar esses livros na prateleira -ele apontou pra uma pilha de livros de terror
-Tá bom -eu disse enquanto ia para a tal mesa
-Se tiver alguma dúvida já sabe -ele disse e se virou
-Bom, já que temos uma hora quase aqui, me conta sobre você, vou passar alguns meses aqui, certo?
-Sim, ah, não tenho o que contar, minha vida é decepcionante 
-Não mais que a minha -sorri pra ele
-Ah, minha mãe tinha câncer nos pulmões, ela estudou aqui quando tinha esses problemas e sempre me contava sobre esse lugar, quando ela morreu, cerca de 2 anos, decidi que iria trabalhar aqui como um gesto de respeito e de memória, ela adorava essa biblioteca, isso tudo era motivo de história pra mim. Meu pai é alcoólatra e mal para em casa, então eu prefiro passar meu tempo aqui. Eu...tinha uma namorada, mas aconteceu algumas coisas -ele disse sorrindo e logo se fechou
-Se quiser falar sobre isso, estou a ouvidos -falei enquanto colocava os livros na prateleira
-Sofremos um acidente a um ano atrás, ela perdeu a memória, os pais dela a afastaram de mim, disseram que eu era problema e eu nunca mais vi ela -ele disse se segurando pra não soltar se quer uma lágrima 
-Ah, eu realmente sinto muito, por te fazer falar sobre isso, ela deveria ser especial pra você, e você parece ser uma pessoa boa -eu disse tentando contornar toda a história
-Ta tudo bem, você é a primeira pessoa pra quem eu realmente conto isso, mas enfim, me conta sobre você agora 
-Minha vida é tediante, meu pai nunca está em casa, sempre está em "viagens", minha mãe é mimada pelo meu pai então tudo que ele fala ela acredita, e ela não faz nada a não ser me proteger de pessoas normais 
-Você é normal -ele disse
-Ah claro uma pessoa que sofre de asma, que os pulmões mal funcionam e um deles está quase parando de vez, uma pessoa que os vasos sangüíneos entopem consecutivamente e paralisam o corpo, uma pessoa que não come nada pela intoxicação alimentar, uma pessoa que mal consegue correr se não já morre, uma pessoa que mal se move e já tem ataques nas veias, uma pessoa que não pode fazer nada que quase morre! -eu disse quase chorando e sentei em uma cadeira
-Ei, ta tudo bem, você continua sendo bem normal pelo que parece, não é uma doença que vai te impedir de ser feliz, você continua sendo uma humana mesmo com os problemas, você continua vivendo, mesmo tendo dificuldades, ache um conforto pra si mesma -ele disse e apertou minha mão e em seguida foi pra outra prateleira 
A mão dele era tão quente, puta merda eu nunca tinha sentindo isso antes!, ele era calmo, não se irritava com meus ataques, me ouvia, isso no primeiro dia de conversa, eu nunca tinha ouvido nada parecido, nem pela minha própria mãe!, ele era demais, e eu sentia a confiança nele
-Como posso retribuir? -eu disse envergonhada
-Eu estou fazendo isso por gratidão, não quero nada em troca anjo -ele sorriu
-Bom você que sabe -eu sorri de lado
Marcaram as leves horas que eu teria que ir embora
-Eu preciso ir embora, foi ótimo te conhecer, desculpa por aquele ataque doido que eu tive, você me ajudou muito, que um dia alguém te retribua tudo isso -eu disse e sorri
-Te vejo amanhã? -ele perguntou com seriedade
-Provavelmente sim -eu sorri
Sai da sala com pena, era confortável com Crawford, ele me fazia bem, e eu mal tinha conhecido ele, e ele já tinha feito muito por mim. Voltei pra casa sozinha 
-Mãe? -disse enquanto abria a porta
Não tinha ninguém em casa, apenas um bilhete que dizia;
Filha, precisei ir a Dubai a negócios com seu pai, eu volto a um mês mais o menos, contratei alguém pra tomar conta de você, ela se chama Elizabeth, disse que vai dar todos seus remédios e garantir sua segurança, te amo, beijos.
PUTA MERDA ERA MESMO AQUILO QUE ESTAVA ACONTECENDO? MINHA MÃE ME DEIXOU, eu só sabia sentir raiva, eu tava quase morrendo e ela mal ligava pra mim, precisava ir a "negócios", fui dormir cedo, pra esquecer toda essa bobeira.
Acordei e fui pro banheiro, e vi meu nariz sangrado, de novo não, meus vasos se fecharam e o sangue saia por outro lugar, e aquilo não era muito bom, eu não sabia o que fazer, minha visão já tava meio turva e eu não sabia o que tava acontecendo, não tinha ninguém em casa, tomei alguns remédios aleatórios e sai com uma blusa grande masculina branca com desenhos pretos, uma calça preta rasgada e um vans branco que eu tinha achado de primeira, a escola era longe e eu nem sabia que caminho seguir, eu tava totalmente doida, eu não sabia o que estava acontecendo e a todo momento sangue escorria pelo meu nariz, percorri alguns KM e logo avistei a escola, entrei e fui direto pra biblioteca e Crawford estava lá 
-Ei, ta tudo bem?, seu nariz -ele disse assustado 
-Por favor não fala pra ninguém que eu estou aqui, vem -puxei ele pro banheiro
-Mas, você precisa de um médico -ele disse ainda assustado
-É o seguinte, se eu desmaiar, você só tem que apertar com dois dedos abaixo da minha garganta, eu provavelmente voltarei pro ciclo do sangue, mas por enquanto eu só quero que você fique aqui
-O que está acontecendo Melissa? -ele segurou minha mão
-Eu não sou normal, ta vendo? Olha o que está acontecendo, eu estou prestes a morrer na frente de uma pessoa que conheci a um dia -comecei a chorar
-Ta tudo bem anjo -ele me abraçou e eu podia sentir de leve o coração dele calmo
-Vou sujar sua blusa com sangue e lágrima -ri em falso
-Ta tudo bem.......

 



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