História Always With You, My Love - Capítulo 30


Escrita por: ~

Postado
Categorias Mc Gui
Tags Mcgui, Melanie, Sexo
Exibições 105
Palavras 5.882
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Notas finais meus pipoussss! sz

Capítulo 30 - You agree to be part of my family Melanie?


Melanie Suede P.O.V

" Ao contrário do que todo mundo acha, eu tenho sentimentos sim. E  eu me importo muito mais do que deveria com você."  

Essa frase não sai da minha mente, então ele se importa comigo? Porque ele só foi dizer isso agora, quando eu humilhei e xinguei ele na frente de seus amigos? Eu realmente não entendo o Guilherme, eu queria poder ter o privilégio de poder enfim entendê-lo, mas a real disso tudo é que ele é bipolar demais, uma hora sabe demonstrar algo que sente, outra hora parece um cavalo de tanta patada que dá. Talvez Guilherme esteja blefando em relação ao que sente por mim, talvez seja somente fogo de palha, ou até uma desculpa para não sair debaixo do seu teto e continuar aqui, para ele ter alguém que ele possa humilhar, provocar, e irritar toda hora. 

Quando Guilherme se abriu e mostrou seus sentimentos, ele saiu do meu quarto e bateu a porta com toda a sua força. Ok, tudo bem que ele quase "se declarou" mas a porta não tinha nada a haver com os seus problemas. Estávamos eu, Thais, Kauan, Novinho, Wandinho e Kapela, olhando para a porta sem esbanjar qualquer reação. 

- Ok, Melanie o que você fez com o Guilherme? - Novinho falou sério.

- Eu ein, sai pra lá, fiz nada não. - Falei me levantando da cama. 

- Eu acho que você deveria ir conversar com ele sabe? Perguntar se isso que ele diz sentir sobre você ser verdade, ou ser algo da cabeça dele, até porque não podemos alimentar algo que talvez não tenha futuro. - Thais disse se levantando também.

- Sabe o que eu acho sobre isso tudo? - Wandinho falou tentando não rir.

- Lá vem ele, falar as asneiras. - Kauan falou e revirou os olhos.

- Eu só ia dizer que quando o meu brother diz sentir algo por alguém não é só porque ele disse da boca pra fora, é porque ele sente mesmo. Guilherme nunca foi bom em demonstrar sentimentos, e não vai ser hoje que ele vai ser, você já deveria saber disto Melanie, Guilherme nunca foi de falar um "eu te amo" pra qualquer pessoa, nunca foi de tratar alguém bem ao não ser que trate ele também, nunca foi aquele cara que você conhece em um dia, e já está te ligando no outro para que saiam de novo. Guilherme é diferente de qualquer cara que você já tenha conhecido, e eu sei que isso vai soar um pouco gay, mas eu sei que ele foi uns dos melhores caras que você já conheceu. Deixa esse orgulho de lado gatinha, segue seu coração. - Wandinho falou e piscou em seguida. 

- Eu tenho medo Wanderley, vai que eu vou lá agora e ele me trata como sempre tratou? - Falei e suspirei.

- Só indo lá pra saber baby, qualquer coisa vamos estar aqui. - Kauan falou e Wandinho assentiu. 

Respirei fundo e fui andando em direção á porta. Abri a mesma, e fui em direção ao seu escritório. Dei três batidinhas, ouvi um "entre" abafado por causa da porta fechada, Contei mentalmente até três e abri a porta entrando em seu escritório. Guilherme estava de costas para a porta, fumando um charuto. Revirei os olhos era assim que ele pensava ou refletia?  

- Então é assim que você afoga as mágoas, pensa e até reflete? Fumando um charuto? - falei sarcástica.

- Claro Melzinha, tem coisa melhor? - Falou soltando um anel perfeito de sua boca. 

- Tem sim Guilhermizinho, sabia que conversar e desabafar faz bem? É mil vezes melhor conversar com alguém, do que fumar um charuto e achar que ele vai entender você, tu não sabe os riscos que isso te traz. - Falei séria.

- Não me diga que se importa, porque eu sei que não. - Guilherme disse virando-se de frente pra mim. 

- Você sabe que eu me importo sim, e, olha que eu nem deveria. - Falei já me irritando. 

- Você é uma vadia isso sim, vadias não se importam. - Guilherme disse se levantando.

- Então porque você se importa tanto com uma vadia? - falei ficando séria e me levantando também. 

- Melanie, entende uma coisa, eu não sinto nada por você tá legal? Esquece aquilo que eu te disse lá no quarto, vai ser melhor pra mim e pra você. 

- Ahn, depois quando eu falo que é um gayzinho eu que sou a vadia da história, mas sabia que até as vadias são melhores que você? Sabe porque elas são melhores do que você Guilherme? Porquê até elas são capazes de sentir algo por alguém e admitir para quem for a pessoa, mas você não, você gosta de ser o fodão perante aos outros, quer se mostrar, quer parecer que você não tem sentimentos. Mas um dia você vai ver e sentir tudo isso que eu vou te dizer agora, ficar sozinho machuca, e você, ah você vai morrer sozinho, sem ninguém, sem as suas vadias para gemerem seu nome, sem os baba-ovos, sem riqueza, sem nada. Vai ser somente você e a morte, e aí eu te pergunto: Ainda vale não amar alguém? - Dito isso, saí do escritório de Guilherme e fui em direção ao meu quarto. Entrei no meu quarto bufando, enquanto Thais me olhava sem entender.

- E aí, se resolveram? - Thais perguntou sorrindo.

- Tá vendo minha cara de felicidade? - Falei rude.

- Nossa que grossa, pelo visto não né? Ah amiga, liga não. Guilherme sempre foi assim, durão, sem sentimentos, e o que se denomina fodão, um dia ele se cansa de ser assim e se entrega. 

- Só que quando for esse dia, eu já não vou estar mais aqui. - Falei secando uma lágrima solitária que ameaçou cair. 

- Vamos ver um filme? - Thais falou animada.

- Não tô no pique. - Falei olhando pro teto.

- Sério que você vai ficar assim por causa do Guilherme? Ele não merece você amiga. Vamos sair, ir pra balada, pro cinema, na lanchonete... 

- Thaís já disse que não quero. Me deixa em paz. - Falei intemrropendo-a. 

- Não vou te deixar em paz, até porque essa é minha função aqui. Por favor. - Thaís falou fazendo bico. 

- Tá bom Thaís, mas você escolhe. - Falei revirando os olhos enquanto Thais sorria vitoriosa. 

- Vamos pra uma boate que está tendo um pijama fest. - Thaís falou com os olhos brilhando. 

- Pijama fest? De onde surgiu isso Thais? - Perguntei confusa. 

- É uma festa aonde nós temos que ir de pijama, sua mongolóide. - Thaís falou revirando os olhos. 

- Então vamos sair daqui de pijamas? - Perguntei

- Não Melanie, vamos sair daqui com calça, blusa e bota. Claro que é de pijama, você é lerda ou só se faz? - Thais perguntou irritada. 

- Nossa sua grossa, precisa falar assim? -  Perguntei fingindo estar ofendida.

- Para de fingir draminha, e vai se arrumar. - Thaís falou mandona.

- Só vou me arrumar porque quero sair, não porque você está me mandando. - Falei e saí rebolando.

Thais saiu do meu quarto saltitando e eu acho que foi se arrumar. Fui até meu closet e peguei um pijaminha rosa da Adidas, com um short de laicra agarradinho e curto. Fui até o banheiro e me despi. Liguei o chuveiro e deixei com que a água tomasse conta do meu corpo. Peguei uma toalha de cabelo e de corpo e saí do banheiro. Passei um creme de corpo e vesti minha lingerie preta. Coloquei meu pijama e peguei uma pantufa de porquinho. Deixei meu cabelo solto, já que estava muito fofo todo onduladinho. Peguei meu celular e saí do meu quarto, indo em direção ao quarto da Thais. Entrei no mesmo e Thais estava em seu closet. Quando a mesma saiu do closet, ela estava com o mesmo pijama que eu. Quando nós olhamos começamos a rir. Thais pegou uma bolsa e saiu do quarto. Descemos as escadas e nos deparamos com os meninos sentados jogando video-game.

- Estamos saindo, não temos hora pra voltar. - Thaís falou e todos nos olharam.

- Onde vocês pensam que vão peladas deste jeito? - Kauan perguntou sério.

- Não estamos peladas Kauan, estamos de roupa, tá enxergando bem? - Perguntei sorrindo.

- Isso daí não são roupas. - Kauan falou ainda sério.

- Ah é, esqueci, são pijamas. - Falei fazendo todos rirem menos Kauan e Guilherme.

- Você não vai sair assim. - Guilherme disse me olhando.

- Que eu saiba, quem manda em mim sou eu. - Falei séria.

- Não perguntei quem manda em você, só falei que você não sairá assim, e ponto final. - Guilherme falou sério.

- Não finja que se importa, não preciso de pessoas fingidas e falsas perto de mim. - Falei fria.

- Eu já te disse que eu não preciso fingir que não me importo, por que...

- Porque o que Guilherme? - Falei interrompendo-o.

- Porque... porque...  ah quer saber? Vai, mas se acontecer qualquer coisa, não me chama para te ajudar. - Guilherme disse e subiu.

- Vamos Thaís, agora que eu preciso mesmo ir. - Falei séria.

- Vocês não vão, eu já disse. - Kauan falou sério. Eu e Thais reviramos os olhos.

- Você esqueceu quem é sua namorada? É a Thaís. Não sou eu, até porque nem nela você pode mandar. - Falei rude.

- Não ligo, só sei que daqui vocês não saem. - Kauan falou e se sentou.

- É isso que vamos ver. - Olhei para Thais que sorriu sapeca.

- CORRE MELANIE. - Thaís gritou.

Antes mesmo que Kauan pudesse fazer algo, eu e Thais já estávamos fora da mansão, correndo que nem duas fugitivas. Viramos a esquina, e nos escondemos num beco. Kauan, Wanderley e Novinho correram virando a outra esquina. Thais olhou para ver se estava livre e apontou com o dedo para o táxi que estava parado ali perto. Olhamos para os dois lados, vendo Kauan e Wanderley vindo em nossa direção. No mesmo momento em que começamos a correr, eles também. Entramos no táxi e Thais deu o endereço para o motorista que riu e seguiu o caminho. 

16 minutos depois... 

Chegamos em uma boate que mais parecia um bordel, juro que se eu não estivesse com vontade de curtir, eu ia embora agora mesmo. Várias mulheres somente de calcinha e sutiã, outras somente de calcinha, e várias idosas somente com um baby-doll. Thais e eu fomos para um bar. Quando sentamos no mesmo, um homem arregalou os olhos e saiu da bancada do bar, subindo as escadas. Thais me olhou confusa. Dei de ombros.

- Garçom, manda duas dose de tequila, por favor. - Falei pro garçom que só  assentiu.

Bebemos a tequila e fomos dançar, já estava ficando tonta, cada garçom que passava eu pegava um drink, Thais não estava diferente. Dançamos mais duas músicas e fomos nos sentar. Quando Thais me cutuca com os olhos arregalados e séria.

- Melanie, estamos na boate do Wesley. - Thaís falou séria.

- Como? - Falei incrédula.

- Ele me atraiu até aqui, ele quer pegar você. - Thaís disse.

- O que vamos fazer? - Perguntei séria.

- Vamos seguir com o plano, acho que a piruca morena que comprei ainda está na bolsa. - Thaís falou olhando a bolsa.

- Estamos com o mesmo pijama, isso vai facilitar muito. - Falei e Thais assentiu.

- Está aqui, agora é só esperar ele dar o bote. Vai dar tudo certo. - Thaís disse e me abraçou.

- Obrigada por tudo que você está fazendo por mim. Eu amo você. - Falei com os olhos lacrimejados.

- Eu também amo você. Eu nunca deixaria você se machucar de novo, você é muito importante pra mim. - Thaís disse com os olhos lacrimejados.

- Você vai colocar a piruca agora? Ou vai esperar mais um pouco? - Perguntei séria.

- Vou ir colocar, me espera aqui ok? Se acontecer qualquer coisa me liga, estou com o telefone na calcinha. - Thaís falou se levantando.

- Não precisava me falar aonde estava, só falasse que era pra te ligar e fim. - Falei fazendo careta enquanto Thais levantava  gargalhando.

- Eu te amo. - Thaís gritou.

- Eu também. - Gritei de volta.

Quando Thais foi ao banheiro, senti um aperto no coração. Como se fosse um aviso de que aconteceria algo. Fiquei esperando a mesma quando a vi descendo correndo e Wesley correndo atrás dela. Me escondi um pouco e a vi sendo encurralada por dois grandalhões, enquanto Wesley sorria falando em seu ouvido. Thais olhou a boate inteira e me encontrou, deu um sorriso confortador, como se dissesse que tudo iria ficar bem. Quando Wesley mandou os grandalhões saírem, ele e Thais saiu. Esperei mais um pouco e fui em direção a saída. Vi Thais entrando numa van preta, e Wesley entrando do seu lado. E a van andou, com a Thaís indo em meu lugar. Queria poder fazer alguma coisa, queria poder tira-la dessa e me colocar em seu lugar, mas agora, agora já é tarde. 

Guilherme Kaue P.O.V

Quando Melanie foi em meu escritório, eu queria ter dito tudo que eu acho que sentia por ela. Mas eu não conseguia, saía palavras involuntárias, mas não as quais eu queria. Meu orgulho foi mais forte e mais uma vez deixei com que Melanie fugisse. Depois em que ela saiu pela porta do escritório, eu quebrei o mesmo todo. Peguei minha garrafa de whisky e a bebi toda. Depois disso, fui ao meu quarto e tomei um banho gelado, e desci para jogar com os meninos e me desestressar. Alguns minutos depois, as meninas desceram e estavam quase peladas como Kauan mesmo disse. Não queria que Melanie se fosse, era a verdade. Mas com os meninos ali eu não poderia dizer isto. Então a deixei ir mais uma vez, como um otário. Sou um cara sem sentimentos, não vai ser fácil eu me declarar assim, meu orgulho sempre vai falar mais alto que meu coração sempre foi assim. E não sei se isso vai mudar.

Fui ler algumas papelada e resolver mais alguns roubos a bancos, quando meu telefone toca, como estava ocupado, atendo sem olhar.

- Alô? - Falei seco.

- Guilherme? Sou eu. - Melanie disse do outro lado da linha.

- Olha se você me ligou porque está bêbada e quer dizer umas verdades, pode tirar o cavalinho da chuva por...

- Não Guilherme, vem me e buscar por favor. - Melanie pediu com a voz chorosa.

- Você estava chorando? O que aconteceu? Alguém te machucou? - Perguntei tudo de uma vez.

- Não Guilherme, depois eu lhe explico, só venha me buscar por favor. - Melanie disse com a voz rouca e calma.

- Vou te rastrear e já chego aí em 10 minutos. - Falei e desliguei.

Fui até o quarto de Novinho e pedi que ele rastreasse o número da Melanie e em quase 30 segundos com ele reclamando  ele já tinha me passado o endereço, peguei meu celular e as chaves do carro e desci. Liguei minha Ferrari joguei o endereço no GPS e o mesmo já havia aparecido. Acelerei mais ainda indo pro local indicado pelo GPS para 'salvar' a minha garota. 

Melanie Suede P.O.V

Depois que Thais havia ido, me escondi em um beco qualquer e liguei para Guilherme. Mesmo ele dizendo para não fazer isso. Eu precisava dele naquele momento, mesmo tendo os meninos. Não dei detalhes para que ele me xingasse ao telefone e pedi para que ele viesse o mais rápido possível. Mesmo ele sendo assim, eu ainda me apaixonaria por ele mil e uma vezes. Sei que ele é um cara de poucos sentimentos, mas eu sei que no fundo, bem lá no fundo. Existe um Guilherme carinhoso e cheio de amor para dar. Ele só não sabe disso.

Depois de mais de 15 minutos, um carro deu uma freada brusca e eu me encolhi mais ainda no beco. Olhei pro homem parado a frente do beco e senti o perfume que eu mais amava nesse mundo. Era Guilherme. Saí do beco quase sem fazer barulho e Guilherme estava de costas, abracei ele e o mesmo se assustou. Quando ele viu quem era, sua expressão se suavizou.

- Você está bem? - Guilherme perguntou.

- Não, eles levaram a Thaís Guilherme, levaram ela. - Falei chorando novamente.

- Como Wesley achou vocês? - Guilherme perguntou sério e confuso ao mesmo tempo.

- Eu posso te explicar isso em casa? Estou com frio e quero ir embora. - Falei calma e Guilherme apenas assentiu.

Entrei em seu carro e encostei minha cabeça no vidro. Guilherme entrou logo em seguida. Ligou o carro e fomos em silêncio. Hora ou outra, Guilherme olhava para mim e eu fingia não ver. Eu não queria falar agora, eu queria ficar quieta, queria que não tivessem pegado Thais, mas era o plano. Precisava ficar forte para que o plano seguisse conforme o combinado. Chegamos na mansão Guilherme pediu para que os seguranças abrissem as portas, os portões se abriram e entramos. Guilherme estacionou o carro e saí logo em seguida. Entrei na mansão e todos estavam na sala. Quando digo todos, estavam meu pai e dona Claudia. Corri para abraçá-abracá-la. Quando abracei meu pai, foi ai que eu desabei. Não aguentei segurar toda aquela pressão. Estava sendo difícil, mas fazer o quê?

- Mãe? Como... O que aconteceu? - Guilherme perguntou. Claudia se levantou e abraçou Guilherme.

- Filho, que saudades. Eu fui viajar, só que eu não consegui avisar nenhum de vocês. - Claudia falou sorrindo.

- Vocês foram viajar? Não estou entendendo. - Falei confusa.

- Também não, cadê a Thaís? - Kauan perguntou.

Foi aí que eu liguei os pontos. Wesley jogou sujo, falou que pegou os nossos pais sabendo que ele iriam viajar, e fez com que Guilherme me entregasse para ele de bandeja.

- Tá tudo encaixando agora. - Falei séria.

- Encaixando? Como assim? Alguém me explica aonde está a Thaís. - Kauan falou confuso.

- Wesley sabia de alguma forma que a Claudia e meu pai iam viajar, e falou que pegou eles para que Guilherme me entregasse para ele de bandeja. Tá tudo fazendo sentido agora. - Falei andando pro lado e pro outro.

- PORRA. EU VOU MATAR O WESLEY. - Guilherme gritou.

- CADÊ A THAÍS? - Kauan gritou também.

- Ele a levou Kauan, ele nos atraiu até sua boate para que ele me pegasse, só que Thais foi mais esperta e foi no meu lugar. Agora é só seguir com o plano. - Falei seca.

- VAMOS ATRAS DELA, EU NÃO QUERO ELA SOZINHA COM ELE. ELE VAI HÁ MATAR. - Kauan gritou descontrolado.

- Kauan, calma, por favor. Vai dar tudo certo. - Falei calma.

- ERA PARA VOCÊ ESTAR LÁ, NÃO ELA. ELE QUER VOCÊ MELANIE, ELE NÃO QUER A THAÍS. - Kauan despejou sua raiva em mim.

- E você acha que eu não sei? Ela só fez isso porque eu sou importante pra ela, você acha que eu não me sinto culpada? Você acha que isso não me dói também? Dói sim ok? E muito, não é só você que está sofrendo com isso porra, eu também. - Falei chorando. Guilherme me abraçou pela cintura e disse que tudo ficaria bem.

- Melanie eu não queria...

- Mas fez Kauan, eu vou pro meu quarto. - Falei interrompendo o Kauan.

Subi as escadas e escutei meu pai falando que viria atrás de mim, mas Guilherme disse que ele subiria até porque eu sou sua namorada e a casa é dele. Entrei no meu quarto e me joguei na cama. E chorei, chorei como se não houvesse amanhã. Acordei com os olhos inchados, e com braços em volta da minha cintura. Olhei para o lado e era Guilherme. Ele estava tão fofinho com a boca entreaberta ele tinha um rosto de anjo, mas só o rosto mesmo. Quando eu pensei em me levantar, seu telefone tocou. Peguei o seu telefone pensando em atender, mas poderia ser Wesley. PORRA, e agora? O jeito vai ser acordá-lo. 

- Guilherme? Acorda, seu telefone. - Falei calma. 

- Atende pra mim - Falou com a boca ainda entreaberta. 

- Pode ser Wesley. - Falei ainda calma. 

- Tudo bem. - Guilherme pegou o telefone e atendeu e colocou no viva-voz. 

- Alô? - Falou com voz de sono. 

- Quis me enganar não é seu filho da puta? Mandou a putinha do Kauan para que livrasse seus pais do cativeiro é? Tá achando que eu sou otário? - 

- Eu acho sim. Quem me enganou foi você, que só sabe jogar sujo. Não tem escrúpulos para se defender sozinho, tem que enfiar alguém que eu amo no meio disso tudo. - Falou sério. Quando me dei conta, já estava levantando pegando o notebook e ligando-o e chamando o Novinho para que rastreasse a chamada. 

- Então você está mesmo apaixonado pela Melanie? A vadia conseguiu fisgar você? Não era você não que se apaixonava? 

- Pra tudo tem sua primeira vez não é mesmo? Não aceita que perdeu ela para mim? Não soube cuidar não é? Perdeu filho da puta, ela é minha. - Falou rude. Mesmo eu sabendo que aquilo era tudo encenação, meu coração acelerou mais do que devia. Coração fraco, só sabe criar sentimentos por quem não presta. 

- Você vai ver. Vai ter troco. - Novinho deu um sorriso de orelha a orelha, falando que conseguiu rastrear o local onde eles estavam. 

- Não consegue nem se defender sem me ter alguém no meio, vai querer mesmo revanche? Olha que eu ganho hein? - Guilherme falou com deboche. 

- Filho da puta. - Dito isso, Wesley desligou. 

- Conseguiu rastrear o local Marcelo? - Perguntei afobada. 

- Eu acho que consegui Melanie. - Marcelo disse olhando para a tela do computador. 

- Ah meu Deus, que agonia. Sério, se você conseguir eu juro que na.. 

- CONSEGUI. - Marcelo gritou me interrompendo. 

- Vamos atrás dela então, estamos esperando o quê? - Perguntei me levantando afobada. 

- Espera aí, tenho que avisar os meninos e arrumar a equipe. Não vamos sair daqui somente eu e Marcelo. - Guilherme disse sério. 

- Esqueceu de mim aí, eu também vou. - Falei olhando pra ele. 

- Eu já disse que isso não é coisa para mulher. - Guilherme falou bufando. 

- Não tem dessas de isso ser coisa de homem ou mulher não, eu vou e pronto. Até porque era para eu estar lá, não a Thaís. - Falei grossa. 

- Não vou discutir com você. - Guilherme falou e entrou no meu banheiro. Bufei. 

- Melanie? - Marcelo me chamou. 

- Fala Marcelo. - Falei olhando pra ele. 

- Eu poderia saber como Wesley conseguiu pegar vocês? Se não for incômodo falar sobre isso, claro. 

- Wesley sabe que Thais não perde qualquer inauguração de boate, ou até uma festa nova. Então ele simplesmente nos atraiu até a sua boate para que ele pegasse à mim. O que facilitou foi Thais ir com o mesmo pijama que o meu. E a peruca estar dentro de sua bolsa. - Falei suspirando. 

- Então ele já tinha tudo armado? - Guilherme falou saindo do banheiro. 

- É meio óbvio né? - Falei sorrindo falsamente. 

- Wesley jogou bem. Precisamos de um plano foda pra gente chegar lá e pegar Thais. - Marcelo falou. 

- Eu poderia ir, já tenho um plano em mente. - Falei sorrindo fofa. 

- Já disse que isso não é coisa para mulher. - Guilherme falou grosso. 

- Então tá, vai lá  e se fode também. Cansei, se eu não for, vocês não vão conseguir pegar Thais e muito menos matar Wesley. Se quiserem viver ao lado do inimigo de vocês para sempre, é só falar. - Falei indo em direção ao banheiro e batendo a porta com força. 

Fiz minha higiene matinal e saí do banheiro vendo Guilherme sentando em minha cama. Revirei os olhos e ia saindo quando Guilherme me puxa. 

- Já pode soltar que está me machucando. - Falei olhando para os meus pés. 

- Eu preciso falar com você. - Guilherme disse calmo. 

 - Você fala com a boca e não com as mãos. - Falei rude.

- Eu não quero que vá, porque eu me importo com você. - Guilherme falou olhando em meus olhos. 

- Para de falar isso por favor, se for para amolecer meu coração e fazer com que eu não vá, tá enganado. Eu vou sim. - Falei sentindo meu coração doer. 

- Não era para amolecer só seu coração, era só para você saber que eu me importo com você, de um jeito que eu nunca me importei com ninguém com quem eu fiquei. - Guilherme falou sério. 

- Por favor, para. Se isso for da boca pra fora, não diz mais nada. Dói muito, meu coração não aguenta muita dor sabia? - Falei com os olhos lacrimejados. 

- Eu não conseguia falar isso para você porque... porque eu sou orgulhoso demais. Eu queria falar tudo que eu sentia para você, mas saía outras palavras. - Guilherme dizia com sinceridade. 

- Eu amo você. - Falei sorrindo suavemente. 

- Eu sei, todas me amam. - Guilherme disse sorrindo sarcástico. 

- Idiota. - Falei me soltando bruscamente de seu braço e saindo do quarto. 

Desci as escadas rapidamente e vi todos na mesa tomando café da manhã. Quando digo todos são todos mesmo, meu pai, Wanderley, Marcelo, Kauan, Claudia e Felipe. 

- Bom dia. - Falei sorrindo. 

- Bom dia. - Falaram todos em uníssono. 

- Como você está meu anjo? - Claudia perguntou. 

- Estou indo Claudia, mas estou bem. - Falei forçando um sorriso. 

- Filha? - Meu pai perguntou. 

- Sim? - Falei séria. 

- Você ainda está namorando o filho da Claudia? - Meu pai foi direto. 

- Está namorando comigo ainda sim, algum problema? - Guilherme perguntou chegando na cozinha. Revirei os olhos e fui me sentar. 

- Não, eu só queria saber mesmo. - Meu pai falou sério. 

- Não gosta de mim como genro sogrão? - Guilherme falou sarcasticamente. 

- Não te conheço ainda, para gostar de você como genro. - Meu pai foi direto de novo. 

- Vamos parar de falar e comer? É a hora mais sagrada do dia. - Falei cortando aquele assunto idiota. 

- Depois que vocês acabarem vamos para o escritório. - Guilherme disse calmo e sério.

- Sim senhor capitão. - Wanderley falou fazendo todos rirem. 

O café da manhã sem a Thaís não foi a melhor coisa. Mas amanhã ela já vai estar aqui. Eu sinto isso. E espero que eu não esteja sentindo errado. Depois que todos comeram, os meninos subiram para o escritório, mas não deixaram eu entrar. Fiquei sentada no sofá esperando as crianças descerem e me contar do plano. Sendo que eu acho que isso nem irá acontecer. 

- Melanie? - Meu pai me chamou. 

- Uhm, oi nem tinha te visto aí, tava pensando. - Falei 

- Eu percebi. Podemos conversar? 

- Já estamos conversando. - Falei seca. 

- Porque você não me desculpa? Eu sei que o quê eu falei foi errado, mas eu não pensei pra falar. Você deveria ver o meu lado também. 

- Como eu vou ver o seu lado se nem o meu você vê? Você nunca pensa pra falar pai, nenhum argumento que você vier pra cima de mim agora, vai ser o suficiente. 

- Melanie, eu te entendo. Você está chateada, e precisa de um tempo pra pensar não é mesmo? Mas tenta pensar lá em casa. Aquela casona fica num silêncio sem você lá. 

- Quem sabe eu volte não é pai? Bom, agora eu vou ir falar com o Guilherme. Preciso saber sobre o plano. 

- Plano? Você não vai entrar neste plano idiota dele não é? - Meu pai perguntou se levantando. 

- O quê? Plano louco? Você sabe que era pra EU estar lá não é? 

- Sei, e nem por isso você deve entrar. Isso é assunto pro seu "namorado" tratar, já que ele é um traficantezinho de merda. - Meu pai falou fazendo aspas quando falou que Guilherme era meu namorado. 

- Eu não estou nem aí pra sua opinião, se eu vou entrar ou não é da minha conta. Minha melhor amiga está lá passando sei lá o quê por minha causa e você fala que eu não devo entrar? Vê se revê o que você falou, porque se não fosse ela, eu ja estaria morta, e você nem saberia. Guilherme pode até ser um traficantezinho de merda como você mesmo disse, mas diferente de você, ele está fazendo alguma coisa. Mas e você? O que está fazendo além de vir tentar colocar titicas na minha cabeça falando mal dele não é? - Falei com raiva. 

- Olha como fala comigo, eu ainda sou seu pai. Tenha mais respeito. - Meu pai falou alterando a voz. 

- Você não é mais meu pai desde do momento em que você levantou a mão pra mim naquela casa, eu não tenho respeito com um homem que culpa a filha só por ela ter sido estuprada pelo ex-namorado, sendo que você deveria me dar apoio. 

- Apoio? Eu te avisei que ele não era boa bisca, mas o que você me falou? Você lembra? - Meu pai falou sério. 

- Não vem com essa de eu avisei não, avisar todo mundo avisa, mas você ME CULPOU por eu ter sido estuprada, ninguém é estuprado por que quer, eu não consegui me soltar, como você queria que eu não fosse estuprada? Num matagal aonde só tinha nos dois. Você simplesmente não é meu pai, você só sabe ver a sua barriga, não pensa no próximo e ainda quer vir falar de alguém pra mim? Por favor Carlos, me ajuda aí né. - Falei já ficando cansada daquela discussão. 

- Eu posso saber o que está acontecendo aqui? - Guilherme estava na escada de braços cruzados, enquanto os meninos e a Claudia estava atrás dele. 

- Estávamos conversando não é filha? - Meu pai falou sorrindo. Falso. 

- Ei ei ei, saí pra lá falsidade. Eu não estava conversando com você. - Falei séria. 

- Olha o respeito, eu ainda sou seu pai. - Meu pai falou vermelho. 

- Infelizmente não é mesmo? - Falei com desprezo na voz. 

- Você merece realmente uma surra por estar me tratando deste jeito sua...  sua... 

- Uai você não é o fodão? Vem cá e dá na minha cara, você já foi capaz de fazer isso uma vez, pode ser capaz de fazer isso agora não é mesmo? Fala o que você ia falar, ou não vai falar só porque a Claudia está aqui? Sinceramente? Claudia você merece coisa melhor. - Falei com lágrimas nos olhos. 

- Olha a pessoa que você se tornou, se envolvendo com pessoas erradas, se envolvendo com um cara que não está nem aí pra você. Me desobedecendo, se tornando uma rebelde. A verdadeira ovelha negra da família. Que desgosto que você está me dando de novo. Eu nunca esperava isso de você. Ainda bem que sua mãe está morta, porque ela não aguentaria ver a pessoa que você se tornou. Você se tornou a verdadeira vadia que é. Sabe o que eu acho? Que você não relutou contra Wesley, quis que ele simplesmente fudesse você, para depois falar que foi estuprada pra todos não é mesmo? Para não trazer a culpa de que se tornou uma vagabunda. Isso mesmo que você é, uma vagabunda. - Meu pai mostrou a sua verdadeira face. 

- Já chega. Você já fez seu showzinho. Agora sai da minha casa, anda. - Guilherme falou sério. 

- Vamos Claudia? - Meu pai chamou. 

- Eu vou ficar aqui com Melanie. - Claudia respondeu. Eu já estava chorandonrios sentada naquele sofá de cabeça baixa. 

- Tudo bem. - Meu pai ia saindo quando eu me levantei e pedi pra ele esperar. 

- Minha mãe está sim orgulhosa de mim, sabe porquê? Eu não me tornei uma pessoa igual à você, sem escrúpulos, ignorante, sem humildade, só sabe olhar a classe das pessoas. Primeiro você se olha pra depois falar de alguém. Eu posso ser tudo isso aí que você falou, mas eu tenho uma coisa que você nunca vai ter. Humildade. Eu posso não ter uma família, posso ficar sozinha no mundo, mas eu nunca vou perder a minha humildade e me tornar alguém igual a você. Eu odeio você, odeio. E esquece que eu existo, porque eu já me esqueci de você faz tempo. - Falei sendo grossa e subi correndo as escadas e me tranquei no quarto. 

Eu agora estou oficialmente quebrada, sem ninguém no mundo e simplesmente sem alguém pra me consolar. Sinceramente, eu preferia ter ido no lugar da minha mãe para não estar passando sofrendo tudo isso que estou sofrendo agora. Meu pai se tornou um monstro, mostrou o seu verdadeiro rosto, sua verdadeira personalidade. E é bom que as pessoas vêem que ele não é tudo aquilo que falam dele nos jornais. Eu preferia ter nascido pobre, numa familia humilde e rica de amor. Porque assim, meus pais me amariam e eu não seria uma pessoa solitária e carente de amor dos meus pais. 

Ouvi duas batidas na porta e escutei a voz do guilherme perguntando se poderia entrar. 

- Pode entrar. - murmurei.

- Tá tudo bem? - Ele perguntou coçando a nuca. 

- Tá sim, eu só preciso ficar sozinha. - Murmurei. 

- Hmn, acho que não vai ser possível. - Guilherme falou abrindo a porta e os meninos entrando com ursos de pelúcia e algumas guloseimas na mão. Sorri com a cena. 

- Oh meu Deus. Isso tudo é pra mim? - Perguntei com os olhos brilhando. 

- É sim, foi tudo idéia do Guilherme. - Wandinho falou sorrindo. 

- Obrigada Guilherme, eu não sei o que dizer. Não sei como agradecer. - Falei sendo sincera. 

- Ahn, eu sei. Aceita ver um filme com a gente? Prometemos ver qualquer filme que você escolher. - Guilherme falou. 

- Sério? Qualquer filme? - Falei sorrindo. 

- Qualquer filme. - Falaram em uníssono. 

- Uhm, então eu quero ver invocação do mal. Se importam? 

- Claro que não, esse filme é um dos melhores. - Wandinho falou sorrindo. 

- Então vamos preparar a sala de cinema. - Kauan falou. 

- Isso vamos. - Felipe concordou e saiu junto dos meninos deixando somente eu e Guilherme. 

- Obrigada por tudo. - Falei sincera. 

- Não há de quê. - Guilherme falou sorrindo. 

Ficamos em um silêncio confortável, ouvindo somente nossas respirações. 

- E à propósito, você não está sozinha no mundo. Você tem a minha mãe, a Thais, os meninos e...  a mim. Você tem a mim. Você tem uma família agora, se não se importar de ser da minha família, mesmo sendo louca e perigosa. Você aceita fazer parte da minha família Melanie? 


Notas Finais


OI MEUS AMORESSSSSSS! EU VOLTEI SIMMMMMMMMMM! QUE SAUDADES DE VCSSSSSSS! E agora é pra ficar, eu estava totalmente atolada de trabalhos e tarefas de escola, na ginástica e tudo mais, mas hoje eu consegui tirar um tempo pra recolocar a fanfic no lugar dela não é mesmo? Bom, espero que gostem do cap, o próximo tá cheio de surpresassssss, eu amo vcs meus pipous. ♥♥♥


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