História Always Your Angel - Capítulo 43


Escrita por: ~

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Categorias Cameron Dallas, Jack & Jack, Magcon
Personagens Aaron Carpenter, Cameron Dallas, Jack and Jack, Jack Gilinsky, Jack Johnson, Matthew Espinosa, Sammy Wilkinson, Taylor Caniff
Tags Cameron Dallas, Jack And Jack, Jack Johnson, Magcon
Exibições 479
Palavras 5.140
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


AMORZINHO HEY! Como já dizia Rebecca Black ITS FRIDAY FRIDAY GOTTA LER ALWAYS YOUR ANGEL ON FRIDAY! (sei que já se passam das 24h mas use seu psicológico e finja que ainda é 23:59 sz) MUITO OBRIGADA POR CADA COMENTÁRIO, CADA FAVORITO, CADA DIVULGAÇÃO PARA A AMIGUINHA, SÉRIO, MUITO OBRIGADA!

tenha uma ótima leitura! ♡

Capítulo 43 - Give me Roxie!


San Diego, Ca. 8 de abril de 2016, 21:20pm.

Cameron point of view:

— Como assim? – Roxie também se levantou em um sobressalto. — Ela não disse que iria só “descer alguns andares”? Foi isso o que eu ouvi sair da boca dela.

Procurei, desesperado, por meu celular pelos bolsos da calça, o sacando e discando com rapidez o número de Liza. Coloquei o celular no ouvido, ansioso.

— Droga! – murmurei, tentando mais uma vez.

— Nada?

— Caixa postal. – resmunguei. — Isso é tudo culpa minha.

Corri até a cozinha, lugar onde Jack estava preparando um lanche já fazia alguns minutos.

— Acon… – antes que ele perguntasse se havia acontecido alguma coisa, já cheguei explicando.

— Finnegan está com a Liza!

— O que? – a faca de alumínio, que ele segurava em uma das mãos e cortava o pão, caiu no chão. — Como assim, Dallas?

— Olha isso aqui. – mostrei o papel que recebi juntamente da foto para meu irmão e ele ficou sem reação com boca entreaberta.

Na foto sem muita luz, Liza aparecia caída ao chão, desacordada. Parte da barriga dela aparecia descoberta e com a letra G escrita em vermelho pelo que parecia de longe, e pela minha mente preocupada aguçada, ser sangue.

— Mas… Como isso aconteceu? – ele perguntou parecendo estar totalmente perdido.

Jack, Roxie e eu, na cozinha, encarávamos um ao outro sem saber o que fazer, sem saber o que tinha acontecido e como acontecido.

— Não existe um jeito certo de acontecer as coisas quando se trata daquele cara. – bati com a palma da mão aberta no balcão. — E se ele fizer alguma coisa com ela? Alguma coisa com o bebê?

— Não perca a calma, nós vamos conseguir pensar em algo pra resolver isso. – Roxie deslizou a ponta dos dedos do meu ombro até o cotovelo, me pedindo calma.

Precisava pensar no que fazer da forma mais rápida que eu conseguisse, então tentei me concentrar aproveitando o silêncio.

— Liga pro Caniff! – Jack ordenou convicto repentinamente, já havia até desistido de terminar seu lanche.

— O que ele tem a ver com isso, Johnson? – perguntei olhando nos olhos dele.

— O chip de rastreamento do celular da Liza. Taylor consegue rastrear o celular por aquele bendito chip que ela tem. – explicou.

Lembrei-me imediatamente do chip rastreável que eu havia comprado pra ela faz dois anos. Instalei no telefone de Liza sem que a mesma soubesse, já que ela negou por achar desnecessário. Peguei meu celular mais uma vez e mandei uma mensagem para Caniff, que respondeu rápido com um “Ok, já estou indo. Chego aí com notícias”. É melhor que chegue com as armas, enviei.

— Pronto, agora é só esperar Caniff chegar. Ele vai rastrear. – coloquei o celular sobre a mesa. — É hoje que eu mato aquele desgraçado. – grunhi, impaciente. — Se acontecer alguma coisa com a Liza e com o meu filho, eu juro que mato aquele cara sem o menor vestígio de dó.

Roxie sorria disfarçadamente, sem motivo, encarando meu irmão que também possuía um pequeno sorriso no rosto e acabava de piscar para a garota.

— Do que diabos vocês estão achando engraçado? – perguntei já nervoso.

— Se acontecer alguma coisa com a Liza e com o meu filho, eu juro que mato aquele cara sem o menor vestígio de dó. – os dois repetiram juntos, formando um coro.

— Cansei de vocês. – retruquei, me levantando e voltando para a sala.

— Ei, volte aqui! – Rosatti me chamou da cozinha, aparecendo segundos depois na sala. — Nós estamos apenas brincando e admirando o jeito como você havia se referido. – explicou docemente. — Não sabemos quando ouviremos você repetir isso novamente.

— Não vai avisar ao Alex? – Jack  mancava pouco até o sofá. — É a irmã dele que está com o Gilinsky.

— Alex! – chamei alto pelo nome dele. — ALEX.

— O que foi, Cameron? – bravejou sem aparecer pelo cômodo.

— Se eu fosse você, desceria rápido para saber da sua irmãzinha.

E menos de meio minuto depois ele descia os degraus.

— O que aconteceu com ela? – perguntou com um tom preocupado.

— Gilinsky está com ela. – apontei para a foto sobre a mesa.

— O QUE? – ele segurou a revelação nas mãos. — O que esse cara está fazendo com ela? Eu já falei tantas vezes para ela não manter contato com o Gilinsky. E se ele machucá-la? Ou machucar o bebê? Nós precisamos fazer alguma coisa!

— E ela, por algum acaso, continuava mantendo se quer algum contato com ele? – me levantei do sofá, curioso.

— Com Gilinsky? Sim. Eles se falavam raramente por telefone. – afirmou. — Já ouvi as conversas dela com ele, mas sempre que me aproximo, Liza desliga e age como se nada tivesse acontecido. – era calmo e ingênuo o modo como ele se referia a nada mais nada menos que o senhor imbecil Jack Gilinsky.

Então a Liza ainda mantinha contato com aquele desgraçado mesmo depois de tudo o que ele havia feito contra ela e contra mim. Isso soava em minha cabeça tão estranho. Algo errado tinha nesse contato dos dois e não demoraria muito para que eu descobrisse.

Meu celular apitou junto de uma vibração. “Missão cumprida. Endereço rastreado. Estou subindo.” dizia a mensagem de Taylor a qual possuía o endereço que precisávamos em anexo ao mapa do gps.

— Caniff conseguiu rastrear e já chegou aqui, está subindo.

Sentia um enorme onda de ansiedade percorrendo por dentro de mim. Precisava resgatá-la logo das mãos do cara que eu, por hora, mais odiava.

— Encontrei minhas chaves. – Taylor de repente adentrou no apartamento com um sorrisinho no rosto, se referindo a ter encontrado a cópia das chaves do meu apartamento que ele tinha fazia anos.

— Finalmente você chegou. Agora, vamos. – caminhei em passos precisos até ele, o puxando para fora de casa antes que cumprimentasse alguém ali.

— Eu vou junto. – decidiu Alex.

Apenas assenti em silêncio e ele nos acompanhou. Alex era irmão de Liza, eu não podia impedi-lo, ainda mais podendo ajudar em algo sobre o Gilinsky.

— Vocês dois, não pensem em sair de casa por nada. A não ser que esteja acontecendo, no mínimo, um incêndio, caso contrário, nem levantem daí. Liguem pra mim se precisarem. – aconselhei Jack e Roxie.

Taylor desceu as escadas junto a mim para que pudesse me entregar a arma carregada a qual eu havia pedido, enquanto Alex, por uma questão de praticidade usou o elevador. Descemos os degraus em passos ágeis, quase que tropeçando em nossos próprios pés.

A cada minuto dentro do carro me sentia mais desesperado por não chegar logo. A preocupação crescia a cada curva que Taylor fazia. Não era a primeira vez que Gilinsky tentava algo contra alguém da minha família e muito menos seria a última, caso hoje não fosse o último dia dele.

— Alex, você se lembra do que ouvia Liza e Jack conversando? – perguntei sem desviar os olhos da pista por mais que quem estivesse dirigindo fosse Taylor.

— Não muito bem. Ela sempre estava falando sobre se encontrar. Marcava sempre algum lugar para um encontro com Gilinsky.

— E... Você nunca foi atrás dela em nenhum desses "encontros"?

— Isso é coisa que alguém como você, Cameron, faça e não eu.

Virei meu corpo em direção ao dele, que estava sentado no banco de trás, bruscamente.

— Quem você pensa que...

— Cara, para! Esquece isso. Foca na Liz. – cortou Taylor, segurando em um dos meus braços.

Bufei. Aquilo realmente estava estranho, e minhas ideias se confirmavam mais a cada segundo. Finalmente chegamos até o endereço o qual foi encontrado por Taylor. Os vidros escuros do carro e o pouco brilho da lua minguante não favoreceram nossa visão do local. Era uma casa grande, dois altos andares. Em comparação as casas vizinhas, uma casa apagada, sem chamar o mínimo de atenção a quem passava.

Taylor não parou o carro em frente a casa, e sim, um pouco mais distante por uma questão de segurança. Descemos e todo nosso caminho até a possível entrada da casa foi silencioso. Um homem, pouco maior do que eu, de ombros largos, expressão fechada e postura séria, saiu da lateral da casa repentinamente e entrou em nossa frente.

— Cameron? Cameron Dallas? – questionou.

— Sim. Sou eu. – afirmei me posicionando um passo à frente de Alex e Taylor.

O homem, com um molho de chaves o qual tirou do bolso de seu paletó preto, abriu a não tão extensa porta de vidro, encarando nossos rostos como se pensasse mais uma vez antes de nos dar passagem.

— É você a quem ele espera. – avisou.

Eu estava mais desconfiado como nunca antes. Desconfiado de tudo, praticamente tudo o que se passava pela minha cabeça, nada fugia da desconfiança que eu sentia, ou, na verdade, da minha paranoia.

Dei um passo firme em direção à porta, podendo ver o quão grande e bem decorada por móveis novos era a casa. Diferente do modo como apresentava ser por fora, possuía uma ótima iluminação em seu interior, dando a perceber nitidamente que ali não havia ninguém. Até o momento.

— Cadê ele? – Taylor perguntou baixo.

Passos abafados surgiram em meio a murmuras que pareciam distantes. Liza.

— Olha só, quantos convidados! Eu não esperava. Deveriam ter avisado antes para que eu pudesse ter carregado a arma. – sua voz soou sarcástica, como sempre.

Nossas cabeças seguiram a voz, que vinha da escada a qual possuía degraus largos cobertos por um carpete caramelo, no canto direito da sala. Sem dizer nada ainda, permaneci quieto, controlando minha raiva até que ele caminhasse para onde eu estava.

— Eu quero a Liza. – sem qualquer delonga, ordenei bem devagar para que não houvesse desentendimento da parte dele.

— Nem um boa noite antes, Dallas? Que mal educado.

— Eu quero a Liza. – repeti entredentes.

— Eu também quero, Cameron. – debochou em um sussurro. — Não, na verdade, você sabe quem eu quero. – ele piscou pra mim.

— Desgraçado. – bravejei.

— Você dobre essa sua língua para falar comigo porque eu posso te matar a hora que eu quiser. – Gilinsky aproximou-se mais de mim.

— Não se preocupe porque eu também posso. – contrapus.

— Não testa minha paciência, Cameron. Lembre-se que eu estou com a sua preciosa Liza. Ou será que já esqueceu?

— O que você acha que estamos fazendo aqui? Estávamos com saudades de olhar pra sua cara e resolvemos vir tomar um chá da tarde, infeliz? – Taylor zombou.

— Anda logo que eu não tenho tempo para conversinha, ainda mais com você. Onde a Liza está? – dei alguns passos em direção à escada, mas Gilinsky me impediu de continuar, tocando a palma da mão contra meu peito.

— Você não vai a lugar nenhum. – informou com um sorriso vitorioso estampado no rosto.

— Gilinsky, onde ela está? – perguntei pela última vez, dando adeus à paciência que sempre mal existiu.

— Se você encostar um dedo nela… – Alex ia falando, porém foi interrompido.

— Vocês vão fazer o que? Me bater? – provocou. — Ou melhor, me matar? – sua expressão era puro deboche.

— ONDE ELA ESTÁ? – se alguém ali também estava no pico da perda de paciência, era Alex.

— Vocês estão na minha casa. É melhor que abaixem esse tom de voz gritante e irritante quando se dirigirem à mim. – alertou ele com um tom manso. — Ou se não, alguém pode se machucar. E eu não estou falando de nenhum dos três patetas.

— Se o meu filho sofrer qualquer coisa por sua causa, você espere pelo pior.

— Filho? – ele empalideceu em questão de segundos, não perdendo seu porte rígido, mas olhando dentro dos meus olhos com curiosidade. — Liza está grávida? De você?

— É. Os filhos surgem sucessivamente quando as mulheres ficam grávidas. – Taylor explicou sarcástico apresentando uma expressão séria. — Ou vai querer que eu explique como isso acontece?

— Cala a boca! – gritou ele virando apenas a cabeça na direção de Taylor.

— Cadê ela? – insisti e ele pareceu pensativo. — Irei repetir. Cadê ela?

— Sabe, nós podemos fazer uma troca.

— Eu fico no lugar da Liza e você solta ela, ótimo! Solte-a. Fico aqui, não tem problema nenhum. É bom que já acabamos com isso de uma vez por todas.

— Que cavalheiro, mas, não finja ser ingênuo, Cameron, de ingênuo você não tem nada, nem uma unha. O que nós podemos negociar é: eu te dou a Liza em perfeito estado, sem nem um fio de cabelo a menos e você, me dá a Roxie.

— O que? – realmente me pareceu ter ouvido errado. — Não! Nunca. – discordei com raiva, sentindo minhas veias do pescoço latejarem.

— Nunca? – ele questionou arqueando uma de suas sobrancelhas.

— Nunca, Gilinsky! Deixa ela fora disso. Esquece a Roxie, a garota não tem nada a ver com isso e nem terá. – pedi.

— Bem, então, nada feito. Liza continua comigo e vocês continuam sem ela. – Jack se jogou desconcertado no sofá. — Matthew! – gritou ele.

Meus olhos não puderam acreditar no que, infelizmente, tinham uma visão nítida. Engoli em seco, sentindo minha respiração se desregular, um sentimento de desapontamento e desgosto se tornou parte de mim. Matthew. Matthew Espinosa descia os degraus segurando os pulsos de Liza para trás, ele estava vestido como o primeiro homem a quem tivemos contato, um terno inteiramente preto.

A minha única reação foi virar a cabeça em direção à Taylor, nos entreolhamos e, pelo olhar dele, nossas cabeças estavam em sintonia com os mesmos pensamentos. Matthew abusava de uma expressão séria a qual eu nunca havia conseguido enxergar no rosto de garoto mimado dele. Ele parecia indiferente de estar na minha frente, que até minutos atrás continuava exercendo função de ser chefe dele, sendo que prestava um “serviço” a Gilinsky, um inimigo.

— Parece que o Dallas não aceitou meu acordo. Pode machucá-la. Ah, e quero que faça isso na frente do próprio Cameron. – ordenou.

Espinosa, sem dizer nada, fechou os olhos, pressionou os lábios e, parecendo ter sido não muito forte, puxou uma parte do cabelo dela. Liz pressionou forte os olhos, expressando a dor em um gemido fraco e abafado já que possuía um pano a amordaçando.

Levei uma das mãos sutilmente de forma discreta até meu quadril, deslizando-a por cima da arma. Sacar a arma, destravá-la e apertar o gatilho quando a mira fosse a cabeça do Finnegan era a minha maior vontade aquele momento.​ Mas, eu era ciente de que quem poderia sofrer as consequências seria Liza o que fez com que eu acabasse me contendo.

— Por que você não age de forma inteligente e faz comigo o que você tanto deseja? Não precisa colocar ninguém mais no meio desses seus joguinhos irritantes. Olha… – levantei os braços como sinal de rendição. — Você pode fazer o que quiser comigo. Se quiser me matar, é uma escolha sua, acabe com isso logo. – dei de ombros. — Mas deixe-os em paz!

— Eu ainda não fiz nada disso, Dallas, para mostrar que, o que eu quero, eu posso ter. – ele sorriu maleficamente, cerrando os punhos. — E eu irei ter.

— E o que você tanto quer, cara? Está desviando seu foco de mim, é? – perguntei sorrindo ironicamente. — Irei ficar com ciúmes.

— Você sabe muito bem quem é. – ele retribuiu o sorriso irônico, se levantando.

— Nunca. – devolvi seu riso sarcástico.

Não era nada fácil conseguir segurar toda a minha indignação junta de toda minha vontade de querer esmurrar aquele rosto até que não sobrasse nem restos, incluindo a mesma vontade em relação a Matthew.

— Matthew? Mais um puxão de cabelo.

— NÃO! – o irmão de Liza implorou.

— Dê um passo e a próxima ordem será um dos braços da sua irmãzinha quebrado, talvez o pescoço.

— Você é um monstro. – Alex vociferou com uma raiva que quase escorria pelos olhos.

— Eu? Obrigado. – Gilinsky sorriu. — E você, Espinosa, o que está esperando? Puxe o cabelo dela.

E ele fez. Matthew puxou o cabelo dela devagar, porém com mais força, fazendo com que a cabeça dela se inclinasse para o lado puxado. Sempre tive minhas desavenças com ele dentro do escritório, mas nunca pensei que um dia o garoto teria chegado ao ponto de obedecer a ordens do Jack.

Em silêncio, uma lágrima escorreu do olho direito de Liza, o que me partia em pedaços, não poder fazer nada para ajuda-la sem estar longe de algum perigo para qualquer outra pessoa.

— Vamos para casa, Liza. – dei apenas dois passos, o suficiente para sentir o cano frio de uma arma encostado em contato com minha coluna por baixo da camiseta.

— Não se mexa. A Liza só sai daqui se a minha condição for aceita.

— Eu não vou te dar a Roxie! – embraveci, me virando pra ele e tentando fazer com que a arma de sua mão caísse.

Gilinsky me socou forte no estômago com o cano da arma já que a negava soltar. Um empurrão fez com que eu me chocasse com o chão gelado. Usando minhas pernas, dei um impulso rápido e o empurrei com meus pés, o afastando e conseguindo me levantar.

Enquanto continuávamos a colocar nosso atrito em dia, vi por cima do ombro de Gilinsky que Taylor deu a volta pelo sofá e tentou se aproximar de Liza, porém o que parecia ser outro segurança apareceu o impedindo. Merda! Os dois começaram a se agredir, aquele cara era duas vezes o tamanho de Caniff, o homem acabaria com meu amigo no primeiro soco.

Em um vulto, vi Matthew correr para algum lugar, passando por mim com Liza, mas não conseguindo sair porque a porta da frente por qual entramos, estava trancada. Os dois correram pelo segurança e Taylor, que ainda brigavam, para o andar de cima. Alex tentou ir atrás da irmã, porém acabou sendo impedido por outro segurança.

Por eu ter perdido, nem que por alguns segundos o foco da briga, com um braço ele me imobilizou pelo pescoço. Senti novamente o cano gelado em toque com minha pele, desta vez, na lateral da minha cabeça.

— Não me faça ter que gastar mais de uma bala esta noite. – sussurrou um hálito quente próximo meu ouvido já que estava atrás de mim.

Não fiz nada, não reagi por alguns segundos. Logo, dei um tapa na mão direita dele a qual segurava a arma.

— Imbecil. – consegui o derrubar, ficando com uma perna de cada lado do seu corpo.

Não durou muito, com um impulso, ele reverteu a situação, ficando por cima de mim. A arma parecia estar grudada na mão dele, não soltava por nada. Fiz força contra o pulso dele, tentando com dificuldade afastar a bendita arma do meu rosto. Senti meus músculos ficarem tensos quando ouvi o som do gatilho sendo puxado. Desviei minha cabeça bem a tempo. A bala atingiu o chão. Chutei as costelas de Jack e torci seu pulso para o lado o mais forte que conseguia.

Um barulho alto de disparo ecoou no ambiente mais uma vez. Eu e Gilinsky paramos por um instante e nos entreolhamos, nenhuma dor, nenhum vestígio de sangue ou entrada de bala em mim ou nele. Busquei ao redor e meu olhar parou em Taylor, um pouco distante, nos primeiros degraus da escada. Ele segurava uma arma, de longe percebi sua respiração acelerada, Caniff não era acostumado a apertar o gatilho, apenas a guardar uma arma na cintura hora ou outra, mas quase nunca, só quando acompanhava minhas maluquices.

Voltei com atenção ao que estava fazendo. Ele deixa a arma finalmente cair. Mergulhei em direção à arma, mas antes que eu a alcançasse, ele me agarrou e me empurrou para o lado. Encarei seus olhos escuros, que pareciam em conflito por um instante antes de me dar um soco na mandíbula, fazendo com que eu sentisse um latejo na região.

Estiquei meu braço pelo chão em busca da arma. Meus dedos se fecharam ao redor do metal frio, enquanto ele ainda continuava sobre mim. Minha cabeça latejava. O irmão de Liza bobeou o segurança e abaixou pegando a arma que eu deixei se perder das minhas mãos mais uma vez.

— Não toca em mim ou eu atiro! – Alex gritou, apontando a arma para o segurança.

— Caniff! – o chamei e ele correu para me ajudar, tirando Gilinsky, que tentava acabar comigo, de cima de mim.

Taylor jogou o desgraçado no chão e permaneceu com a arma apontada para a nuca dele. Me levantei e em um movimento rápido retirei a arma da cintura, posicionando em direção à cabeça do Finnegan.

— Não mova nem um músculo. – pediu Caniff lentamente.

Taylor. Alex e eu estávamos armados em um mesmo cômodo. Seriamos três contra um, ou melhor, três armas contra nenhuma. Duas para a cabeça de Jack e uma para o segurança.

— Agora, você vai dizer onde está a Liza com o idiota do Matthew. – mandei.

Ele levantou a cabeça, já que estava sentado no chão com Taylor abaixado atrás dele, me olhando.

— Diz logo antes que eu meta uma bala na sua testa. Não quero sujar minha camiseta com sangue vindo de você.

— Eu não sei.

— Deixa de ser sínico! A casa é sua, anda logo. – encostei o cano da arma na testa dele o qual transparecia a maior calmaria.

— Matthew! – gritou. — MATTHEW!

Ele desceu. Sozinho.

— Cadê a Liza? – Jack perguntou como se não fosse algo óbvio, mas nem esperou o menino responder. — Traga ela aqui. Agora.

— Você não...

Antes que Espinosa dissesse algo, Gilinsky o interrompeu.

— AGORA! – ordenou e Matthew foi atrás dela. — Você está sendo um péssimo pai. Eu a encontrei passando mal na rua. Devia me agradecer por isso.

— Agradecer? – ri não acreditando no que ele acabava de falar. — Não adiantou nada você tê-la ajudado sendo que fez o que fez com ela há poucos minutos.

— Eu não poderia perder a chance de torturá-la bem a sua frente no seu último dia de vida, Cameron.

— Último dia, é? Acho que você está invertendo os papéis, Jack. O único último dia que está próximo é o seu.

— Você interrompeu meus planos por hoje de te acertar um tiro, mas, não pense que isso ficará assim. Não vai mesmo.

Matthew apareceu com Liza, os dois contornaram o corpo do segurança que Taylor atirou e desceram até mim. Ela estava pálida, com as mãos livres e já sem o pano em sua boca.

— Liza! – deixei Gilinsky de lado e corri, me abaixando na frente dela. — Me desculpa. Vai ficar tudo bem. Eu prometo. – sussurrei, abraçando-a forte. Senti-la, ao quase perdê-la, era o que eu mais desejava.

Encarei Matthew com um olhar desgastado.

— Eu não quero nunca mais ver você na minha frente, Espinosa. – minhas palavras estavam envoltas por desgosto embalado por um sentimento de traição. — Nunca mais.

Guardei a arma e segurei uma das mãos de Liza, querendo sair dali o mais rápido possível.

— Abre essa porta, agora. – ordenou Alex ao segurança, com a arma próxima a cabeça do grandalhão. — Eu disse agora. – ele chutou a canela do homem, que o mandou um olhar repleto de fúria.

O homem obedeceu, talvez não fosse hoje que quisesse levar um tiro no meio da cabeça a qual nem um fio de cabelo possuía. Liza e o irmão já haviam passado pela porta quando Gilinsky começou.

— Isso só foi um susto, Dallas. – a voz dele fez eu me virar. — Da próxima vez, você já sabe quem será a vítima. E digo mais, ela não irá voltar pra você.

— Se você encostar um dedo nela, eu mato você, seu desgraçado. – me referi a Roxie. — EU MATO VOCÊ! – berrei com um enorme desespero correndo por dentro de mim.

Roxie estava em perigo e eu mal podia fazer alguma coisa. Jack estava focado naquilo e não desistiria fácil da ideia até me ver por derrotado.

— É o que veremos, playboyzinho. – ele disse antes de Taylor se levantar e caminhar até mim ainda com a arma apontada a ele.

— Você já está avisado. Se fizer alguma coisa para prejudicar a Roxie, ou mais alguém não importa quem seja, eu te mato.

Não importa nada a dor que eu possa sentir ao entrar de uma bala do meio do meu peito, eu preciso da Roxie. E eu preciso salvá-la. O ódio, a raiva, a preocupação, o desapontamento, a decepção, tudo me fazia muito mal. Bati a porta após ter saído, a força foi tanta que acabei por quebrar o vidro marrom em milhares de pequenos pedaços. Finnegan me encarava fixamente, imóvel dentro de sua casa.

Os corredores totalmente sem cor do hospital eram entediantes e ao mesmo tempo me faziam querer surtar. Fazia vinte minutos que, sentado ao lado de Taylor, esperava Alex e Liza aparecerem. Finalmente.

— Você está melhor? – me levantei, esperando que Liza caminhasse até mim.

— Sim. – respondeu com desânimo.

— Podemos ir pra casa. – Alex informou.

— Que bom, Liza. E, escuta, antes que queira ficar um tempo sem olhar na minha cara. Eu... – respirei fundo. — Eu darei sim meu sobrenome para essa criança, mas... Você sabe... Preciso de um tempo para tentar assimilar a ideia de assumir.

— Você está falando sério? – ela abriu um sorriso contagiante.

— Estou.

Depositei um beijo lento na bochecha dela, com os olhos fechados, me afastando devagar. Alex me olhava com certa raiva, quanto menos contato entre a irmã e eu, melhor seria.

— Vamos logo, eu estou com sono. Essa noite foi terrível. – reclamou Caniff, saindo do hospital em nossa frente.

San Diego, Ca. 9 de abril de 2016, 24:17am.

Jack e Roxie continuavam no sofá, porém as invés de estarem sentados, estavam deitados um ao lado do outro no tapete felpudo branco da sala e dormindo. Ao fecharmos a porta, os dois acordaram.

— Voltamos. – falei.

— Vocês estão bem? – perguntou Roxie se sentando e encostando as costas no sofá.

— Sim. – passei o olhar por Liza. — Foi difícil, mas estamos bem.

— Eu atirei em um cara. – Caniff continuava frustrado, se jogando no sofá e fechando os olhos.

Roxie e Johnson, em silêncio, seguiram Taylor com o olhar.

— Isso que dá se meter com meu irmão, Tay. – Johnson passou uma das mãos pelos braços de Caniff, quase como um consolo que não deu muito certo.

— Johnson! – foi a minha vez de reclamar.

— Desculpa, bro, mas acho que é verdade. É você quem arruma esses problemas e coloca o coitado do Caniff.

— Eu ajudo seu irmão por vontade própria, Jack. – riu.

— Você se sente bem, Liza? – perguntou Roxie.

— Sim, Roxie. Obrigada.

Alex segurou uma das mãos de Liza e puxou ela para que subisse.

— Vamos, Liz.  Você precisa descansar.

— Durmam bem. Obrigada, Cameron. – um sorriso pequeno surgiu no canto da boca dela.

Suspirei. Que noite perturbada.

— Roxie. – chamei por ela que me olhou de imediato. — Você pode vir até... – apontei com meu polegar para a cozinha.

— Aham. – murmurou se levantando.

Caminhei para a cozinha e ela veio atrás de mim.

— Então.

— Eu consegui salvá-la. – sorri aliviado.

— Você sempre consegue. – ela retribuiu um pequeno sorriso.

— Então, eu tomei uma decisão.

— Sério? – a expressão dela se tornou algo apreensivo. — Qual?

— Eu... – abaixei a cabeça por alguns segundos. — Darei meu sobrenome ao filho da Liza.

— Que ótimo, Cameron! Fico feliz que esteja começando a pensar melhor sobre o assunto, é essencial.

— Mas, eu só consegui isso graças a você.

— A mim? – perguntou surpresa.

— Sim, Roxie, você.

— Eu não fiz nada demais. Não mereço mérito algum. – ela sorriu tímida, colocando uma mecha do cabelo bagunçado atrás da orelha. — A única coisa que eu fiz foi tentar me colocar no seu lugar e imaginar que tudo não deve ter caído como uma pena sobre você.

— Você é incrível e eu não me refiro só ao episódio de hoje. É como eu acabei te falando mais cedo. – abaixei meu olhar. — Você aparentemente me faz muito bem. Isso me dá um medo enorme.

Ela sorriu sem demonstrar demais os dentes.

— Sabe, Cameron... Você tem que amar e valorizar muito bem quem está com você hoje e o que você tem agora. Seu filho. – ela sussurrou colocando as mãos entre a boca rapidamente. — Faça isso antes que você sinta a vontade de amar e valorizar quem você tinha.

— Tenha uma boa noite, Roxie. – desejei encostando uma das mãos em seu ombro, sorrindo ao mesmo tempo em que estava pensativo. — Nos vemos mais tarde.

Deixei ela na cozinha e caminhei para o meu quarto, um banho frio era meu único desejo aquela madrugada.

— Sério, eu preciso de um abraço, cara. – Taylor resmungava.

— Caniff, você é chato! – Johnson bufou se levantou do chão e se sentou no sofá para abraçar o amigo.

Ri da cena e subi os degraus sem que nenhum dos dois me visse.

— Você... De novo. – resmunguei de cara fechada.

— Oi, Cameron.

— O que você quer? Me diz logo e não me atormente mais. Por favor. As coisas já não estão as melhores.

A voz dela continuava doce. Era algo tão agradável de ser ouvido.

— Cameron, você está fazendo tudo errado.

— O que? C-como assim "tudo errado"?

— É. Não é bem assim. Você não pensa em deixar minha irmã sozinha, não é? Não precisa responder, eu sei que sim.

— Era para ser você. Não se faça de besta, Brin.

— Mas não sou eu, e ela faz parte de mim. Liza é minha irmã.

— Eu sei. E isso conta em alguma coisa?

— Você está errado. Muito errado. – aquela frase era a única que ecoava no branco infinito de onde estávamos.

— Do que você está falando, Brinley? – balancei minha cabeça tentando fazer com que a voz parace de repetir que eu estava fazendo as coisas errado.

Eu vou te guiar, Cameron. É... Isso mesmo! – pareceu ter uma ideia. — Vou te guiar.

— Como?

— Faz parte dos meus planos com você. Eu te guiarei, o que faço desde muito tempo.

— Você só me destrói! Não me guia para lugar nenhum. É o mesmo do que me largar no Canadá com um mapa do Japão.

— Cameron, estou falando sério. São apenas fases, que em algum momento irão fazer todo o sentido pra você. Irá me agradecer por isso um dia.

— Eu não sei do que você está falando! Não sei também quando irei encontrá-lá novamente.

— Vou te explicar.

— É melhor mesmo.

— Eu irei te guiar. Você vai conhecer um Cameron Dallas que nem eu mesma conheci.

— Desisto de tentar entender você, Brinley. Onde quer chegar?

— Fui eu. Eu quem mandei a Rosatti pra você.

— Você está querendo me eenlouquecer

— Ela é a única pessoa certa pra você. A Liza, minha irmã, sempre será seu anjo. E eu, ah, estou aqui para te dar uma ajudinha sempre que precisar.

Ora ela me diz coisas horríveis, ora age como se fosse um cupido.

— Eu não estou entendendo nada. – repeti pela incontável vez.

— Cameron... Eu sou seu amor, sempre serei, só que no céu, não há mais como nós termos uma relação. E você precisa de alguém aí do seu lado.

— Você está se esquecendo de que eu terei um filho, Brinley! Um filho!

— Feche os olhos. – pediu.

— Eu não vou!

— Cameron, feche os olhos.

— O que você...

— Fecha! Só... Fecha os olhos, por favor.

Obedeci, fechando os olhos, receoso, com medo do que ela fizesse, podendo sumir mais uma vez ao abrir dos meus olhos.

— A partir de agora, desse momento, o seu instinto de pai irá falar alto. Muito alto. Você irá em busca da sua felicidade, Cam.

— O que? – abri os olhos. — Brinley... Brin... Volta aqui, eu...

Ela havia sumido mais uma vez. Meu amor ia embora mais uma vez.


Notas Finais


AI CACETE!

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VOCÊ É INCRÍVEL! Muito obrigada por tudo, mesmo :) Até o próximo,
C. ♡ Obrigada por ter lido!


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