História Alyce in the land of nightmares - Capítulo 1


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Categorias Originais
Visualizações 3
Palavras 1.058
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Romance e Novela, Sobrenatural, Terror e Horror
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Apesar de conter vários elementos de "Alice no país das maravilhas" não chega a ser um universo alternativo, portanto coloquei na categoria "originais". Me desculpem pelos os erros de português e a repetição.

Capítulo 1 - My name is Alyce


P.O.V Alyce

Eram 6:30 da manhã, o sol acabara de nascer, já estava no topo do céu brilhando. Comparado à escuridão da manhã diria que a luz era forte ao ponto de ofuscante. Mas com o passar do tempo já havia acostumado. Eu me encontrava sentada no refeitório bebendo um café forte, não gostava de coisas doces, na realidade nunca gostei. Vozes ecoavam em minha cabeça chamando pelo meu nome, aquilo me irritava, estava querendo me concentrar em minhas dúvidas sobre a vida. Foi quando me toquei que estava sendo chamada por Rita Cleysten, uma aluna rica bastante animada. Ignorei minha onda de dúvidas e virei-me para fitar a garota que se encontrava à minha frente. Uma menina de baixa estrutura, corpo mediano, porém esbelto, pele branca meio bronzeada, longos cabelos ruivos encaracolados que davam impacto ao seus belos olhos verde-esmeralda. Em seu rosto era visível um pouco de irritação, evidentemente causada pela a minha “ignorância”. Suspirei calmamente e soltei:

-Você está com rugas, é melhor se acalmar – avisei. Eu tinha consciência de que Rita era vaidosa e se preocuparia com coisas como essa.

-OH! – ela disse pegando um espelhinho de sua bolsa de couro que combinava com suas botas feitas do mesmo material. Puxou-o tão rápido para fora que seu vestido lilás balançou ao vento junto de seus cabelos, que pela a primeira vez estavam presos em um coque bagunçado e que combinava com o vestido – Olhe para isso! Tenho que parar de comer chocolate, daqui a pouco estou com espinhas!!

- Uhum... – murmurei sem energia para escutá-la reclamar o dia inteiro sobre seus problemas inexistentes de beleza. Sinceramente não me preocupava com aquilo, nem com nada, já estava tudo ótimo, boas notas, bom emprego.

-AH! É MESMO! – ela exclamou como se acabasse de se lembrar de um detalhe muito importante – Diretor Lovebotte quer falar com você!

- Certo, sem problemas – disse me levantando e me retirando do refeitório. Andei calmamente pelos os corredores, o silencio dominava o local, poderia até mesmo ouvir uma agulha cair no chão. Nesse horário eram poucos os alunos que iam para a faculdade. Ainda faltava quase uma hora para os cursos começarem. Continuei caminhando, os corredores eram entupidos de fotos, pinturas, esculturas e outras coisas artísticas. Afinal, esse era o foco da minha unidade.  Me dei de frente com uma porta feita de uma madeira, que ao meu ver era de alta qualidade. Olhei para cima, apenas para checar, “Sala do diretor”. Certo, lugar certo. Abri lentamente a maçaneta provocando barulhos estranhos.

- Sente-se Sra. Alyce – disse um homenzinho atrás da mesa. Eu sinceramente não fui com a cara dele, toda vez que o próprio falava comigo dava ênfase ao meu nome – Tenho um assunto a discutir com a senhorita.

- Pois não? – educadamente perguntei ao me sentar na fofa poltrona.

- Seus pais... – começou. Logo senti meu sangue ferver, simplesmente os odiava – Eles se envolveram em um caso policial. Aparentemente roubaram uma família durante uma partida de jogos num bar, e atualmente eles possuem dividas. E como eles estão desaparecidos...creio eu que você já deduziu a situação.

- Sim – concordei – Obrigada pelo o aviso senhora Lovebotte, vou arcar com as dívidas do meus pais o máximo tempo que puder.

- Certo, continue assim – disse ele – jovem.

Senti um frio na espinha, aquele homem não era normal, não, com certeza não era normal. Contudo, ainda mantive minha mascara fria e seria e apenas me virei em direção à porta. Ao encostar na maçaneta, girando ela lentamente ouvir um leve som de risada às minhas costas. Fechei a porta e andei apressada pelo o corredor. Havia me esquecido de ir à biblioteca!

Salto tempo 15 minutos

Finalmente cheguei. Enquanto passava pelas as estantes ao fitar a parede me observei no reflexo de um espelho decorativo: Uma jovem alta, corpo mediano, cabelos escuros como ébano, olhos verdes escuros, pele branca como a neve, uma aparência delicada, porém séria. Como de costume trajava roupas simples: uma blusa listrada preta e branca, calça jeans e um casaco básico rosa claro. Não me importava com o que achavam de mim. Enfim comecei a fazer o que deveria já ter feito, encontrar um livro sobre a arte do realismo e o romance de Madame Bovary, fui para seção histórica. Passei minha mão pelos os livros lendo silenciosamente cada título, foi quando me deparei com um livro que não possuía um nome. Logo o retirei da estante, a capa era dura de um tom que intercalava entre as cores marrom e amarelo queimado. Olhando para ele já era evidente que o próprio era velho, abri-o e comecei a folhear, as folhas eram ásperas e amareladas, pareciam que iam se transformar em farelos em questão de tempo. Ao passar lá pela a página 30 algo caiu no chão, abaixei para pega-lo. Era um relógio de bolso com números romanos...apenas o enfiei no meu bolso e continuei a procurar. Depois de um tempo o achei, falei com a bibliotecária e sai. Caminhei tranquilamente pelo o corredor. Várias vezes tinha que parar e dar um falso sorriso, muitos viam me cumprimentar.

Senti algo em meu bolso. Na realidade estava sentindo à um tempo considerável, e tudo começou quando eu peguei aquele pequeno artefato...tudo soava bastante estranho. Por algum motivo me lembrei do meu conto preferido “Alice no país das maravilhas” só não gostava do final “felizinho” dele, aquilo me irritava. Toda essa história de “felizes para sempre” era uma farsa, apenas uma ilusão. Essa coisa toda me lembrava Rita, que me irritava ainda mais. Ela era tão sufocante, tão...desprezível. Sempre se achando, sempre tentando ter amiguinhos, saltitando para lá e para cá, aposto que ficaria linda…num belo caixão. Muitas vezes já me disseram que eu sou grossa e ignorante, mas sinceramente, não sinto quase nada, e o que eu consigo...bem...não diria que com esses sentimentos conseguiria conquistar meu “final feliz”, mas como isso não importa...bem, apenas vou ignorar opiniões alheias. Caso insistam, apenas vou “acabar” com essas opiniões. Retirei o relógio do meu bolso e o chequei. Me lembrando de quando o peguei, enquanto no chão não funcionava, ao sentir meu toque ele começou a se mexer...aquilo era de fato estranho, mas vou apenas ignorar. Não é como se “magia” de fato existisse, e caso exista, creio que não seja o “jeito magico” que a maioria das pessoas pensam que é. 



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