História Alyce in the land of nightmares - Capítulo 2


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Categorias Originais
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Palavras 836
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Romance e Novela, Sobrenatural, Terror e Horror
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - The Rabbit's Lair


P.O.V Alyce

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Depois da faculdade

-Normal – conclui depois de analisar de diversos ângulos o relógio. Ele era bastante comum, o que me intrigava era o fato de ser velho e enferrujado e funcionar do mesmo jeito. Olhei fixamente para ele imaginando os segredos que suas engrenagens deveriam conter. Rodei meus olhos pelo meu “quarto” era um lugar de fato horrível, tudo sujo e estragado, armas por todo o local, típico de um esconderijo de ladrões. Não que eu possa falar muito, por causa de sérios problemas psicológicas (de acordo com o psicólogo) eu matei minha própria vó, tia e prima. Não que eu me importasse, eram apenas vidas humanas, e como vidas humanas não valiam de nada, tenho certeza de que não fez diferença no ciclo natural da vida. Enquanto observava o local, parei numa estatua de uma deusa...sinceramente, deuses servem basicamente para humanos inúteis jogarem todas suas responsabilidades em cima deles.

DING DONG!!

Virei lentamente a cabeça me direção à porta, ninguém vem aqui. Não tem sentido, mas mesmo pensando isso apenas me levantei e caminhei tranquilamente até a porta, ao abri-la me deparei com nada. Então olhei para baixo e havia uma caixa, a peguei e levei para dentro. Simplesmente a joguei no canto do quarto, não tinha encomendado nada, ou seja, não necessitava de nada naquele momento. A não ser, é claro. De algumas facas – pensei olhando para a gaveta de talheres. Depois de pegar o necessário a meti no relógio...ele não quebrou, como era possível? Na quinta tentativa saiu um liquido vermelho...eu o conhecia, pois vivia o presenciando, era sangue. Passei o dedo e em seguida cheirei, provavelmente era de um cordeiro. Quando coloquei meu dedo perto do nariz, acidentalmente derramei um pouco em meus lábios fazendo com que eu involuntariamente o bebesse. Senti meu corpo ficar pesado assim como minhas pálpebras, minha última visão foi meu reflexo no espelho...podia visualizar a mim com a mesmo rosto sem expressão de sempre e uma silhueta atrás...uma silhueta com orelhas.

Sonho ON

Estava tudo frio e escuro...não conseguia enxergar, minha voz não saia e nada eu conseguia ouvir. Eu estava no meio do nada...era como um coração sem sentimentos, sem desejos, sem batimentos, sem vida. Exatamente como o de um cadáver, eu diria. Tranquilamente olhei em volta, tinha consciência de que estava sonhando, no meio de todo aquele breu dois pontos de luzes vermelhas começaram a brilhar. Quanto mais eu me aproximava, mais conseguia perceber...que era dois olhos, vermelhos vivos. Eles me fitavam sem parar, risos ecoaram por todo o local. Continuei parada, sem piscar, sem demonstrar emoções. Um sonho não me assustaria.

-Alyce...OH! Minha bela Alyce... – Um sussuro feminino ecoou.

Quando acordei me deparei com um teto que não conhecia. O meu era todo quebrado, esse era branco e limpo. Me levantei e fitei todo o lugar...o hospital, o que eu estaria fazendo ali? Foi quando olhei para mim mesma e perceber que minhas mãos estavam menores, levantei a cabeça e me deparei com meu reflexo em um espelho do hospital...uma criança, pisquei e o reflexo mudou para um monte de cadáveres ao meu redor e uma criança ensanguentada sem expressão alguma. A mesma voz de antes pode ser ouvida “o tempo está acabado, estou atrasada, estou atrasada!!” repetia ela. Badaladas ecoaram, uma sombra apareceu no espelho, ele segurava o relógio. O corpo era feminino e com orelhas, todo preto menos o objeto que rodava em suas mãos. Uma outra coisa apareceu em minhas mãos, olhei para baixo e vi uma cabeça. Fitei-a e em seguida olhei para frente, tudo começou a girar e...

Sonho OFF

Estava acordada caída no chão, levantei-me um tanto quanto confusa. Aquele sonho foi estranho, mas ao mesmo tempo passava um ar de “realismo”. Apenas dei de ombros e olhei para o relógio em meu pulso...já estava no dia seguinte, hoje não ia à faculdade, pois terei de ir à um casamento de família.

~Salto tempo de 2 HORAS~

-Pode beijar a noiva – concluía o padre. Logo em seguida vários aplausos e felicitações foram dadas à Jessey Histray, minha prima por parte de pai.

- Estou atrasada, estrou atrasada – escutei uma voz fina dizer desesperadamente. Me virei ao encontro dela, contudo foi lenta e a única coisa que consegui ver foi a barra de uma saia esvoaçante dentro do labirinto de plantas. Pedi licença e me retirei. Quando tive certeza de que não me viam mais, agarrei a barra do vestido e comecei a correr. Às vezes conseguia ver partes da roupa ou do cabelo. Mas nunca chegava a alcançar, depois da imensa caminhada cheguei em um único lugar. Não havia ninguém, mas aquele labirinto era delta, ou seja, todos os caminhos levavam para um só. Não tinha nem como se perder, como poderia ter me atrapalhado durante a perseguição? Foi quando reparei num buraco...me aproximei e abaixei na tentativa de ver o que tinha lá dentro. Ouvi uma risada feminina atrás de mim, antes que pudesse ver a dona dela fui empurrada para dentro do buraco.



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