História Amada Pela Lua - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Mitologia Japonesa
Tags Lutas, Mitologia Japonesa, Sexo, Violencia
Exibições 3
Palavras 2.532
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Festa, Romance e Novela, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas do Autor


DESCULPEM A FUCKING DEMORA, eu atrasei a postagem do capitulo por causa da discografia do Green day que estava editando, mas cá outro e daqui há uns 6 dias posto outro.
Espero que gostem e até o próximo, boa leitura xD

Capítulo 3 - O Garoto dos Olhos Azuis


E os dias simplesmente foram passando, Ellizabeth seguia sua rotina comum e devorava aquele livro que havia recebido em seus tempos livres.

Ela queria muito esbarrar num dia qualquer com Alan na rua, porém a semana passou e em nenhum dia ela conseguiu isso. Mas agora ela lia o livro a noite a luz da lua, pois no dia que conheceu o garoto por acaso a lua brilhou mais forte – ela percebeu – e aquilo a deixou interessada.

              – Eu só queria esbarrar com ele de proposito – dizia para si mesma. –, mesmo que por uns minutos...

Era madrugada, ela havia chegado do rolê com seus amigos, mesmo um pouco fora de si devido ao álcool ela ainda tinha a imagem do garoto em sua cabeça, porém no momento seguinte lembrou-se dos beijos e dos toques de Bruno.

Deitou-se em sua cama ainda de roupa e murmurando algumas palavras pegou no sono.

Uma presença muito clara apareceu em seu quarto.

            – Honestamente eu não sei o que faço com você. – ela falou em um tom calmo.

Ele caminhou até a cama da mesma, passou a mão em seu cabelo e então ficou de joelhos no chão ao lado da cama da mesma, por fim acariciou os cabelos da mesma a fazendo soltar pequenas risadinhas enquanto dormia e a fez se virar.

            – Bem, vamos ver como as coisas vão acontecer... – se virou e voltou a se tornar um brilho como o da lua e desapareceu.

A madrugada correu e logo tornou-se dia, com um pouco de ressaca a morena acordou.

            – Onde está minha alma? – falou levantando e indo pro banheiro vomitar.

Em seguida partiu rumo a geladeira para tomar água e preparar um café forte pra si.

O café estava pronto, o comprimido para a dor de cabeça estava do lado e ela havia ido tomar um banho longo e demorado para ver se os efeitos passavam.

Lá pelas 11h ela decidiu caçar qualquer coisa para comer. Na geladeira havia algumas coisas que precisavam serem esquentadas no micro-ondas, mas ela não queria nada daqui, pegou uma lasanha para micro-ondas no congelador e jogou no mesmo dentro de uma tigela.

            – Ontem tive a estranha sensação de que alguém estava me observando, sem contar aquele cafuné no meu cabelo... não tem como aquilo ter sido um sonho... não, não.

 Caminhou em direção ao sofá deixando a lasanha no micro-ondas sendo esquentada para pegar o celular e ligar para os amigos.

            – Estão vivos? – perguntou, era uma ligação em grupo.

            – Sem alma, mas sim. – responderam em seguida.

            – Hoje eu acordei cedo, vomitei até por as tripas pra fora e tomei remedio pra dor de cabeça e os caralho a 4. – falou Leeh. – Não devia ter exagerado...

            – Verdade. – todos disseram.

            – Tô quase na mesma – Ben falou. – Acho que hoje vou só dormir e tentar achar meus pedaços. – riu.

            – Boa sorte. – teve em resposta.

Eles ficaram ali conversando por algum tempo até o micro-ondas apitar e fazer Ellizabeth ir até o mesmo tirar a lasanha.

            – Hoje de tarde vou para a casa da minha mãe. – avisou. – Voltarei só domingo de noite, ou antes, num sei, mas já estou avisando. Vou sair, tchau e beijos, boa ressaca a todos. – caiu nas gargalhadas, mas parou porque sua cabeça começou a latejar também.

            – Boa ressaca pra ti também, e até domingo. – responderam.

Ellizabeth desligou e foi colocar sua comida.

Após almoçar ela arrumou suas coisas, checou se não havia esquecido nada e se não havia deixado nada destrancado então saiu. Pegou uma condução que ia pra área mais afastada da cidade, algo próximo da área rural. Ela pegou sua mochila e abriu-a, pegou o celular e os fones, desenganchou eles e o conectou ao celular e em seguida deu play em: “A Love Like War (Feat. Vic Fuentes)” do All Time Low.

Depois de algum tempo de viagem a mesma logo chegou, o ônibus parou e ela desceu na rodoviária. A mesma puxou o skate da mochila, pôs no chão e seguiu remando até chegar ao centro daquela cidadezinha, de lá ela pegou um caminho até a casa da sua mãe (e padrasto, detalhe que não gostava muito devido ao fato de não se dar bem com ele), a essa altura do campeonato ela já estava escutando: “Reckless & Relentless” do Asking Alexandria.

“Just like the cigarettes hurt

Just like the whiskey burns

Whoa, whoa

I guess I’m never gonna learn!”

Ela cantava junto ouvindo não se importando para quem estivesse do lado a ouvindo. Sem diminuir a força das suas remadas ela logo chegou a casa da sua mãe, um casarão grande bem bonito e a mais chamativa na rua. Apertou a campainha, e logo alguém abriu a porta.

            – Eliza! – a senhora a recebeu com um abraço.

            – Tia Martha. – ela respondeu a senhora a abraçando também.

Martha McCoy era a governanta/cozinheira da casa. Ela começou a trabalhar para a mãe de Ellizabeth quando a mesma era pequena e a mãe da pequena estava casada ainda com William Venna, um dono de bistrô bastante extrovertido que Ellizabeth chamava de pai.

            – Pensei que não viesse mais. – ela soltou a garota e elas entraram. Ellizabeth pegou o skate.

            – Mas olha eu aqui! – riu. – Conciliar o trabalho com escola e vida social é difícil. Porém estou tentando.

            – Compreendo. – adentraram a casa. – Vai querer almoçar? Eu deixei comida para você, pois sabia que chegaria depois do almoço. – a senhora foi a levando para a cozinha.

            – Como dizer não a essa proposta tentadora? – riu e sentou-se.

Martha pôs a comida para a garota e a mesma a observou, então voltou a perguntar:

            – Tia, sabe me dizer se ela está com ele? – se referia a mãe e ao padrasto (o novo que detestava).

            – Sim, e deveria voltar a chama-la de mãe, já que ela é sua mãe. – falou séria. – Eu sei que desde que a dona Cibele e o seu William se separam e ela começou a namorar aquele ator... o Daniel você ficou chateada e tudo mais, mas volte a chama-la de mãe.

            – Difícil, não é só por isso a senhora sabe, aquele babaca nunca gostou de mim e ele fazia a minha mamãezinha me tratar do jeito que ela trata. – retrucou curta e grossa. – Se fosse o papai ele nunca deixaria isso acontecer. – disse. – Ela poderia ter me mandando ir morar com o papai que teria ido, em vez de me deixar aqui e eu ter que aturar tudo aquilo...

Por fim a garota se calou, era melhor deixar o assunto morrer ali, relembrar seria pior.

Logo mudaram de assunto e a senhora contou as novas a sua sobrinha querida. E ao terminar de comer a mesma levou o prato a pia e Martha disse que faria bolo de chocolate para a mesma. Com um sorriso ela respondeu a senhora.

            – Meu quarto ainda é meu quarto? – perguntou.

            – Sim, tentei mantê-lo do jeito que você deixou quando foi morar no seu apartamento no ano retrasado. – respondeu. A garota a agradeceu. – Não tem de que, agora suba e vá guardar suas coisas.

Assim ela fez, enquanto subia viu a mãe aos beijos com seu noivo – agora Daniel e Cibele iriam casar no civil, estavam noivos há alguns meses – e ignorou seguindo para seu quarto. A última porta no andar de cima, a da mãe era o maior e o primeiro, haviam mais três e o de Ellizabeth.

Ao entrar no mesmo sentiu-se como se houvesse voltado aos seus 14 anos e estivesse pronta pra sair daquele quarto e casa pra ir atrás de algo novo. As constantes brigas com a mãe e o novo padrasto a fizeram tomar tais decisões, a mesma não estava nem se quer conseguindo levar seus estudos bem. Suas notas estavam ficando as piores da classe, seu desempenho era o pior possível, estava estressada sempre, não conseguia se concentrar em nada entre outras coisas, então se mudar foi sua melhor saída. Sem pestanejar a mãe permitiu, disse que mandaria uma mensalidade para a mesma e que ela devia mostrar resultados. Dois meses depois suas notas estavam as melhores e ela parecia bem melhor ali sozinha.

No seu aniversário no ano seguinte ela ganhou de presente o apartamento que morava, sem contar que o pai a levou para o show de uma de suas bandas favoritas o Motionless In White.

Cibele e Ellizabeth se esbarram, elas trocam algumas palavras e partem para seus quartos. Ellizabeth pega o celular e liga para o pai.

 – Alô, papai?

– Alô, Elly? – responde com outra pergunta.

– Yep – ela ri. – quem que poderia ser pai?

O mesmo ri também, a última visita do mesmo já havia tempo, e a mesma estava na cidade.

– Está aqui na cidade? – perguntou. – Ou está fora em algum workshop muito loko que o senhor sempre acaba indo?

– Estou – riu da pergunta. – e não, não é um workshop muito loko, é só que eu gosto de ir pra conhecer todo tipo de comida querida.

– Estou indo pra ai, está ocupado? – continuou.

– O movimento só começa a ficar forte a partir das 18h50, agora está relativamente calmo, venha temos muito o que conversar – ele fez uma pausa e depois riu. – e quem sabe eu te deixo destruir algum prato na cozinha.

Ellizabeth riu do comentário do pai.

– Eu tinha 10 anos, não é como se em 6 anos eu não tivesse aprendido a cozinhar. – ela fez bico. – To indo pai, vou desligar. Tchau, beijo.

– Tchau querida. Beijo, to te esperando. – ele desligou.

A mesma então foi trocar de roupa, após ter tomado um banho ela vestiu um short desbotado e uma blusa folgadona com um top. Ela trocou por uma calça com alguns rasgos, uma regata do The Ramones e o seu all star azul escuro de sempre. Pegou o skate e saiu, é claro passou um lápis nos olhos e pegou o celular e fone de ouvir. Então ao passar pela porta do quarto da mãe bateu.

            – Quem é? – Cibele perguntou.

            – Vou no bistrô do papai, depois apareço por aqui.

            – Certo. – respondeu sem dar muita importância.

A mesma desceu as escadas avisou a Martha e seguiu.

O bistrô do pai ficava um tanto quanto longe do casarão da mãe, colocou os fones e seguiu andando. Enquanto ia colocava algo pra tocar, colocou “Dead Air” do Blessthefall e foi.

Um pouco antes de chegar no bistrô se distraiu achando ter ouvir uma voz falando consigo, então acabou não percebendo que havia alguém a sua frente e o derrubou caindo por cima do mesmo.

            – Meu deus, me desculpa moço. – ela percebeu que era Alan.

            – Isso deve ser carma – ele riu. – você de novo... Ellizabeth, certo?

A morena corou.

            – Sim..., mas de novo, me desculpa. – ele continuou rindo.

            – Sem problemas. Eu deveria te chamar de garota problema. – ela fez bico. – Segunda vez que te encontro e está no chão, na verdade... estamos. Que estranho.

Seu bico se torna uma risada, então sai de cima do garoto e o ajuda a levantar.

            – Pronto, agora sim. – sorriu de canto o encarando. – Preciso ir, disse ao meu pai que chegaria logo.

            – Ok. – ele retribui o sorriso.

            – Me passa seu número pra gente se manter em contanto... é claro, se quiser. – fala olhando pra baixo.

            – Anota aí. – ele falou.

A garota pegou o celular e desbloqueou, então começou a anotar o número. Em seguida passou o seu ao mesmo para que pudessem se manter em contato. Se despediu dando um abraço no mesmo toda sem jeito e saiu remando dali.

Chegando ao bistrô ela já se conectou a rede wi-fi de lá e já deu uma leve stalkeada nele no WhatsApp e em seguida já foi no facebook ver se o achava, e o achou.

            – Pai ignorado com sucesso. – ele disse aparecendo atrás da mesma.

Will ou William se preferir, era um ótimo dono de bistrô. Ele tinha cerca de 35 anos, outra já foi um chefe de um desses restaurantes famosos, mas ele desistiu depois de alguns meses, queria poder fazer as coisas do seu jeito. Então juntou dinheiro, e foi aos poucos montando seu bistrô. Acabou tendo algumas parcerias, devido ao fato de ser bem-apessoado e alguns dos seus clientes serem pessoas bem-sucedidas que gostavam da comida e da forma que o dono tratava seus clientes. Voltando. Aos 35 a parte de baixo do couro cabeludo já começava a ficar esbranquiçada, mas isso dava-lhe um charme que o mesmo sabia que muitas mulheres gostavam.

            – Desculpa pai. – ela disse guardando o celular. – Saudades do senhor. – o abraçou.

Ele retribuiu, ficaram assim por algum tempo, logo se separaram.

            – Vamos para a cozinha, enquanto cozinho você vai me contando tudo o que aconteceu, faz algum tempo que não nos falamos pessoalmente mocinha e tenho que dizer, semana que vem irei no seu colégio sabe como você está. – disse em forma de bronca mas no fim houve um risinho. – Agora vamos.

Ela o seguiu.

A medida que ele cozinhava ela ia contando as coisas que iam acontecendo (é claro excluindo as partes proibidas, como as ressacas e demais) e o pai só ia ouvindo atentamente a ela.

            – Certo, certo. Enfim, lave as mãos, vamos ver se você sabe mesmo cozinhar ou se ainda só destrói a comida. – ele riu.

            – Ok. – levantou-se e foi lavar as mãos.

William sentou-se e observou-a cozinhar, o seu ajudante organizou o prato que ele havia terminado e entregado ao garçom para levar ao pedinte.

Ellizabeth amarrou o cabelo antes de lavar as mãos, lavo-as e ajeitou-se para começar a preparar o prato do pai e seu. Pegou alguns ingredientes e duas panelas e foi preparando, nesse meio tempo ela foi e acendeu as frigideiras, colocou manteiga nas mesmas e foi deixando derreter, então voltou e finalizou, então colocou as massas que havia preparado nas mesmas e começou. Balança pra lá, mexe pra cá, coloca mais manteiga pra ficar bem amarelado com a mesma e pronto. Feitos. Pegou dois pratos e colocou-os com jeito e arrumou os pratos e então serviu o pai e se serviu.

             – Vamos ver se está comestível. – disse dando a primeira garfada. Depois de alguns segundos ele a encarou. – Está realmente bom, onde aprendeu?

            – Era uma receita que aprendi com a mãe de Ben, mas eu mudei ela praticamente toda. – riu. – Então digamos que eu peguei a receita e evolui ela.

                                                                                                     ***

Era tarde e a mesma conversava com Alan. Antes haviam marcado de sair para dar uma volta.

Na tarde do dia seguinte assim fizeram, Ellizabeth parecia nervosa, mas tentava não parecer e o garoto ria.

            – Também está nervosa, não? – riu.

Ela o encarou corada.

            – Você também está? – replicou-o.

Com um aceno em positivo ele respondeu, então continuou:

            – Mas estou pensando em coisas que me deixam alegres pra não parecer tenso nem nervoso. – contou. – Vou te contar um segredo, pensar em coisas felizes te ajudam a controlar o nervosismo.

            – Sabe como eu vou acalmar? – perguntou.

            – Como? – mal acabou de pergunta-la e a mesma roubou-lhe um beijo. O mesmo foi feroz e o outro respondeu o beijo na mesma intensidade. Ficaram ali por algum tempo, mas se separaram. – Gostei. – riu de canto.

Andaram até o parque, lá sentaram-se num dos bancos que haviam e ficaram ali ficando. Ellizabeth adorava encarar aqueles olhos azuis tão intensos e que a fazia ir parar em outra dimensão.

Mas aquele momento não duraria muito tempo...


Notas Finais


Sobre TSC, depois do quarto que postarei aqui eu volto pra ela, qualquer duvida perguntem


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