História Amada pelos Deuses - Capítulo 78


Escrita por: ~

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Categorias Fairy Tail
Personagens Cana Alberona, Erza Scarlet, Gajeel Redfox, Gray Fullbuster, Jellal Fernandes, Juvia Lockser, Laxus Dreyar, Levy McGarden, Lucy Heartfilia, Mirajane Strauss, Natsu Dragneel, Rogue Cheney, Sting Eucliffe, Wendy Marvell
Tags Deuses, Nalu
Exibições 1.087
Palavras 2.086
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Famí­lia, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Desculpem pela demora... Agora só daqui a duas/três semanas...

Estou entrando em semana de prova ( difíceis pakas) então se eu demorar a postar o Eunuco, vocês já sabem o por que xD


Espero que gostem... A treta começa forte no próximo capitulo, então farei uma pequena ficha de cada irmão na nota inicial do próximo capitulo de APD...

Boa leitura a todos!

Qualquer erro ou contradição, me avisem!

Capítulo 78 - Contando o Passado part.4


Worer – Falta apenas um dia... Apenas um dia para que as tropas de Eucliffe cheguem... – pensou calmamente, deitado sobre sua cama enquanto encarava o teto de seu quarto – E como eu havia planejado, meu pai agora está em meio a viagens para outros reinos, fazendo seus preciosos contratos... Não há momento mais perfeito.

Rapidamente o jovem se levantou de sua cama e saiu do quarto, caminhando animadamente com o livro negro de baixo do braço. Logo o mesmo chegou em frente às enormes portas que davam acesso à biblioteca. Assim que adentrou ao local, viu que Marian lá estava, lendo seus livros como sempre fazia.

A pequena ficou sem reação ao ver o irmão se aproximar, não sabia como reagir diante dele devido a tudo o que estava acontecendo.

Worer – O que minha pequena irmã está fazendo? – indagou calmamente ao chegar até a garota, se sentando do lado da mesma.

Marian – Lendo... E você? O que está fazendo aqui? – perguntou em um tom mais sério.

O rapaz demorou um pouco a responder enquanto encarava a pequena, mas logo o mesmo voltou a falar.

Worer –... Você me odeia Marian? – fez a irmã o encarar – Sei que é inteligente, então já deve ter percebido minhas intenções...

Marian –... Fala sobre matar o Natsu para que assim você se torne o rei? – respondeu com uma pergunta.

Worer – Sim, exatamente isso... – colocou o livro de capa negra sobre a mesa, surpreendendo à pequena.

Marian – I-Isso é... – foi interrompida.

Worer – Sim, um dos livros proibidos, que apenas o rei pode ter acesso – concluiu.

Marian – Então por que você está com um deles? – perguntou espantada.

Worer – Pois assim que Natsu nasceu, me veio a pergunta, “será que ele vai ser realmente um bom rei?” – a respondeu – Por dias não consegui dormir, imaginando o futuro do Reino das Águas... Então eu recorri à biblioteca, mais precisamente, aos livros proibidos... Passei a procurar algo que pudesse responder às minhas perguntas, foi então que achei a esse livro de capa negra – pousou a mão sobre o mesmo, percebendo que havia prendido a atenção da irmã – Esse livro possui algo como uma magia que mostra o futuro... E o que vi... Me assustou – comentou com uma expressão espantada – Só de lembrar eu já... – levou uma mão até sua face ao parar no meio da frase.

Marian –... E o que foi que você viu? – estreitou os olhos.

Worer – Por que você não vê por si mesma? – respondeu com uma pergunta, abrindo um sorriso de canto.

Marian – E como eu faço pra ver? – ainda parecia desconfiada.

O príncipe mais velho então colocou sobre a mesa um pedaço de papel com um circulo mágico desenhado sobre ele, chamando a atenção da pequena.

Worer – Coloque sua mão sobre o circulo e diga “eu desejo ver” – explicou – Assim você verá uma parte do futuro...

Marian – E como posso acreditar que nada mais irá acontecer? – não estava segura com aquilo.

Worer – Comigo pelo menos não aconteceu...

Marian – Poder ver o futuro sem nenhuma consequência... Isso não parece algo real... – comentou enquanto encarava o pedaço de papel.

Worer – Para os humanos, imortalidade também não é real... Mas aqui estamos, não é mesmo? – deixou a irmã sem palavras por alguns instantes.

Marian, mesmo após quase um ano, ainda não acreditava que aquele seu irmão, que sempre tratou a todos bem, iria querer matar Natsu apenas para se tornar o rei. A mesma acreditava que deveria haver outro motivo, e Worer deu esse motivo a ela, então a garota nem desconfiou que aquele circulo mágico desenhado no papel pudesse vir a ser outra coisa.

A pequena colocou a mão sobre o papel e disse as palavras:

Marian –... Eu desejo ver...

No mesmo instante tudo ficou escuro para a pequena princesa, a mesma não conseguia enxergar a nada. Já Worer apenas abriu um sorriso cínico, passando a folhear o livro de capa negra.

Worer – Se me lembro bem, era esse o feitiço... – pensou calmamente, vendo os olhos opacos da irmã.

Marian parecia em transe enquanto sua mente era enganada – Onde estou? Por que está tudo escuro? – se perguntou, mas logo pode ouvir gritos e choros de crianças ecoarem em seus ouvidos.

Segundos depois, a pequena princesa percebeu que estava em frente ao portão do castelo, em meio a milhares de outras pessoas, encarando alguém parado em frente à porta do enorme palácio.

—Natsu-sama! Nos explique o que está acontecendo!” – uma das pessoas pediu desesperada.

Marian – Natsu? – se surpreendeu, mas logo viu que realmente era um homem de cabelos rosados que lá estava, encarando a tudo com os olhos negros, sem nenhum brilho – Então realmente estou vendo uma parte do futuro? Mas o que está acontecendo afinal de contas? – não estava compreendendo, até que pode ouvir um estrondo mais forte ao fundo, seguido de pequenos gritos logo em seguida – O-O que? – se virou rapidamente, mas não pode ver nada devido à multidão.

A pequena então andou na direção contrária a do palácio, como se estivesse seguindo para a rua principal da cidade. Mas assim que saiu do meio da multidão, seus olhos se arregalaram ao ver o estado da capital. O local parecia uma zona de guerra, as casas estavam aos pedaços, enquanto as ruas eram tomadas pelos escombros e pelo desespero de algumas pessoas que ainda não haviam chegado ao portão do palácio.

—O-O que está acontecendo?” – Marian se perguntou, e logo pode ouvir alguém respondê-la.

“—Isso tudo está acontecendo, pois Natsu-sama procurou briga com o Reino do Céu... E agora estamos todos sofrendo por causa dele” – uma mulher respondeu inconsolável.

Marian – Isso tudo é culpa do Natsu? – não sabia o que pensar sobre aquilo, até que sentiu uma pequena gota d’água atingir sua pele – Eh? – ao olhar pra cima, viu algo como uma chuva se iniciar – P-Por que está entrando água... – foi interrompida ao perceber como o local havia sido tomado pelo silêncio, enquanto todos, sem exceção, encaravam o topo do domo.

No mesmo instante o enorme domo de ar sumiu em um piscar de olhos. Nem mesmo um grito pode ser ouvido, já que a capital do Reino das Águas havia sido engolida ferozmente pela água que a rodeava. Devido à força e a pressão que o choque das águas havia causado, as pessoas foram espalhadas pelo turbilhão, com algumas sendo jogadas até mesmo para longe da cidade.

Marian já chorava ao ver a situação de seu amado reino, mas a mesma precisava de uma explicação, então nadou a toda velocidade até o palácio. Mas ao chegar lá, viu que Natsu permanecia parado em frente à entrada, olhando para o horizonte, para o vazio. Até que lentamente, a luz que iluminava o Reino das Águas começou a enfraquecer, até que eles se encontrassem em um completo escuro, onde não podiam nem mesmo ver um centímetro a frente de seus olhos.

Segundos depois daquilo, a pequena voltou à realidade, percebendo que estava de novo na biblioteca.

Worer – E então? O que foi que você viu? – indagou calmamente, percebendo como a irmã parecia assustada e ofegante, permanecendo com os olhos opacos.

Marian – O-O... O-O Reino das Águas... Havia sido... Destruído... – respondeu ainda meio fora de si.

Worer – Nosso precioso reino foi engolido pelas águas... E tudo por que Natsu começou uma guerra contra o Reino do Céu... – fez a pequena confirmar com a cabeça – Eu também vi isso... – não recebeu nenhuma resposta da irmã – Não está sendo muito difícil controlar os pensamentos dela, fora a alucinação sobre a destruição do Reino das Águas... Esse livro não falha! – abriu um sorriso de canto, voltando a pousar a mão sobre o livro de capa negra –... Agora você entende o porquê de eu estar fazendo tudo isso?

Marian continuou sem responder ao irmão. A pequena se perdia na confusão de sua mente – Então Natsu realmente destruirá o Reino das Águas... Worer-nii está certo... Não, não está, isso não é motivo para tirar a vida de nosso pequeno irmão... Ou é? Se nos livrarmos dele, o Reino das Águas não passará por aquilo... Mas ele é o tão esperado “herdeiro direto” do papai e da mamãe... Só que eles podem fazer outro... Mas a mamãe não vai aguentar outra gestação desse tipo... Não, não importa, o papai é imortal... O mais importante é o Reino das Águas, e não seu rei...

Worer – E então Marian, agora você compreende? Infelizmente, não podemos deixar que nosso irmãozinho se torne o próximo rei – concluiu em um tom mais sério.

Marian –... S-Sim – falou ainda espantada, com os olhos arregalados e opacos.

Worer abriu um sorriso de canto – É tudo pelo Reino das Águas!

Marian –... P-Pelo... Reino... Das Águas – falou em um tom mais baixo.

Worer – Então você já sabe o que fazer, infelizmente não conseguimos nos aproximar do nosso irmãozinho sem que Marco, River e Reef se intrometam... – explicou.

Marian –... S-Sim – se levantou lentamente, deixando o local enquanto caminhava parecendo sem rumo – E-Eu preciso fazer isso... S-Sim... É pelo Reino das Águas... Mesmo que o papai não me perdoe... Será melhor do que perder a tudo e a todos... Sim... Worer-nii não está errado... E-Eu não estou... Errada? – quando se deu conta, já estava em frente à porta do quarto onde Grandine e Natsu estavam – S-Sim, eu preciso fazer isso... Eu preciso... – abriu a porta lentamente, percebendo que não havia ninguém no local, apenas Grandine que dormia tranquilamente sobre a cama enquanto Natsu repousava no berço – Eu preciso... Eu preciso... Eu preciso... – murmurava ao se aproximar do berço.

Chegando ao mesmo, viu que o pequeno rosado estava acordado, passando a fita-la seriamente. Natsu já tinha um ano, sabia até mesmo andar, mas ainda não sabia formar palavras. Marian encarou o irmãozinho com os olhos opacos, até que viu o pequeno sorrir e esticar os bracinhos em sua direção.

Natsu – Ma... Ma... Ma...

Mesmo não recuperando seu brilho, os olhos de Marian se encheram de lágrimas ao ver como Natsu parecia feliz em vê-la, querendo que a mesma o pegasse no colo. A jovem então levou suas mãos em direção ao pequeno, mas ao invés de pega-lo por de baixo dos braços, deslocou sua mão direita ao pescoço do irmão. Como todos os irmãos sempre carregavam um pequeno recipiente com água, Marian passou a apertar lentamente, com a mão molhada, ao pescoço de Natsu, podendo ouvir os curtos engasgos do pequeno, que fizeram com que as lágrimas finalmente escorressem pela face da jovem, caindo direto sobre sua mão que enforcava o irmão.

Marian – E-Eu preciso... Eu... Preciso... Pelo bem... – suas lágrimas se intensificaram, molhando ainda mais sua mão.

Mas antes que algo pior acontecesse, a garota foi interrompida ao sentir uma mão mais grossa apertar seu pescoço por trás. Marian acabou por ser afastada a força, sendo jogada para trás. Mas no processo, a unha da pequena acabou por passar no pescoço de Natsu, abrindo um pequeno corte do lado direito.

A princesa então viu que quem havia feito aquilo era seu irmão Marco.

Marian – E-Eu... Preciso... – murmurou ainda em lágrimas – P-Pelo bem... Eu... P-Preciso.

Marco apenas encarou à pequena friamente, percebendo como a mesma nem piscava e seus olhos estavam opacos, sem vida – Então ela se deixou controlar pelo Worer-nii... – pensou, ouvindo o choro estridente de Natsu – Saía daqui! – ordenou friamente, encarando a irmã de joelhos sobre o chão.

Marian – E-Eu preciso... E-Eu... – não conseguia nem mesmo tirar os olhos do berço em que o pequeno rosado estava, até que ouviu a voz de sua mãe ecoar em seus ouvidos.

Grandine – O-O que está acontecendo? – despertou com o choro do pequeno rosado, podendo ver Marian ajoelhada no chão, chorando, e Marco de pé entre ela e o berço.

Marian – E-Eu... P-Preciso... – não concluiu a frase, apenas se levantou rapidamente e deixou o local.

Grandine então saiu da cama e caminhou até Natsu, percebendo que o mesmo estava sagrando – O QUE ACONTECEU AQUI? – indagou em um tom mais elevado, espantada com aquilo.

Marco – Apenas um descuido... Perdão por isso mãe – a respondeu em um tom mais calmo, se virando para a mesma – Aconteceu algo sério?

Grandine – Parece ser só um corte... – tentou estancar o mesmo – Mas vai ficar a marca... – explicou.

Marco – Acredito que Worer-nii não vá esperar mais! – pensou seriamente.

Na manhã seguinte, os doze irmãos estavam frente a frente no corredor que dava acesso ao quarto de Grandine. De um lado estavam River, Reef, Marco, Iara e Maya. Do outro estavam Worer, Marian, Rhain, Wave, Trent, Talise e Hurley. Os dois grupos apenas se encaravam, como se fossem se atacar a qualquer momento.


Notas Finais


até o próximo!


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