História Amanhecer - Jikook. - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Visualizações 26
Palavras 1.902
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção, Fluffy, Lemon, Luta, Poesias, Policial, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Gente! Primeiramente desculpem a demora, o cabo do meu notebook quebrou e todos os capitulos prontos estavam no mesmo, agora já está tudo resolvido e a rotina de postagem volta ao normal, desculpem de verdade mas eu não fiz com querer, achei melhor avisar vocês apenas quando esse cap tivesse sendo postado, para não ter que parar a história no meio e avisar, espero que entendam.

Capítulo 5 - Algo sobre Shakespeare e as palavras de sua mãe.


JUNGGUK

    Jeon viu sua mãe praticamente lhe fritar com os olhos, sabia que a mais velha não gostava quando tocava no assunto “Bomi”, mas hoje é seu aniversário, então achou que a mesma ligaria.

- Não, querido. – Respirou fundo, levantando da mesa e levando seu prato para a pia, enquanto seu olhar parecia estar perdido. – Vou para o quarto. – Tossiu. – Desculpe Jimin. – Sorriu. – Você pode ficar conversando com Jungguk. – Saiu da cozinha, subindo as escadas.
- Desculpe. – Jeon pronunciou, parecia estar um pouco triste, de fato estava. – Você que fazer algo? – O olhou, tentando ao máximo manter sua concentração no ruivo.
- Estou atrapalhando? – Jimin perguntou, olhando profundamente nos olhos de Jeon, que pareciam querer vacilar a qualquer momento. – Eu posso ir embora.
- Não. – Engoliu o choro que estava querendo sair. – Acho que estraguei o jantar, me desculpe, de verdade. – Respirou fundo, deslizando levemente na cadeira, fazendo sua cabeça ficar apoiada no encosto.
- Não estragou. – Jimin se levantou, pegando os pratos da mesa, e os levando até a pia. – Me lembre de agradecer a sua mãe depois. – Sorriu. – Você parece triste, o que houve?
- Eu não devia ter perguntado sobre Bomi. – Suspirou. – Minha mãe não gosta muito de falar dela.
- Por quê? – Se sentou novamente na cadeira, disposto a ouvir Jeon. – Sei que não nos conhecemos muito bem, mas eu sou um bom ombro para chorar, meus amigos me dizem isso. – Riu, e Jungguk riu também.
- Bomi é a minha irmã mais velha, sempre fomos muito próximos sabe, mas há alguns anos atrás ela sumiu de casa, disse que iria morar sozinha, por que ela e minha mãe brigavam muito, sobre suas atitudes e tudo mais. – Fechou os olhos, buscando todo o ar que conseguia o mais calmamente possível. – Eu não sei onde ela está, e raramente ela liga para falar comigo. – A primeira lágrima escorreu de seu rosto. – Hoje é aniversário dela, achei que ligaria. – Passou as mãos no rosto, na tentativa de se manter calmo.
- Ah. – Jimin suspirou, se levantou e colocou a cadeira em que estava sentado ao lado da de Jeon, logo o puxando para seus braços, apoiando a cabeça do mesmo em seu ombro, o que o fez assustar-se um pouco.

    Jeon nunca cogitara a hipótese de chorar nos braços de alguém que conhece há pouco tempo, também não cogitou a hipótese de revelar um quase segredo muito doloroso para si, para alguém que realmente não conhece tão bem. Mas agora, que está sendo rodeado pelos braços de Jimin, percebe que guardar esse tipo de coisa por muito tempo, causa uma dor muito maior quando revelada.

- Eu... – Fungou, na esperança de parar de chorar, então abraçou o ruivo de volta, suspirando em seguida, e tentando não pensar muito, ou se envergonharia rápido. – Esse deve ter sido o pior jantar da sua vida. – Sussurrou. – Eu entendo se quiser ir embora. – Ao mesmo tempo que  dizia isso, seus braços estavam apertados ao redor do tronco de Jimin, que por sua vez, estava gostando de estar tão perto do moreno.
- Eu não tenho muito conhecimento seu, por que sou novo aqui. – Jimin, o melhor mentiroso do nosso século. O mentiroso mais romântico. – Mas, eu acho que você não deve pensar muito sobre isso, deveria relaxar mais, eu entendo seus sentimentos, é como uma perda, talvez seja até mais doloroso, mas você deve manter sua mente sempre leve, evitara sofrer tanto. – Disse tudo isso em um pequeno sussurro, com uma de suas mãos com os dedos emaranhados nos fios morenos e bagunçados do outro, fazendo uma leve caricia, o deixando mais relaxado.
- Obrigado. – Já havia parado de chorar, porém não queria sair dos braços de Jimin, eram aconchegantes e quentes, e seu cheiro era como um relaxante, á caricia em seus cabelos eram gostosas de sentir.

    Mas é claro que a vergonha chegaria uma hora, alguém tão tímido como Jeon não duraria muito, se afastou dos braços do outro, mantendo seu olhar para baixo, na esperança que isso pudesse esconder o rubor que se fazia presente – como sempre – em suas bochechas. Se levantou da cadeira, respirando fundo para conseguir falar algo coerente e sem gaguejar.

- Você quer jogar algo? – Perguntou o olhando. – V-Você joga alguma coisa? – Enfim Jungguk resolveu que ficar quieto era a melhor opção, ou então se embaralharia muito mais em suas palavras.
- Tenho que ir para casa agora. – Se levantou da cadeira, logo a arrumando rente a mesa, seguindo com o moreno para a sala. – Eu gostei de passar um tempo com vocês, agradeça sua mãe por mim. – Jeon assentiu, abrindo a porta para Jimin. – Até mais. – Disse baixo, o mais novo achou que seria como das outras duas vezes, em que Jimin beijaria sua mão, mas foi diferente, ele se aproximou, perigosamente perto demais, então deixou um beijo não muito demorado em sua bochecha, fazendo com que o rubor que estava praticamente desaparecendo voltasse rapidamente. O ruivo se afastou e sorriu, saindo para fora, vestindo seus sapatos, tirando seu carro da frente da casa e enfim indo para a sua, que convenhamos, não era nada longe.

    Ficou estático por alguns segundos, até que acordou para o mundo novamente, trancou a porta da sala e subiu rapidamente para seu quarto, fechando a porta atrás de si e sorrindo bobo enquanto sua mão tocava a parte beijada.

- Eu sou muito bobo. – Disse para si mesmo, mordendo o lábio para conter outro sorriso, caminhando até sua cama e se jogando na mesma, parecendo bem mais feliz que antes. – Shakespeare, é possível que eu me apaixone como nos livros? – Perguntou alto. – Se sim, eu espero ter um final feliz, e não algo tão triste como seus romances. – Riu, passando a mão por cima de seu peito, na região do coração. – Jimin eu acho que gosto de você.

    Após muito tempo jogado na cama olhando para o teto branco com estrelinhas que brilhavam no escuro – um caso a parte –, após pensar muito sobre o assunto Jimin: O cara que apareceu como em um romance barato na vida de Jeon, e o conquistou apenas com o cabelo ruivo e o cachecol preto e vermelho.

    Muitas pessoas dizem “Ah, mas o amor não tem tempo para acontecer”, sim, ele não tem tempo para acontecer, através dessa frase, Jeon chegou à conclusão que estava sim apaixonado por Jimin, mas era apenas um começo de romance, podia ser algo passageiro, como podia ser algo duradouro. Jungguk queria conversar com sua mãe, queria perguntar sua opinião e então ouvi-la falar horas e horas de que apoiaria tudo que o menino escolhesse. Uma prova de que sua mãe é uma mulher liberal – nos limites –, e que gosta muito de dar conselhos é que: Sempre que Jeon lhe perguntava coisas relacionadas a amor, romance e paixão – coisas completamente diferentes –, ela lhe dizia, que seu pai fora seu primeiro amor, e que depois de muitas brigas e uma grande intriga entre ambas as famílias – Como os Capuletos e Montecchios –, finalmente ficaram juntos, finalmente conseguiram tudo aquilo que queriam, e desse grande amor, surgiu Jeon Jungguk, que tinha medo de se assumir gay para a família, mas quando o fez, sua mãe lhe recebeu lindamente, dizendo palavras bonitas de auto aceitação e que não deveria ligar para comentários maldosos.

- Mãe, precisamos conversar. – Jeon sorria, prendendo o rosto triste que queria se fazer presente. – Sente aqui. – Disse apontando para a cadeira ao seu lado.
- O que houve? – Sentou-se. – É algo sobre sua personalidade? Hum? Tem a ver com sua personalidade?
- Não sei, acho que sim. – Riu fraco.
- O que foi? Pode me dizer. – Sorriu para o menino. – Pode contar. – Viu seu rosto vacilando por alguns segundos, e ele derramar algumas lágrimas. – Está bem? O que tem para me dizer? Não precisa chorar, eu não vou brigar com você. – Segurou a mão do filho. – Você prefere garotos? É isso? Prefere garotos?
- Uhum. – Respondeu colocando as mãos sobre o rosto, se escondendo.
- Ah querido. – A mais velha sorriu. – Não se esconda, eu não vou ficar brava. Eu sempre soube disso, estava esperando que me dissesse. Não vou te julgar, eu sou sua mãe, acima de tudo você é meu filho e eu te amo muito, eu oro todas as noites para que você tenha uma boa família e filhos, uma boa esposa ou esposo, ou qualquer família que você preferir ter. – Sorriu o abraçando. – Eu te amo querido, não tem que se esconder de mim. Ouviu? Eu te amo, isso nunca vai mudar.

    Quando Jungguk saiu de seu devaneios foi direto para o banheiro de seu quarto, tomar banho e colocar um pijama. Após sair, estava pensando em ligar para Yuna, para ver se ela já sabia da noticia, e então conforta-la e dizer típicas palavras bonitas que não a deixariam triste. Mas estava muito tarde para isso, então a mesma provavelmente estaria dormindo. Desceu para a sala, estava sem sono, chegando lá sua mãe estava sentada no sofá vendo algum filme faroeste que Jeon sempre se recusava ver, preferia repetir o mesmo filme sempre, “Naomi e Ely & a lista do não beijo”.

- Mãe, a senhora está bem? – Perguntou se sentando ao lado da mesma, e recebendo um sorriso em resposta.
- Sim filho, mas não vamos falar sobre Bomi agora. – Suspirou. – Vamos falar sobre Jimin. – Lhe lançou um olhar curioso e malicioso.
- Mãe! – Jeon corou e escondeu o rosto nas mãos. – Não tem o que falar dele. – Bufou.
- Como não?! – Riu. – Eu vi muito bem quando Jimin foi embora, aquele beijo na bochecha, os minutos que você ficou parado na porta com cara de bobo, e quando subiu para o quarto e ficou murmurando coisas sozinho. – Riu mais alto, ao ver a cara desacreditada do menino.
- A senhora é muito enxerida. – Revirou os olhos. – Não a mínima chance de eu ficar com Jimin.
- Ah claro. – Suspirou o olhando séria. – Como se você não tivesse notado o olhar dele sobre você, desde a hora que chegaram. – Como sempre, a mãe de Jeon era como uma amiga, podia contar com ela sempre, até por que, ela sempre estaria perguntando coisas sobre os relacionamentos de Jungguk. – E filho, faz muito tempo desde que trouxe um rapaz para casa.
- Eu sei. – Suspirou. – Mas ultimamente eu não tenho achado alguém que causasse boas sensações em mim.
- O Jimin mora na casa ao lado em. – Disse, e quando viu a cara de bravo do filho começou a rir. – A querido, Jimin parece ser uma boa pessoa, eu vi como ele te tratou sabe, parece ser carinhoso, e eu sou suspeita para dizer, mas você é muito bonito, aposto que Jimin também gostou de você.
- Como assim, também? – Perguntou arqueando a sobrancelha.
- Está estampado em seu rosto, “eu gostei de Jimin, quero beija-lo”. – Disse sincera.
- Mãe! – Ruborizou. – Aish, a senhora não mede palavras.
- Admita filho, ele é um bom partidão, sei que Yuna também lhe disse. – O olhou, e o menino apenas bufou.
- Sim. – Revirou os olhos. – Ele é um pouquinho bonito... – Sentiu o olhar de sua mãe pesando sobre si. – Ok! Ele é bonito, eu acho que estou começando a gostar dele, confesso sim que queria beija-lo e confesso também que sonhei com o corpo nu daquele homem maravilhoso. – Disse rapidamente, soltando um suspiro no fim, enquanto sua mãe o olhava vencedora.
- Sabia!

 


Notas Finais


Tomara que tenham gostado!


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