História Amantes Rivais - Capítulo 8


Escrita por: ~ e ~Duda

Postado
Categorias Violetta
Personagens Diego, León Vargas
Tags Chefe, Secretária
Exibições 37
Palavras 1.434
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - Não poderia estar melhor.


Quando apoiei minha mão na maçaneta, senti-a gelada estremecendo meu corpo num arrepio! Não sei bem o que causou essa reação instintiva involuntária, mas sei que está entre a íris verde de Jorge, e a minha pupila dilatada ao vê-lo depois de quase matá-lo. Consegui convencer Alisson de que meu nervosismo era apenas por conhecer os pais do meu namorado, conseguiria convencer Diego, mas não podia convencer a mim. Sei que sou a melhor nora que alguém pode ter, e isso nunca foi um problema, na verdade, o meu único problema tinha cabelos castanhos, uma bunda pra ninguém botar defeito e provavelmente usava um curativo na testa.

Em um movimento subline, incorporei, sei lá, todo o estudo teatral da Angelina Jolie e abri a porta.

– Boa noite, meu amor. – Diego mostrou seu maravilhoso sorriso capaz de mover montanhas. É sério, ele tem um sorriso magnífico, tipo algo que você poderia ficar olhando até ir a óbito. Mudei a minha expressão facial desgrudando os lábios.


– Oi, amor. – Dei um longo passo, agarrando o pescoço dele. Aspirei seu perfume e deitei sobre seu ombro. Diego envolveu minha cintura com seus braços, deixando um beijo no meu pescoço. Suspirei respondendo seu ato carinhoso e movi os lábios para o canto da boca.


Por um algum tempo, ficamos naquela posição: eu derreada por seu ombro contornando seu pescoço com meus braços e ele abraçando a minha cintura.


– Você está bem? – Senti falta de um de seus braços apertar a minha cintura, e logo em seguida, seus dedos se moverem entre os fios de meu cabelo.


– Uhum. – Murmuro deixando a hipocrisia sair de sobressalto em meus lábios. A culpa me matava aos poucos, além do estranho desejo de ver Jorge. Saber se ele está bem ou se sente raiva.


Dou um passo para trás e seguro na mão de Diego, que segue meus passos para a parte interior do apartamento. 


– Só vou pegar minha bolsa, já volto! – Solto sua mão e vou para meu quarto. Vi a bolsa em cima da cama, esperando para ser pega, mas antes, passei pelo espelho, assim pude ver como eu estava.

Linda! Mas não era assim que eu me sentia. 


– Eu te acho bem legal, mas se você fizer ela derramar uma lágrima sequer, considere-se um homem morto. – Ao chegar na sala, vejo Alisson na frente de Diego.


– Já fez o seu trabalho de melhor amiga? – Fico do lado dele, que a olhava com um sorriso e irônico.


– Já. Podem ir. – Continuou autoritária.


– Tchau, melhor amiga! – Aperto o queixo de Alisson e depósito um beijo em sua bochecha fofa. 


– Tchau, casal – Segurei firme na mão dele novamente e saímos porta a fora.


No térreo, esperava nós o carro de Diego. Ele abriu a porta pra mim que sorri com seu ato. Ele segurou minha cintura, e sussurrou próximo ao meu ouvido:


– Você está maravilhosa. – Meu corpo arrepiou inteiro, quando ouvi sua voz macia. – Pena que mais tarde, essa roupa não mais estar aí.


Que droga! Ele queria o quê? Um orgasmo alí mesmo? Então tá, né?

Sorri cravando meus dentes no lábio inferior e entrei no carro. Sabia que se me virasse, aquilo acabaria em sexo no capô do carro, e não posso ter confusões com a lei, principalmente por atentado ao pudor.


Em poucos minutos nós estávamos parados. Depois de abaixar completamente o vidro da janela, pude correr meus olhos por toda a extensão do prédio a minha frente.

Pela milésima vez, Blanco não tinha medo de mostrar que era um bilionário. Já imaginava que seu prédio era em um bairro pra lá de chique, mas não esperava me deparar com um castelo em Los Angeles. 


– O jantar irá ser aqui na casa do Jorge, pois é mais espaçoso. – Me explicou ao entrarmos no elevador. Puxei a barra de meu vestido para baixo quando percebi pelo espelho, que ele subia a medida em que eu caminhava. Os pais de Diego não poderiam achar que eu era uma vadia.


– Será que...


– Eles irão te adorar. – Foi o que o modo como ele apertou minha mão ao elevador parar, me passou a sensação que iria ficar tudo muito bem e iria dar tudo certo. 

Mostrei um sorriso delicado pra Diego e saímos. 


Ele apertou a campainha e quando fez isso, tudo que eu queria era poder entrar dentro de Diego até tudo passar. O estalo de alguém girando a maçaneta fez meu corpo criar uma onda de calor insuportável e meu coração acelerar (ainda mais). Um homem, porte de ex-soldado, cabelos um pouco grisalhos, e com uma barba mal feita, surgiu em nossa frente. Um sorriso se alargou em seu rosto, como se algo que ele esperava aconteceu.


– Meu filho – Disse ele ainda sorrindo.


– Como está, papai? – Diego solta minha mão e vai abraçá-lo, os dois soltam uma gargalhada tão gostosa que dá vontade de rir com eles. O homem, assim que solta o filho, corre seus olhos por mim e logo um sorriso surge em seu rosto.


– Diego, você me disse que ela era bonita. Por quê mentiu? – Minha respiração começou a ficar pela metade ao ouvir aquilo. – Ela é linda! – Soltou um sorriso espontâneo e aliviado.


– É um prazer, Senhor Blanco! – Aperto sua mão. 


– Ah, quê isso? O Senhor está no céu. – Rir. – E eu sou Domínguez. Sou o pai biológico de Diego e pai de consideração de Jorge. – Senti minhas bochechas queimando. Que garfe. Já posso me enterrar num buraco? 


– Oh, me perdoe, eu...


– Não se preocupe, minha querida! Diego provavelmente não lhe contou. – Olhou para o mesmo, sério. – Bem, mas vamos entrar! – Senti os dedos grossos de Diego entrelaçando nos meus novamente, e me deixando mais segura.


– Meu filho – Um senhora —não tão senhora assim— se levanta e vem ao nosso encontro. Ela tinha os cabelos castanhos até o ombro, lisos. Usava um vestido azul-marinho. – Que saudades! – O abraça apertado.


– Oi, mamãe! – Ele solta novamente meus dedos para retribui-la. Antes mesmo que eu continuasse os observando e vendo o quanto Diego é querido entre a família, meus olhos batem diretamente ao frio e verde olhar no canto da sala.


Ele estava sentado sobre o sofá observando cada detalhe como se fosse o último de sua vida. Vestia uma camisa pólo verde escura, uma calça social preta e o topete inconfundível no alto da cabeça. Havia sobre a testa, um pequeno curativo. Jorge, colocava a perna dobrada e o calcanhar sobre a outra coxa. Seu olhar além de penetrante, estava semi cerrado na minha direção. Prendi um pouco respiração e depois a soltei levantando meu rosto.


– Ela é linda! – Volto minha atenção para a mulher a nossa frente, quando percebo que a mesma está falando comigo. – Dessa vez você soube escolher, meu amor. – Sorri com o elogio, e tendo a plena certeza que Diego já havia levado outras para conhecê-los.


– Muito obrigada, é um prazer. – A mesma me puxa para um abraço e sorrir. – Torno a ver sobre os ombros dela, Jorge bebendo um gole de sua bebida e em seguida me olhando com aquele meio sorriso no canto da boca. – Boa noite Sr. Blanco. – Digo ao sair do abraço. O mesmo assente com a cabeça e o maldito sorriso ainda continua em seu rosto. – Como se sente?


Não poderia estar melhor. – Engulo seco com o tamanho da extensão vocal que ele usa, e também sem saber se aquela resposta foi pura ironia por eu estar alí ou por me sentir culpada.


Então, naquele noite, enquanto estávamos todos sobre a mesa ouvindo o pai de Diego contar suas histórias de quando era militar, eu saboreava um delicioso vinho branco com algumas cerejas e tentava fazer com que Diego, pelo amor de Deus parasse de beber, o que era inútil, pois a essa altura, ele não sabia nem o próprio nome. Ele resmugava algumas palavras indecifráveis e eu franzia a testa tentando entender.

Por outro lado, a família dele me parecia muito boa, humilde ao mesmo tempo sofisticada, a mãe era carinhosa e sempre disposta a ajudar, enquanto o pai adorava fazer a gente rir, sendo que ele não precisava se esforçar para isso.

Jorge, esse estava calado como passou durante todo o jantar, só as vezes confirmava algumas coisas que o pai dizia, tentado ser o mais discreto possível e estava conseguindo.


– Eu não acredito nisso, Diego, a gente tem que ir. – Eu tentava de todo jeito o levantar da cadeira.


– Meu filho! Diego! – Sua mãe me ajudava, mas ele parecia irredutível.


– Por quê não dormem aqui? Diego não pode dirigir e ainda tem dois quartos sobrando. – Diz o pai. 


– Eu... Bom...


– Não vejo nenhum problema, não é Jorge? – Sua mãe o olhou e foi seguida por todos.



– Ham... Não! Não tem. – Ele respondeu.




Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...