História Amar pode Machucar - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Afrodite, Annabeth Chase, Apollo, Ares, Atena, Bianca di Angelo, Calipso, Charles "Charlie" Beckendorf, Chris Rodriguez, Clarisse La Rue, Frank Zhang, Grover Underwood, Hades, Hazel Levesque, Jason Grace, Leo Valdez, Luke Castellan, Nico di Angelo, Percy Jackson, Personagens Originais, Piper Mclean, Rachel Elizabeth Dare, Reyna Avila Ramírez-Arellano, Sally Jackson, Thalia Grace, Tyson, Will Solace, Zoë Nightshade
Tags Caleo, Jasiper, Percabeth, Percalipso, Solangelo, Thaluke
Visualizações 148
Palavras 1.415
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), FemmeSlash, Hentai, Lemon, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oie amores, tudo bom?

Então, eu preciso falar algumas coisas, mas vou deixar vocês lerem primeiro!

Boa Leitura!

Capítulo 13 - "Me explica de novo?"


Às vezes eu tento não pensar demais, porque sei que isso apenas vai me deixar mais confuso. Então eu sigo o conselho da minha mãe e deixo que meu coração me guie, ou que quer que isso queira dizer.

Se eu não pensasse muito, a aula de Álgebra era até um tanto agradável. E de alguma forma, caso eu não ficasse toda hora me reprimindo por ainda sentir algo por Annabeth, nós podíamos até conversar banalidades como se fôssemos amigos, embora nós dois soubéssemos que isso não era realmente verdade.

Continuava lá, minha mágoa com ela por tudo aquilo, ainda estava cravado em meu peito como um caco de vidro. E eu sentia que ela também sabia disso. Talvez eu ainda gostasse dela no fim das contas, mas ainda não confiava.

- Pare de ser tão Cabeça de Alga e presta a atenção. – me repreende depois da terceira vez que me explica.

Sem perceber, eu abro um sorriso. Meu peito se aquece com a menção do apelido, por algum motivo que eu não sei. Parece, de alguma forma, nostálgico, como se eu sentisse falta de algo e só percebesse agora.

- Você ainda lembra desse apelido?

Ela revira os olhos e assente. Seus cachos louros estavam presos em uma trança de lado e caía sobre seu ombro delicadamente. Era incrível como ela ficava bonita de qualquer jeito.

- Você ainda é um Cabeça de Alga.

Ela nega com a cabeça levemente, reprimindo um sorrisinho.

Abro outro sorriso, então percebo o que estou fazendo. Não era pra mim estar sorrindo igual idiota, mas era inevitável. Acho que eu sempre agiria como um idiota perto dela, exatamente do jeito que eu era antes. Era aquela coisa de tem coisas que ficam e tem coisas que mudam, apenas precisava saber se no meu caso tinha deixado e mudado as coisas certas.

- Me explica de novo? – peço.

Ela assente pegando meu lápis e meu caderno, mostrando com cálculos o que eu devo fazer. Me esforço para prestar atenção, embora seu perfume ainda me distraia. Era tão suave e ao mesmo tempo tão envolvente. Sinto meu coração dar uma girada no peito.

- Tá, acho que eu entendi.

- Faz.

Annabeth me entrega o lápis e me encara com um olhar mandão. Reprimo o sorriso com aquele olhar. Ela ficava linda me olhando daquele jeito. Suspiro e começo a fazer o exercício. Tento fazer como ela me explicou, ainda que seja complicado pra mim. Demoro um tempinho, mas no fim consigo.

- Finalmente, Cabeça de Alga! – diz um pouco alto como se estivesse agradecida por eu ter entendido.

Sorrio pelo jeito que falou, quase como se tivesse orgulhosa de mim. Ela morde o lábio assim que percebe o que fez. A professora se vira pra gente com aquele típico olhar de quero-te-matar.

- Falem baixo, Sr. Jackson e Srta. Chase. – repreende a professora com uma voz meio furiosa

- Desculpa, Sra. Doods. – dissemos em uníssono.

Ela se vira de costas pra gente, o que nos permite rir baixo por algum motivo que eu não sei. Talvez seja o fato que a Sra. Doods, apesar de ameaçadora, ficava um pouco engraçada sendo formal, quando claramente ela quer surtar.

- Professora chata. – diz baixinho.

Sorrio.

- Ela é mesmo.

- Devia se aposentar. Ela deu aula para o meu pai e ainda está aqui. Por isso é tão chata. Já está velha.

Ela parece indignada ao falar isso, mas ao mesmo tempo divertida. Annabeth me olha com um sorriso, colocando uma mecha solta de sua trança atrás da orelha. E novamente aquela sensação volta, aquecendo meu peito. Coro e desvio os olhos dela, sentindo-me estúpido.

Fecho os olhos e respiro fundo. Eu gostava daquela sensação que ela me trazia, por algum motivo ela me fazia bem e eu queria mais dela. Mais desse sentimento que fazia meu coração acelerar. Mais.

Não pense, Perseu.

Abro os olhos e percebo que ela não olha mais pra mim, parece perdida em seus próprios pensamentos.

Mordo o lábio e pego em sua mão suavemente, o que me faz sentir um arrepio que eu logo ignoro.

- Annabeth, me ajuda no próximo?

Ela olha pra mim e assente, apertando de leve minha mão com a dela antes de soltá-la.

- Claro, Percy.

Annabeth sorri e dessa vez eu me permito sorrir de volta.

***

No sábado, Calipso e eu saímos, mas tinha alguma coisa estranha. Um clima tenso entre a gente que eu não sabia como explicar. Talvez fosse eu, ou não.

- Onde quer ir, querida?

- Central Park?

Apenas concordo.

Calipso estava distante, imersa em seus pensamentos e eu não podia negar dizendo que também não estava. Enquanto eu dirijo nós não trocamos uma palavra, ficamos em completo silêncio.

Concentro-me no caminho e esqueço um pouco da vida. Eu gostava muito da Caly, da minha doce namorada e eu não queria que ficasse aquele clima estranho entre a gente. Estendo minha mão e entrelaço nossos dedos, o que a faz sorrir. Aquilo me deixa mais calmo e me permito sorrir pequeno para ela.

Chegamos logo ao nosso destino e eu tento ser o mais cavalheiro possível com ela. Abro a sua porta e beijo sua mão em cortejo, a divertindo com o meu jeito.

- Oh meu nobre herói. – diz dramaticamente.

Ela sorri e me abraça, enlaçando meu pescoço com seus braços. Calipso sabe que é uma brincadeira, ela me conhece o suficiente pra saber.

- Está tudo bem? – pergunto baixinho.

- Está sim, querido.

Calipso me dá um selinho, sorri pra mim e entrelaça nossos dedos carinhosamente, dando início a uma caminhada.

Vamos conversando sobre várias coisas e parece que um pouco da gente está voltando. Sempre me senti bem ao seu lado, com seu jeito tímido e carinhoso de ser. Aquela era a minha Calipso.

- Zöe me ligou semana passada.

Olho pra ela e ergo uma sobrancelha.

- O que ela disse?

Calipso suspira.

- Estão bem. Minha mãe conseguiu abrir sua loja e está se recompondo, mas Zöe ainda teme se algo não vai dar errado.

Sua voz está calma, mas ao mesmo tempo nervosa. Eu sabia que ela estava preocupada com a família.

- E seu pai?

- Não sei. Você sabe que ainda não o acharam. Tenho medo de que isso tudo caia em cima da gente novamente. Minha mãe já sofreu demais. – diz pesadamente.

Concordo com a cabeça.

Pleione, mãe de Calipso e Zöe, era uma boa mulher. De forma nenhuma merecia passar tudo isso. Sei também que aquilo estava consumindo Calipso aos poucos, porque ela sempre foi próxima ao pai e depois de tudo, ainda não deram nenhum jeito.

- Sabe que estou aqui, não é? – digo parando perto de uma árvore.

Calipso balança a cabeça em confirmação.

- Sei que sim, Percy. Agradeço por isso.

Uma lágrima escorre por sua bochecha e eu a limpo com um beijo. Doía em mim vê-la sofrer.

- Acima de tudo, Caly, sou seu amigo. Pode contar comigo. – digo a puxando pra um abraço.

Eu sabia porque estava dizendo aquilo, não era apenas para confortá-la. Calipso era minha amiga acima de tudo, acima de ser minha namorada. Eu não podia prometer ser seu namorado pra sempre, porque eu mesmo estava duvidando que isso continuaria do jeito que estava, mas podia prometer ser seu amigo.

- Às vezes me sinto perdida, mas você, Reyna, Luke e Will sempre estão aqui pra me dar forças. Obrigada, meu valente. – diz com a voz abafada.

- Estaremos sempre. Não importa o que aconteça, estarei aqui pra te dar apoio. – digo beijando seus cabelos.

Ela levanta o rosto e sorri pra mim. E eu sei que aquilo basta. Calipso coloca a mão em meu rosto, aproximando-se. Seus lábios encostam nos meus e nós nos beijamos, mas logo ela se afasta e volta a me abraçar.

Sinto que ela, assim como eu, também sentiu algo estranho com esse beijo. Algo mudou dentro de mim e acho que nela também. Aperto-a um pouco mais e solto um longo e pesado suspiro.

- Obrigada por seu meu amigo, Percy.

E no meio do emanharado de pensamentos que passam por minha mente, eu me lembro. Foi aqui que eu tive meu primeiro beijo, em um banco no Central Park com uma garota que ainda mexe comigo. Foi aqui também que eu a deixei ir. E eu não sei se isso é bom ou ruim.

Realmente, algo tinha mudado. Agora era esperar pra saber se tinha sido pra melhor ou pra pior.


Notas Finais


Então, gostaram? Confesso que estava insegura com esse capítulo em especial mas gostei dele ❤

Sobre o que eu falar é: como eu já disse, ando meio que em crise. Não, isso não é hiato e nem nada do tipo. Amo escrever e não quero abrir mão disso, mas preciso me equilibrar melhor nas minhas responsabilidades. Eu sempre fui o tipo de pessoa que se autocritica demais e isso não me faz nada bem, então... Tentarei melhorar isso. Escrever era para ser um hobbie e algo que me relaxa, por isso acabei percebendo que minha amiga tem razão, isso não pode continuar assim. E ela propôs que eu vá mais devagar com isso aqui. Continuarei postando, mas ao meu tempo e ao meu jeito. Por enquanto acredito que a demora não seja grande, mas pode ser eventualmente. Talvez eu dê um tempo aqui do Spirit, pararei de entrar tanto no app e vou tentar relaxar. Ou seja, minhas atualizações serão aleatórias, sem dia específico. Espero que entendam meus amores.

Beijos no <3 e até logo!


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