História Amar-te - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias Steven Universe
Exibições 7
Palavras 1.536
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 11 - 11


Eu acordei com o sol forte incidindo sobre minhas pálpebras.

            Estava deitada sobre algo macio, e muito quente.

            Abri meus olhos devagar, e dei de cara com o sol brilhando na pedra de Jasper. Eu estava deitada bem encima dela, com um de seus braços circundando minha cintura e o outro pousado em meus cabelos.

            Percebi que, durante a noite, minhas pernas haviam se enrolado nas dela. Estávamos enroscadas em um bolo.

            Eu estava bem confortável.

            Ela era bem quente, e seus músculos macios o bastante para eu não sentir o chão duro embaixo de mim, mas eu sabia a força que eles continham.

            Meu vestido azul turquesa estava todo embolado no meu quadril, e pela primeira vez não xinguei minha mãe por ter escolhido um vestido tão curto. Minhas pernas branquelas estavam completamente a mostra, facilitando o contato com o material escuro que compunha a roupa de Jasper.

            Sentir seus músculos em minhas pernas nuas e arrepiadas era uma sensação indescritível.

            E eu corara violentamente só com esse pensamento.

            É claro que nós já havíamos, huh, nos deitado juntas. Mas isso fora em outra vida, e agora eu era uma humana frágil e que morria de vergonha só de ouvir a palavra “sexo”, mesmo na escola.

            Em outras palavras, eu era uma virgem envergonhada.

            Por isso ficara mais vermelha que um tomate quando Jasper acordou delicadamente, escorregando sua mão imensa das minhas costas, pousando-a em minhas nádegas.

            - Bom dia. – eu sussurrara, tremendo de desejo e medo.

            - Bom dia. – ela sorrira e afundara mais a mão em meus cabelos – Minha cereja vermelha.

            Oh, droga.

            Ela percebera minha vergonha.

            Desajeitada e cheia de areia, eu me levantara da areia, arrumando meu vestido e buscando meus chinelos.

            - Você, uh, dormiu bem? – eu gaguejara vergonhosamente. Realmente, eu era um desastre ambulante.

            Ela sorrira e rolara na areia, levantando-se e prendendo meu queixo com sua mão imensa.

            - Maravilhosamente bem.

            Ela me dera um rápido selinho. Apenas um leve roçar de lábios, mas que me deixara mais vermelha e fervendo, e completamente paralisada de surpresa.

            Ela rira da minha expressão assustada, ela acariciara meu rosto em chamas.

            - Desculpe-me – ela sussurrara sedutoramente – Mas não consigo resistir...você é tão linda...

            Ofegando, eu me virara rapidamente e vestira meus chinelos. Não estava preparada para avançar tanto assim nessa relação. Tecnicamente, havíamos acabado de nos conhecer, e, honestamente, eu estava com muito medo.

            Medo do passado; Eu ainda estava muito assustada com o que minha vida passada significara.

            Medo do presente; Meus sentimentos eram confusos, mas eu sabia que cedo ou tarde acabaria me unindo a essa linda mulher dourada e poderosa.

            E, principalmente, medo do futuro. Eu era humana, e, mesmo que lembrasse de minha vida mágica, eu ainda estava sujeita as transformações e a passagem do tempo em meu frágil corpo orgânico. Caso ficasse com Jasper, ela sofreria ainda mais ao ver-me envelhecer, e ela continuar imutável em toda sua gloriosa forma imortal. E inevitavelmente eu iria morrer. Novamente.

            Não estava preparada para enfrentar tantos problemas de uma vez.

            - Vamos voltar ao templo? Preciso decidir o que fazer com meus pais. – eu sussurrara, sem encará-la nos olhos.

            Ouvi seu profundo suspiro e sua expressão tornou-se grave.

            - Sim, preciso conversas com Steven.

            Caminhamos lado a lado pela faixa de areia, e ela me ajudou a subir as escadas de madeira até a charmosa casa de alvenaria – minhas pernas tremiam incontrolavelmente.

            Bati levemente na porta, com Jasper a minhas costas, e a porta foi aberta por um Steven alegre e de pijama.

            - Bom dia, gente! – ele dera espaço e nos puxara para dentro – Entrem, chegaram a tempo para o café da manhã! Garnet disse que daria tempo, então eu preparei panquecas.

            Garnet, junto de Ametista – que estava lambuzada de mel – estava na cozinha, preparando panquecas. Elas acenaram para nós, e Steven nos conduziu até a mesa do café, onde Pérola estava sentada com uma expressão animada.

            - Desde quando você usa um celular, Pérola? – Jasper perguntara para a gem, que se sobressaltara e fuzilara a quartzo com um olhar mortífero.

            Pérola estava digitando incessantemente na tela de um celular, e eu tinha que confessar, estava curiosa também.

            Pelo que me lembrava dela, a gem sempre tivera aversão a tecnologia humana. Realmente, tudo mudara desde que eu partira.

            - Você sabe, Jasper, que estou conversando com Sally...

            Jasper perdeu o interesse quase que instantaneamente e envolveu minha mão com a sua, brincando com meus dedos, revirando os olhos e resmungando algo inteligível.

            - Pérola está em um relacionamento sério com Sally há alguns anos, elas não se desgrudam – Steven voltara carregando uma jarra de suco de laranja, e deixara Pérola corada com seu comentário.

            O que eu havia perdido? Pérola, relacionamento, Sally?

            Eu olhara confusa de Steven para Pérola.

            - Steven! Não confunda mais a Lápis. Ela acabou de voltar para nós, e não é legal ficar comentando minha vida pessoal!

            Steven dera um risinho e correra para a cozinha, Pérola se levantara e sentara-se no sofá, onde iniciou uma chamada e esqueceu-se de nossa presença.

            Jasper inclinou-se na minha direção, colando os lábios em meus ouvidos e me arrepiando completamente.

            - Ela está namorando uma garota humana, faz alguns anos, e as coisas estão ficando sérias. – ela sussurrara e beijara meu pescoço, deixando-me ofegante e corada, e se afastara de mim.

            Eu estava um pouco chocada. Sumia por um tempo, e a gem que sempre fora platonicamente apaixonada por Rose Quartz começava a namorar.

            Enquanto eu digeria a informação, Garnet e Ametista chegaram da com um prato cheio de panquecas encharcadas com mel.

            - Comam – disse Garnet, sentando-se a minha esquerda – Antes que Ametista acabe com tudo.

            - Hey! – a pequena gem roxa resmungara, com a boca cheia da massa.

            Eu sorrira e colocara em meu prato uma pequena porção. Não estava com fome, mas precisava de forças para enfrentar o que quer que o destino preparara para mim.

            De repente, lembrei-me do garoto acidentado na praia.

            - Garnet – perguntei para a fusão, que servia suco em um copo colorido – O que houve com Laramie Junior?

            Ametista entrara imediatamente em um estado de gargalhada, sacudindo e mesa e quase caindo da cadeira.

            - Oh – até Garnet dera um pequeno sorriso, que logo sumiu de sua face serena – Ele está no hospital.

            Ao ver minha face perturbada, Ametista riu ainda mais violentamente, e Garnet pôs-se a explicar.

            - Ele quebrou algumas costelas, por conta do impacto forte que Jasper causara. Deve recuperar-se em breve. Eu acho.

            Não poderia acreditar. O garoto estava mal, por minha culpa.

            Estava me sentindo um monstro, se não tivesse permitido que ele me beijasse, Jasper não teria uma crise de ciúmes, e ele não estaria agora no hospital. Mas, eu não pude evitar o lado cômico da situação.

            Abafei minha risada nervosa com um gole do suco gelado.

            Falando em Jasper, ela sumira misteriosamente de meu lado durante a conversa. Percebi também que Steven não estava por perto, mas ouvi vozes baixas na cozinha.

            Depois de um tempo reunindo coragem, levante-me da mesa.

            - Vou levar os pratos para a cozinha. – disse para Garnet, que tentava tirar uma panqueca da mão de Ametista, que, por sua vez, tentava arremessar em Pérola, que estava entretida na conversa com sua namorada.

            Eu fora sorrateiramente até a cozinha, e me senti o James Bond ao me ancorar atrás de uma parede ao ver Steven conversar seriamente com uma Jasper brava.

            - Deveria ter me avisado logo que soube – ela cruzara os braços, e parecia magoada, e imediatamente despertou em mim o impulso de envolvê-la com meus braços.

            Steven parecia cansado, estava com a expressão carregada e passou a mão no cabelo nervosamente. Parecia ainda mais frágil, com seu rosto infantil preocupado.

            - Eu não sabia o que causaria a você vê-la assim, de surpresa. Temia que o choque...

            - E você acha que foi fácil, assim, encontra-la do nada, beijando um moleque desprezível...

            - Jasper, tente entender...

            Eu decidira que estava na hora intervir. Não seria bom para ela nem para ele ficarem remoendo o que já fora feito, e eu estava bem ali, e nunca mais iria deixa-la.

            Entrei na cozinha delicadamente, calando os dois instantaneamente. Deixei os pratos na pia, e ouvi os passos leves de Steven deixando a cozinha.

            Algum tempo depois, senti as mãos fortes de Jasper envolverem minha cintura, e seu corpo pressionar minhas costas.

            - O que quer fazer hoje? – ela sussurrara em meu ouvido enviando ondas de arrepios por meu corpo.

            Eu me virara para ela, e Jasper me erguera de modo que eu ficasse sentada sobre a pia, e ela encaixada entre minhas pernas abertas.

            - Não sei, estou preocupada com meus pais, mas a prioridade com certeza é me livrar desse vestido e arrumar roupas decentes...

            Ela rira e erguera a barra do tecido azul, revelando boa parte da minha coxa pálida.

            - Eu gosto desse vestido... – ela sussurrara maliciosamente.

            - Hey! – eu protestara e tentara abaixar o tecido.

            Ela se inclinou para mim e eu não fugi quando seus lábios tocaram os meus.

            Ali, na cozinha suja e bagunçada de Steven Universo, eu me entregara ao beijo cheio de paixão que eu esperara minha vida toda.

            



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