História Amar-te - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias Steven Universe
Exibições 7
Palavras 1.503
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 12 - 12


            A porta de madeira foi aberta por uma bela mulher.

            Ela era alta, e seus cabelos negros e longos contrastavam lindamente com sua pele negra.

            A expressão dela não era muito amigável, e se transformara em choque ao olhar para mim, encolhida e corada, nos braços de Jasper.

            - Lazuli? – sua voz baixa estava repleta de surpresa.

            - É uma longa história, Connie – Steven se intrometera, mas não encarara a mulher nos olhos. – Precisamos de sua ajuda.

            Fiquei surpresa. A mulher, alta e bonita, era a garotinha que vivia com Steven!

            - Entrem. – ela dissera, com o cenho franzido.

            Fizemos o que ela falara, e Connie fechara a porta atrás de nós.

            Ela não parecia muito contente, e Steven perdera seu sorriso fácil, e me perguntei o que houve entre eles.

            - Então – ela disse, quando nos sentamos no sofá roxo e confortável de sua sala de estar. – Alguém pode me explicar o que está acontecendo?

            Jasper se mexera desconfortavelmente a meu lado, enrijecida. O clima carregado me incomodara também, e era notável a tensão entre Connie e Steven.

            - Lápis renasceu como humana – o garoto falara, encarando a amiga pela primeira vez – Não sabemos como, nem por que. Mas ela recuperou suas lembranças há poucas horas.

             Connie cruzara o olhar de Steven para mim, erguendo as sobrancelhas.

            - Uau. Que loucura – ela fechara a expressão e olhara o garoto novamente – Mas não me surpreende. Tudo que o cerca não pode ser são, senhor Universo.

            Steven abrira a boca para retrucar, e eu apertara a mão de Jasper com toda a minha força, sentido seus dedos de sua mão que me abraçava pelo sofá enterrados em minha nuca.

            - Em que posso ajudar? – Connie interrompera o que Steven iria falar.

            Ele respirara fundo, e passara a mão pelos cabelos.

            - Os pais de Lápis não sabem de nada. Não sabemos como eles reagiriam se descobrissem que sua única filha... - ela não soubera terminar e dera um suspiro.

            - Que sua única filha se lembrou de sua última vida como uma rocha do espaço, e que agora está apaixonada novamente por uma alienígena marombada. – eu terminara por ele.

            Jasper olhara para mim com surpresa estampada nas belas feições.

            - Marombada? – ela perguntara ingenuamente.

            Eu ri e acariciei seu rosto.

            - É sinônimo de forte. – eu explicara, e ela deu um belo sorriso que iluminou seu rosto.

            Connie olhava nossa interação com os olhos franzidos e os braços cruzados.

            - Posso ver que algumas coisas continuam iguais. – ela dissera e eu corara feito um tomate, ou uma cereja, como diria Jasper.

            - Precisamos apenas que empreste algumas roupas a Lápis – prosseguira Steven – Não sabemos quanto tempo ela precisará ficar afastada.

            Connie se levantara do braço do sofá onde estivera ancorada.

            - Acompanhe-me, Lápis, vamos escolher algo do seu tamanho. – ela andara pelo corredor e eu a seguira, deixando Steven e Jasper na sala.

            Entramos em um belo quarto azul, que eu deduzi ser o quarto dela, e Connie abrira um grande armário negro, e remexera nos cabides.

            - Connie – eu dissera, temerosa de me intrometer em sua vida. Mas, antigamente, costumávamos nos dar bem, e, movida por essa crença de que ainda éramos amigas, eu perguntara o que me afligia. – O que houve entre você e Steven?

            Ela parara o que fazia instantaneamente, e sua postura desmontou.

            - É tão perceptível assim? – ela perguntara com a voz embargada, e eu a virara para mim.

            - É sim, minha amiga. – eu limpara as lágrimas que escorriam de seu rosto e ela me abraçara com toda a força e chorara incontrolavelmente.

            Sentei com ela em sua cama, e deixei que a garota – não, mulher – chorasse o quanto necessitava.

            - Ele escolheu a guerra – ela sussurrou, com as últimas lágrimas escorrendo dos olhos, e as limpou furiosamente – Poderia ter escolhido crescer comigo, ficar comigo... Mas ele preferiu a maldita guerra.

            Eu percebera que Steven não se alterara em nada nos últimos vinte anos, mas pensara que fora uma consequência de ter uma pedra gem, nunca imaginara que fora escolha dele.

            - Quando estourou a Segunda Rebelião – ela prosseguira, encarando o piso de madeira perfeitamente encerado – Eu lutei ao lado dele. Tinha só dezesseis anos, você sabe Lápis... E depois, quando ganhamos e você... Ele poderia ter ficado comigo.

            Ela se levantara violentamente, e voltara a mexer nas roupas.

            - Mas ele escolheu não crescer. – ela terminara, com a voz endurecida pela raiva novamente.

            - Oh, Connie, eu... – sinto muito. Iria completar, mas fora interrompida pela mulher.

            - Já passou, Lápis – ela se virara com mudas de roupas nos braços, e tateou embaixo da cama com a mão livre – Eu estou bem, sabe? Me casei com um cara legal, e moro na cidade grande. Venho passar as férias aqui porque meus pais insistem.

            Ela puxara uma mala de lona, e dobrara as roupas perfeitamente em seu interior. Metódica, como sempre.

            Uma onda de dor assolou meu peito. Minha vida não fora a única que a guerra destruíra. Senti dor pelo que a vida de Connie deveria ter sido, e, observando seu rosto magoado, lamentei pelo que ocorrera.

            - Obrigara, por tudo, Connie – eu dissera e a abraçara.

            Ela me apertou por um segundo, e pareceu que eu abraçava novamente a criança feliz e despreocupada que ela havia sido, há tanto tempo.

            Steven e Jasper já estavam em frente à porta, ansiosos para partir, quando eu dobrara o corredor com a mala em minhas mãos.

            - Obrigada, Connie – me despedi e saí para a varanda com Jasper ao meu lado.

            - Não há de que – ela sorrira – Foi ótimo vê-la, Jasper. – ela dissera para a gem, que inclinou a cabeça.

            - Igualmente, Connie. – Jasper respondera educada.

            Steven permanecera por um segundo em frente à Connie, encarando-a com um misto de dor e saudades no rosto.

            - Adeus, Steven. – a mulher dissera, e o garoto acenara com a cabeça, se unindo a nós e observando Connie fechar a porta.

            Caminhamos silenciosamente pela calçada do bairro residencial, Jasper abraçando minha cintura e levando a bolsa cheia de roupas – e cheirando meu cabelo de vez em quando – e Steven a nossa frente, caminhando desanimado e entristecido.

            Perguntei-me se ele estaria imaginando como seria sua vida se estivesse escolhido Connie.

 

 

 

 

            Encontramos meus pais em um quiosque.

            Logan e Marie Ryswell pareciam novamente dois adolescentes apaixonados, abraçados em um promontório de madeira que avançava pelo mar, com as palmeiras ao fundo.

            Pareciam bem, e eu me alegrei com isso, mas pude perceber a expressão enevoada em seus rostos, fruto da manipulação mental de Steven.

            Esperei que não causasse nenhum dano permanente.

            Estávamos os três atrás de um aglomerado de palmeiras, espionando o casal e evitando o olhar dos turistas.

            - Quer que eu liberte a mente deles para conversarem, Lápis? – Steven me perguntou calmamente, mas eu pude perceber que por trás de sua expressão tranquila ele ainda estava muito abalado com o encontro com a garota que ele amara.

            Ponderei o que ele propos.

            Realmente, eu precisava conversar com meus pais. Não deveria deixa-los a parte do que ocorria na vida, ou vidas, de sua única filha, mas eu sabia que eles não saberiam lidar com a situação.

            Eu me preocupava com eles, não queria que sofressem um ataque dos nervos.

            Mas eu precisava enfrentar aquilo o quanto antes, e, se pretendia não me separar de Jasper – e não pretendia mesmo – deveria dar alguma explicação a meus pais.

            - Sim, vou conversar com eles... – eu dissera e começara a andar em direção ao promontório quando Jasper me segurara pela cintura em rosnara em meu ouvido.

            Steven logo assumiu uma posição defensiva, agachado a nossa frente e evocando seu escudo.

            - O que...? – eu perguntara, mas logo vi uma gem, um citrino com o losango de White Diamond, andando pela multidão.

            Não entendi porque uma gem de Homeworld se camuflara entre humanos, não entendia o que ela poderia querer, mas quando vi que ela andava em torno de meus pais e os vigiava, um terror profundo gelou meu estômago.

            - Jasper – eu falara engasgada – Porque White Diamond está vigiando meus pais?

            Jasper não estava em condições de falar, simplesmente me agarrara e me pusera atrás de si, para minha proteção. Fora Steven que me respondera, empurrando-nos mais para trás das árvores.

            - White conseguiu escapar da guerra. – ele estava transtornado – Se está vigiando seus pais, ela já sabe que você voltou. Deve estar reagrupando suas forças, para um novo ataque.

            Ele estava sério como nunca o tinha visto, mas não pude dar muita atenção ao garoto.

            Eu estava muito preocupada com meus pais. Se havia uma gem planejando vingança, e colocara uma serva para seguir meus pais, isso significava que estava atrás de mim.

            E isso significava que, para a segurança de Logan e Marie, eu não poderia vê-los por enquanto.

            Lágrimas de medo e preocupação escorreram de meu rosto enquanto eu enterrava meu rosto no peito de Jasper, que me abraçou fortemente contra si.

            - Não posso voltar para eles – eu sussurrara – Não agora.

 

 

 

 

 



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