História Amar-te - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Steven Universe
Exibições 7
Palavras 1.247
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 13 - 13


            Caminhamos de volta para o templo.

            Jasper carregava a bolsa emprestada de Connie com um braço, como se esta não pesasse nada, e mantinha o outro braço musculoso abraçando-me pela cintura.

            Eu não estava em condições de falar, e tentava a todo custo manter a expressão impassível, mas a preocupação era um constante punhal em meu coração.

            As coisas já não seriam fáceis para meus pais, tendo que lidar com situação um tanto peculiar da filha. Agora, não haviam possibilidades de eu me reaproximar de Logan e Marie.

            Era extremamente perigoso para eles ficarem expostos aos perigos de minha antiga vida, que retornavam subitamente para minha realidade atual. Sem contar o fato de que eu ainda me encontrava em uma situação um tanto surreal, e tentava me adaptar a tudo o mais rápido possível, para o bem de Jasper e o meu próprio.

            Eu ainda sentia o amor desesperador que nascera há tanto tempo, e vê-la sofrer por minha falta de capacidade para lidar com problemas era inaceitável. Surpreendi-me comigo mesma, afinal sempre fora uma garota frágil e fraca, que nunca tomara uma decisão com convicção na vida. Sentia-me mudada agora, como se uma parte minha que sempre estivera perdida retornasse ao meu ser, e eu voltasse a ser Lápis-lazuli novamente.

            - Jasper – Steven dissera, dirigindo o olhar para a gem a meu lado, que o encorou imediatamente.

            - Sim, meu quartzo? – ouvir sua voz profunda e grave tão próxima de meu ouvido era um tanto desconcertante.

            - Preciso que contate Peridot urgentemente, assim que chegarmos ao templo. A enviarei a Homeworld, precisamos saber o que esta acontecendo no planeta natal.

            Seu rosto de criança contorcera-se em uma carranca, e ele finalizara a frase olhando para o mar.

            A postura de Jasper relaxara, e eu percebi que nós duas havíamos ficado tensas com a fala de Steven. Jasper com certeza temera, assim como eu, que Steven a mandasse para fora do planeta. Nós não estávamos em condições para nos separarmos.

            - Sim, Steven.

            Havíamos chegado ao templo, subimos a escada de madeira juntos e entramos na casa.

            As gems estavam espalhadas pelo local. Garnet, sentada no sofá, lia uma reviste com evidente desinteresse. Pérola limpava alguma coisa na cozinha, cantarolando alguma canção, e Ametista estava deitada no chão, aos pés de Garnet.

            Garnet e Ametista levantaram imediatamente ao verem nossas expressões carregadas, e Jasper colocara a mala no chão, perto da escada que levava ao patamar superior.

            - Steven! Que bom que chegaram, Ametista, leve Lápis... – Pérola entrara na sala animada, mas logo se calara ao ver-nos. – O que houve agora? – perguntou com a voz taciturna.

            Com sua pequena frase, “o que houve agora?”, percebi que não havia descansado desde recuperara a memória.

            Eu estava realmente exausta.

            - Vamos ao templo. – Steven dissera, e a porta de pedra, localizada atrás do transportador, brilhou e abriu para um belo quarto rosa.

            As gems, uma a uma, nos lançaram olhares tranquilizantes e entraram no quarto. Steven as seguia, quando parara a olhara por sobre o ombro.

            - Lápis, provavelmente ficaremos o resto do dia e a noite inteira em reunião. – ele dissera me olhando. – Durma um pouco, precisa descansar.

            E entrara no templo.

            Um silêncio incomum tomou conta da casa, e eu tomei consciência de que estava com Jasper, sozinha, por tempo indeterminado.

            Corei com um súbito calor, peguei a mala do chão – me encurvando um pouco com seu peso – e olhei para ela.

            - Vou...Vou ao banheiro. – gaguejara pateticamente, corada feito um tomate.

            Ela acariciara meu rosto levemente, e sorrira docemente como mais cedo.

            - Não se preocupe, demore o quanto precisar. Irei me ausentar por um momento, Peridot precisa ser informada. – ela se inclinara e beijara a ponta de meu nariz, roçando sua pedra delicadamente em minha testa.

            Tremendo e nervosa, entrei no banheiro e tranquei a porta.

            Olhei-me no espelho.

            Estava muito vermelha, com os brilhantes e meio descabelada.

            O que estava acontecendo comigo?

            Lembrei de que Jasper ficaria comigo por um bom tempo agora, e ri de nervoso como uma criança. Meu estômago se contorcia loucamente. Decidi tomar um longo e frio banho.

            Deixei o vestido amarrotado e cheio de areia no chão do banheiro e entrei de baixo da água fria.

            Molhei meus cabelos, e os fios encaracolados colaram em meus ombros. Já estava na hora de corta-los novamente.

            Relaxei um baixo do toque mágico da água.

            Fiquei um bom tempo em baixo do chuveiro, e quando saí já havia começado e escurecer.

            Vi pela janela do banheiro os raios alaranjados do sol se pondo, e pensei em meus pais.

            Estariam bem?

            Em segurança?

            Lembrariam de mim?

            Quando senti a ameaça das lágrimas subirem por meus olhos, desviei minha mente e procurei uma roupa para vestir na mala de lona cinza.

            Connie colocara principalmente vestidos, talvez achando que eu preferisse saias, como em minha vida anterior. Eu escolhera um simples e confortável vestido de malha preta, sem mangas e amplo, que deixava minhas pernas a mostra.

            Sai do banheiro e encontrei a casa vazia e silenciosa.

            Não tinha fome, somente um cansaço horrível.

            Decidi que precisava descansar um pouco, então subi a pequena escada até a cama de Steven, e desabei no colchão.

            Meus cabelos com certeza molhariam o travesseiro, mas não me importei. Estava calor, então joguei longe o pesado cobertor vermelho.

            Não ia dormir, apenas cochilar...A noite chegava enquanto eu afundava em um sono profundo e ininterrupto.

 

 

 

 

           

           

            Estava quente. Um calor muito confortável.

            Senti-me subitamente com muito calor, e despertei-me lentamente, abrindo os olhos e sentindo uma grande pressão sobre mim.

            A noite caíra, e uma escuridão envolvia toda a casa.

            Eu estava exatamente como havia me deitado, mas com uma diferença. Jasper se deitara na estreita cama infantil, e me abraçava, com o rosto enterrado em minha nuca e os braços envolvendo minha cintura.

            Ruborizei imediatamente, e virei-me de frente para seu rosto adormecido.

            Ela era linda.

            Deslizei meus dedos por cada linha bruta de sua face, sua pedra fria e por fim seus lábios cheios.

            Tremi involuntariamente enquanto sentia textura macia que eles possuíam. A mesma textura que eu provara hoje mais cedo...

            Levantei o olhar e deparei-me com seus belos olhos dourados encarando-me febrilmente no escuro.

            Novamente, como uma maldição, fiquei mais vermelha.

            Ela rira, enviando arrepios por minha coluna com sua voz profunda.

            - Minha cereja... – ela dissera e envolvera meu rosto com a mão imensa.

            Não conseguia raciocinar direito com tanta proximidade, e mandei tudo a merda, beijando seus lábios entreabertos e a sobressaltando.

            Eu pretendia que fosse um beijo leve e delicado, mas o fogo que nos consumira imediatamente apagou qualquer traço de delicadeza.

            Ela me apertava fortemente, como se agora soltasse toda a violência reprimida em seu corpo. E eu retribuía com um fogo que nunca sentira antes.

            Havia subido de alguma forma encima dela, e somente quando senti sua língua deslizar pelo meu pescoço que percebi o quão longe eu estava indo.

            - Jasper... – eu sussurrara, e ela parara imediatamente.

            Suas mãos saíram de dentro do meu vestido e ela me olhou assustada.

            - Me desculpe – ela disse com os lábios inchados e olhos arregalados. – Não quis desrespeita-la...

            - Shh – eu colocara um dedo em seus lábios a impedindo de continuar. – Eu...eu... – tomei coragem e falei de uma vez. – Eu quero você. Agora.

            Ela não precisara ouvir mais nada.

            Jogou-me com brutalidade na cama, prensando-me no colchão.

            Connie vai precisar de um vestido novo, pensei ao ver as tiras de tecido que Jasper rasgara.



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