História Amar-te - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias Steven Universe
Exibições 10
Palavras 1.190
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 14 - 14


                Minha pele nua se arrepiou ao sentir os dedos de Jasper deslizarem por minhas costas.

            Eu estava deitada de bruços, no meio de uma confusão de lençóis, com o cabelo parecendo um ninho de pássaros e exausta.

            Pela janela, a luz difusa da lua entrava, refletindo fracamente em nossos corpos nus.

            Virei-me com dificuldade, e Jasper logo me puxou para seus braços. Gemi ao menor movimento, afinal estava muito dolorida. Não imaginava perder a virgindade sem alguma dor, mas mesmo assim me surpreendi com as pontadas agudas em meu baixo ventre.

            Mas havia valido a pena. Cada segundo, cada toque, fora maravilhoso.

            - O que está pensando? – a voz dela estava rouca, e enviou arrepios pelo meu corpo.

            Ela me abraçava pela cintura – provavelmente deixando mais marcas vermelhas em minha pele clara – e deslizava a outra mão pelo meu rosto corado. Seus olhos dourados me encaravam febrilmente, e sua pedra brilhava fracamente com a luz da lua.

            - Tudo – respondi – Em como a minha vida mudou em... Dois dias? – não sabia ao certo quanto tempo havia passado desde o fatídico dia em que recuperara a memória, tudo parecia onírico e insignificante naquele momento.

            Ela riu, a voz profunda abalando até minha alma, e desceu os dedos pelo meu pescoço, em uma carícia.

            Uma onda de fogo assolou meu corpo, e a dor fora esquecida completamente.

            - Eu nunca ia imaginar nada disso... Que um dia eu pudesse tê-la novamente em meus braços, você, a gem que eu amei e amarei por toda a minha existência...

            Eu a beijei levemente, apenas um roçar de lábios, mas ela me segurou com força e colou mais ainda nossos corpos já unidos na estreita cama.

            - Quando eu a perdi – ela continuou, com a testa colada na minha e sua pedra fazendo cócegas em meu rosto – Não quando você morreu, mas... Quando nos separamos de Malaquita, eu percebi que só seria livre com você, ao seu lado...

            Ela fungou, como se as lembranças ainda a machucassem terrivelmente.

            - Não... – eu sussurrei, apertando ainda mais o abraço e sentindo os braços fortes dela me esmagarem – Já passou, Jasper, eu estou aqui.

            Ela me olhou intensamente com seus olhos oblíquos, os cabelos loiros claros e imensos embrenhados entre nós, a pele dourada reluzindo com o luar, e eu soube que tudo me levara até ela. Toda a minha infância, quem eu era, tudo me levara até aquele momento.

            Eu a beijei.

            Um beijo profundo e cheio do amor que compartilhávamos.

            Seus lábios desceram para meus seios, e eu agarrei seus cabelos com força. Eu a amava tanto...

            Senti novamente os dedos dela no meu ponto mais sensível, e instantaneamente afastei minhas pernas, dando-lhe passagem.

            Um gemido escapou de meus lábios entreabertos quando Jasper se inclinara para me beijar.

            Eu era Lápis-lazuli, e gem renascida humana, e pertencia de corpo e alma a Jasper.

 

 

 

 

            Eu sentia todos os olhares sobre mim.

            O sol da manha banhava a sala de alvenaria, o canto dos pássaros e o som das ondas embalavam docemente a cômica cena que se desenrolava, e eu queria me enterrar no chão de vergonha.

            Steven e as gems voltaram logo quando amanhecera, e encontrara sua cama quebrada e uma Lápis seminua saindo do banheiro enrolada na toalha.

            Jasper tivera a cara de pau de dizer que a cama subitamente quebrara do nada durante a noite, fazendo a casta Lápis rasgar o vestido no susto.

            Era uma desculpa tão patética que ela nem se deu o trabalho de explicar a perfeita marca de seus dedos em minhas pernas.

            E eu morri de vergonha.

            Pérola saíra há alguns minutos – fora ver se Sally estava bem, afinal estava preocupada com uma gem de White Diamond na cidade – e Garnet fora pessoalmente a base do planeta Nortis organizar os soldados para um futuro ataque.

            O clima estava realmente tenso, e até Steven estava preocupado com a iminência de um confronto.

            Estávamos nós quatro – Steven, Ametista, Jasper e eu – sentados em volta da mesa que outrora eu tomara chá junto de minha mãe.

            Eu evitava levantar os olhos de minha xícara de café, e Jasper estava visivelmente alegre demais. Sentia os olhares de Ametista me perfurarem e Steven tentava conversar sobre coisas insignificantes.

            - Bem, ele vai ficar bem. Sadie disse que ele já voltou pra casa. – Steven disse enquanto passava geleia em um pãozinho – A propósito Lápis, ele disse que gostaria de vê-la novamente. Aparentemente ele não lembra de muita coisa.

            Ergui imediatamente meu olhar para Steven, que tentava sem sucesso sufocar uma risada.

            A última vez que vira Laramie Júnior, as coisas não haviam acabado muito bem para ele. Surpreendi-me de o garoto ainda querer saber de mim. Talvez ele tivesse se esquecido do suficiente para ainda achar que tem alguma chance comigo.

            Ouvi a típica risada de Jasper que indicava que ela se tornara subitamente violenta. Oh, pobre Lars.

            - Ele pode querer – ela disse, passando um braço sobre meus ombros e trazendo meu corpo para perto dela, sobre o pequeno sofá – Talvez ele precise de uma lembrança do que acontece quando se mexe com a mulher de uma jasper.

            - Oh, não, Jasper! – eu intervi – Vai deixar o garoto em paz. Ela já está todo machucado. E você realmente achou que ele tinha uma chance comigo? – perguntei.

            Steven levantou-se, percebendo o clima tenso, e balbuciou algo sobre ir verificar alguma conexão. Ametista assistia tudo em silêncio, e eu estava começando a desconfiar de seu silêncio.

            - Oras – Jasper se inclinara para mim, quase selando nossos lábios, e eu corei violentamente – Se eu bem me lembro, esse garoto estava te beijando!

            Eu ri e enlacei seu pescoço, aproximando mais nossos lábios.

            - Jasper, eu sempre pertenci a você! Não tem motivos para ter ciúmes – ela me encarava com tanta insegurança que eu ri novamente – Eu amo você...

            A beijei delicadamente, e teríamos ficado um bom tempo juntas, se Ametista não tivesse nos interrompido.

            - Então – a voz da pequena gem roxa estava carregada de malícia – Vocês dormiram bem?

            Separei-me abruptamente de Jasper – que fuzilou Ametista com o olhar.

            - Perfeitamente. – Jasper respondeu, espetando com força uma fatia de queijo com o garfo.

            Ametista riu – a voz característica estridente – e se levantou em um pulo gracioso.

            - Vou treinar um pouco, irmã. – ela caminhou para fora – Tente deixar a Lápis inteira antes de acabar o dia. – ela disse antes de desaparecer pela porta em um acesso de gargalhadas.

            - Ametista! – Jasper gritou, em fúria.

            Não dei atenção à briga das duas – ainda continuavam se provocando, mesmo depois de todos esses anos -, provavelmente Ametista fora treinar táticas de combate.

            Subitamente, a realidade de que talvez em breve um conflito catastrófico acontecesse me atingiu.

            É claro que as Diamonds não nos deixariam em paz.

            Se uma guerra ocorresse, Jasper faria de tudo para me proteger. Ela arriscaria até a própria vida.

            Não podia permitir.

            Eu precisava encontrar uma forma de não ser um fardo para aqueles que amava.

            - Jasper – sussurrei, encarando a jarra de água, que em outros tempos eu fora capaz de controlar.

            - Sim, Lápis? – ela acariciou meu rosto.

            - Preciso que me ensine a lutar.

 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...