História Amar-te - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Steven Universe
Exibições 11
Palavras 995
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - 6


Ela não entendia porque sua ida a terra para o relatório mensal fora adiada.

            Jasper havia acabado de se transportar à base lunar – para conferir os comunicadores secundários – e se dirigia para Beach City quando Pérola – muito agitada por sinal – iniciou uma rápida videoconferência, praticamente a enxotando de volta a Homeworld.

            A general argumentara com Pérola – afinal, ela estava quase chegando a terra, e não havia nada de urgente para se resolver no planeta natal – mas a soldado lhe dissera que eram ordens diretas de Steven.

            E Jasper não iria desacatar seu Quartzo.

            Mesmo achando muito estranho ele próprio não tê-la contatado.

            Então resolvera ficar mais tempo resolvendo os problemas da base lunar. No fim da guerra, Blue Diamond havia se rendido com uma condição, que pudesse conservar parte de suas colônias.

            As Crystal Gems possuíam contingente para derrotar a diamante em batalha, mas Steven optara por não ferir mais ninguém.

            E a base lunar acabara como uma base compartilhada – embora muito monitorada pelas Crystal Gems – com Blue Diamond. O que significava que quase sempre era palco de algum conflito, tanto ideológico quanto físico.

            Jasper estava agora resolvendo um desses conflitos.

            -... e ela simplesmente levou junto!

            Uma turmalina de cabelos azulados informava Jasper sobre uma topázio que fora à terra em missão, mas levara uma importante peça do transportador principal consigo.

            Jasper tentava ao máximo se concentrar, mas a cor dos cabelos de Turmalina despertavam sentimentos que ela gostaria de manter enterrados.

            Um rosto sorridente adornado por belos cabelos azuis surgiu como um relance em sua mente, e a sempre presente dor em seu peito apertou um pouco mais.

            A general levara as mãos ao cenho e dera um longo suspiro.

            - Contate sua equipe imediatamente. Preciso voltar a Homeworld agora.

            A pequena turmalina tremera e deslizara os dedos por seu uniforme em um claro sinal de estresse.

            - Minha senhora, bem, ela, oh, não levou...uma...equipe – o final da frase fora sussurrado por uma Turmalina amedrontada e no limite de uma crise de choro.

            Isso que dava confiar em soldados de Blue Diamond!

            - Suma. Da. Minha. Frente.

            Jasper não precisou repetir a ordem, pois a turmalina inexperiente correra para longe dela, sumindo no longo corredor estreito.

            A general precisava voltar para Homeworld. Não havia um transportador funcionando na base. E as naves disponíveis eram de curto alcance.

            Sua única opção seria usar o transportador central da terra.

            Jasper não estava desobedecendo seu Quartzo, as circunstâncias apenas exigiam que ela agisse assim.

            E, quando chegasse a Beach City, tiraria a limpo toda essa estranheza com que estava sendo tratada.

 

 

 

 

            - Olhe, Lappie! Esse é a sua cara.

            Minha mãe estava segurando um vestido verde- piscina muito curto e muito fino. Típico. Conhecendo Marie, ela já havia escolhido a roupa que eu usaria no chá da tarde, então não adiantava nada argumentar.

            Minhas férias se tornaram algo surreal.

            Primeiro, minhas crises de pânico haviam triplicado em menos de três dias. Segundo, eu havia quase sido beijada por um garoto que mal conhecia. E agora – pode parecer brincadeira, mas não é – eu iria ser arrastada para um chá da tarde na casa de Steven Universo.

            Minha mãe – enquanto eu e meu pai jogávamos vôlei na praia – havia se engajado em uma animada conversa com a senhora Sadie, mãe de Lars e dona do Big Rosquinhas. As duas se deram tão bem que Sadie resolveu convidar minha mãe para tomar chá na casa de um velho amigo.

            Quando Marie soube que Lars iria também, praticamente me levaria amarrada e amordaçada junto, se eu recusasse. E eu “adoraria conhecer a doce criança que morava em uma fascinante casa na praia”.

            Eu iria de morrer de vergonha.

            Mas com minha mãe não existiam argumentos que a fizessem mudar de ideia, e eu não queria lhe contar sobre o incidente na praia. Simplesmente acabaria com as férias dela, deixaria meus pais mortos de preocupação.

            As coisas não haviam melhorado muito depois do dia no parque de diversão.

            Eu chegara no hotel e o encontrara vazio, exceto por um bilhete de meus pais avisando que iriam jantar fora e dançar salsa. Nunca me senti tão sozinha.

            Mas quando uma torrente de lágrimas irrompera em uma tempestade, agradeci por ter esse momento só meu.

            Havia me encolhido como uma bola na banheira – que eu enchera até a borda – e quando me acalmei, fiquei brincando com meus cabelos que flutuavam na superfície, os reflexos azuis acentuados pela luz fraca do banheiro.

            Eu estava realmente exausta.

Não dormira bem noite passada, e tinha medo de fechar os olhos e sonhar com algo ruim novamente.

Mas meu corpo esgotado me traiu, e me arrastei para a cama e desabei em um sono muito pesado, encharcando o travesseiro fofo com meus cabelos molhados.

Não demorou muito para meu inconsciente me trair.

Eu estava na praia, sentindo as ondas baterem em meus pés. A lua estava linda e redonda no céu, e conforme a luz me iluminava, parecia muito que minha pele havia adquirido um matiz azulado.

Estava tão feliz. Conseguia sentir a felicidade correr todo o meu ser, enchendo- me de paz.

O som das ondas quebrando na praia era tranquilizante, e quando ouvi passos atrás de mim, um sorriso levantou meus lábios.

Senti alguém me abraçar por trás, e vi braços muito musculosos me envolverem. Estava perfeito. Suspirei de satisfação e abracei o pescoço da pessoa desconhecida, e senti minhas mãos sumirem em um cabelo macio e muito volumoso.

Eu estava feliz. Genuinamente feliz. Como há tempos não estivera.

-Você fica linda iluminada pela lua.

Acordei com o eco da voz forte e doce que sussurrara em meu ouvido.

Os sonhos estavam me consumindo.

E agora parece que eu estava apaixonada por uma pessoa da minha imaginação. E eu senti, argh, falta dela quando acordei.

Parabéns, Lápis, você chegou ao fundo do poço!

Agora eu deveria esquecer minhas perturbações noturnas e enfrentar o chá-trágico-da-tarde. Eu sorriria e esperaria que fosse tranquilo e sem grandes emoções.

 



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