História Amar-te - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Steven Universe
Exibições 6
Palavras 1.258
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 7 - 7


            - Olá! Sejam bem vindas!

            O garoto sorridente e gorducho nos recebeu com grande entusiasmo ao abrir a porta.

            Eu estava fascinada. Completamente.

            A casa de madeira parecia estar ancorada em uma imensa estátua de pedra pura, esculpida direto na rocha. Lars havia comentado que a imagem era de Ganesha ou algo do tipo, mas em nenhuma das minhas recordações das aulas de mitologia na escola eu achara algo que se parecesse remotamente com a imensa mulher de vários braços.

            Também estava envergonhada. O único e último contato que eu tivera com o garoto e anfitrião fora desastroso. Eu fora uma completa mal educada, e agora concertaria a situação. Mas antes que eu tivesse uma oportunidade de falar com Steven, eu deveria primeiro dar um jeito e tirar Laramie Junior do meu pé.

            O garoto deveria ter interpretado minha falta de interesse como timidez, porque – infelizmente – ele não me deixara um momento a sós no caminho todo até a casa na praia. Minha mãe e a senhora Sadie – muito simpática por sinal – pareciam ter entrado em um acordo mútuo em que andavam rapidamente na nossa frente, e sempre davam um jeito de nos deixar constrangedoramente a sós.

            E para piorar eu usava o vestido escolhido por minha mãe na pequena loja a beira mar.

            Eu não estava feia, mas não achava adequado vestir algo tão...diáfano quanto o delicado vestido azul claro que Marie comprara para mim. E não ajudava o fato de Lars não desviar os olhos de minhas pernas.

            Atirei meus cachos para trás enquanto entravamos na charmosa casa de alvenaria, precisava cortá-los imediatamente.

            - Steven, essa é minha nova amiga, Marie Ryswell – Sadie apontara para minha mãe, que estendera a mão para cumprimentar o menino – ela está de férias na cidade, e essa – apontara para mim – é sua filha, Lápis- lazuli.

            Envolvi a pequena mãozinha de Steven com a minha.

            - Como vai Steven? – dei meu melhor sorriso por-favor-não-lembre-de-nosso-último-encontro e rezei para ele não deixar nada escapar para minha mãe.

            Mas não precisei me preocupar com a resposta dele, pois justo quando a senhora Sadie cumprimentava uma moça ruiva e esbelta –com uma estranha pedra branca na testa,  que segurava uma assadeira cheia de cookies saídos do forno – a moça me viu e deu um pulo tão alto que derrubou todos do cookies no chão.

            - Oh, Pérola! Não se mexa, vou pegar a vassoura.

            Steven saíra correndo e desaparecera em um armário de baixo da escada.

            - Bem, pelo menos ela não se machucou. E tenho certeza que Ametista não irá desperdiçar os cookies. – disse uma voz calma e modulada atrás de mim.

            Virei-me e dei de cara com uma mulher alta, com estranhos óculos espelhados, pele morena e um cabelo escuro meio quadrado.

            As palavras sumiram de minha mente. Eu fiquei simplesmente encarando a mulher desconhecida com uma cara de idiota, enquanto meus instintos gritavam que algo estava terrivelmente errado.

            - Sou Garnet. – ela não estendera a mão para me cumprimentar, nem fizera qualquer movimento que indicasse boas vindas. Simplesmente me olhara. E eu sentira cada célula do meu corpo queimar perante seu escrutínio.

            Sadie, Lars e até minha mãe resolveram ajudar o pequeno Steven e a desastrada Pérola a arrumar a bagunça, e seria até engraçado – por conta dos encontrões e da confusão – se eu não estivesse tão nervosa.

            - Eu...sou Lápis. Lápis-lazuli.

            Depois de muito esforço eu consegui dizer meu nome para a mulher de óculos espelhados.

            - Sim.

            Uma resposta estranha para se dar a alguém que você acabou de conhecer.

            - Ametista! Não! Não coma...

            A garota que derrubara a assadeira estava dando uma bronca feia em uma garota baixinha – com pele arroxeada?– que pegava os cookies caídos do chão e os engolia com rapidez.

            Eu devia estar realmente enlouquecendo. Talvez eu devesse sair direto de Beach City para o manicômio.

            Eu poderia jurar que a garota baixinha – Ametista, cujos cabelos claríssimos desciam até o quadril – possuía um tom arroxeado na pele clara. Parecia apenas um reflexo, mas era inegável que ela era roxa. Sim. A menina era roxa.

            Minha mãe deve ter percebido também, pois encarava a voraz recém-chegada com uma expressão de choque – ou talvez fosse porque a garota comia cookies do chão como uma loba – mas Marie era educada demais para fazer qualquer comentário que constrangesse os anfitriões.

            - Hey! – as atenções de Ametista se voltaram agora para mim, e ela me encarava com brilhantes olhos negros – Então é essa ai que...

            Garnet atravessara a sala a passos largos e pegara Ametista pelo braço, praticamente arrastando a garota para longe.

            - Vamos lavar essa boca agora, Ametista – a mulher sumira com a garota dentro do banheiro.

            Pude ouvir algumas vozes exaltadas, mas nada muito claro. Parecia que Ametista estava levando uma bronca daquelas.

            Mas o que ela iria dizer a mim? Ela parecia bem surpresa ao me ver.

 Deveria ter me achado cafona.

            Droga de vestido absurdo.

            Fomos levadas até uma charmosa mesinha na varanda de Steven – com uma bela vista privilegiada do mar – e me acomodei na cadeira perto de minha mãe. Sadie contava alegremente para Steven, minha mãe e Pérola – que me atirava olhares nervosos sobre a mesa constantemente – que seu marido, Lars, havia viajado para se encontrar com um fornecedor de refrigerantes de outro estado.

            O que havia de errado com as pessoas dessa cidade? Eu não era exatamente uma pessoa normal, mas os moradores daqui estavam passando do limite. Parecia que todos achavam que eu era de outro planeta.

            E para piorar meu desconforto, Lars Junior se sentara do meu outro lado, e escorregava perigosamente a mão para perto da minha.

            Hoje realmente ia ser um dia daqueles.

 

 

 

 

 

            Steven jogava cartas alegremente com Sadie, Marie Ryswell e Ametista quando uma Garnet nervosa entrara na varanda.

            - Steven, querido, preciso que venha me ajudar com o chá, agora.

            O garoto conhecia Garnet. Seu tom parecia calmo e sereno como sempre, mas ele ouvira a urgência por trás da calmaria de sempre.

            - Já volto, senhoras, vigiem Ametista por mim.

            Steven conseguira ouvir e exclamação de indignação de Ametista antes de fechar a porta atrás de si.

            Garnet andava de um lado para o outro incessantemente, e levava as duas mãos na cabeça em um sinal claro de desespero.

            - Precisamos ir atrás de Lápis e Lars. Eles devem voltar. Agora.

            Sua primeira tenente estava visivelmente desesperada. Há tempos Steven não a via assim.

            - O que houve, Garnet? Porque devemos ir atrás deles? Lars apenas levou Lápis para ver a praia desse lado da cidade.

            Garnet se ajoelhara, tirara os óculos e olhara fundo nos olhos dele. Ela estava mesmo desesperada.

            - Acabei de receber uma mensagem de Peridot, ela acabou de chegar à base lunar.

            Um pressentimento ruim se apossou do líder quartzo.

            - O que houve, Garnet? – a voz doce do menino dera lugar a voz sombria e a postura decidida de um líder nato. Estava pronto para resolver qualquer problema.

            - Dot reportou que o transportador principal da base está inativo, e que Jasper pegou uma nave. Ela está vindo para cá. Agora.

            Oh, Deus.

            Em toda sua vida, Steven nunca teve tempo para acreditar em qualquer divindade – sua vida sempre fora surreal e perigosa demais para se apegar em alguma força maior -, mas, pela primeira vez em trinta e quatro anos, Steven rezou.

            - Vá atrás de Lápis. Leve Ametista. Vou mandar Pérola tentar interceptar a nave.

            - Sim, Steven.

            Garnet já se diria a porta quando o garoto a chamou.

            - Garnet, se Jasper vir Lápis, chame-me imediatamente.

 

 

 

 

 

 

           

           

                       

 



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