História Amaranthiss - O Amanhecer - Capítulo 12


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Palavras 1.489
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Sabe aquele meme da senhora do Titanic em que ela fala "Já faz 84 anos"? Então, esse é o meme que me define no momento KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK (os kkk são lágrimas)

Agora deixa eu me explicar que é o melhor que eu posso fazer agora:

–♥ A primeira metade do capítulo eu tinha desde terça-feira da semana retrasada, mas estava no celular. Aconteceu que a semana passou muito rápido, entre provas e trabalhos a serem entregues e eu não pude nem continuar escrevendo, nem passar para o computador, e como meu pai se apossou do meu bebê no final de semana eu não pude mexer ;_;
Essa semana que se passou agora eu também tive muitas provas e trabalhos, e, além de um bloqueio imenso que me fez me sentir horrível durante toda ela teve também o disband do 2NE1, e a saída do Taehyun do WINNER que me destruiu </3 Eu só consegui finalizar o capítulo hoje por um milagre do destino (e olha que meu celular só tava com 23% huahuahua).
MAS, agora eu estou de FÉRIAS e vou ter tempo para escrever (se a inspiração colaborar)!

Os capítulos daqui pra frente não terão mais capas até eu arranjar uma definitiva para todos eles, então tenham paciência (mais kjkjkjkj) por favor <3

Boa leitura <3

Capítulo 12 - Promise


A M A R A N T H I S S

Chapter Twelve – Promise

Quem mais demora a fazer uma promessa é quem a cumpre mais rigorosamente.

— Jean-Jacques Rousseau

|Kala |

 

Já havíamos saído da caverna. As ninfas nos mostraram um caminho subaquático que nos adiantou metade do caminho. Seja lá quem estiver atrás de nós, levaria dias para chegar, ou até mesmo semanas. Estávamos descansados e cada vez mais próximos do Poço de Sangue. Eu ainda não sabia o que íamos fazer lá, Evan não quis me contar da primeira vez que perguntei. Eles normalmente não me contam nada, e isso me incomoda, mas não irei insistir já que isso não me levará a lugar algum.

Quando saí da sala de Bekorli eu estava meio atordoada, assim como Aislin e Evan. Não sei o que lhes foi dito, e não tive coragem de perguntar. Pensei em questioná-los sobre a minha “verdadeira casa”, entretanto, assim como as demais perguntas que fiz, sabia que não teria uma resposta.

Aislin caminhava a poucos passos de mim e Evan mais a frente. Perdida nesses pensamentos que só serviam para formar um enorme ponto de interrogação na minha cabeça, apenas percebi que a ninfa não estava bem quando a tal se apoiou numa arvore morta. Aproximei-me e percebi que ela suava frio.

 

— Aislin, o que aconteceu? Você está bem? — Perguntei preocupada, levantei a mão para toca-la, mas ela me impediu fazendo um gesto com a mão.

Numa tentativa de continuar andando, Aislin despencou em meus braços, desacordada.

— Evan! — Chamei. Ele continuou andando — Evan! Venha logo!

— Mas o que… — O alphyn se interrompeu — Aislin!

 

Correu em nossa direção e me tirou de perto dela, ajoelhando-a e pondo-a de frente para si. Sua feição era a de alguém muito preocupada e seus olhos se perdiam no rosto dela. Pude ouvi-lo engolir seco e serrar os punhos de raiva. As veias sobressaltaram. Colou-a em suas costas, ainda desacordada, e pôs-se a caminhar ao meu lado.
Desviei meu olhar para a trilha, e depois para Evan novamente. Ele estava raivoso, isso era inegável, mas também parecia triste e desesperado.

— Qual a sua relação com Aislin, afinal? — Peguei-me perguntando. Arrependi-me imediatamente. Não obtive resposta (como se isso fosse surpresa). — O que ela tem? — Novamente, sem resposta. — Evan! — Insisti.

— Será que dá pra parar com suas perguntas irritantes ao menos por agora? — Seu tom estava alterado. Ele me olhou indignado, seus olhos brilhavam. Eram lágrimas que ele estava segurando.

Aislin era tão importante para ele assim? 

— Desculpe… — Pedi cabisbaixa. Lágrimas brotaram no canto dos meus olhos, mas sequei-as antes que o alphyn percebesse.

Ele balançou a cabeça negativamente e direcionou seu olhar de volta para o caminho a ser percorrido. Ficamos em silêncio por todo o caminho até a uma espécie de praia. A água estava marrom e a areia acinzentada. Haviam animais marinhos encalhados. Animais que, por sinal, não estavam nos meus livros de ciências da escola.

— Quando for reclamar do cheiro, lembre-se de que o meu olfato é sete vezes mais apurado que o seu. — Evan avisou andando até um dos peixes-que-parecem-baleias.

Minha. Nossa. Senhora.

Mentira que vamos passar a noite num lugar desses. Que decadência Kala, que decadência. Alguém me mata pelo amor de Deus, prefiro passar a noite com a cabeça numa pedra do que fazer das entranhas de um animal desconhecido MORTO meu travesseiro.

Já lá dentro, o alphyn repousou Aislin em um canto, e saiu para buscar os itens necessários para fazer uma fogueira e voltou logo depois, com algumas frutas, água e uma folha velha e dura.

Acendeu o fogo – o que, por sinal, só serviu para piorar o cheio no ambiente – e começou a mexer nas frutas. Sentei-me de modo a que poderia observar a praia através de uma abertura no corpo do pobre animal e (tentar) respirar ar puro, ignorando qualquer coisa que Evan estivesse fazendo. Eu realmente gostaria de aliviar a atmosfera com coisas como “quantos anos você tem” e coisas do tipo, mas além de ser não boa com esse tipo de coisa, eu estava com raiva dele. Muita raiva.

 

— Tome. — A voz de Evan soou pelo local. Virei-me para ver. Ele tinha armado uma fogueira e me estendeu a folha seca com um caldo dentro. Peguei-o.

 

— Eca! Isso fede! — Reclamei fazendo careta.

 

— Tudo aqui fede, Kala! — Ironizou. — Coma.

 

— Não vou comer isso. — Disse firme.

 

— Escute-me com atenção. —Sentou-se próximo a mim, inclinou seu corpo sobre o meu usando seus braços – ao lado de minhas pernas – como apoio. — Se você não comer, ficará fraca; se ficar fraca fica lenta; se ficar lenta, Rhiannon nos pega; e se Rhiannon nos pegar, estamos mortos. Agora coma.

 

Calei-me e resolvi comer. Não estava ruim, na verdade estava horrível. Seria pedir demais um familiar que soubesse cozinhar?

 

Comemos e fomos dormir. No dia seguinte, Aislin estava bem o suficiente para conseguir andar sozinha. Já havíamos voltado a caminhar e ainda não descobri o que aconteceu com ela para desmaiar tão repentinamente. O cheiro de carniça vindo daquele animal morto ainda estava impregnado em minhas narinas e o fato de não ter como escovar os meus dentes deixa claro que o sabor da sopa que Evan fez ainda está em minha boca.

 

Falando no alphyn, eu poderia levar aquela porcaria-não-comestível-que-ele-me-fez-comer como um pedido de desculpas, mas não. Ele me mandou calar a boca, afinal, e, assim como ele pediu, não abri a boca desde que amanheceu, e pretendo ficar assim até que ele tome vergonha na cara e se desculpe.

 

Senti a terra tremer levemente embaixo dos meus pés. Parei. Olhei para o chão e as pedrinhas, juntamente com algumas folhas secas, pulavam no chão. O tremor aumentava cada vez mais. Olhei para traz, monstros enormes corriam sobre quatro patas, guiados por cavalheiros que carregavam a mesma bandeira que os homens que atacaram aquela vila em que paramos.

 

— Evan… — Chamei pela segunda vez em menos de vinte e quatro horas. Minha voz estava trêmula, carregada de medo, porém alta. — Evan!

 

Ele olhou para trás e pude vê-lo adquirir sua forma animal outra vez. — Suba. — Assim o fiz, Aislin sentou a minha frente (não sei como, Evan nem é tão comprido assim) e ele começou a correr. Correr de verdade. O alphyn era realmente rápido. Não rápido como um cachorro, ou uma zebra, ou um guepardo, ou um falcão peregrino, até porque eu nunca montei em nenhum deles – acho meio impossível alguém montar num falcão, mas eu realmente não duvido de mais nada agora – para saber, mas aposto as minhas futuras mesadas que Evan é mais rápido que todos eles.

 

A alseíde, por vezes, virava-se para trás e lançava sua magia naqueles que nos perseguiam. Olhei para ver o que eram aqueles monstros que, além de gigantes eram também verdes. Na verdade pareciam sapos, e era exatamente isso o que eu achava que eram: sapos gigantes que, ao invés de pular, corriam, e com pernas – se é que posso chamar “aquilo" assim – grossas.

 

— O que são aquelas coisas? — Perguntei.

 

— Sinceramente? Eu também não sei. — Aislin respondeu. Olha, eu gosto muito dela, mas às vezes ela é meio inútil. — Kala, faça-me um favor.

 

— Sim? — Perguntei receosa. O que ela quer numa hora como essa?

 

— Troque de lugar comigo. — Pediu.

 

Oi, tudo bom? Não sei se você percebeu, mas a minha amiga, Dona Morte, está bem atrás de nós e sua foice no meu pescoço, pensei. Ela é louca.

 

— Como? — Perguntei. Eu sou louca.

 

— Prepare-se para pular para frente. — Avisou e eu apenas murmurei um “ok” como resposta. Ela juntou as duas mãos e levantou as pernas, erguendo também a sua coluna – e incrivelmente o vestido não desceu. Cheguei para frente até ficar com meu corpo colado em suas mãos. Ela desceu as pernas e se sentou atrás de mim. Acrobata ela, não? — Ótimo. Evan quero que me prometa uma coisa.

 

— Depende do que você pedir. — Ele deu sua condição, continuando a correr.

 

— Quero que continue com Kala até o Poço de Sangue independente do que acontecer aqui.

 

— Por que está me pedindo isso?

 

— Evan, me prometa. — Seu tom era alto e claro. Como o de uma mãe que repreende o filho após pegá-lo numa mentira.

 

— Mas…

 

— Evan! Sem mas! Prometa-me, rápido! — Ela o interrompeu. Olhei para ela.

 

— Tudo bem! Eu prometo! — Cedeu.

 

— Ótimo. — Disse. Estendeu sua mão para frente, e de sua magia criou um enorme muro roxo a poucos centímetros de nós. Olhei-a novamente, mas antes que pudesse dizer alguma coisa, seu corpo foi puxado para cima e jogado numa cela igual a que aquelas garotas estavam. Nesse momento, Evan atravessou o muro e não consegui ver mais nada do caminho que percorremos.

 

— Por que me pediu aquilo Aislin? — Ele havia parado de correr. Não obteve respostas e, após certo tempo, virou-se para encarar o muro. — Aislin?

 

Letras foram desenhadas no muro, até formarem palavras.

 

Continue correndo, eu ficarei bem. A minha magia está fraca, mas posso dar-lhes algumas horas. Você me prometeu.


Notas Finais


TRINTA E NOVE FAVORITOS CARA, TRINTA E NOVE [screaming in Boombayah languages]

Algo que eu esqueci de falar é que agora postarei às terças-feiras para não correr o risco fshujjhgjhjghjg
Então até dia 13/11

~troquei a capa huahuah~
~ Desculpem pelo atraso (de novo) de verdade, amo vocês sz~

XXX


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