História Amaranto - Capítulo 20


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Abo, Chanbaek, Jikook, Kaisso, Mpreg, Namjin, Sulay, Taeyoonseok, Xiuchen
Visualizações 376
Palavras 2.251
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 20 - Human


 

"Eu sou apenas humano depois de tudo Não coloque a sua culpa em mim Não ponha a culpa em mim"

Flashback ON Setembro de 2010, Dois anos após a morte "misteriosa" de Amy Lee ou Lee Yejin como era chamada 

O silêncio presente naquele porão escuro da casa Jeon escondia o desespero do jovem menino que estava preso ao teto por correntes de aço pesadas que sustentavam o corpo do alfa mais novo que tinha os tornozelos roxos e machucados pelos momentos em que manteve a esperança de escapar daquele pesadelo que o assombrava. 

A aurea de silêncio daquele lugar foi quebrado pela abertura da porta por onde passou o causador de todo aquele sofrimento, Jeon Jihyoung ficou de frente para o primogenito que permaneceu com a cabeça baixa diante do pai fazendo com que o Jeon mais velho só visse os fios negros que Jungkook exibia, além do corpo que aquela altura só era coberta por uma calça jeans surrada  deixando o toráx exposto 

- você intende o que fez de errado? - Jihyoung perguntou ao filho que se manteve calado de cabeça baixa sem ousar olha-lo nos olhos, Jinyoung chegou mais proximo do corpo suspenso do filho e puxou os cabelos escuros forçando Jungkook a olhar para cima 

-eu te fiz uma pergunta aberração- Jihyoung gritou com o filho que gargalhou alto deixando o Jeon mais velho ainda mais possesso de raiva 

quem pensa que é Jugkook? eu devo te lembrar que a vagabunda da sua mãe não esta mais aqui para te defender - Jihyoung cuspiu as palavras e conseguiu arrancar uma reação do filho além de desde

-se você ousar falar da minha mãe novamente eu juro que eu te mato - Jungkook falou entre os dentes em um tom de fúria contra Jihyoung que se deliciou com a fúria do filho, era naqueles momentos que Jeon acreditava nas palavras de Lee Yejin quando ela jurou diante dos seus pés que aquele menino era filho dele e não do seu ex-melhor amigo Heechul Wang 

O Jeon mais velho chegou próximo ao filho e olhou diretamente nos olhos do menino e a única coisa que conseguia ver era sua própria desconfiança quanto a paternidade de Jungkook, desde que descobriu sobre o suposto caso da mulher com seu amigo de faculdade Heechul ele não conseguia encara o menino com outros olhos além de furia, sempre que via o filho ele pensava em Lee Yejin se deitando com outro homem por isso nunca foi capaz de amar o menino desde que ele nasceu, sempre sentindo raiva e asco da pequena criança que de nada tinha culpa por suas duvidas e inseguranças 

-ora Jungkook - Jihyoung falou enquanto andava ao redor do alfa mais novo, ele nunca chamava Jungkook de filho até porque na mente de Jinhyoung o menino não era sangue do seu sangue, Jungkook era uma desonra para o sobrenome Jeon, um filho ilegitimo 

- era isso que a sua mãe era, uma perfeita vagabunda - o Jeon mais velho proferiu as palavras com nojo, ele queria que o menino odiasse a mãe assim como ele odiava Lee Yejin, essa era a maior vingança que ele poderia obter sobre o cádaver da esposa fazer o filho tão amado dela odiá-la, no mesmo instante Jungkook rosnou querendo quebrar as correntes e bater no pai 

-não vamos mudar o assunto eu te perguntei quando cheguei aqui se intendeu o que fez de errado - Jihyoung perguntou novamente e Jeon olhou para o pai cerrando os dentes 

-vá para o inferno -Jeon perguntou e Jihyoung riu e foi até a entrada do quarto pegando um estojo de facas que ele havia trazido consigo e dois vidros juntos a um par de luvas de nitrato azuis 

- pessima resposta Jungkook - Jihyoung falou colocando as luvas e puxando uma das pequenas facas do estojo

- isso talvez doa um pouco,porém você ira aprender a não me desobedecer mais - Jihyoung falou ao chegar perto de Jungkook que por instinto retesou a pele fazendo o alfa mais velho rir 

-sempre foi um medroso, mas admito que ira doer um pouquinho - Jihyoung falou e antes que seu filho pudesse rebater o Jeon mais velho começou a "esculpir" no corpo do filho usando a faca

Jungkook começou a gritar pela dor forte e jogou a cabeça para trás tentando se esquivar daquela dor excruciante, fazendo a faca cortar ainda mais fundo, em meio as lágrimas que involuntariamente começaram a rolar pelos seus olhos ele olhou para o pai e pensou o que havia de errado para que o patriarca da família Jeon nunca tivesse o amado como filho, aos poucos as lágrimas foram passado de dor para remorso, como um pai pode tratar um filho daquela forma? porque ele não podia ser amado pelo pai? porque? pela primeira vez Jeon confrontou um pensamento que ele julgou como verdade irrefutável: ele não era amado por Jihyoung porque ele não merecia ser amado, ele não merecia ter para si um sentimento tão sublime quanto o amor, naquele momento ele ficou um passo mais perto do Jeon que as pessoas conheceram no futuro, aquele que humilha e destila ódio por onde passa 

Assim que terminou a sua obra prima Jihyoung olhou para o torax do filho onde tinha escrito em letras garrafais no lado esquerdo do peito uma palavra que definiria Jungkook por longos anos sendo seu pesadelo constante 

-GUILTY - Jihyoung leu em voz alta a palavra que significada na nossa lingua mãe "culpado" 

Era isso que Jungkook era para Jihyoung o culpado por tudo de ruim que a vida havia feito para ele, culpado do seu casamento ter acabado, culpado de ter o induzido a matar a esposa que ele tanto amava, Jungkook era cruz que Jihyoung era obrigado a carregar, com os olhos nublado de raiva o mais velho dos Jeon pegou o vidro e com auxilio de uma pipeta retirou o liquido do vidro onde se lia em letras cursivas "ácido sulfurico", derrubando o liquido em cima dos cortes queimando a pele que começou a desidratar e mudar de cor 

Os gritos do mais novo dos Jeon eram ouvidos por toda a vizinhança, mas ninguém ajudava ou intervinha, todos preferiam fingir que nada daquilo era real ou se fosse não cabia a eles resolver

-nunca mais eu quero que me desafiei entendeu Jungkook? - perguntou Jihyoung que olhava para a sua obra de arte com felicidade eminente no olhar, a pele enrugada e cheia de bolhas com cortes profundos adornavam a palavra com caligrafia desleixada, enquanto Jungkook gritava se contorcendo de dor sentindo os pingos de sangue que caiam no seu rosto pela corrente que rasgava seu pulso quando tentava se soltar 

- me ajude, pai por favor eu te imploro me ajude ahhhh - a cada camada de pele que o ácido corroía Jeon gritava mais e mais enquanto suplicava ajuda 

-já que pediu com tanto carinho Jungkook - Jihyoung falou pegando uma solução de hidroxo de cálcio e derrubou em cima da ferida aberta neutralizando a ação do ácido mais fazendo a ferida arder ainda mais, Jihyoung chegou mais perto da ferida que emanava cheiro de queimado e sorriu diante do desespero do filho 

- olha para o estado dessa pele tsc tsc acho que eu terei de te ajudar com isso Jungkook - Jihyoung falou rindo e puxou uma espatula da pequena mochila que havia trazido ao porão e começou a fazer uma especie de raspagem na pele do filho que suava frio de dor e possuía os braços banhados de sangue

- porque pai? porque me odeia tanto? -Jeon perguntou em um fio de voz, seu sistema nervoso estava proximo de apagar pela dor, mas antes ele precisava saber o porque de tudo aquilo 

-simples Jungkook você não é meu filho 

Flashback OF 

Jeon Jungkook Hospital Cha General 

Enquanto andava na limousine percebia a mudança da paisagem não pude impedir a minha mente de vagar até as lembranças horrendas que guardava de Jihyoung, por reflexo toquei meu torax e busquei a minha cicatriz, aquilo me lembrava de tudo que eu passei na mão daquele homem, aquela cicatriz horrenda me lembrava de quem eu era e de quem eu nunca serei 

Desce da limousine assim que percebi que ela havia parado na frente do hospital, com meu pai a solta não poderia descansar sem conferir se meu filho e Park estavam bem, eu sabia que ele viria atrás de mim e de todos que eu prezo para voltar a estragar a minha vida como ele sempre fez, assim que pus os pés para fora da limousine fui bombardeado por reporteres que me perguntavam algo sobre o Wang e se era verdade as acusações, passei entre eles e percebi que nenhum dos jornalistas ousou atravesar na minha frente, até mesmo eles possuem medo de mim, sorri internamente com isso 

Entrei no hospital e sem comunicar me dirigi até o quarto do meu filho, adentrando ali e vendo Baekhyun dormir como um anjo, sereno e me peguei pensando em como ele cresceria diferente de mim, por mais que eu odei pensar Park é um pai excelente e devoto a Baekhyun, sei que ele nunca abusara ou fara algo que o machuque, posso confiar nele para cuidar do nosso filho porque sei que enquanto ele estiver presente Park fara de tudo para fazer da vida do nosso filho a vida mais amorosa e feliz possível 

Cheguei mais perto do meu filho e fiz um carinho singelo nele que abriu os olhos e sorriu para mim 

-appa? -perguntou mas logo voltou a cair no sono sem sonhos causados pelo medicamento 

-sou eu filho, estarei sempre aqui para cuidar de ti, nunca permitirei que ninguém te machuque, nem você nem seu Omma - falei e deixei um beijo em meio aos fios negros que pareciam mais ralos pela doença, sai do quarto dele e fui em direção ao quarto do Park que ficava no final do corredor, assim que entrei vi ele sentado, acordado olhando para a janela que dava de frente para um jardim me lembrei do quanto ele era facinado por flores 

-eu irei pagar - Jimin falou e eu o encarei com a sombrancelha arqueada como se perguntasse do que ele fala 

-pagar o que? - perguntei e ele me olhou com cara de poucos amigos 

-pagar pelo tratamento e por todo o dinheiro que gastou comigo e com meu filho - Jimin falou e eu revirei os olhos 

-pensei que você já havia aceitado que o Baek é nosso filho - falei e ele me encarou, pude perceber que por alguns segundos ele baixou a guarda mas logo voltou a ergela de novo, me perguntei onde o omega docil havia parado

- não é justo que pague Jungkook, eu irei te pagar - ele disse eu revirei os olhos 

-e como pretende fazer isso Jimin? pelo que me lembro você não trabalha mais para mim, não tem crédito para imprestimo e já vendeu o único pertence de valor que estar de fato no sue nome como pretende me pagar hum? a unica coisa que te sobra para vender é o corpo - falei com desdem e ele me olhou com raiva 

-até mesmo isso eu faço somente para não ter que te dever nada - Jimin falou e eu o encarei com raiva, ele estava dizendo que preferia ser garoto de programa a aceitar minha ajuda? 

-escute bem Jimin eu não admito que fale assim, que tipo de exemplo pensa em dar para Baekhyun se for um prostituto? -perguntei e ele desviou o olhar do meu, cheguei mais perto dele e sentei na maca puxando seu rosto pelo queixo para que me olhasse nos olhos 

- além do mais você não pode vender algo que não é seu, seu corpo me pertence - falei firme olhando dentro dos seus olhos castanhos que dilataram 

- acho que você sabe bem como eu posso seu possessivo e persuasivo baby - falei e ele me encarou cheio de sentimento, senti a fragancia de avelã e chocolate que ele sempre exalava ficar mais forte, faregei o ar e cheguei ainda mais perto dele, sussurrando no ouvido do pequeno 

-se sente exitado só com palavras amor - falei e ele se arrepiou, tracei beijos leves sobre o pescoço dele que não mostrou muita resistência, me apoiei na cama mas senti uma dor leve na mão ao fazer isso, olhei para onde tinha posto a mão e vi ali uma flor, me assustei me afastando de Jimin que me olhou aliviado mais surpreso 

-quem te deu isso? - perguntei segurando a rosa branca com manchas vermelhas 

-me responda - gritei e ele me olhou assustado 

-quando acordei isso já estava aqui - ele falou e eu me desesperei 

Se aquela flor estava ali Jihyoung havia passado ali, ele havia visto o Park e com certeza havia visto meu filho, toquei minha cicatriz e senti minha respiração ficar pesada eu estava entrando em panico, não poderia permitir que ele voltasse a me atordoar de novo, não aguentaria passar por todas aquelas torturas de novo

Eu estava em pânico quando senti braços circularem meu corpo, Jimin me abraçava com uma careta de dor com certeza pelos pontos que ele possuia depois da cirurgia no coração, olhei surpreso para ele que me olhava também como ele podia abraçar alguém que destruiu a vida dele a tantos anos atrás? , ali eu perguntei o quanto da bondade do Park eu  desconhecia 

 

 


Notas Finais


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