História Amarelo Amor - Capítulo 24


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Ouat, Outlaw Queen, Outlawqueen
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Palavras 6.274
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Esse capítulo saiu após um bloqueio criativo de alguns dias. Muita coisa acontece e desde já peço para separarem os lencinhos, pois está bastante emocionante. Em minha opinião é o capitulo mais importante de toda a fic. Espero que gostem e não deixem de ler as notas finais.
Boa leitura, girassóis.

Capítulo 24 - Parallaxis


Robin acariciava suavemente a pele macia de Regina. Ela dormia tão leve e tranquila que seria um pecado acordá-la. As mãos dele traçavam a rota pelo braço descoberto da mão até o ombro dela, sentindo a serena respiração que fazia o pequeno corpo subir e descer. Tratava-se realmente de um anjo. Ele só não sabia ao certo se era arcanjo ou serafim, mas irreversivelmente e inconfundivelmente ela era um anjo. Su propio ángel sin alas.

Um movimento repentino seguido de uma longa espreguiçada deixou claro que ela não dormia mais. E então ela puxou o edredom branco para si e se cobriu por inteira, tampando os braços que estavam descobertos, causando-lhe arrepios. Uma fresta da janela balançava as cortinas deixando o vento entrar assim como a luz da manhã fazendo com que o quarto ficasse mais aconchegante. 

Ainda de olhos fechados ela levou a mão até o rosto de Robin e acariciou sua barba por fazer que ela tanto gostava. Contornou todo o rosto dele com suavidade, sentindo sua respiração bem próxima de si. Era a forma que ela o enxergava por meio de seu tato.

- Você está bonito. – Ela disse sorrindo e ele sorriu junto, pois não havia nada no mundo mais renovador de que o sorriso de Regina. Ele tinha certeza de que teria um belo dia apenas por ser agraciado com tal dádiva naquela manhã de segunda-feira.

- Como você sabe? Não pode me ver. – Ele argumentou.

- Não é porque eu não te vejo que quer dizer que não sabia o quanto você está bonito. Além disso, você sempre fez o meu tipo... Ou você acha que me apaixonei por você apenas por ser um pintor talentoso? – Disse rindo.

- Uow! Alguém acordou de bom humor hoje... Quer dizer então que você é dessas que se apaixonam por aparências?

- Talvez. Mas depois que fiquei cega e tive que aprender a me apaixonar pela beleza interna. Sorte que você sempre teve os dois e não foi tão difícil assim me apaixonar.

Ele sorriu e depositou um selinho nela, mas ela logo tratou de empurra-lo com a mão para o outro lado da cama.

- Eca Robin, eu acabei de acordar, sai pra lá. – Disse tampando a boca.

- Eu não me importo, boba. – Ele disse e tirou a mão dela da boca voltando a beijá-la.

- Não precisa jogar na minha cara esse seu hálito de menta. – Brincou – Falando nisso, faz tempo que você acordou?

- Faz sim, só levantei para escovar os dentes e voltei pra cama... Eu até ia correr, mas ver você deitadinha dormindo tão tranquilamente foi irresistível. Eu poderia passar o dia inteiro na cama vendo você dormir que não enjoaria.

- Ótimo, pois eu não estou nem um pouco preocupada em levantar hoje. – Disse bocejando alto e voltando a fechar os olhos após virar para o outro lado na cama.

Robin sorriu com o jeitinho doce e manhoso dela e em seguida levantou e desceu até a cozinha para preparar o café da manhã para os dois. Cerca de vinte minutos depois ele sentiu os braços da morena abraçando sua cintura por trás.

- O cheiro está bom. – Ela disse bem próxima do ouvido dele e ele ficou se perguntando como ela sabia exatamente onde ele estava sem ao menos fazer barulho ao entra na cozinha.

- Só mesmo o cheiro de comida para te fazer levantar da cama não é? – Ele provocou e virou o corpo para ela. Segurava um pedaço de panqueca com mel e levou até a boca dela, pedindo para ela abri-la. Ela saboreou a comida exigindo por mais, mas antes lhe deu um beijo demorado nos lábios. – Também tem iogurte com frutas vermelhas, torradas e o café ainda está coando... Eu ia levar até a cama para você quando estivesse tudo pronto.

- Minha cabeça parece que vai explodir... Eu precisava levantar. – Ela dizia fazendo movimentos circulares nas têmporas. Robin a olhou de cima a baixo e sorriu com a maneira que ela colocou a camisa branca, que era dele inclusive, abotoada toda errada. Ele ia colocar a mão para ajeitar, mas ela o impediu e o abraçou pelo pescoço, voltando a beijá-lo mais intensamente. Instintivamente ele a levantou e a sentou em cima da mesa, puxando o corpo dela para si, aproximando-os. Ele sentiu que ela o beijava mais desesperadamente, segurando com força em sua nuca e subindo as mãos para os cabelos, puxando-os. As línguas de ambos ora brigavam por espaço, ora dançavam lentamente. Regina puxou o lábio inferior de Robin, fazendo-o gemer baixinho e sentir certo desconforto em sua intimidade.

- Pensei que estivesse com dor de cabeça... – Ele disse ofegante quando pararam para respirar durante o beijo.

- E estou. Mas é uma dor diferente... É latejante e segue para a testa e olhos – Ela respondeu num tom de preocupação na voz.

- Quer ir ao médico?

- Eu acho que sim, estou sentindo mal estar também e agora pouco quando você saiu do quarto, eu levantei o corpo e consequentemente a cabeça com um pouco mais de força e... – Travou.

- E o que meu amor? – Agora foi a vez de ele ficar preocupado.

- Sei lá... Eu achei que tivesse... – Suspirou – Por um momento eu pensei que tivesse visto algo... Como um borrão de luz – Engoliu em seco – Foi estranho e um pouco assustador também... Então desci, precisava da você. – Os olhos dela encheram d’água sem ela querer e Robin a abraçou, depositando beijos no cabelo dela, enquanto o alisava.

- Vamos tomar café e depois eu te levo ao seu oftalmologista. Vai ficar tudo bem, querida.

Eles voltaram a se beijar, mas havia certo receio dos dois. Internamente Regina sentia medo de sua cegueira estar piorando de alguma forma, mesclado com certa esperança de voltar a enxergar. Era confuso e ela preferiu guardar para si. Logo, os dois interromperam as caricias por causa do celular de Robin tocando, e então ele saiu dos braços dela e atendeu a chamada. Regina continuou sentada em cima da mesa, cruzou as pernas e tateou a sua volta até encontrar o pote de iogurte que Robin havia separado, e passou a comê-lo enquanto prestava atenção na conversa dele com Marian. Ela não tinha ciúmes, Marian e Robin já haviam conversado e esclarecido tudo depois da separação deles e Regina se sentia extremamente agradecida por ela não desistir de fazer a curadoria da exposição.

- Não vai poder ir comigo? – Ela perguntou normalmente, após ele desligar o celular.

- Eu esqueci completamente da reunião... Precisamos organizar os últimos detalhes da sua exposição e eu preciso ir até o Museu... Diego também estará lá para acertamos os últimos detalhes.

- Tudo bem, eu não estava mesmo disposta a ir ao médico, você sabe que eu odeio hospitais... Eu queria mesmo era que você me levasse ao shopping e me ajudasse a escolher um vestido bem bonito para eu usar na sexta-feira – Falou enquanto pedia com as mãos para ele se aproximar dela novamente.

- Sobre isso... Eu estive pensando... – Ele começou a falar com cautela na voz – Eu falei ontem com a Bella e com a Emma e elas me pediram para te convidar para ir fazer compras com elas... O que você acha? – Perguntou receoso e Regina respirou fundo.

- Elas me convidaram ou você pediu para elas saírem comigo? – Ela perguntou desconfiada e ele sabia que não poderia mentir para ela.

- Ok. Eu pedi. – Ela revirou os olhos e ele tratou de consertar – Mas foi porque eu acredito que será uma boa oportunidade de vocês se conhecerem melhor, e elas continuam sendo minhas amigas, eu adoraria que elas vissem o quanto você mudou e conhecessem a nova versão da mulher que eu amo. – Tentou consertar.

- Robin...

- Elas toparam e ficaram felizes depois que eu contei como estão as coisas entre nós... – Ele acariciou o rosto dela suavemente e colocou uma mexa de cabelo por trás de sua orelha. – Eu não estou te obrigando, se você não quiser não tem problema. – Ele confirmou.

- Tudo bem... Eu acho que será legal... Só não quero que... – Suspirou – Robin elas me detestavam, assim como eu também as detestava. E eu sempre fui cruel com elas e... Eu me sinto insegura, não quero que fique um clima desconfortável...

- Por isso eu acho importante você conversarem e lavarem a roupa suja de vez. Mas só se você estiver pronta e quiser. – Garantiu.

- Eu quero. Eu também acho que será importante, e elas sempre foram suas amigas, eu quero conhecê-las melhor e quem sabe poder ser amiga delas também... Às vezes eu sinto falta de conversar com uma mulher sobre... Bem, sobre coisas de mulheres e nem sempre a Ruby está com tempo livre. Só espero que fique tudo bem.

Ele sorriu com o desejo dela de ter mais amigas e a beijou, agradecendo por ela estar disposta a isso.

- Mas... À noite nós vamos ao médico, vou te dar um remédio agora para você não sentir dor, mas precisamos saber se está acontecendo algo, tudo bem?

Ela bufou, mas concordou.

- Falando em Ruby, ela e seus amigos da Itália, assim como August e Ariel já confirmaram que estarão aqui na abertura da exposição. Ah, Jasmine e o marido também.

- Ótimo! E o...

- Gold também virá. – Ele continuou. – O único que ainda não confirmou foi...

- Henry Mills. – Ela terminou a frase com ar de decepção – Não acho que ele virá.

- Ele vindo ou não, foi um grande passo convidá-lo, estou orgulho de você.

- Ele é meu pai e independente de tudo que aconteceu na nossa família no passado ele continuará sendo. Ele é o único laço sanguíneo que eu ainda tenho e eu quero resolver as coisas... Não quero mais sentir rancor, nem mágoa dele. Eu sinto que isso ainda me prende e me sufoca, sabe? Eu preciso resolver as coisas com ele de uma vez por todas.

- Algo me diz que essa exposição será muito boa para você, em todos os sentidos.

- Eu também sinto. – Eles sorriram e namoraram mais um pouco antes de tomar o café e Robin sair para sua reunião.

 

XXX

 

O barulho do fusca estacionando indicava que Emma havia finalmente chegado. Regina sorriu com a lembrança da loira em seu fusca amarelo e o quanto ela fazia questão de tê-lo mesmo com Kilian implicando com ela sobre isso. Ela estava aparentemente nervosa, desde que ela sofreu o acidente e passou a morar com Robin novamente não teve contato com os amigos dele. Eles sempre mandavam “melhoras”, e ela sabia que Robin continuava saindo com eles, mas em nenhuma vez eles foram visita-la. Não que Regina se importasse, pelo contrário. Quando eles eram casados os encontros de Regina com os amigos de Robin sempre terminavam ruins e no fundo todos tinham receio e não saberiam como agir. Bem, definitivamente Regina não estava sabendo como agir naquele momento.

- Regina?! Como você está? – A voz de Bella soou do lado contrário que Regina estava virada e imediatamente ela virou na direção da mulher que a chamara.

- Bella?! Eu estou bem e você? – Regina estendeu a mão no ar e em seguida sentiu Bella a cumprimentando. Podia sentir que ela também estava nervosa, as mãos de ambas suavam e tremiam levemente. – Emma? – Regina chamou e sentiu outra mão a saudando. Menos nervosa que a primeira.

- Olá Regina... – Mas a voz soava apreensiva – Você está... Diferente.

- Emma! – Bella a repreendeu.

- O que foi? Ela está mesmo. O cabelo mais curto, o semblante mais leve, até a energia em volta dela está menos carregada.

- Você é muito inconveniente sabia?

- Mas eu estou elogiando ela! Eu estou te elogiando viu, Regina?

- Tudo bem Emma, obrigada por isso. É bom saber o que transpareço, afinal...

- Você está realmente muito mais bonita do que sempre foi, Regina. Bem que o Robin falou. – Bella disse e Regina sorriu. O clima estava bem mais agradável do que ela imaginava e torcia para que continuasse assim.

- Bom, então vamos. O dia de compras nos espera, chicas. A cachorra vai com conosco? – Emma quis saber ao ver Regina segurando a coleira de Lola.

- Vai sim. É uma cão guia, pode entrar em qualquer lugar... Você se importa?

- Claro que não, ela parece ser um amorzinho.

- Ela é sim! – Regina garantiu e Emma entrou no carro.

- Está tudo trancado? – Bella perguntou enquanto guiava Regina até o banco de trás do fusca.

- Sim, a chave e o dinheiro estão na bolsa, Robin já deixou tudo pronto pra mim.

- Ele cuida muito bem de você não é?

- Mais do que qualquer outra coisa. – Garantiu.

As meninas e Lola entraram no carro e Emma deu partida em direção ao shopping para o dia de compras e quem sabe, futuras novas amizades.

 

XXX

 

O dia foi descontraído e cheio de risadas. Regina ficou impressionada em como ela se sentia a vontade ao lado de pessoas que ela detestava antigamente. Ela se divertiu com as piadas de Emma sobre o casamento dela com Robin, não foi forçado, ela estava realmente tentando desabafar tudo de uma forma muito engraçada e Regina concordava com muita coisa que antes ela jamais admitiria. Bella era um doce e Regina ficou muito feliz em saber mais sobre a vida das duas, seus relacionamentos, suas profissões e visões de mundo. E é claro, sobre Robin pelo ponto de vista delas, além de descobrir coisas que ele aprontava antes mesmo deles se conhecerem. Regina também se abriu para elas, contou sobre suas viagens e sobre como tudo mudou e o que sentiu após o acidente e a morte de Zelena. Em nenhum momento elas tocaram no assunto “cegueira”, e Regina se perguntou se elas tinham vergonha de falar sobre, ou algo do tipo. Mas resolveu não se importar, porque de fato naquele momento não importava. Ela desejou que Ruby estivesse ali também para o dia de “menininhas” delas, sentia muita falta da italiana e não podia esperar para abraça-la novamente no dia da abertura da exposição.

Surpreendentemente Regina sentia que podia confiar nelas. Afinal de contas o sucesso ou fracasso de seu look dependia das duas. Elas visitaram diversas lojas até encontrarem o vestido ideal. Entre ajuda para se vestir e opiniões do qual combinava mais com a pintora, todas concordaram com uma roupa que Regina disse se sentir confortável e sexy, mesmo sem poder ver como era. Pela visão de Emma e Bella e devia estar incrivelmente linda, pois as duas não paravam de elogiá-la. Até mesmo Lola latiu animada quando Regina provou o tal vestido fabuloso. Antes de deixarem Regina em casa, as três foram até uma cafeteira e encerraram o dia melhor do que qualquer um podia prever. Mais tarde ela certamente agradeceria Robin por isso.

 

XXX

 

A semana passou mais rápido que o normal e possivelmente era pelo tanto de coisas que Robin e Regina precisaram resolver de última hora para exposição. Tudo começou quando Regina decidiu voltar a pintar mesmo estando cega. Robin a incentivou desde o começo e como em tudo em sua vida a pintura foi sua válvula de escape. Ela passava praticamente o dia todo dentro do estúdio, sentindo, ouvido a música, sentindo os cheiros, deduzindo as cores e pintando. Diferente das outras exposições dela que sempre, além das obras, tinha elementos como fotografias, objetos e esculturas, aquele só tinha quadros. Pinturas de seus mais íntimos sentidos sobre tudo ao seu redor. A delicadeza dos traços, a nova técnica que adquiriu ao usar as mãos e não somente os pinceis, a sua sensibilidade sem tamanho. Robin não sabia de onde vinha tanta inspiração para cada dia ela produzir algo novo, e ele a garantiu que não eram apenas os melhores quadros que ela já fizera, eram também os melhores quadros que ele já viu em toda sua vida de artista. Marian também se empolgou com os quadros e insistiu muito na exposição. Claro que no começo Regina havia ficado receosa, mas a viagem para Capadócia ajudou muito ela querer expor suas obras. Fazia quase um mês que eles haviam voltado e o motivo pelo qual ela queria tanto terminar logo esse trabalho era que logo após a abertura eles finalmente viajariam para Bali para buscar seus filhos.

Durante a semana também Regina voltou a sentir fortes dores de cabeça e o médico havia dito que poderia ser algum reflexo dos remédios que ela tomava e que pediria novos exames em breve. Mesmo assim, Regina sentia que algo não estava certo. Era como se algo dentro dela gritasse para sair e ela podia jurar para si mesma que era o desejo de visualizar seu trabalho e as cores das quais tanto amava.

O grande momento estava próximo e era como se ela fosse se casar novamente com tamanha ansiedade. Robin a esperava no hall da sala enquanto Bella ajudava Regina a se trocar. Durante a manhã ela havia ido ao salão de beleza e cortou um pouco mais o cabelo, também fez uma massagem relaxante e as unhas. 

Robin andava de um lado para o outro e de fato parecia um dia de casamento. Talvez fosse a união da arte com a artista e ele seria o que a levaria até o altar do museu.

Bella desceu as escadas correndo e anunciou Regina que vinha logo atrás, descendo cada degrau lentamente e se segurando no corrimão. Uma batida do coração de Robin falhou ao vê-la descendo tão graciosamente. Ela estava maravilhosa em um vestido longo na cor branca, com mandas longas também e enfeitado de delicados botões em toda sua extensão. E, céus, como ela estava linda e sensual naquela roupa.  O vestido tinha um decote no colo que ia até quase o umbigo e prendia o “V” com um cinto também branco. Os seios dela estavam delineadamente desenhados pelo decote que deixava a mostra o vão entre eles, bem iluminado. Para completar, uma fenda deixava parte das pernas dela a mostra e dava movimento à roupa. Ele precisava admitir que suas amigas haviam feito um belo trabalho e valeu a pena esperar para vê-la no vestido que ela não parava de falar, mas que não o deixava ver de jeito nenhum. Nos pés Regina calçava uma sandália na cor prata que combinava com os acessórios. O cabelo estava escovado e levemente ondulado e a maquiagem realçava ainda sua beleza natural.

- Você está... Uau! – Robin estava hipnotizado por ela e ela não pode deixar de sorrir – Ainda bem que você é a minha namorada... Nossa! – Ele chegava a suar frio, até passou a mão pelos cabelos de nervosismo. – Você está estonteante meu amor, la mujer más bella de todo el mundo! – Disse depositando um beijo na mão dela.

- E você como está? – Ela perguntou já o tateando por inteiro e sentindo sua roupa, cabelo e barba. – Bella a gravata dele está certa? – Perguntou enquanto passava as mãos no tecido do pescoço dele.

- Está sim, impecável. E se quer saber ele está muito bonito também em um smoking azul marinho. Vocês são o casal mais lindo e sexy que eu já conheci. – Os dois riram e ficaram levemente corados com o elogio, porém jamais negariam a realidade dos fatos – O maior casal da arte moderna que a Espanha já viu está de volta para abalar essa cidade! – Bella continuou toda feliz e os três seguiram para o táxi que os esperavam, rumo à exposição.

 

XXX

 

Parallaxis. Esse foi o nome escolhido por Regina para representar sua exposição. O saguão principal do Gold’s Museum estava lotado com a imprensa, críticos de arte, artistas, admiradores, e amigos. A última grande exposição naquele lugar havia sido um verdadeiro desastre e todos estavam ansiosos para o que os aguardavam. Ruby, Graham, Mulan, Mary Margareth, David, Granny, August, Ariel, Jasmine e Aladdin fizeram questão de prestigiar a amiga nesse momento tão importante.

Outro que fez questão de estar lá era Gold, o tio de Robin que foi padrinho de casamento dos dois e de presente lhes deram o lugar que eles mais amavam; o lugar do encontro e reencontro. Ele também foi a pessoa que mais ajudou a impulsionar a arte de Regina pela Espanha e depois de Robin, foi o que mais acompanhou o amadurecimento dela como artista; depois de um primeiro encontro infeliz ele se arrependera e com o passar do tempo descobriu a artista singular que Regina era. Ele a incentivou e a ensinou muitas coisas e ela a encorajou a dar um novo rumo a sua vida e foi então que ele decidiu se mudar para Madri continuar com seu trabalho. Ele sabia tudo que havia acontecido na vida dela e de Robin nos últimos anos e estava muito feliz em estar ali naquele dia prestigiando-a. Assim como a maioria das pessoas ali, ele sentia-se muito orgulhoso por Regina.

Assim que o casal chegou foram ovacionados com muitas palmas por todos os presentes. Regina segurava no braço de Robin que a guiava em meio aos convidados, o corpo dela tremia por inteiro, mas ela não conseguia parar de sorrir e se sentir grata por tudo de bom que estava acontecendo em sua vida.

Robin a levou até o centro do saguão e todos fizeram um círculo em volta dela para que ela falasse e abrisse a exposição. Ela respirou fundo e Robin deu um beijo em sua testa, garantindo-lhe que estava tudo bem.

- Boa tarde a todos! – Ela começou com a voz um tanto trêmula com o nervosismo e o frio a barriga, havia ensaiado o que diria, mas era como se as palavras simplesmente sumissem. Ela rodopiou no lugar, como se sentisse a energia de todos a sua volta: podia perceber os olhares curiosos, ouvir os flashes das câmeras fotográficas e até mesmo o ruído dos gravadores de áudio. Sentia as respirações, e a ansiedade das pessoas. Ela apenas sentia, tudo e todos. E naquele singelo instante ela era capaz de transcender assim como sua arte. Esqueceu completamente o discurso ensaiado e deixou seu coração guiar sua voz. – Parallaxis. – Continuou – É uma palavra em grego que significa alteração, e que eu conheci com um guru na Índia. – Ela podia sentir o sorriso de August sem nem ao menos saber onde ele estava em meio a multidão. – É difícil traduzi-la, mas seria como dizer que todos nós estamos olhando para o céu agora e vendo a mesma lua, mas tendo visões diferentes sobre a mesma coisa. São pontos de vista diferentes de determinados temas e nessa exposição que eu criei significa que cada um de vocês aqui presente pode ver da sua maneira a minha obra, e ter percepções diferentes dela, e nenhuma será errada. – Todos aplaudiram e ela sentia-se mais confiante. Continuou a falar: – Parallaxis representa também o estado em que eu estava enquanto pintava. Foi diferente de tudo que eu já senti e sei que estas obras estão diferentes de tudo que eu já criei na vida. Foi a visão do meu interior, da minha percepção de tudo que acontecia ao meu redor e das coisas que aconteceram comigo nos últimos anos e que me fizeram chegar até aqui. Eu não faço ideia de como ficou nenhuma pintura, não sei se usei o verde enquanto queria ter usado o azul. Não sei como ficaram os traços, as formas nem mesmo se há alguma forma. Mas eu senti cada pintura que eu fiz intensamente. E enquanto eu pintava era como se estivesse dando a luz a um filho. Foi uma comunhão mágica com a minha arte que eu só pude sentir pintando com o coração. Eu ainda me sinto nova no ramo que eu escolhi trabalhar, mas essa é a minha forma de luta. A forma que consegui arrancar do ceticismo novas crenças e do cansaço, novas forças. E hoje eu tenho a plena certeza de que se eu não puder pintar um dia, eu morro. Sei que sou livre para o silêncio das formas, das cores na riqueza de pintar uma obra, minhas cores são vida e sei que podemos ser mais coloridos na forma de pensar. O mundo ainda está muito escuro pelo lado negativo do pensamento de cada um, todos nós podemos colorir a maneira de pensar e, ser mais felizes, pois somos a própria arte. Todos nós. Obrigada a todos e espero que vocês gostem e tenham percepções diferentes. Espero que minha arte toque o coração de vocês.

Mais uma salva de palmas invadiu o ambiente após o discurso de Regina e era impossível não se emocionar com as palavras da artista. Em seguida a porta foi aberta e o público entrou na sala onde as obras estavam expostas. Após intermináveis saudações e algumas rápidas entrevistas, Regina seguiu para onde estavam os quadros junto de Robin. Podia ouvir murmúrios de espanto e elogios vindos de todos os cantos e não pode deixar de sorrir. Ela conversou e matou a saudade de seus amigos e agradeceu a todos por estarem ali. Gold veio abraça-la chorando, muito emocionando o que a fez chorar junto.

Marian havia feito um excelente trabalho de curadoria. Alguns quadros maiores estavam dispostos pele museu segurados por cordas que vinham do teto, dando um ar mais rústico em meio às explosões de cores. Em um ambiente mais especial que fora dedicado a Zelena, a iluminação da sala era alaranjada, combinando com os tons usados nos quadros. Ondas em laranja e vermelho remetendo aos cachos da irmã com detalhes em verde, a cor favorita dela. Traços de balões em céus coloridos e borrões e silhuetas de preto... Era a parte mais especial da exposição e a que deixava todos arrepiados. Não havia nenhum fio condutor das obras. Como Regina mesmo havia descrito era tudo percepções dela de diferentes coisas, momentos e sensações. O restante dos quadros traduziam músicas que ela ouvia, traços que se referiam ao rosto de Robin e Marian e Lola e seus amigos que ela tocara e os via pelo seu tato. Nenhum tinha nome, pois assim cada um poderia dar o nome que achasse que merecia. A arte em forma de liberdade decorada com lindas molduras douradas contrastando com as paredes e colunas brancas do Gold’s.

 

...

 

- Você fez um belo trabalho aqui, meus parabéns! – Uma voz masculina tirou a morena de seu devaneio enquanto ela admirava um dos quadros.

- Obrigada. Mas o talento de Regina ajudou muito, não foi tão difícil. – Ela respondeu timidamente.

- Ela é realmente muito talentosa. Pena que não deu certo entre nós.

- Vocês conversaram?

- Sim. Ela me contou por telefone, mas antes disso eu meio que já imaginava que fosse acontecer uma hora ou outra... Era só questão de tempo.

- Eles foram feitos um para o outro, não havia como fugir... Você sente raiva dela?

- No começo sim, mas depois eu entendi, e bem... Hoje vendo os dois juntos, a forma que o Robin cuida dela e a ajuda, o jeito que ele a olha e como ela sente segura ao lado dele... Não sinto mais. Eu desejo que ela seja feliz e hoje eu vejo que a felicidade dela não seria completa sem ele.

- E vice- versa.

- Eu não acredito que nos apaixonamos por pessoas que nunca teremos e mesmo assim estamos aqui as prestigiando e desejando a felicidade delas.

- Talvez isso diga mais de nós mesmos do que imaginamos.

Eles se olharam e sorriram um para o outro, confortáveis em ter aquela conversa e sentindo seus corações acelerarem instintivamente.

- Gostaria de sair para beber algo depois que sairmos daqui, Marian?

- Eu adoraria, Graham!

 

...

 

Regina conversava animadamente com August, Jasmine e seus cônjuges quando sentiu o ar a sua volta mais pesado. Engoliu em seco com a sensação estranha que sentira de repente e seu corpo inteiro ficou arrepiado em um calafrio ao ouvir a voz.

- Regina?! – Ele chamou atrás dela e mesmo antes dela virar-se para ele, seus olhos encheram-se d’água.

- Pai?! – Ela virou para ele e de repente um silêncio reinou a sua volta. Robin se aproximou e pediu para os amigos dela os deixarem a sós por um momento. Ele também saiu, porém sem tirar os olhos da direção dos dois. – Eu pensei que você não vinha.

- Eu jamais perderia a oportunidade de ver de perto o trabalho da minha filha. Eu ouvi o seu discurso Regina e estou muito orgulhoso de você.

- Como se você se importasse.. – Não conseguiu se conter. Os olhos dela ainda estavam marejados e ela não sabia ao certo o que fazer, dizer ou sentir.

- Achei que tivesse me convidado para conversar e não me julgar... Querida eu sinto saudade de você, eu queria vê-la em diversas vezes, mas em todas elas o meu orgulho e vergonha do que fiz a você no passado sempre falaram mais alto e eu não consegui. Eu me sinto um homem desprezível e o pior pai do mundo, mas nunca, NUNCA, você acreditando ou não, eu nunca deixei de te amar minha filha. E você não imagina a minha felicidade ao receber sua carta me convidando para estar aqui hoje. Isso me impulsionou a vim.

- Você deveria ter vindo ao meu casamento a anos atrás e também na morte da sua outra filha.

- Eu senti muito a morte de Zelena, e junto da mãe dela fizemos uma homenagem a ela em Nova York... Por favor, não seja tão cruel. Eu sei de todos os meus erros com você e estou disposto a me redimir e a te conhecer, saber sobre sua vida e sobre tudo que você viveu até chegar aqui. Permita-me recomeçar e a ser o pai que nunca fui minha pequena...

 

Regina não sabia mais o que dizer. Tinha tanta coisa que ela queria dizer a ele e jogar na cara dele, mas não faria aquilo ali, não estragaria aquele momento. Além do mais foi ela que o convidou, pois necessitava resolver as coisas entre ela e Henry Mills. E ele estava disposto a recomeçar a relação dos dois assim como ela. Ela simplesmente não conseguia mais segurar as lágrimas que desceram feito uma tempestade de seus olhos. E Henry, seu pai que tanto a traumatizara e a abandonara a abraçou fortemente, chorando igualmente. Era o perdão que ela mais precisava para sua nova vida. Perdoar seu pai era perdoar também o seu passado e construir o melhor futuro para si mesma.

 

XXX

 

O delicioso coquetel passou a ser servido enquanto todos admiravam as obras de arte de Regina. A artista estava com Ruby e Mulan quando foi pedido um minuto de silêncio seguido do barulho de metal batendo na taça de champanhe que fora servindo junto ao coquetel. Todos se viraram na direção de Robin e Ruby guiou Regina para perto de onde ele estava, até que ele de dispôs a falar:

- Há dez anos eu conheci uma garota que havia vindo a esse mesmo museu para apreciar a obra de seu artista favorito. Ela estava sentada em um banco de frente para um quadro chamado Sueño de La Libertad. Essa garota sonhava em ser livre. Até hoje eu me lembro das palavras que eu disse para essa garota e se permitem repeti-las: As pessoas nascem livres, mas ao decorrer da vida vão sendo presas. Não com grades ou gaiolas, mas presas em seus medos, inseguranças, opiniões convictas, verdades absolutas, intolerâncias... Isto é provavelmente a pior prisão, quando a pessoa se fecha dentro de si. Às vezes as pessoas constroem muros altos demais, duros demais e quando tentam se livrar já é tarde, então só resta sonhar em ser livres novamente. – Ele leu o trecho em um pedaço de papel o qual havia escrito mais cedo. – Sem saber eu havia acabado de descrever aquela garota que eu mal conhecia, mas que tinha me apaixonado logo de cara. Antes daquele dia eu não acreditava em amor a primeira vista ou nenhum baboseira sobre destino. Mas hoje eu sei que nada daquele momento foi uma baboseira sobre o destino. Aquela jovem garota se tornou a minha esposa, mas ela ainda sentia-se presa mais dentro dela mesma do que qualquer outra coisa. E um dia nós nos separamos, não por falta de amor, mas sim porque ela precisava encontrar a liberdade que ela sempre necessitou. Uma das coisas que eu aprendi enquanto estive casado com Regina é que ninguém tem pena de você. Basta nascer para começar a sofrer, tudo é efêmero. Pessoas entram e saem de nossas vidas todos os dias, e tudo bem, isso não quer dizer que não as amamos. Mas há aquelas que voltam. E quando voltam estão mais maduras e mais inteiras. Minha relação com Regina foi assim. Intensa desde o começo. Cheia de altos e baixos, inundados pela arte da cabeça aos pés. Precisamos da separação para ter a certeza que precisamos um do outro para sempre. Eu nunca vou me cansar de dizer do quanto eu sou orgulhoso da mulher que você se tornou Regina. Do quanto você cresceu e evoluiu. Eu sei que posso viver em paz, pois você finalmente encontrou a sua liberdade e eu me sinto honrado que você tenha escolhido compartilha-la comigo. Você se tornou o meu lar. Com você eu me sinto confortável e não preciso fingir ser quem eu não sou. Com você eu durmo melhor, eu como melhor, me sinto melhor, eu vivo melhor. E por mais que viajemos para outras terras em busca de autoconhecimento, ou fiquemos nessa cidade onde tudo começou... No fim o lugar que nós mais queremos estar é ao lado um do outro. O lugar que eu mais quero estar é do seu lado, Regina. Obrigado por ser a melhor parte de mim. Yo te amo, mi ángel sin alas. Um brinde a você e a essa exposição! – Robin terminou de falar e enquanto era ovacionado pelas palmas, se aproximou de Regina e a beijou intensamente. Ela o abraçou forte pelo pescoço enquanto chorava emocionada.

- Yo también te amo mucho, mi Picasso. – Sussurrou no ouvido dele e voltou a beijá-lo enquanto as palmas em volta dos dois, com assobios e emoção continuavam.

 

XXX

 

Ao fim do dia todos os amigos dos pintores foram comemorar o sucesso da exposição em um restaurante de Barcelona que Robin havia reservado para a ocasião. Eles entraram no táxi e Robin notou que ela estava quieta demais para quem acabara de abrir um trabalho que prometia ser um sucesso.

- Ei meu amor, tudo bem? – Ele perguntou antes de dizer ao taxista para onde iriam.

- Sim... Eu só estou cansada e minha cabeça voltou a doer.

- Se você preferir podemos ir para casa ao invés do restaurante.

- Não... Tudo bem, eu quero ir jantar com nossos amigos, é só que... Foi um dia de muitas emoções, em todos os sentidos e acho que meu emocional só está mesmo cansado... – Ela falava baixinho e Robin sentia um pouco de tristeza em sua voz.

- Tem certeza que é só isso?

- Eu não sei. Por mais que tudo tenha dado certo ainda é estranho não poder ver o que eu criei, entende? É como se eu não me sentisse completa, como se faltasse algo. Por mais que todos elogiem meu trabalho, os críticos e jornalistas impressionados com minhas obras eu... Eu só queria enxergar tudo isso.

- Ei, meu anjo... – Robin a abraçou e acariciou seus cabelos – Vai ficar tudo bem, eu tenho certeza que um dia você irá voltar a enxergar e ver a sua arte e suas cores.

- Para onde vamos senhor? – O taxista perguntou de repente, trazendo os dois de volta a realidade.

- Para o...

- Museu. – Regina o interrompeu. – Eu esqueci meu bastão de apoio Robin, precisamos voltar lá para buscá-lo.

- Certo, vamos até lá então. Pode nos esperar mais alguns minutos? – Perguntou e o motorista afirmou que os esperaria. Os dois entraram novamente no Gold’s, agora vazio e Robin foi até seu escritório onde tinha um bastão de apoio reserva, já que perderiam muito tempo se ele parasse para procurar. Regina o esperou no salão onde estavam dispostas suas obras.

Ali em silêncio, sozinha com sua arte, ela podia sentir a energia que emanava do lugar e não pode deixar de sorrir. Ela estava conectada.

E foi então, em questão se segundos, que tudo a sua volta parecia rodopiar, como se estivesse girando em câmera lenta. Um dor latejante atingiu sua cabeça com força, fazendo-a desmaiar com o impacto da dor.

Minutos depois Robin voltou do escritório e a viu jogada no chão. Desesperado ele correu até ela e passou a sacudi-la clamando para ela responder.

- Regina?! Céus, o que houve? Regina?! Acorda Regina, pelo amor de Deus! – Ele começou a gritar em pânico sobre o corpo dela. E então se ajeitou para pegá-la no colo e tirá-la dali, mas um movimento dela o impediu. – Regina?! Você está bem? O que houve? – Perguntou levantando de leve a cabeça dela na direção dele quando viu que ela acordou.

A pintora levou a palma da mão até o rosto dele e o acariciou com delicadeza. Seus olhos estavam marejados e um sorriso singelo brotou de seus lábios. Ela estava vidrada, como em estado de transe.

- O que aconteceu meu amor? O que você tem?

- Azul.

- Azul? Como assim azul Regina? Estou ficando preocupado.

- Seus olhos tem o meu tom de azul favorito. E continua exatamente como eu me lembro. – Disse emocionada com o fato de estar enxergando novamente os olhos que tanto amava.

 


Notas Finais


É o seguinte, vamos as explicações: Minha intenção nunca foi deixar Regina cega para sempre, mas confesso que fiquei muito na duvida se faria ou não com que ela voltasse a enxergar por motivos de que tive medo de ficar algo forçado. Eu estudei bastante e li sobre diversos casos de pessoas que ficaram cegas e voltaram a enxergar “de repente”, principalmente após algum acontecimento repleto de emoção. Então não é algo raro de acontecer. Talvez tenha ficado clichê, mas foi a maneira mais bonita que eu encontrei de fazer com que ela voltasse a ver e sinceramente estou feliz com isso. Espero que vocês tenham gostado e como em “Parallaxis”, deixo a critério de vocês sentirem e imaginarem as percepções de Regina ao ver as obras que ela criou.
Para acalmar os ânimos, já adianto que a adoção será no próximo capítulo. Até lá, meus amores.


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