História Amarelo Amor - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Ouat, Outlaw Queen, Outlawqueen
Exibições 168
Palavras 2.585
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Sorry pela demora, vou tentar não demorar tanto da próxima vez!
(Tem um trecho da 'Loba de Rayban', ei Emanuuuu hahaha)

Capítulo 6 - Cinza como todos os sentimentos sombrios


Fanfic / Fanfiction Amarelo Amor - Capítulo 6 - Cinza como todos os sentimentos sombrios

Ela era um turbilhão de emoções. Uma bomba relógio prestes a explodir com um simples toque. Parada ali no meio da multidão, olhares atentos ao mínimo dos gestos, era uma loba em pele de cordeiro preste a ser devorada em sua fragilidade. Mas ela não podia se dar ao luxo de tamanha inocência, a loba queria sair. Precisava despertar. Uma loba no meio de muitas mulheres. Com olfato, audição e visão aguçadas. O ser loba, ver loba, ouvir loba, cheirar loba, sentir loba...

Sua mente estava conturbada, presa no fatal beco sem saída. Suas mãos formigavam e aos poucos sua visão voltava a ter foco. Arrependera-se de ter bebido, havia prometido a irmã que tentaria ser forte, ser melhor... Mas só de imaginar ficar frente a frente com ele outra vez era insuportável. Optou pelo mais fácil: a bebida lhe dava gás, despertava seus demônios interiores, trazia a tona sua loba. Seus olhos embotados de cimento e tráfego. Tudo era cinza, a cor de todos os sentimentos sombrios.

Cambaleava parada no lugar, ninguém ousou chegar perto com medo de uma possível reação brusca demais. Ou apenas queriam ver até onde ela seria capaz de ir.

É tão absurdo pensar que há menos de um ano ela ainda estava tão cheia de alegria, animada, viva, incansável no trabalho... Suas pinturas inspiravam até os mais brutos e ignorantes; chorava porque a vida lhe comovia e se indignava com o que parecia mal ou injusto!

A Inspiração e a poesia eram suas companheiras... E ela tinha fé. Olhava o futuro de frente, no fundo dos olhos, e fazia tantos planos... Ela não era mais aquela artista dona das pinturas expostas nas paredes. Onde ela estava?

“E agora, meu Deus? De onde vem esta fraqueza? O que é que há com meus nervos? Meu cérebro, braços e pernas não me obedecem mais... Eu me desprezo! Odeio profundamente o som da minha voz, o ruído dos meus passos, minhas mãos, meu corpo minhas roupas e os meus próprios pensamentos...”.

As cores em sua alma estavam aos poucos desbotando... E algum tipo de loucura começava a evoluir.

 

- Regina! – Zelena a pegou pelo braço para tira-la dali, mas seu corpo permaneceu imóvel – Você precisa sair daqui, agora!

- Não! – Gritou – Eu quero que ele veja o que fez comigo, eu quero que todos vejam!

- Por favor, Sis, não faz isso com você... – Zelena implorou.

Regina bebeu o restante do líquido cor de âmbar da garrafa, que desceu queimando por sua garganta.

- Tudo isso é meu! Eu que fiz! Ele – Apontou na direção de Robin – É um farsante que vive à custa do meu talento!

- Chega Regina, por favor – Zelena não sabia mais o que fazer, puxava a irmã pelo braço, mas em vão. Regina se desviou dela e começou a andar pelo grande salão.

- Essas esculturas – Ela ficou em frente a uma estatua de argila, passando a mão de leve – Tudo ideia minha! – Ao dizer isso, empurrou com força a estatua que se espatifou em vários pedaços no chão. Os fotógrafos não perderam nenhum detalhe, assim como os curiosos com seus celulares. – Ninguém liga para essa porcaria! Vocês todos só estão aqui para ver a minha desgraça, bando de hipócritas! – A bomba relógio destruía tudo o que via pela frente: quadros tirados das paredes e jogados ao chão, mais esculturas quebradas. Era como um furacão incontrolável levando tudo que via pela frente.

- Agora chega! Você já deu seu showzinho, vamos sair daqui – Robin se aproximou e a segurou firme pelo antebraço, falou baixo, mas firme em seu ouvido. Ela estremeceu.

- Me solta! – Regina o empurrou com força fazendo o cambalear, mas ele continuou de pé. – Você é o culpado de tudo isso, seu desgraçado!

- Olha o que você esta fazendo Regina, destruindo todo nosso trabalho de anos!

- Meu trabalho! Meu. – Enfatizou – Você quer que eu conte como eles foram feitos? Você quer realmente que eu conte? – Ironizou.

- Você está bêbada! – Falou com desprezo – Chega desse show, vamos sair daqui! – Ele a pegou ainda mais firme e a direcionou para uma das portas enquanto Regina se debatia.

- Isso é só o começo, você não viu nada, eu vou acabar com essa exposição, isso tudo é uma mentira, tudo! – Gritava enlouquecidamente – Esse museu também é meu e eu ordeno que todos vão embora agora!

- Cala a boca Regina! – Disse cuspindo de raiva – Chega! – Entraram em uma das salas e ele a prensou na parede – O que você pensa que está fazendo?

- Você não tinha o direito de fazer essa exposição sem mim, não tinha! – Continuava gritando. Seus olhos estavam marejados, mas se recusava a chorar, já havia derramado lágrimas demais na frente dele durante a vida.

 

- Você é louca! Eu pedi sua permissão e você aceitou, eu não fiz nada sem você! E que história é essa de dizer que fez tudo sozinha? Você sabe muito bem que criamos tudo juntos, Regina!

O estomago de Regina revirava, e o vomito saiu de sua boca antes que pudesse se dar conta, sujando o chão e os sapatos de Robin.

- Ai droga, o que você fez Regina – Disse Zelena entrando na sala bem na hora, ao lado de Elsa. – Onde você estava com a cabeça? Eu te pedi, eu implorei para você não beber, e olha o que você fez! – A ruiva estava desesperada – O Juan está lá fora tentando acalmar a multidão, mas está difícil, eu sinceramente não sei o que vai acontecer agora.

- A crítica vai cair em cima – disse Robin amargurado.

- A crítica vai cair em cima? É só isso que você pensa não é? O que os outros vão dizer? Você sempre se importou com a opinião de todo mundo, menos com a minha!

- Regina para com isso, aqui não é hora nem lugar pra discutir isso!

- Nunca é...

- Eles querem ouvir o seu lado amor – Disse Elsa se aproximando de Robin.

- Amor? Que porra é essa de amor? Quem é você? – Perguntou para a loira ao lado de seu ex. Robin e Zelena respiraram fundo, o pior ainda estava por vir. – Você está com outra é isso? Mal a gente se separou e você já está exibindo outra por ai? – Voltou-se para Robin - Seu canalha, como você tem coragem de trazer essa vagabunda na minha exposição, você não tem um pingo de respeito comigo! – Socou o peitoral de Robin, mas já estava sem forças para nada.

- Regina não fala assim dela, ok?! Já faz seis meses que nós nos separamos, eu não tenho culpa de você ainda não ter superado!

Ela arregalou os olhos para ele, ainda incrédula.

- Agora tudo faz sentido! – Regina passava as mãos pelos cabelos e andava em círculos – Você já estava com ela quando nós ainda éramos casados, foi por isso que você quis se separar...

- Ah não, outra vez isso não! – Disse Robin sem paciência.

- Todo aquele papo furado de “eu não aguento mais sua insegurança”, blá, blá, blá... Mas agora está tudo claro pra mim, e você ainda tinha a cara de pau de dizer que nunca me traiu, enquanto estava o tempo todo com ela e sei lá mais quantas...

- Chega Regina! – Ele gritou a interrompendo – Isso é tudo que você quer não é mesmo? Um motivo?

- Esse foi o motivo! Você me fez acreditar que a culpa era minha pra você sair como o injustiçado, mas mal a gente terminou e você está com outra! E depois diz que eu não tinha motivo para ter ciúmes! É muita cara de pau mesmo!

- Eu nunca traí você, entende de uma vez por todas, que eu sempre fui fiel a você todo o tempo em que ficamos juntos! Mas você nunca confiou em mim, aliás, você nunca confiou em ninguém! Eu nunca dei motivos para você desconfiar, mas você implantou uma ideia de que a qualquer momento eu ia te trair, ou que alguém ia me roubar de você, ou que eu ia te abandonar! Eu não tinha paz! Você ficou louca, obcecada, tudo era motivo pra desconfiança. Eu me tornei um brinquedo em suas mãos que era seu, só seu e ninguém podia nem olhar pra mim.

- Você fala como se eu tivesse tirado a sua liberdade.

- E de certa forma tirou sim! Porra Regina, eu te amava, eu só tinha olhos pra você, mas você nunca entendeu isso, com seus ciúmes e insegurança doentios.

- E agora? Você não ama mais? – Ela perguntou dessa vez olhando nos olhos dele.

- Ok, isso já está passando dos limites, Regina vamos embora daqui e Robin volta para o museu e tenta concertar tudo isso – Disse Zelena já cansada.

- Antes você precisa limpar seu sapato, Robin – Elsa falou já procurando algum pano para limpar a sujeira.

- Há quanto tempo vocês estão juntos? – Regina perguntou ainda olhando para Robin.

- Por que isso importa se na sua cabeça você vai achar que eu estava com ela enquanto ainda era casado com você.

- Você foi rápido...

- Eu só estou tentando seguir em frente, e você deveria fazer o mesmo ao invés de se afogar na bebida e dar vexame na frente de todo mundo.

- Você é o culpado!

- Não, eu não sou! E você precisa parar de jogar a culpa dos seus problemas em mim.

Elsa ajoelhou e começou a passar um pano úmido nos sapatos de Robin para limpar o vomito.

- Ei tudo bem, pode deixar que eu faço isso – Ele disse carinhosamente para a loira, se abaixando e pegando o pano da mão dela, sob o olhar atento de Regina.

Ela não pode deixar de sentir uma pontada em seu peito pela maneira brusca que o tom de voz dele mudou ao falar com a outra mulher. E mesmo que nunca fosse admitir sentiu inveja dela naquele momento. Assim que ele levantou e ajudou Elsa a levantar também, voltou a olhar a morena a sua frente.

- Não era para ser assim Regina... – Respirou fundo e balançou a cabeça – Eu vou voltar lá pra dentro, dizer que você não estava em um bom dia e que bebeu demais, e é melhor que você vá para casa. Quando estiver sóbria é bom dar uma entrevista dizendo que nós criamos tudo juntos, porque você sabe que tudo isso é nosso, e vamos dividir todos os lucros depois.

Ela riu.

- É claro! Vou dizer a eles que pintamos juntos depois de fazer amor todos sujos de tinta em cima das telas. Aliás, vou ressaltar que a maioria dos quadros tem seu esperma misturado com as tintas. Quer mais que eu conte o que fazíamos quando estávamos criando? Como meu corpo nu te deixava inspirado?

Ele a olhou incrédulo, fechou os olhos levantando a cabeça, em sinal de basta.

- Diz o que você quiser Regina, só me esquece, ok?

Robin segurou nas mãos de Elsa e saiu com ela pela porta que havia entrado. Regina continuou imóvel no lugar, até Zelena se aproximar e levar ela embora pela porta dos fundos.

 

 

XXX

 

 

- Não, não... Eu não quero! – Regina reclamava enquanto Zelena tirava a roupa dela e a levava para debaixo do chuveiro gelado.

- Você não tem querer! Eu confiei em você, te deixei sozinha no Spa, eu pedi, eu implorei pra você não beber e entrar naquele museu de cabeça erguida, mas o que você fez? Encheu a cara e deu o maior vexame da sua vida! Você sabe que era tudo o que a imprensa de arte queria não é? Você conseguiu acabar com uma exposição maravilhosa, porque agora ninguém vai se importar com as obras de artes, ninguém vai escrever sobre os métodos usados, ou a originalidade dos quadros, só vão falar que a artista plástica não aguentou levar um pé na bunda do ex-marido.

- Para de jogar na minha cara!

- Não paro! Agora você vai ter que me ouvir, porque eu não vim de Nova York pra ver você se arruinar desse jeito, muito menos pra se humilhar pra homem nenhum. E tem mais, amanhã mesmo eu você vai procurar um terapeuta porque você não vai continuar vivendo nessa decadência, entendeu? Se em seis meses você não conseguiu superar sozinha, então você vai começar a se tratar e nem adianta negar se não eu me te levo pros Estados Unidos comigo nem que seja a força, ok?

Regina ficou em silêncio, sua irmã estava cheia de raiva, e com razão, então era melhor não dar mais motivos para ela brigar.

- Olha pra você – A ruiva continuou – Você emagreceu demais Regina, eu consigo ver nitidamente os ossos de sua costela, vai acabar ficando doente.

Regina terminou o banho e se enrolou em uma toalha, mas antes de sair do banheiro sentiu novamente ânsia em seu estomago. Abaixou-se na privada e vomitou qualquer vestígio de bebida que ainda tinha em seu corpo, somente água já que não havia se alimentado.

- Acho que já estou doente... – Disse sem forças para levantar do chão do banheiro, e então começou a chorar. Todo o choro que tinha evitado durante o dia saiu de sua garganta em forma de soluços. Em poucos segundos seu rosto estava vermelho e molhado.

Zelena sentou do lado dela e deixou que ela chorasse, tinha sido cruel demais sem se dar conta que a irmã estava realmente doente com tudo aquilo.

- Eu só queria ser boa o bastante pra alguém... Entende? – Disse em meio às lágrimas – Eu queria ser o tipo de pessoa que vale a pena, que as pessoas querem ter por perto, que ninguém enjoa ou descarta como se não tivesse sentimentos... É como se eu não bastasse, como se não fosse o suficiente pra alguém querer ficar...

Zelena deixou que ela desabafasse, por mais que doesse ouvir ela sabia que a irmã precisava colocar para fora.

- Primeiro o papai – continuou – Depois meu namorado e minha melhor amiga, depois minha mãe, e por fim o Robin... Ele tem razão, a culpa a minha. Eu fui horrível com ele, não é atoa que ele não aguentou ficar comigo. Você ouviu o que ele disse? Eu tirei a liberdade dele... Eu? Onde foi que eu me perdi desse jeito? Em que momento eu me tornei esse monstro? – Os soluços voltaram com toda a força, ela abraçou os joelhos com as mãos e começou a balançar o corpo.

- Ei, você não é um monstro Regina, não fala assim! – Zelena a abraçou – Você é mais forte do que pensa irmãnzinha, só está um pouco perdida, mas eu sei que vai se reencontrar...

- Você acha que ele era feliz? Que eu o fazia feliz? – Regina perguntou com um nó entalado na garganta.

- Eu tenho certeza que sim, vocês construíram uma linda história, mas que chegou ao fim... Como ele disse agora você precisa seguir em frente.

- Você acha que ele ama aquela tal de Elsa?

- Ah Regina isso eu não sei... Mas uma coisa eu pude perceber...

- O que?

- Em nenhum momento ele olhou para Elsa com o mesmo brilho nos olhos do que quando ele olha pra você.

Regina refletiu por alguns instantes tudo que aconteceu naquele dia e tudo que sua irmã havia lhe dito. Zelena tinha razão em muitas coisas, mas talvez ela estivesse errada em uma: a história deles ainda não havia chegado ao fim. E Regina sentia isso com toda força.

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Calma gente, eu juro que é só uma fase da Regina e que ela precisa passar, mas reviravoltas estão a caminho <3
Não odeiem o Robin :'( Vou falar mais da separação no próximo capítulo, em fleshbacks :*


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