História Âmbar - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Ambre, Castiel, Dakota, Iris, Nathaniel, Personagens Originais, Viktor Chavalier
Tags Brigas, Colégio, Encrenca, Nathaniel, Romance
Visualizações 37
Palavras 1.820
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Festa, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


CHEGUEEEEEEEEEEEEEEI
Bom, primeiramente quero pedir desculpa pela demora em responder os comentários.. eu estou de saída agora e só estou postando agora pq a Brunna está me torrando a paciência, pode entrar bff linda dhsiuhdiuahdusa te amo <3

enfim, alguns personagens novos aparecerão.Porém, contudo, entretanto e todavia, apenas a aparência de um estará nas notas finais de hoje, os outros serão apresentados no proximo! Sei que o cap tá um pouco pequeno, mas quero deixar as emoções para o próximo também hehehheheheh

boa leitura, espero que gostem <3

ps. qnd eu chegar juro que responderei os comentários <3

Capítulo 2 - There's no escape.


Fanfic / Fanfiction Âmbar - Capítulo 2 - There's no escape.

Enquanto estou encaixotando tudo, ouço meu pai e Laura discutindo baixinho no corredor. Ele quer confiar em mim para ir à França sozinha. Já Laura, insiste para que ele vá comigo, pois ela tem certeza de que fugirei assim que descer do avião.

— Ben, você sabe o que ela fará! – paro o que estou fazendo e me aproximo da porta lentamente.

— Ela não vai fugir, querida. – Ben responde, calmo como sempre.

— Você não sabe mesmo a filha que tem. – Laura altera um pouco o tom de voz.

Irritada por ter que escuta-la tentando convencer meu pai de que sou a pior filha, abro a porta do quarto com tudo.

Laura e Ben estão no corredor, e ambos me olham. Ela revira os olhos e força um sorriso; meu pai me com um sorriso triste nos lábios.

— Você.. precisa de ajuda com as coisas? – Ben diz, dando um passo para a frente.

— Não. – respondo, seca. Laura me olha dos pés a cabeça, torcendo o nariz para a roupa que eu escolhi. Reviro os olhos e ela percebe, soltando uma risadinha irônica baixa.

Entro de novo no quarto e pego minha mala de rodinha, a bagagem de mão e minha mochila. Passo por eles sem nem olhar para trás e desço as escadas.

Paro perto da porta da saída, esperando por meu pai. Não acredito que estou indo para um colégio interno. Não acredito que a Laura mexeu tanto com a mente do meu pai.

Vejo Ben descendo as escadas, acompanhado por minha madrasta. Ele para e me olha. Seus olhos estão cheios de lágrimas, mas ignoro a falsa tristeza. Saio de casa, levando todas as minhas malas para fora, e as colocando no carro, me sentando logo em seguida.

Ben e Laura se ajeitam nos bancos das frentes, e ouço o motor do carro ligar.

Durante todo o trajeto minha raiva me corrói por dentro. Laura, como sempre, tagarela sobre os móveis novos que quer comprar, as cores que quer pintar a sala de estar e as roupas caras e modernas que viu no shopping. Ben me olha pelo retrovisor interno, mas desvio o olhar. Ele sente que, no momento, minha raiva dele é maior do que qualquer outra coisa. Seus olhos tristes fazem meu coração se apertar, mas o orgulho é maior.

Quando chegamos no aeroporto, ambos me acompanham até o check-in, mesmo eu insistindo para que fossem embora. Já que ficarei sozinha em um país que não conheço, por que não começar isso aqui mesmo, em Los Angeles? Porém, meu pai insistente me acompanhou em todos os processos, até ter certeza de que embarquei no avião.

Dou um passo em direção à fila de embarque, mas sinto os dedos longos do meu pai em volta do meu braço.

— Vai embora sem se despedir? – murmura, magoado.

— Você que está me mandando embora. – retruco. As palavras saem da minha boca com um gosto amargo, e atingem Ben em cheio.

— Hazel. – seus olhos voltam a encher de lágrimas e ele me puxa para um abraço. Seus braços envolvem meu corpo, ouço-o fungar baixinho. Meu coração pesa e o abraço de leve, me soltando em seguida.

— Tchau, Ben. – murmuro, virando-me para a fila.

— Vá com Deus, querida. – ouço a voz enjoada da Laura. Viro-me para encara-la e ela está com aquele sorriso cínico nos lábios.

— Vá para o inferno. – retruco e entrego minha passagem, junto com os documentos, para a comissária de bordo.

Ouço meu pai rir baixinho e Laura resmungar.

Quando encontro meu acento, guardo minha bagagem de mão e ne acomodo. Nunca gostei muito de viajar de avião, então aproveito enquanto o embarque dos passageiros ainda está sendo realizados e tento dormir antes que o avião decole.

[...]

— Moça, acorde. – sinto alguém me balançando e a voz feminina me desperta. Abro os olhos, um pouco confusa. — Chegamos. – ela sorri.

Olho pela janela e vejo que já estamos em terra firme. Bufo só de pensar no que vem a seguir.

Levanto-me e pego minhas bagagens, entrando na enorme fila para sair do avião.

Algum tempo depois, pego a minha mala que foi despachada e vou em direção à saída do aeroporto. Assim que desço a escada rolante, vejo um homem segurando uma placa com meu nome escrito. Ele crava os olhos em mim, me reconhecendo.

Aproximo-me dele e ele larga a placa, pegando a mala da minha mão.

— Como sabe que eu sou Hazel Dawson? – pergunto e aponto para a placa. O homem começa a caminhar para fora do aeroporto e eu o acompanho.

— Seu pai nos mandou uma foto sua. – responde.

Claro. Ben tinha que ter certeza de que eu não fugiria.

O brutamontes para em frente a um carro preto, guarda minha mala e abre a porta para mim. Sua expressão não é nada simpática, então eu reviro os olhos e entro.

Ele se ajeita no banco do motorista e dá partida, saindo dali. Penso em mil maneiras de fugir dali, mas nenhuma delas parece viável com o carro em movimento.

Meus olhos se arregalam ao ver que estamos nos aproximando de uma enorme estrutura, cercada de muros. O prédio parece novo, o jardim cobre quase toda a área, e vários alunos circulam por lá com olhares curiosos para o carro.

Eu só percebo que paramos quando a porta do meu lado é aberta pelo motorista. Ele me olha, indicando com a cabeça para que eu desça.

Faço isso, torcendo para tudo isso ser um pesadelo e eu acordar em casa. Os alunos fixam seus olhares em mim, e eu apenas reviro os olhos.

— A diretora quer falar com você. – o motorista diz. Faço menção de pegar a minha mochila. — Pode ir, levarei tudo até o seu quarto.

— E aonde, exatamente, seria a sala dela? – digo irônica, cruzando os braços.

— No corredor, última porta à esquerda. – franzo a testa e dou as costas para ele, indo na direção que ele orientou.

Meus olhos vagueiam pelas decorações dos corredores, o que é bem bizarro. Há várias fotos enormes de antigos diretores e seus nomes gravados em dourado na moldura. Desvio dos alunos, que continuam com uma expressão confusa enquanto me olham.

Passo por dois meninos que estão encostados nos armários de ferros. Eles acompanham meus passos e trocam um olhar.

— Olha, parece que temos carne nova, Castiel. – um deles grita, e o outro solta uma risada maliciosa.

Ergo minha mão e mostro o dedo do meio para eles, que murmuram mais alguma coisa, porém não estou a fim de ouvir.

Chego na última porta do corredor e dou duas batidas.

Cruzo os braços, impaciente. Ouço a maçaneta girar e a porta se abre. Um garoto loiro, com olhos âmbar e um sorriso tímido está do outro lado.

— Oi. – diz — Você deve ser a aluna nova. – sorri, com as bochechas levemente coradas. Seus olhos não desviam de mim, e ele segura uma prancheta.

Rio debochando de sua timidez e dou um passo para frente. Os olhos dele se arregalam e ele se atrapalha, deixando cair sua prancheta.

Balanço a cabeça negativamente, rindo. Ele está paralisado, então eu me abaixo e pego suas coisas.

— Aqui está, garotão. – estendo para ele, sorrindo da forma mais maliciosa que eu consigo, fazendo-o corar ainda mais.

— Senhorita Dawson. – uma voz feminina me chama, o que faz com que ele pisque rapidamente, voltando a realidade. — Pode entrar, por favor. – o garoto dá um passo para o lado, me dando passagem. Abaixa o olhar, mas vejo um mínimo sorriso em seus lábios.

Encontro uma mulher de cabelos castanhos sentada, apoiando suas mãos na mesa. Ela me olha com uma expressão séria.

— Olá, senhora. – digo, fazendo uma continência militar a ela. O garoto solta uma risadinha, que é cessada pelo olhar fuzilante da mulher.

— Sente-se. – ela diz, apontando para a cadeira em sua frente.

Faço isso, enquanto ela pega uma pasta de dentro de sua gaveta.

— Seja bem vinda a Sweet Amoris. Eu sou Dayse Carter, a diretora. – sorri — Estou muito feliz por recebe-la. – reviro os olhos e ela limpa a garganta. — As regras que temos aqui são como em qualquer outra escola. Proibido uso de celular durante as aulas, uniforme é obrigatório somente enquanto estiver em período de aula, essas coisas. – solta uma risadinha, como se achasse graça de sua própria piada. — Seu uniforme será enviado para o seu quarto até a noite.

Olho rapidamente para o garoto loiro, e ele está atrás da cadeira da velha, com as mãos para trás, me olhando fixamente. Ergo as sobrancelhas para ele, que desvia o olhar.

— Seu quarto é o 302. – a voz da senhora Carter me desperta e volto a encara-la. — Suas malas já estão lá. Sei que a viagem foi longa, então descanse. Mais tarde ou amanhã, Nathaniel ou sua colega de quarto vão apresenta-la ao colégio.

— Nathaniel? – franzo a testa.

— Sim, meu filho. – ela aponta para o rapaz atrás dela, que sorri tímido e acena com a cabeça.

— Já nos conhecemos. – digo, apoiando o cotovelo na mesa e segurando meu queixo, sorrindo maliciosamente.

A senhora Carter limpa a garganta e volta a sua expressão séria.

— Caso eu lembre de mais alguma coisa, eu a chamo aqui. Agora, pode ir. – ela aponta para a porta.

Nathaniel se apressa em abri-la para mim. Antes de sair, eu me viro para a velha e me curvo levemente.

— Nos vemos depois, gatinho. – olho para Nathaniel e pisco para ele.

Saio da sala rindo. O rapaz fica envergonhado por qualquer coisa.

Quando me viro para ir em direção ao corredor dos quartos, sinto meu corpo bater em alguma coisa. Cambaleio um pouco, mas não caio. Quando me equilibro de novo, olho em direção à garota de cabelos negros, que parece tão confusa quanto eu. Ela recolhe os livros espalhados pelo chão e os aperta contra o peito.

— Desculpe, eu não te vi.. – murmura, tão baixo que quase nem ouço. 

— Isso eu percebi. – esbravejo. — Qual o seu problema? – falo um pouco mais alto e ela se retrai.

— Desculpe.. – começa.

— Você já pediu desculpa. – reviro os olhos.

Ela ergue os olhos para me encarar, mas não faz isso por muito tempo, logo volta a olhar seus pés.

— Muito prazer, eu sou.. – ela faz menção de estender sua mão em minha direção, mas eu a corto.

— Não quero saber. Só me deixa em paz. – digo. Vejo seus olhos se arregalarem e ela apertar mais os livros.

Não espero pela resposta, volto a ir em direção ao meu quarto. Procuro pelo corredor todo, até que finalmente acho. Bato de leve, mas ninguém responde. Abro a porta devagar, porém a minha colega de quarto não está aqui.

Percebo que ela já está instalada do lado direito do quarto. Seus livros, cadernos, mochila estão todos arrumados, enquanto do meu lado está vazio. Minhas malas já estão no canto do quarto.

Me jogo na minha cama, tentando achar um jeito de me livrar dessa prisão cheia de pessoas esquisitas. Solto uma risada, pensando que para eles, eu sou a esquisita.


Notas Finais




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