História Âmbar, a cor mais linda já vista - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Mentira, Olhos, Sonhos
Visualizações 5
Palavras 1.784
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá meus amores, como vocês estão hoje?
Então, mais um capítulo hoje hein?
Espero que gostem, bjinhos bjinhos <3

Capítulo 2 - Two


~ 3 DE MARÇO DE 2017 ~

    - Okay sr. Anderson, estarei ai amanhã por volta das 15:00, tudo bem? Obrigado, até amanhã! - Quando percebi que a ligação desligou, automaticamente fiquei ansiosa pra ver meu apartamento em Londres que com muito tempo juntando dinheiro, consegui negociar com o sr. Anderson um desconto para conseguir pagar um ano de aluguel adiantado, estava feliz por estar próxima do começo de um sonho. Ouvi um barulho na cozinha e desci para ver o que era e acabei tendo uma surpresa

    - MÃE? A senhora está bem? - Perguntei preocupada pois ela estava com a mão sangrando e com cacos de vidro no chão o que me deixou desesperada.

    - Ai Amber, não me mate do coração menina, estou bem, o copo acabou quebrando na minha mão, acho que estava rachado... - Entortou a boca de lado demonstrando descontentamento, pegando a vassoura e a pá para retirar do chão os vidros que estava espalhado pela o piso da cozinha. Eu ajudei ela a tirar os cacos do chão e acabei fazendo um curativo na palma de suas mãos.

    - Eita mãe, desse jeito fico até com medo de deixar a senhora aqui sem mim - Fiz bico e lhe dei vários beijinhos por seu rosto.

    Minha mãe é a mulher mais linda que conheci e não digo só por ela ser minha mãe, ela tem os olhos na cor mel, tão claros no sol que parecem verdes, o cabelo castanho com mechas claras até os ombros, o nariz pequeno e arrebitado, 1,66 de altura e um corpo esbelto com curvas cheias, mas o detalhe que mais me deixa impressionada nela é sua voz, sua voz ao mesmo tempo que é grossa consegue ser delicada e me acalmar a todo instante, é, eu sou filha da mulher mais linda do mundo.

    - Não filha, siga seu caminho que quando a gente perceber já estará com seu diploma e sonho concluído enquanto estarei aqui morrendo de felicidade e saudade te esperando - Ela me deu o único sorriso que me faz esquecer de todos os problemas e aquece meu peito com uma felicidade tremenda -Sabe que eu te amo muito né? Estou realmente muito feliz por você estar a um passo de realizar seus sonhos, e você sempre poderá contar comigo meu bebê, estarei aqui para tudo que tu precisar minha filha, eu te amo demais e eu tenho um orgulho imenso por ser tua mãe.

    Eu apenas a abracei enquanto meus olhos ficavam marejados não querendo responder pois minha boca já estava trêmula e se eu abrisse entraria em prantos na frente dela..

    - Então hoje a senhora não irá fazer nada para comermos mãe, vamos pedir aquele strogonoff no restaurante da esquina, pedir refrigerante e ver filme triste para nossa despedida, ta bom minha veia? - Terminando dando risada pela a careta que ela fez ao ouvir meu apelido para ela.

    Liguei para o restaurante pedindo dois strogonoffes, pudim e bolo nega maluca para a sobremesa e acabei trocando refrigerante por um belo suco de abacaxi com hortelã.

    - Mãe, acabei pedindo suco de abacaxi com hortelã tá? 

    - Tabom Amber, você quem manda hoje - Sabia que era pra me agradar pois ela quase sempre decidia o que comíamos.

    - E você pulg, vai comer a ração e depois te dou uns petiscos se ficar quietinho com a mamãe para ver filme tabom meu amorzão? - Falei para aquele cachorro babão enquanto fazia carinho em seu pelo liso a macio. Ainda não consigo me imaginar dormindo em Londres sem o pulgão para me esquentar nas madrugadas frias e solitárias.

[...]

     A madrugada estava passando devagar, devagar demais para meu gosto. Não conseguia ficar calma, minha mão coçava e meus pés não me obedeciam, eles mexiam de nervoso por pensar que daqui 13h estarei em Londres, estarei no meu sonho, estarei próximo de tudo o que pensei nesses últimos anos para meu futuro, meu diploma de psicologia no país que sou apaixonada.

    - Promete me ligar todos os dias? - Minha mãe perguntou pela décima vez, sentada na cafeteria do aeroporto enquanto estávamos aguardando o chamado do meu voo.

     - Prometo minha veia, e espero que tu me atenda viu? Se não vou vir pra cá correndo pra saber o porquê de a senhora não me atender. Hum - Levantei a cabeça rindo lhe abraçando em seguida.

      Ouvi o comunicado avisando que o voo para Londres estava para embarcar e levantei já abraçando minha mãe com os olhos marejados por pensar que só no meio do ano eu irei vê-la.

     - Mãe, prometo ligar todo santo dia e que nos feriados de lá eu irei visitar a senhora quando puder, espero que a senhora também saia com suas amigas e não fique o dia inteiro esperando uma ligação minha enfurnada dentro dessa casa viu Dona Rose? Ah, e não esquece de sempre me avisar sobre o Pulg, alimente ele bem, a cada 1 mês leve ele pra tosar, vê também se ele ficar muito triste hein mãe, me avise qualquer coisa que acontecer contigo e com o Pulgão, ouviu? - Disse ao pé de seu ouvido enquanto a abraçava e já chorando imaginando na saudade que iria sentir dela.

     - Prometo sempre te atender e vou tentar não me preocupar mais do que já me preocupo meu bebê, irei sentir muita saudade e cuidarei bem do Pulgão, mas se ele fizer muita bagunça te mando pelo correio - Acabamos rindo em meio as lágrimas sobre seu aviso - Te amo! - Nos abraçamos uma última vez, me despedi com o coração a mil por estar deixando minha mãe para trás e a um passo de começar a realizar meu sonho.

     Quando achei meu assento percebi que tinha uma criança dormindo ao lado enquanto sua mãe comia o sanduíche que a aeromoça tinha lhe entregado, olhei a menina e vi que seu cabelo castanho claro e suas pintinhas no nariz a deixou tão fofa que deu vontade de levantar pra ir apertar ela todinha. Com o tempo, a menina foi acordando com o rosto amassado, ela pediu água para sua mãe e no momento que ela estava tomando, o avião teve uma turbulência e a água acabou caindo em sua blusa.

     - Calma pequena, sua mãe está limpando pra você - Tentei lhe acalmar quando percebi que ela fez bico pra chorar - Quantos aninhos você tem?

    - Quato - Mesmo com o bico ela me respondeu.

    - Nossa, está ficando uma mocinha, você gosta de andar de avião? - Tentei puxar assunto pra ela se esquecer de sua blusa molhada e o medo da turbulência.

    - Não, meu pai andou comigo e deu "tlemida".. e ai eu "cholei" com medo - Disse ela com um bico mas com o rostinho mais neutro sobre o medo.

    - Mas não se procupe, essas coisas acontecem, mas vai ficar tudo bem contigo. E qual é seu nome? - Perguntei e vi sua mãe atrás dela nos olhando com curiosidade e um sorriso de canto.

    - Meu nome é Ambe, e o seu? - Qual a probabilidade de encontrar uma pessoa com este nome estranho igual ao meu num avião para Londres?

    - Se eu te contar você não vai acreditar - Ri, balançando a cabeça - Meu nome também é Amber. - dei um sorriso anasalado enquanto ela arregalava o olho e ria com a mão na boca surpresa pela a coincidência.

    - Não acledito, mamãe, mamãe, essa moça tem nome igual eu! - Ela gritou para sua mãe a fazendo tomar um susto por sua empolagação - A senhola sabia que o nome dela é Ambe, pu isso colocou eu de Ambe tamém? - Ela perguntou com curiosidade enquanto eu achava graça por seu jeito de falar trocando o R pelo o L.

    - Não Am, eu não sabia disso - A mulher morena a respondeu delicadamente para ela entender que não era nada planejado - Eu ouvi esse nome, gostei e quando te vi com essa carinha de anjo coloquei seu nome de Amber que nem a da sua nova amiguinha - Ela disse enquanto passava seus dedos na bochecha daquela menina curiosa e linda.

    - Vamu ser amiguinha? Eu te mostlo minha casa da babie e meu auau quando vucê fo na minha casa? - Perguntou com sorriso de orelha a orelha.

    - Vamos sim Amber, vou adorar brincar com você de barbie e quem sabe um dia você conheca o Pulgão, meu, hein pituxa?

   - Vucê plomete de dedinho? Vamos blincar de bunecas, toma muito sovete, brinca com nossos auau e vucê pode me chama de pituxa semple que quise também! - Ela sorriu de um jeito tão ingênuo, tão apaixonante e ao mesmo tempo com tanta graça que fiquei impressionada por essa criança ser tão linda.

    - Prometo sim Amber, vou pegar o telefone da sua mãe e marcar de sair assim que chegar em casa, tudo bem? - Ela assentiu já virando pra sua mãe, sorrindo e batendo as suas mãos delicadas dando leves palminhas uma na outra.

    Sua mãe adorou a idéia e sorrindo me passou seu whatsapp.

[...]

    As horas passaram sem eu nem perceber, Amber tagarelava sobre seu desenho favorito: Dora Aventureira. Quando aterrissamos e fomos nos despedir Amber fez um bico e seus olhos marejados me fizeram ter um aperto no peito por partir tão rápido assim para longe dela.

    - Plomete me ligá? De dedinho! - balancei a cabeça para cima e para baixo confirmando já lhe dando um abraço apertado e ansiosa por saber que irei encontra-lá em breve.

    Sua mãe pediu para ela me soltar e já tomando seu caminho, se despedindo de mim assim como Amber, enquanto acenava para ela.

    Peguei minhas malas e fui para o ponto de táxi, chamando um logo em seguida.

    Enquanto estava a caminho do endereço do meu novo apartamento, admirei a vista de Londres, estava extasiada, minhas mãos estavam tremendo e suando frio, meu coração estava acelerado como se estivesse em uma maratona, o vento gelado que batia em meu rosto pela a janela do táxi me dava certeza de que realmente estava em Londres e estava realizando meu sonho. Aquele, era com certeza um dos momentos mais felizes da minha vida.

    Quando o motorista me avisou que havia chegado eu me surpreendi, pensei que o prédio seria diferente do que eu via ali naquele momento, pensei que seria um prédio sem cuidado pelo preço que consegui quitar por um ano. Mas acho que todos que estavam me vendo naquele momento percebia minha surpresa estampada no rosto, claro, estava com a boca aberta olhando meu prédio sem ao menos piscar.



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