História Ambiguous Trap - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens D.O, Kai, Lu Han, Sehun, Suho
Tags Exo, Kai, Sehun, Sekai
Visualizações 195
Palavras 2.817
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Agora vamos ao que interessa...

Façam uma boa leitura!!

Capítulo 3 - A cada erro, um tropeço… ou seria um começo?


As pernas de Jongin vacilaram um segundo e o moreno acabou sendo pego por Sehun.


– Jongin, o que está fazendo num lugar como esse? - agarrou, preocupado, os dois ombros do garoto - Seus pais sabem que está aqui?


– Eu nem te conheço, não faço ideia do que está falando. - tentou se desvencilhar do aperto do maior, sem obter sucesso.


– Não se faça de desentendido, acha que não reconheço o rosto de um aluno que vejo há quase três anos?


Apesar de todas as bebidas ingeridas Sehun tinha um pequeno botão de emergência que lhe garantia sobriedade quando algo sério acontecia, e um aluno do ensino médio fazendo esse tipo de trabalho era uma situação alarmante para seu cérebro politicamente correto.


– Senhor se não me soltar serei obrigado a chamar a segurança. - tentou manter a calma.


Sehun desfez o aperto, mas ainda assim impedia o garoto de fugir, e foi rápido ao puxar a corda dourada demais que fechou as cortinas, deixando os dois parcialmente sozinhos.

Empurrou o moreno até o sofá onde estava sentado e o prendeu com as duas pernas.


– Eu te solto se prometer não correr.


– E eu não corro se você prometer me deixar em paz. - bufou.


– Você não colabora mesmo. - o moreno continuava se mexendo tentando se soltar - Kim  Jongin estou falando sério, você não deveria estar aqui. - falava preocupado, mesmo que Jongin não pudesse ver.


– Você também não deveria estar aqui querido professor, o que seus alunos pensariam se soubessem que você frequenta lugares como esse? - estalou a língua.


Sehun tinha saído de casa para espairecer sua mente e se livrar dos problemas, no caso exclusivo, o próprio Jongin, e acabou por arrumar mais um para atormentá-lo.


– Não acha que já fez demais? - aumentou o aperto em suas pernas.


– Pois saiba que posso fazer muito mais coisas meu caro. - aproximou sua cabeça de Sehun.


– O que te faz pensar que eu também não espalharia seu segredinho? Observando bem a situação, estamos fogo contra fogo. - encostou sua testa na de Jongin - Imagina como todos irão reagir ao saber que um dos caras mais “machos” da escola trabalha dançando em uma boate, e ainda por cima adora se vender, rebolando e seduzindo homens que nem conhece.


Jongin engoliu seco. Ficou alguns segundos sem saber o que responder.


– Se eu afundar, você vai junto comigo. - pressionou sua testa com força demais, fazendo Sehun recuar.


– Acho que nenhum de nós dois quer isso certo? - Jongin assentiu com muito custo - Que tal você deixar de ser cabeça dura e nós sentarmos para conversar como duas pessoas civilizadas.


Mesmo hesitante Jongin sabia que não estava em posições de resolver tudo com ameaças e socos, infelizmente estava em desvantagem em relação a Sehun e sabia muito bem disso.


– Eu ainda tenho mais 40 minutos para cumprir, se estiver disposto a esperar posso pensar.


– Não tenho nada pra fazer mesmo. - soltou Jongin, dando de ombros.


Jongin saiu sem nem olhar para trás, respirou um pouco e voltou até a parte do pequeno palco disposta para si. Foram os 40 minutos mais longos de sua vida, sentia o olhar pesado de Sehun cair sobre si todo o tempo, estava vidrado. Os olhos frios mapeando cada área e cada movimento feito, enquanto tomava um copo de água tentando se livrar da dor de cabeça que lhe aparecera. Veio repentina e Sehun não sabe de onde, mas julgava ser da presença sempre perturbadora do Kim, em qualquer lugar que estivesse ele seria um incômodo.

Nesse meio tempo, ligou para Junmyeon para saber aonde seu amigo estava e se sentiu mal por saber que estava se divertindo, em partes, numa casa noturna enquanto Junmyeon cuidava de seu namorado enfermo, que havia passado mal antes mesmo de botar os pés para fora de casa.

Distraiu-se com absolutamente nada e quando voltou seus olhos ao palco, Jongin já não estava mais lá. Teve medo de ter sido enganado, mas sentiu-se aliviado ao ver o moreno caminhando até si terminando de abotoar a camisa.


– Espero que seja breve, tenho que voltar pra casa. - se sentou ajeitando os cabelos recém penteados.


– Antes de tudo, seus pais sabem que você trabalha aqui? - juntou as mãos.


– Meus pais não ligam pro que eu faço ou deixo de fazer, será que é tão difícil assim entender isso? - disse levando um cigarro até os lábios - Vá direto a parte em que você me ameaça.


Sehun preferiu não comentar sobre.


– Jongin já tem um tempo desde que eu venho tentando fazer com que você volte a se dedicar aos estudos, suas notas estão cada vez piores e você precisa fazer algo a respeito. - pausou - Pensei em fazermos um trato, um voto de silêncio em troca de um pedido. O que acha?


– Certo, então eu quero que você suba todas as minhas notas e apague meu histórico nada atraente. - apoiou seu queixo sobre as mãos - Sei que você consegue dar um jeitinho, entra e sai daquela sala milhões de vezes em um só dia, não custa nada alterar minhas notas.


– Por acaso ouviu o que eu te pedi primeiramente?


– Eu não consigo fazer isso, mesmo que eu passe o resto da minha vida estudando, é difícil explicar. - passou a mão pelos cabelos. - Apenas altere o sistema e todo mundo sai ganhando.


– Você sai ganhando no caso, isso não me traz vantagem alguma, pelo contrário, corro um risco enorme. - falava tentando se manter calmo - Por que nós não damos um trégua? Vamos eu posso te ajudar, se tem dificuldade para estudar ou aprender, ninguém melhor do que um professor para te auxiliar.


– Não quero me envolver com você, sei lá o que planeja com tudo isso. - desviou o olhar - Acha que não sei o quão esperto é? - riu soprado.


– Jongin entenda, eu não quero tirar vantagem de você, apenas quero evitar problemas futuros. Estou agindo como qualquer outro professor que se importa com seus alunos.


Ele sabia muito bem que Sehun era um homem de palavra, mas não tinha motivo para ele se tornar seu amigo de repente. O segundo problema acentuado na personalidade de Jongin era sua desconfiança nas pessoas, a única pessoa que não se encaixava totalmente nesse meio era Kyungsoo.


– Sehun o que me garante que em nenhum momento dessa trégua você irá me apunhalar pelas costas? - arqueou a sobrancelha direita.


– Seria mais fácil eu te perguntar isso. - debochou - Eu lhe dou minha palavra de que não tenho nenhum outro interesse além da sua melhora, até porque isso me livrará das dores de cabeça constantes que você me causa.


– Desculpe se sou um incômodo tão grande assim. -  revirou os olhos - Aceito sua proposta, sem brigas, discussões e alfinetadas desnecessárias até que eu esteja sem nenhum risco de repetir e passar mais um ano em sua desagradável companhia. - tapou a boca fingindo espanto - Começando agora.


Jongin já estava levantando quando sentiu seu braço ser puxado pela mão de Sehun, que se levantou rápido demais, se aproximando demais e mantendo contato demais.


– Te mandarei uma mensagem amanhã, não finja que não viu, ok?


O moreno sentiu-se intimidado e apenas sacudiu a cabeça em confirmação, nem quis saber como Sehun possuía seu número ou porque ele lhe mandaria uma mensagem.

Jongin, naquela noite, fez duas notas mentais em sua cabeça:

Nunca sentar no colo de estranhos antes de perguntar se o mesmo era um de seus professores e nunca mais ficar tão próximo de Sehun ao ponto de perceber o quão profundos e intimidadores eram seus olhos.



No sábado, foi a vez de Jongin acordar com uma insistente dor de cabeça. A luminosidade, provinda da janela que esquecera de fechar na noite anterior, o incomodava bastante fazendo o moreno se remexer e cobrir a cabeça com seu enorme travesseiro. Sabia que não conseguiria pegar no sono de novo mas queria ter o prazer de poder descansar até tarde, sem gritos, ameaças ou qualquer som agudo de objetos quebrando pela casa afora.

Sentia-se uma pessoa livre e independente na ausência de seus pais, Jongin não era um incapaz ou algo do tipo, pelo contrário era totalmente autônomo. Cozinhava até mesmo melhor que sua própria mãe, que só entrava na cozinha vez ou outra para quem sabe beber um copo d'água.

A manhã para ele não poderia ter começado mais perfeita, se não fosse pelo fato de ter alguém batendo à sua porta em plenas nove de manhã. Tentou ignorar e fingir que estava dormindo, ou que não estivesse em casa, mas ainda existia em Jongin um pedaço de compaixão que não lhe permitia. Poupou o trabalho de olhar pelo olho mágico e abriu a porta sem cerimônias, estava tão sonolento que nem percebeu que estava vestido apenas com suas roupas íntimas, exibindo todo aqueles 58 quilos de puro frango frito.


– Bom dia, não temos açúcar. - disse com os olhos semicerrados devido a claridade que os atingia.


– Bom dia Jongin! Na verdade vim te entregar uma coisa. - revirou sua mochila à procura de algo - Aqui, um funcionário da boate pediu que eu lhe entregasse. - esticou sua mão para que Jongin pudesse pegar de volta seu relógio - Você esqueceu ontem no camarim.


– Sehun não acha que está um pouco cedo pra essa aparição repentina… e obrigado. - pegou o relógio se escondendo aos poucos, encostando a porta discretamente como se Sehun não estivesse percebendo.


– Na verdade eu estava passando por aqui e me lembrei que estava com isso, não vou incomodar mais. - explicou guardando as mãos em seus bolsos - Já estou indo.


Jongin mentiria se dissesse que não ouviu uma vozinha em sua cabeça que lhe dizia para o convidar a entrar, mas ele não era do tipo que ouvia essa vozinha chamada consciência.


– Já que está aqui poderia dizer logo como pretende me tornar o aluno mais inteligente e exemplar de toda a escola. - sugeriu.


– Você parece cansado, mas se quer tanto saber podemos falar sobre. - entrou deixando seus sapatos à porta - Tenho notícias em primeira mão, quer ouvi-las?


– Se isso me for favorável… - encostou na parede observando Sehun admirado com sua sala.


– Primeiro gostaria de pedir que vestisse uma calça. E também se quiser um tempinho… eu entendo como é. - sorriu sem graça desviando os olhos da enorme ereção marcada em sua boxer branca.


Jongin corou na hora, mas não perdeu sua pose de alfa, e com as duas mãos cobriu-se.


– E-Eu vou me vestir, já volto. - subiu correndo as escadas.


– Demore o tempo que precisar. - deixou sua mochila sobre o sofá cor de marfim e sentou-se.


Alguns poucos minutos se passaram, porém Sehun não percebeu quando o moreno parou a sua frente pedindo espaço para sentar ao seu lado.


– Então, diga quais são as boas novas, ou apenas novas.


– O diretor me mandou um e-mail ontem a noite dizendo que o teste geral será na próxima sexta. - disse ajeitando os óculos em seu rosto - Aqui, leia o que ele pontuou no final.


Jongin pegou o celular e passou os olhos corridos pela mensagem, que dizia:


*O sistema de rankings voltará a ativa nas próximas provas. Destaque no rank poderá auxiliar aqueles que precisam de nota*


Ok, e como isso vai me ajudar? - cruzou os braços - Achei que tivesse conseguido acesso, ou permissão, ou sei lá o que para alterar minhas notas.


– Já conversamos sobre isso, e está acima do meu alcance. - juntou as mãos - Mas isso vai te ajudar se você quiser ser ajudar, se fizer tudo de forma correta e for destaque nos próximos testes poderá aumentar suas notas sem muito esforço, porém precisa estar disposto a aprender.


Jongin sabia de sua capacidade, foi destaque muitas vezes em primeiro lugar com notas excepcionais, só não sabia se poderia trazer de volta o antigo Jongin, que não era tão legal, não fumava, não causava problemas a ninguém e muito menos a si mesmo. Ele o traria sem pensar duas vezes, se o mesmo não possuísse apenas um grande defeito, Jongin o traria agora, mas ele não podia.


– Não sei se posso fazer isso. - suspirou.


– Mas está pelo menos disposto a tentar? - ofereceu sua mão.


Jongin relutava com seu interior, onde havia uma guerra em discussão entre o “sim ou não”, como se houvessem duas partes de Jongin e ambas não chegariam a um consenso. No entanto ele sabia o que deveria fazer, ou quase isso.


– Sim, eu estou disposto. - apertou a mão a sua frente - Só não posso prometer nada.


– Você só precisa de um pouco de determinação e força de vontade, a primeira eu acho que você tem até demais, mas para outras coisas.


Jongin sentiu suas bochechas esquentarem novamente e percebeu que sua expressão de espanto foi automática.

Sehun então notou o erro que tinha cometido.


– Não! Não foi isso que eu quis dizer. - movimentou as mãos aceleradas.


– Eu entendi o que quis dizer.


A partir daí tudo ficou constrangedor demais e Sehun só pensava em ir embora logo, tomar seu precioso café e assistir a documentários longos demais para serem acompanhados até o final.


– Acho que devo ir agora, já tomei demais seu tempo. - pegou sua mochila - E me desculpe por ter interrompido o café.


– Estava para te oferecer agora, mas acho que já deve ter esfriado. - coçou a nuca - Tudo bem, você pode me recompensar com um maço de cigarros novo.


O mais alto estalou a língua e negou com a cabeça.


– Posso te pagar de qualquer forma menos com cigarros. Você devia parar de fumar, não faz bem.


– Você também fuma. - parou no batente da entrada.


– Meu caro Kim - tirou um cigarro do bolso e o acendeu, posicionando-o entre os lábios - eu já deixei de escolher o certo faz tempo. - encarou o moreno por cima dos óculos.


Jongin negava em seu súbito a cena que acabara de presenciar, para ele era engraçado ver seu professor de física agindo desse jeito, mas por que não parecia tão engraçado agora?



Quando a noite caiu, Jongin aproveitou que estava solitário e decidiu colocar seu hobby favorito - e esquecido - em prática. A dança era algo que o moreno começou a praticar no início de sua adolescência, e ele carrega consigo desde então, o único problema era que ele vinha perdendo o encanto desde que um mar de problemas começou a atingi-lo. Começando pelo preconceito que seus pais tinham quanto a um homem dançarino, na visão deles um homem de verdade não dança e tal opinião magoava Jongin profundamente, porém com o tempo ele aprendeu a ignorar comentários do tipo. Em seguida vinha seu tempo e dedicação, depois que sua família caiu por completo ele a deixou de lado e mal tentava sequer voltar a praticar. Somente voltou a apreciar seu talento quando conseguiu o emprego, e lá era o único lugar onde ele conseguia se expressar da maneira que bem entendia.

Colocou uma música qualquer de sua playlists e deixou que seu corpo fosse embalado por cada som emitido. Quando se deu conta já estava cingido pela melodia, estava tão imerso na canção que nem notou o som abrupto feito pela porta de entrada.


– Não me venha com essa. O único culpado de termos que voltar tão cedo é você! - berrou a mulher.


– Se não queria vir teria te deixado lá, seria um prazer para mim. - retrucou no mesmo tom o homem bem vestido - Veja só esse seu filho, tão inútil quanto você. Se soubesse como fazer algo propriamente não estaria jogando seu tempo fora com essas coisas.

Jongin parou a música e ficou imóvel na frente de seus pais, estava atônito com a volta inesperada.


– J-já estão de volta?


– O que há com essa pergunta? Não é óbvio que sim. - sua mãe respondeu quase o derrubando - Vá fazer isso no seu quarto onde não incomodará ninguém!


E Jongin mais uma vez voltou para o único lugar seguro da enorme casa, com a cabeça baixa e a tristeza no olhar de quem sabia que o pouco de paz que teria lhe fora privado outra vez.

Jogou todas as roupas que conseguiu dentro de uma mochila junto de seus pertences pessoais, pegou a outra com seu material escolar e saiu quase derrubando a porta de seu quarto. Sabia que seus pais demorariam alguns dias até perceberem que seu filho havia fugido, no entanto não se surpreenderia se eles apenas deixassem pra lá.

Abriu a garagem já encarando sua companheira: uma Yamaha YZF-R6 tão negra quanto a própria noite. Tirou a poeira que cobria o asento e não tardou a acelerar para longe daquela casa. Quando já estava distante o suficiente parou a moto e tirou o celular do bolso.

– Sehun? - indagou firme.


– "Com quem eu falo?" - a voz do outro lado soava sonolenta e perdida.


– Sou eu, Jongin! Por acaso não teria uma cama a mais no seu apartamento?


Notas Finais


*Um aviso rápido: talvez eu demore a postar o próximo capítulo, infelizmente entrei no período de provas de novo.

Então como acham que vai ser essa relação aluno-professor desses dois?

Beijos e até a próxima ^^


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