História Amelie in Neverland - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Visualizações 51
Palavras 2.462
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Fantasia, Ficção, Fluffy, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Self Inserction
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


AVISOS SOBRE A HISTÓRIA!

↳ Após pedir a opinião de leitoras, eu decidi postar a história como a maioria pediu. Assim vocês podem ler e me dizer se gostam e aí eu vou saber se devo continuar ou descartar a ideia.
↳ Minha primeira fanfic com classificação menor que +18, porque eu não creio que haverá hot explícito nessa história. Se houver, eu mudo a classificação.
↳ Como diz no título, é um teste! Se não houver um retorno legal, eu deleto e cuido das outras fanfics.
↳ Essa história está sendo postada no wattpad, vou deixar o link nas notas finais se você quiser me dar uma ajuda por lá. ♥

Espero que gostem! ♥

Capítulo 1 - N e v e r l a n d: A Chegada.


Fanfic / Fanfiction Amelie in Neverland - Capítulo 1 - N e v e r l a n d: A Chegada.

Eu sempre fui diferente das outras crianças.

Eu não sei exatamente quando tudo isso começou, mas os insetos gostavam de conversar comigo e eu achava suas conversas tão interessantes que parava para falar com eles. O que, o que obviamente, assustava as outras crianças e fatalmente me deixava sem amigos.

Não que eu me importasse em ficar sem amigos, porque eu tinha os meus próprios insetos. Minha mãe me entendia e me incentivava a conversar com eles, a fazer amizade com eles. Sobre minha mãe, há muitas coisas que eu me lembro, mas a lembrança mais especial é a de que toda noite, ela me contava uma história. Eu cresci ouvindo fábulas sobre um Chapeleiro completamente pirado, um gato sorridente que falava coisas que nem sempre faziam sentido e um homem apressado com um relógio de bolso e obcecado por cenouras (não, não era um coelho, só amava cenouras mesmo).

Toda noite, eu pedia a mesma história:

Um mundo subterrâneo e uma garota valente chamada Alice que lutava para destronar uma Rainha Vermelha impiedosa de cabeça gigante, cujo maior passatempo era justamente cortar a cabeça dos outros quando fosse desobedecida.

Também havia uma Rainha Branca, cabelos longos e brancos com olhos grandes e gentis. No final, Alice ajudaria a Rainha Branca a reinar mais uma vez e a paz se instalaria no País das Maravilhas.

Alice era o nome da minha mãe, o que era um tanto engraçado para mim.

Eu podia não ter amigos, mas eu tinha o amor dos meus pais.

Só que tudo mudou quando completei dezesseis anos. Um acidente de carro do qual somente eu sobrevivi. Sem ser maior de idade, fui parar em um orfanato sem qualquer esperança de me adotarem com aquela idade. Na verdade, nem mesmo eu queria ser adotada. Eu tinha pais, eles só tinham partido mais cedo do que estava previsto.

Geralmente, eu dormia mal. O colchão da cama do orfanato era duro demais, o travesseiro baixo demais e os pesadelos sobre o acidente sempre me perseguiam. Mas, naquela noite, lembro de dormir pesadamente. O cansaço me mantinha presa na cama sem conseguir nem abrir os olhos.

Já passava da meia noite quando ouvi alguém esbarrar na cama ao lado da minha, onde Willa dormia pesadamente.

— Não é a Alice. — Eu ouvia o garoto resmungar. — Não é a Alice. — Isso me fez sentar na cama, porque Alice era o nome da minha mãe.

— Posso ajudar? — Eu perguntei, meio tonta. Se não fosse pelo sono me deixar lenta, eu teria gritado, pois havia um garoto em nosso quarto. Mas, ainda sonolenta e ao ouvir o nome da minha mãe, gritar nem passou pela minha cabeça.

— Oh! Alice! — Ele exclamou para mim, se aproximando rapidamente, o que me fez me encolher na cama. O garoto chegou perto demais. Os cabelos eram castanhos quase claros, uma franja comprida pendia em sua testa e os olhos orientais eram grandes e um tanto assustadores. Ele era alto e esguio e usava uma roupa esquisita preta com corações vermelhos.

— Alice? Você conhece minha mãe? — Eu perguntei, surpresa.

— Sua mãe? Não conheço sua mãe, Alice. — Ele falou apressadamente e eu franzi o cenho, porque eu não era Alice nenhuma, eu era Amelie. — Vamos. — Ele falou, de repente, tirando a coberta de mim, o que me fez dar um pulo para trás na cama. — Vamos, vamos logo. O País das Maravilhas corre grave perigo.

— País das Maravilhas? — Eu perguntei, boquiaberta. Aquilo deveria ser uma brincadeira de muito mau gosto ao citar o nome da minha mãe e as histórias que ela tanto contava quando ainda era viva.

— Sim, Alice, você sabe. — Ele insistiu, repetindo o nome de minha mãe. — Vamos salvar o País das Maravilhas. A Rainha Vermelha... Oh céus... Ela me mataria se soubesse onde estou. Traindo-a de baixo de seu nariz. Um nariz tão grande quanto sua cabeça. Oh céus... Você precisa ajudar. A Rainha Branca está desolada.

— A Rainha Branca? — Eu me levantei da cama, porque o garoto insistia em me puxar para fora dela pelo braço. — E por que eu deveria confiar em você?

— Oras, eu sei que não devia. — Ele falou, magoado, ainda me puxando para perto da janela. — Taehyung, o Valete da Rainha Vermelha. Oras, você não devia confiar em mim. — Ele repetia com o mesmo nervosismo. — Mas, confie em mim mesmo assim. Eu sou o único que sei da verdade, sou o único que sei o que a Rainha Vermelha fez e por isso estou vindo te buscar, Alice. Precisamos correr ou o País das Maravilhas vai deixar de existir para sempre. Imagine quantas crianças desoladas?

— E aonde você vai me levar? — Eu perguntei, impaciente, deixando-o me puxar, porque estava confusa.

— Para o País das Maravilhas, Alice. Mas, que cabeça. — Ele resmungou e eu franzi o cenho, parando na janela. Nenhuma das meninas no quarto havia acordado mesmo que a gente falasse alto.

— Olá. — Eu dei um pulo para trás ao ver um garoto voando do lado de fora.

— Oh, você assustou ela, seu idiota. — Tae, o Valete, ralhou com o garoto vestido de verde do lado de fora. Eu pisquei algumas vezes, porque aquilo deveria ser algum sonho esquisito. Calças de um couro verde, uma blusa de manga comprida igualmente verde. Um garoto de cabelos negros voava com um sorriso de covinhas.

— Eu sou Peter, Alice, muito prazer. — Ele sorriu para mim e eu abri um sorriso de quem acha graça.

— Peter? Tipo Peter Pan? — Eu perguntei sem conter uma gargalhada. — Isso definitivamente é um sonho. — Eu concluí enquanto o tal Peter parecia magoado.

— De novo essa história de sonho? — Taehyung me perguntou com pouca paciência. — Você não muda nunca, Alice. — Ele deu de dedo em mim e eu cruzei os braços, mal humorada, mas isso só fez ele me puxar para mais perto da janela. — O nome dele é Namjoon, se preferir.

— Peter. — O garoto vestido de verde insistiu, irritado. — Eu não sou Namjoon há muito tempo.

— Vem, vamos pegar uma carona. — Taehyung disse ao subir na janela.

— Com Peter Pan? — Eu perguntei, achando graça e ainda sem acreditar no garoto faceiro do lado de fora.

— É mais rápido que a toca do coelho, as chaves, as bebidas e comidas, crescer, diminuir, crescer, diminuir, aaaaah! Não temos tempo! — Taehyung ralhou, me puxando pela mão e pegando na mão de Peter.

Eu senti um frio na barriga ao ver o mundo lá embaixo. Nós estávamos mesmo voando tão rápido que o vento gelado quase cortava meu rosto. Meu coração acelerava, mas eu não fechei os olhos. Era só um sonho, então eu o aproveitaria. Os prédios pareciam pequenininhos na Londres de 1970. Era reconfortante.

De repente, eu não via mais nada. Eu dormia. Dormia pesadamente novamente e sentia um sol queimar meu rosto. Eu abri os olhos lentamente, porque a luz do sol me atrapalhava. Primeiro, eu o enxerguei. Olhos orientais castanhos, lábios rosados e fartos. Um cabelo bem loiro e liso, uma camiseta branca simples e jeans igualmente simples. Ele me enxergava de cima, eu estava deitada e ele estava no topo da minha cabeça, o que fazia com que eu o enxergasse de ponta cabeça. Seu rosto estava perto demais do meu e tampava agora a luz do sol lá no topo, no céu.

— Ela é linda! — Um outro oriental falou primeiro. Eu virei para o lado, surpresa, e vi o dono da voz: Um garoto de cabelos rosa e mais baixinho que os outros. Seus olhos eram grandes e estavam fascinados. — Ela não é a coisa mais linda que você já viu, Jin? — O garoto de cabelo rosa perguntou com um sorriso lindo e inocente.

— Quem você acha que ela é, Jin? — Outro garoto perguntou à minha esquerda e eu virei para ele, sobressaltada, enquanto o tal Jin continuava no topo da minha cabeça, me observando. O outro garoto que falou tinha cabelo castanho quase loiro e mechas rosas perdidas.

— Eu não sei, Kookie. — Jin finalmente falou com um sorriso. — Peter a trouxe.

Eu me levantei de supetão para me sentar, o que assustou os dois orientais que estavam fascinados comigo, mas não assustou o tal Jin que continuou parado com expectativa. Eu me sentei, encarando-o de perto e sem entender quem eles eram.

— Oi. — Jin falou com um sorriso inocente. — Qual o seu nome?

— Amelie. — Eu disse, simplesmente, olhando em volta. Havia muito mato. Uma brisa fresca e o sol no topo. Árvores muito verdes e flores de todos os tipos.

— Oh... — Eu ouvi o garoto de cabelo rosa exclamar e colocar as duas mãos em suas bochechas, apertando-as como se eu fosse a coisa mais adorável do mundo e ele não pudesse se conter. — Ela é tão bonita. Pergunte da onde ela veio, Jin.

— Eu estou bem aqui. — Eu disse, um tanto irritada por Jin ser o mensageiro. — Você pode perguntar diretamente para mim. — Isso fez o garoto de cabelo rosa se sobressaltar.

— Ooooh... Ela falou comigo. — Ele voltou a apertar as próprias bochechas, o que me fez lembrar de uma criança. As bochechas dele eram rosadas e seus olhos eram orientais ficavam pequenininhos quando ele sorria para mim.

— Pare, você está assustando ela! — O outro oriental resmungou e eu virei para ele. O garoto de mechas rosas, Kookie, levou um susto tão grande quando eu virei para ele que correu assim que eu o enxerguei. Literalmente. Ele correu tanto que eu nem consegui ver para onde ele foi.

— Eu vou conseguir uma flor para ela. — O garoto de cabelos rosas se decidiu, se levantando do chão. — Ou talvez, eu faça chá. Você gosta de chá? Eu posso fazer um chá bem gostoso. Sei fazer pão, quer pão? Bolo? Chocolate? Fubá? Você está adiantada para o chá, mas eu posso fazer mesmo assim. Chá de maçã, de pêssego, de limão...

Ele começou a tagarelar, me deixando tonta. Eu pisquei algumas vezes e pensei que eu devia estar mesmo no País das Maravilhas.

— Jiminie, vá e faça de tudo um pouco. — Jin decidiu, tentando afastar o amigo ao perceber que eu estava assustada. — Eu sei que você vai fazer de tudo mesmo.

— Oh, ok. — Ele decidiu, sorridente. — De tudo para a nova garota. Dá para acreditar, Jin? UMA GAROTA! — Ele falou, empolgado, e correu para longe com as perninhas mais curtas que as dos seus amigos, o que me fez até sentir simpatia por ele

— Desculpe. — Jin pediu para mim com uma voz gentil. — Nós... Nós não vemos garotas por aqui.

— Como assim? — Eu perguntei, achando graça.

— Nós só recebemos garotos na Terra do Nunca. — Ele me informou, se levantando e estendendo a mão para mim.

— Na Terra do Nunca? — Eu parei de andar, assustada. — Eu devia estar no País das Maravilhas.

— Aqui não é nenhum País das Maravilhas. — Ele me informou, franzindo o cenho. — É engraçado você lembrar seu nome, mas acho que isso é porque você é uma garota. — Ele tentou pensar em algo e eu franzi o cenho.

— Você sabe seu nome. — Eu retruquei, confusa.

— Eu sei, porque Peter me disse. Eu não lembrava que meu nome era Jin quando caí aqui. Nem eu e nem meus amigos. — Ele me informou e eu voltei andar ao seu lado, ainda meio aturdida. Ele era realmente alto e tinha ombros largos, o que me fazia me sentir baixa. Eu mal batia em seu ombro.

— Um garoto veio comigo. — Eu me lembrei, de repente. — Onde ele está?

— Ele não se lembra do nome. — Jin me informou. — Eu o vi acordar mais cedo. É seu amigo?

— Ele... Ele é o Valete. Preciso falar com ele. — Eu decidi e Jin sorriu.

— Certo, eu te levo até ele.

Nós caminhamos apressadamente por toda aquela floresta que agora eu entendia ser a Terra do Nunca. Era realmente muito bonita e fascinante. O calor quase me asfixiava e eu continuava usando apenas a minha camisola, mas como aquilo era um sonho, eu não ligava muito para o meu modelito.

— Valete! — Eu o chamei, quando avistei Taehyung, mas o garoto não se virou para mim, quando o encontramos perto da praia. Ele estava sentado na areia, encarando o mar, o que me fez entender que aquela floresta era uma mata litorânea. — Valete! — Eu gritei mais alto e corri para me aproximar dele.

— O nome dele é V. — Jin me avisou antes de me deixar sozinha ali. Eu me aproximei cautelosamente do Valente e decidi tentar:

— V? — Eu perguntei, perplexa, me sentando ao lado do garoto que virou para mim, sorridente.

— Olá, qual o seu nome? — Ele me perguntou e eu franzi o cenho.

— Você não se lembra? Amelie. Mas, você me chama de Alice.

— É Amelie ou é Alice? — Ele perguntou, impaciente, e eu bufei, cruzando os braços.

— Ele não se lembra. — Eu ouvi a voz masculina e virei pra trás, encarando Peter que se aproximava de nós.

— Ele precisa se lembrar! — Eu ralhei, me levantando do chão para encarar Peter de perto. — Temos o País das Maravilhas para salvar!

— Eu sei! — Peter concordou, erguendo as mãos para me acalmar. — Eu vou levar vocês até lá. Acontece que o caminho que eu usaria não pode ser usado.

— Por quê?

— A guerra já chegou lá. — Ele se lamentou e eu abri a boca, surpresa.

— Então, temos que nos apressar.

— Eu vou ver se consigo um acordo com o Gancho, ok? Então, ele nos levará mais rápido ao País das Maravilhas por uma rota segura. — Ele me informou e eu respirei fundo, encarando Taehyung que continuava sentado sem fazer ideia do que acontecia ali.

— E como é que nós vamos fazer com ele? Quer dizer, você tem que reverter seja lá o que ele tem e fazê-lo lembrar das coisas, porque só ele sabe o que há de errado.

— Ele lembrará quando sair da Terra do Nunca. — Peter me reconfortou. — Por enquanto, ele é V por aqui. Eu não costumo manter o nome dos garotos.

— Por que não? — Eu perguntei, frustrada.

— Escute, Amelie, eu só trago para cá aqueles adolescentes que tem uma vida complicada, entende? — Peter me contou com um sorriso de covinhas. — Eles sofrem demais lá fora e ao vir para cá, eles podem ser livres. O nome antigo é uma amarra.

— Isso quer dizer que o garoto chamado Jin não se chama Jin? — Eu perguntei, impaciente, cruzando os braços.

— É bem parecido. — Peter me prometeu. — Assim como V de Valete. — E você é Amy.

— Mas, eu me lembro do meu nome! — Eu ralhei, impaciente, mas Peter apenas cruzou os braços e sorriu de maneira divertida.

— Minha terra, minhas regras. — Ele disse, orgulhoso.

— Ok. — Eu respirei fundo, frustrada. — Quando partiremos?

— Eu vou fazer um acordo com Gancho hoje, está bem? Até eu conseguir esse acordo, aproveite a ilha. — Ele disse, sorridente, e eu continuei emburrada.

Aquilo estava começando a parecer mais realidade do que sonho e eu sentia um mau pressentimento que não podia refrear.


Notas Finais


↳ Wattpad:
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↳ Twitter: @fallenwingz
↳ Curiouscat: https://curiouscat.me/anneirwin


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