História Amélie (Supernatural) 1 Temporada - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Palavras 1.433
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Luta, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 17 - ! Please Stay... I'm Tired of Feeling Alone ¡




× Amélie ×

TODO AQUELE CLIMA pesado estava me deixando um pouco pesarosa. Embora Sam tentasse arrancar risadas de mim. Nada parecia estar no lugar. Dean estava se afastando, enquanto Sam se aproximava de mim. De manhã, quando eu acordava antes que ambos, eu tomava café sozinha, mas Sam sempre aparecia minutos depois e me contava coisas engraçadas. O que realmente me divertira muito.

Hoje era uma terça feira. Passara três dias dês da morte de Clarice. Eu já havia aceitado sua morte, mas não podia negar que eu já havia me acostumado com sua morte. Ah e hoje é meu aniversário de 25 anos. Acho que ninguém sabe, e é bem melhor assim. Não vejo motivos para festejar.

Eu estava deitada, olhando para o teto enquanto ouvia Knocking On The Heavens Door. Estava completamente enrolada nos lençóis até que eu senti sede. Resmunguei e Levantei-me saindo das coberturas e enrolando-me mais no meu casaco. Aquela com certeza seria outra noite fria dentro do Bunker. Saindo do meu quarto, tudo estava quieto, eu não ouvia Sam e Dean rindo ou conversando. Cada passo que eu dava o silêncio se aprofundava. Ao passar pelo corredor onde ficava o quarto de Dean, ao me aproximar pude notar que a porta do quarto dele estava aberta. Parei na frente da porta e olhei para dentro, vendo Dean em sua cama encostado-se à parede, ele usava um Headphone enquanto seus braços estavam cruzados e seus olhos fechados. Encostei-me no batente da porta observando-o. Era insano o jeito que eu adorava observá-lo dormindo, era calmante, não sei por que, mas eu adorava fazer isso. Acho que isso tudo é por eu conhecer apenas três lados de Dean Winchester. O raivoso, convencido e o dorminhoco, o dormindo era o que eu mais adorava. Pois quando estávamos juntos só sabíamos brigar igual duas crianças raivosas e isso é um dos milhões de motivos para afastar-me dele. Não estou me afastando dele por ficar com raivinha de que sempre brigamos, estou me afastando pelo fato de eu ser uma inútil e uma medrosa.

Desencostei do batente da porta e saí da frente do quarto de Dean indo para a cozinha pegando um copo e o enchendo de Uísque. O que não era comum, pois eu sempre colocava meio copo. Mas qual diferença faria? Eu estou no fundo do poço mesmo, morrer de overdose alcoólica, ou podia encher a cara e entrar em um coma alcoólico. Melhor do que morrer como a vilã da história. A primeira rodada desceu queimando pela minha garganta, a segunda foi mais devagar. Peguei a garrafa e o copo, ao me virar dei de cara no peitoral de alguém. Levei um baita de um susto ao ver que era Dean. Ele me olhava com a cara fechada.

— O que está fazendo? — Perguntou Dean encarando-me.

— Bebendo? — Dei os ombros. Dean tirou a garrafa e o copo da minha mão em um gesto rápido — Hey! — Resmunguei.

— Já chega Amélie! — Gritou — Não acha que eu vejo você vindo aqui todas as noites e bebendo quase a garrafa inteira?

— E por acaso isso te interessa? — Em nenhum momento elevei minha voz.

— Sim! Interessa-me! A partir do momento em que você troca a vida da sua tia pela minha. E que você perde alguém pra me salvar. Sim, tudo o que acontece na sua vida me interessa.

— O que você queria Dean? Queria que eu te matasse e ficasse com o sentimento de culpa pelo resto da minha vida? Acha que eu não pensei em salvar a vida de Clarice e deixar você morrer?

— Era o que você deveria ter feito! Era sua família Amélie! — Dean continuou gritando.

— Droga Dean! Você não pode simplesmente agradecer? Eu matei minha tia para salvar a porcaria da sua vida, e você me critica? Droga Dean. Eu entreguei minha única família por você! — Gritei — Sabe por que você me julga? Porque não teria feito a mesma coisa, você mataria pelo seu irmão, você não mataria sua única família por um desconhecido. Mas tudo bem, se você quiser ouvir um "eu me arrependo por ter salvado você" desculpe, mas eu não vou dizer isso. Se te serve de consolo, eu continuo sendo uma órfã e não tendo ninguém, como sempre foi. — Peguei a garrafa da mão de Dean e o empurrei tirando-o do meu caminho.

No meio do corredor senti mãos puxarem meus braços, olhei para trás vendo Dean com o seu semblante mudado.

— Me solta, eu não quero ver mais você na minha frente — Disse puxando meu braço mais Dean o segurava com muita força.

— Não! Coisas precisam ser esclarecidas entre nós dois. — Respondeu — Não me serve de consolo lembrar que você é uma sem família assim como também não me serve saber seu futuro. Amélie você me odeia, eu entendo. E eu dei vários motivos para isso. Mas eu nunca vou engolir o fato de você ter me salvado apenas por causa de Sam. E eu sei que não foi só por isso.

— E o que você quer que eu diga? — O Encarei.

— A verdade... Amélie, por que não me deixou morrer naquele dia?

— Eu já disse. Era injusto...

— Não. Você disse o que Sam queria ouvir. Mas eu quero a verdade. — Ele me encarou. Embora eu não conseguisse desgrudar meus olhos dos olhos deles, eu precisava falar a verdade.

— Por que... Além de ser injusto, e além do fato de eu ter raiva de você. Eu preciso de você... Preciso da sua ajuda — Okay, aquilo não era toda a verdade, mas dava pro gasto. — Eu preciso de você, mas não do jeito brigão, eu preciso ter um chão, algo o qual eu possa me segurar e ver que não é o fim. Eu não tenho ninguém a não ser velhas fotos que só me trazem tristeza. Os meus pais estão mortos, meu irmão também deve estar, todos que eu conheço estão mortos — Meus olhos começaram a se encher de lágrimas — Eu não tenho ninguém, e se aquele Dean, aquele que me salvou estivesse aqui. Eu o pediria para ficar. Pois eu estou cansada de me sentir sozinha. Mas ele deve ter ido embora não é. — Dean soltou meu braço ainda me encarando, enxuguei minhas lágrimas esperando que Dean falasse algo. Mas não obtive nenhuma resposta. — Okay. — retomei meu caminho para o quarto deixando as lágrimas caírem livremente. Chegando lá adentrei no quarto batendo a porta com toda a força e indo para o meu cantinho. Sentei-me no chão, encostando minhas costas na cama pondo minha cabeça entre minhas pernas e eu simplesmente desabei. Aquilo nunca aconteceu comigo e eu não consigo explicar por que de isso estar acontecendo.

Em meios de choros e soluços ouvi o barulho da porta se abrindo, olhei para a entrada e vi Dean parado olhando-me. Ele não disse nada, apenas entrou e fechou a porta, voltando a me encarar ele respirou fundo veio até onde eu estava e se sentou ao meu lado. Mesmo com os olhos cheios de lágrimas eu acompanhava cada movimento dado por Dean. Ele me encarou levando sua mão até minha face limpando as minhas lágrimas.

— É mentira — Disse Dean, eu o olhei confusa — Você tem alguém. Você tem a mim. E ao Sammy. Podemos não ser sua verdadeira família, mas alguém muito importante me disse que família não é apenas de sangue. Eu sei que às vezes sou rude com você, mas esse sou eu. Desculpe-me por todas as vezes que te fiz chorar e pelas as vezes que eu ainda farei. Você está quebrada, eu entendo, mas você precisa agüentar firme, coisas piores virão. Precisa ser forte.

— Não Dean. Eu não consigo. Eu perdi tudo. Eu vou virar um demônio eu posso sentir...— Disse ainda chorando.

— Ei... Amélie olhe para mim — Encarei Dean — Você não perdeu tudo. Ouviu? Você não perdeu. Sua tia não morreu em vão. Honre a morte dela. Você me salvou, foi um ato de pura bondade Amélie! Você trocou a vida da sua tia por Sam e por mim. Isso é bondade Amélie. Você não vai virar um demônio... — Pausou Dean — Nós vamos encontrar uma cura. Okay? Vamos procurar em todos os livros, lendas, lugares, pessoas. Nós vamos achar uma cura... Eu prometo. — A única reação que tive foi abraçar Dean, o mais forte que eu podia. Seus braços me rodearam abraçando-me firmemente enquanto eu choramingava nos braços de Dean, ele sussurrava que tudo ficaria bem, fechei meus olhos deixando as lágrimas caírem livremente.



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