História Amélie (Supernatural) 1 Temporada - Capítulo 18


Escrita por: ~

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Palavras 2.232
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Luta, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 18 - ! Lost Souls ¡



MEUS OLHOS MANTINHAM-SE fechados quando senti o cheiro de terra molhada. Os abri rapidamente, percebendo que eu não estava mais ao lado de Dean. Deparei-me com um céu estrelado e a Lua enorme espantando um pouco da escuridão. Levantei em um movimento rápido, limpando a terra do meu cabelo e do meu jeans. Olhei envolta e havia apenas árvores para todos os cantos. Mas onde raios eu estava?

— Dean? Sam? — Gritei. Mas o único som que ouvi foi o da minha própria voz ecoando. Não é possível que eu esteja tendo outro pesadelo. Mas parecia tudo tão... Real. — Meu celular... — Lembrei-me do aparelho. palpei meus bolsos e logo o senti. Peguei-o e desbloqueei. Vendo várias chamadas não atendidas vindas de Dean e Sam. Se isso não for um sonho, então ele deve estar procurando por mim certo? Mas para dificultar toda a minha vida, eu estava no meio do nada, o celular estava sem sinal. — Merda — Resmunguei. 


Eu tinha que pensar rápido. Estava em uma floresta, sem armamento nenhum, com um bando de demônios atrás de mim. — Pensa Amélie! Pensa! O que Sam e Dean fariam se estivessem aqui? — A imagem da Baby inundou meu cérebro — Mais é óbvio! Uma estrada. Eu preciso achar uma estrada! — além de estar perdida eu estava maluca! Pontos para mim!

Liguei o flash do celular e olhei envolta novamente. Para onde eu iria? Qualquer lado que eu entrasse eu estaria correndo risco de (A) Armadilhas de Wendigo (B) Demônios e (C) Lobos. Okay. Agora realmente complicou.

— Talvez eu deva ir para Leste — Disse a mim mesma — Ou talvez oeste? — Olhei para a direção oeste. — Okay oeste, não me decepcione — Comecei a caminhar em direção oeste. Adentrando na mata.

× Dean ×

— ISSO É IMPOSSÍVEL! ELA ESTAVA AQUI! — Gritei pela milésima vez — Eu estava ao lado dela! É óbvio que ela não saiu pela porta da frente! Eu teria visto!

— Então o que supõe Dean? Por que até agora a única coisa que sabemos é que Amélie estava aqui e simplesmente evaporou! — Retrucou meu irmão

— Se continuarem gritando um com o outro nunca acharemos Amélie! — Cass interferiu — Dean, Amélie teve algum motivo para sair do nada?

— Claro não — Respondi. — Eu estava conversando com ela, eu disse que iria a cozinha pegar uma cerveja, e quando voltei, ela não estava mais aqui. — Era mentira. O que eu havia contado era mentira. Não foi isso o que aconteceu exatamente, a verdade era que quando fui me desculpar com Amélie ela começou a chorar e acabou me abraçando eu também a abracei. Porém ela dormiu nos meus braços, e eu acho que por algum segundo acabei cochilando por que quando acordei, ela não estava mais lá — Foi isso o que aconteceu.

— Sam você não viu Amélie saindo?

— Não, quando cheguei Dean já estava gritando por Amélie. — Disse Sam.

— Ela tinha a chave para sair daqui? — Cass me encarou e eu neguei.

— Espera... — Sam começou a palpar os bolsos

— O que foi? — perguntei

— Só existe uma chave para entrar e sair do Bunker. — Mas é óbvio. Por que eu não me lembrei disso? — E ela estava comigo — Sam tirou a chave de seu bolso — Então. Se a porta estava trancada, e a chave estava comigo. Então... Como ela conseguiu sair?

— Ela se teletransportou — Suspirou Cas.

— O que...? Mas ela não sabe nem como controlar os poderes. Como ela poderia se teletransportar? — As vagas lembranças de Amélie no quarto usando seus poderes inundavam minha mente. Tudo bem que ela estava aprendendo a usar seus poderes, mas e se ela tivesse aprendido a se teletransportar e não tivesse dito a ninguém? Por que ela não disse isso a mim? Talvez por que não soubesse certo? Ou não? Lembrei-me também que ela estava a escrever em um diário, e que não queria me deixar ver. E talvez seja lá que eu obtenha respostas.

— Só há um jeito de saber. — Disse retirando-me da sala e indo até o quarto de Amélie. Ao abri a porta, nada havia mudado desde que notei sua ausência e saí gritando por ela. Se eu tivesse um diário, onde eu guardaria? Na gaveta talvez? — Não. Você não seria tola a esse ponto... Onde está. Pense Dean. Pense. — Olhei envolta e vi a escrivaninha, andei até ela e me agachei, vendo claramente o diário pendurado com durex. Arranquei a fita adesiva e peguei o diário. Abri a primeira página e comecei a ler.

23 de Novembro de 2013

Hoje o dia foi extremamente engraçado. Eu e os Winchesters fomos a um bar, e Sam acabou ficando bêbado. Admito que também fiquei um pouco fora de mim, mas Dean continuava como uma pedra. Ele deve ter bebido umas quatro ou cinco cervejas e nem por um estante demonstrou estar bêbado.
Clarice nos deu uma grande bronca por chegar às 3 da manhã. Mas depois pediu desculpas. Confesso que me senti uma criança indefesa quando ela brigou conosco, acredito que os Winchesters também tenham sentido o mesmo.
Acontece que o dia engraçado terminou assim que tive o mesmo pesadelo. Não entendo por que é sempre o mesmo, mas ele sempre começa comigo, perdida em uma floresta parecida um pouco como a de Michigan, a que visitei com meus pais, estava de noite e eu procurava por Sam e Dean. Mas ao invés de achá-los, eu encontrava um homem, em seus pulsos e tornozelos haviam correntes, ele parecia um fantasma, mais ao mesmo tempo parecia estar vivo. O fantasma ou sei lá o que falava palavras em hebraico ou latim? Talvez eu nunca descubra o que elas significam, mais parece que são importantes.

Fechei o diário e fui correndo de volta para a Sala. Chegando lá Sam e Cass tentavam fazer um feitiço de localização.

— Sam. Há alguma floresta ou Zoológico dentro de uma em Michigan? — Perguntei chamando a atenção de Sam.

— Não sei. Vou procurar. — Sammy saiu de perto de Cas foi até seu computador.

— Acha que ela pode estar lá? — Perguntou Cas se aproximando

— É o que diz no diário dela.

— Dean! Está lendo o diário dela?

— É a única chance que temos de encontrá-la... Tem alguma outra sugestão? — O anjo respirou fundo e negou — Então. Eu preciso ler a segunda página. — Abri o diário e comecei a ler novamente.

24 de Novembro de 2013

Tive o mesmo pesadelo. Outra vez. Só que hoje foi diferente. O homem acorrentado não estava lá, quero dizer, se estava eu não o vi, pois havia centenas de pessoas espalhadas pela floresta. Eram como... Almas. Almas perdidas seria o nome correto. Elas repetiam as mesmas coisas que o homem acorrentado. Algo maior estava se aproximando, mas fui acordada por Dean quando quase consegui ver quem era.
Estou começando a ficar preocupada com meus sonhos, e com Tália. Ela aparece neles sempre quando há uma morte. Ela me avisa, mas eu nunca ouço. Quem será ela? Um anjo ou demônio talvez? Por que ela me avisa? Será que ela realmente existe?
Acontece que não é só isso que vêm me preocupando, meus poderes... Eles estão evoluindo. Sinto que posso explodir alguém em um piscar de olhos. Isso não é bom. Pois eu ando sentindo algo estranho. Como se fosse sombrio, isso está começando transparecer. Mas há algo que luta contra isso. Um sentimento bom, não sei o que é, mas sei quem o causa. Dean. Eu posso estar louca ao escrever isso, mas sinto que ele pode me salvar. Ou talvez seja só meus hormônios estúpidos.
Mas enfim. Descobri onde fica essa tal floresta. Eu estava certa, ela fica em Flint, Michigan. Na verdade não é uma floresta, era um Zoológico antigo, há muitos relatos de desaparecimentos por lá, mas não há nenhuma lenda local que os justifique. Mas tem que haver certo? Eram muitas pessoas, tem que haver um assassino em comum, ou uma tragédia em comum. Não sei o que é, mas preciso descobrir.
Talvez eu peça a ajuda de Dean ou Sam, mais acho que eles estão muitos ocupados achando uma cura para mim. E eu realmente espero que a encontrem.
Clarice quis conversar comigo sobre isso hoje de manhã, eu disse que estava bem mesmo não estando, acho que aquela mentira foi o suficiente para ela achar que eu estava começando a ter sintomas de depressão e de maníaca. Eis aqui o meu recado para minha querida Tia.
Só quero que saiba que eu estou bem, não o suficiente, porém estou bem o suficiente para querer lutar. Só Deus sabe o quão eu estou cansada disso tudo. Eu só quero acabar com isso tudo. Quero acabar com esse sofrimento. E eu estou tentando. Juro. Porém calada."

Confesso que quando li a parte sobre mim fiquei um pouco... Chocado? Mas não era isso que importava.

— Um Zoológico abandonado em Flint, Michigan. — Respondi. Sam e Cas me olharam — Se ela está em algum lugar. É lá.

— Então vamos. Rápido.

× Amélie ×

Acho que já fazia 30 minutos desde que comecei a andar. Estava frio, o que me fez descartar a possibilidade de ainda estar no Kansas. Acontece que o frio só dificultava mais as coisas. Eu estava apenas com duas blusas, uma sem manga e a camiseta de manga comprida, calça jeans e um tênis all star. Conforme eu andava mais pesada minha respiração ficava, parecia que meu nariz estava congelando e que meu pulmão estava pegando fogo. Eu estava com sede, e rezava a cada segundo para que ou os Winchesters ou Castiel me achasse.
Parei olhando ao redor, só havia árvores, para todos os cantos. Olhei o celular mais uma vez, o relógio marcava 01h27min da manhã. E ainda não pegava nenhum sinal. Minha bateria estava em 37%. Não era bom, mas era melhor que nada.

Continuei a andar em frente, graças a lua e ao Flash do meu celular, podia ter a noção do que estava pela frente. Bem, pelo menos era o que eu pensava.

— Quem está aí? — Perguntei após ouvir um barulho de galho quebrando. Parei imediatamente de andar. Iluminando ao redor e vendo exatamente nada. Mas eu tinha a sensação de que estava sendo observada. Voltei a andar, mas parei novamente ao ouvir a mesma coisa. Fiquei imóvel, não sabendo o que fazer. Até que decidi olhar para trás, e me arrependi completamente. O homem assustador, ou homem acorrentado como eu o chamava estava atrás de mim. Observando-me. Meu coração pulou na hora, era mais um pesadelo. — É só mais um pesadelo Amélie. Não se desespere. — Com uma tremenda dificuldade e medo olhei ao redor, e havia várias pessoas olhando-me, pela primeira vez eu senti medo por estar de cara com fantasmas. Mas não era por estar sem um armamento ou por que eles davam medo. Não. Era diferente. Era como se eu sentisse o medo deles. A cada canto que eu olhava, havia um fantasma. Eles começaram a dizer palavras, e as repetiam assim que a frase acabava. Aquelas palavras ecoavam em minha mente, minha cabeça doía cada vez que era pronunciada. Pus a mão sobre minha cabeça.

— PAREM! PAREM! — Gritei o mais alto que pude. Mas eles continuavam falando. Minha dor de cabeça ficava mais forte a medida que eles se aproximavam de mim. A dor consumia meu corpo. Caí ajoelhada sobre o chão. Senti algo descer sobre minhas narinas e meus olhos, passei a mão sobre o líquido e era sangue. Eu tinha que sair dali. Ou morreria.

Juntei todas as minhas forças e me levantei com muita dificuldade. Comecei a correr para forma do círculo. Eu passava pelos fantasmas correndo enquanto eles ainda repetiam a frase, que ainda estava forte. Quando finalmente consegui sair, eu adentrei na escuridão, perdendo todos os sentidos. Até que senti meu pé esquerdo afundar em algo, eu acabei tropeçando em alguma coisa, a única coisa que sentir foi a sensação de estar caindo e depois tudo se escureceu.

× Dean ×

Cas havia nos transportado para o Tal Zoológico. Mas na verdade estávamos no meio de uma floresta.

— Será que ela esteve aqui? — Perguntou Sam.

— Talvez. No diário dela, ela escreve que sonhava recentemente que estava aqui. Talvez ela tenha se transportado para cá. — Respondi ligando a Lanterna. — Sam você vai para Leste. Cas para Sudeste e...

— Acho que isso não vai ser necessário — Fui interrompido por Cas, olhei para ele e o anjo apontou para o chão — As pegadas vão para oeste.

— É. Ela esteve aqui. — Disse Sam iluminando as pegadas.

[...]

Estávamos seguindo as pegadas, que estavam um pouco apagadas. Mas mesmo assim continuamos. Até que vimos uma luz um pouco a frente da onde estávamos. Eu e Sam erguemos nossas armas imediatamente e Cas ergueu sua adaga angelical.
Fui na frente, como sempre, e ao me aproximar vi que era um celular. O celular de Amélie. Peguei-o na mão e olhei envolta.

— Aconteceu alguma coisa — Disse. — Fiquem atentos. — Guardei o celular dela no bolso e voltei a Andar.

— As pegadas estão desaparecendo — Alarmou meu irmão.

— Esperem — Cas passou por mim. E sumiu no ar.

— Cas? — Sam chamou — Mas... — Sammy foi interrompido por Cas aparecendo em nossa frente com uma menina desacordada no colo. Logo pude perceber que era Amélie. 



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