História America - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Hetalia: Axis Powers
Personagens Alemanha, América (Estados Unidos da América), Belarus (Bielorrússia), França, Prússia, Rússia, Ucrânia
Tags Rusame
Visualizações 15
Palavras 1.996
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção Científica, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


olá pessoal, como estão? Essa é minha primeira fic de hetalia e se eu shippo o Rússia com o América? Só shippo né
Eu shippo o Rússia com todo mundo: América, Prússia, China aaaAAAAHHJHHH e aí vai

Essa fanfiction vai se passar no período da guerra fria E não tem nada a ver com o fato deles serem países, pois é um AU, aqui vou lhes contar sobre o romance deles dois e várias outras coisas, nós teremos outros casais sim, como: GerIta, Spano/Sopano, Franada e etc, etc... E outros personagens vão aparecer também

Espero que vocês gostem (pois to adorando escrever, sim eu tenho outros capítulos e esqueletos deles escritos), comentem, deixem o like e adicione na lista de leituras :))

Capítulo 1 - Capítulo Um


Estados Unidos da América,
3 de Maio de 1965

Alfred estava mais uma vez na cafeteria Scones&Pie. E, apesar de faltar um pouco menos que dois meses para o quatro de julho, Alfred já estava planejando como iria passar o dia.

E como iria tentar fazer com que um canadense tivesse o espírito americano para a comemoração.

Alfred F. Jones estava no terceiro período da faculdade de robótica, iria fazer vinte e seis anos no quatro de julho, tinha olhos incrivelmente azuis brilhantes, cabelos loiros com alguns fios rebeldes, bochechas redondas, voz um pouco grave, personalidade descontraída e jovial.

Ele trabalhava no Scones&Pie há um ano, o dono era um francês chamado Francis (que vivia dando em cima do seu irmão mais novo, diga-se de passagem), se conheciam a pouco mais de cinco anos quando Francis veio para a América em busca e amores e um lugar agradável para preparar e vender a boa e velha comida francesa.

O Scones&Pie era uma cafeteria-biblioteca aconchegante, cheia de vidraçarias para que a luz do dia entrasse com facilidade, flores de amoras doces em cada mesa e canto do estabelecimento, um e cheiro de café moído toda manhã irresistível, uma perfeita vinheta se você quiser colocar numa fotografia.

Jovens de todas as idades, inclusive senhoras, iam a Scones&Pie para tomar o melhor café daquela região de Nova Iorque, e comer a irresistível torta de morango com maçãs de Francis.

"Alfred, mon garçon, podes trocar de canal?".

"Claro".

Francis não gostava das notícias daquela manhã como a de qualquer outra. Desde o início da Corrida Armamentista é assim, os russos fazem e logo em seguida os americanos. Francis dizia que o acontecimento de Hiroshima e Nagasaki em 1945 foi um completo horror desumano e que ninguém merecia aquilo.

Mesmo depois de Pearl Harbor.

O senhor Francis era um pacifista e morava nos Estados Unidos há dez anos, ele viveu a Crise de 1929 e o início e fim da Segunda Grande Guerra no seu país natal, a França, e sabia e conhecia de perto o que um homem mal pode fazer.

Francis tinha quarenta e cinco anos agora e uma vida de sufocos na Europa, e uma simples e tranquila em Nova Iorque.

"Senhor Francis, posso sair um pouco mais cedo nesta tarde? Tenho testes amanhã na faculdade e gostaria de fazer uma pequena revisão" Alfred o perguntou.

"Oh, claro mon garçon" senhor Francis o respondeu sorrindo.

O tempo naquela manhã estava agradável, nem muito quente e nem muito frio, uma pequena garoa caiu mais cedo só que isso não afetou de forma alguma a movimentação do Scones&Pie. Tony apareceu para cumprimentar Alfred e também para contar-lhe que Marie Elizabeth havia terminado o trabalho a tempo de entrega do professor, o que o fez suspirar de alívio caso sua nota nos testes de motores forem negativas.

Oh e que também faltavam poucos dias para o pequeno recesso que eles teriam das atividades escolares, um pequeno suspiro de thank God passou pelos lábios de Alfred.

O sininho que anunciava a chegada de novos clientes no Scones&Pie tocava na mesma frequência de sempre só que naquele dia em questão às 10:48 AM uma figura que Alfred nunca tinha visto passou pela porta.

A primeira ele conhecia, era uma moça de olhos azuis marcantes e cabelos loiros super curtos para aquela década, de pele clara e seios grandes e roliços que Alfred jurava de dedos cruzados que podia ouvir um póin-póin quando a moça andava. A outra era um homem alto, na verdade, muito, muito alto, diga-se de passagem, de cabelos também loiros só que mais claros que os da moça que poderiam até ser descritos como platinados, pele alva e doce aos olhos de qualquer um.

Os olhos eram estranhos para Alfred. Ele nunca tinha visto um igual.

Pareciam uma mistura de cores azuis e castanho quase num tom roxo brilhoso, Alfred nunca em sua curta vida tinha visto nada como aqueles belos olhos roxos. Ele estava completamente sem palavras.

"Bem-vindos ao Socnes&Pie, sou Alfred, posso anotar seu pedido?" ele perguntou com um sorriso cordial nos lábios rosa.

"Eu vou querer um café expresso com pouco açúcar com uma fatia de bolo de limão" ela virou para o homem a sua frente e falou algo em alguma língua que Alfred não conhecia, o que fez com que ele franzisse as sobrancelhas enquanto ao que parecia ser o homem respondendo para si naquela língua estranha "Meu irmão vai querer um café puro sem açúcar com um sanduíche recheado com ovos fritos, carne seca, bacon frito, queijo bem derretido com um pouco de presunto" ela sorriu no fim.


"Ook" Alfred disse anotando o pedido "Logo volto com os seus pedidos".

Ele foi até a cozinha e entregou para Francis o pedido.

"Eu nem sei como você irá fazer isso" comentou enquanto o mais velho lia "O cara que o fez é estranho".

Francis colocou os dedos na barba rala que tinha e se pois a coça-los, ele parecia ter um tom pensativo aos olhos de Alfred.

"Quem manda é o cliente, mon Alfrid, vamos ser cordiais como sempre e...".

"...o sorriso nos lábios não mente" completou com um sorriso no canto dos lábios "Certo, senhor Francis".

"Perfeito mon garçon" senhor Francis sorriu "Agora, me alcance os ovos sim".

 

Америка


 

"Você precisa aprender inglês, irmão, suas aulas começam em cinco dias".

"Eu sei querida, não se preocupe".

"Ivan, querido" ela sorriu terno e tocou nas mãos de Ivan com as suas, eram macias se comparadas às de Ivan, que eram calejadas devido as noites em claro em cima de seus trabalhos e anotações "Natasheka deve está sentido falta do irmão".

"Você também estava, não?".

"Muito, meu querido" ela beijou os dedos de Ivan "Você devia me visitar mais vezes, a América é um lugar belo".

"Amo o meu país irmã, apesar de tudo" ele acariciou as mãos dela "Você viu as notícias? Nikita...".

"Mais isso não ajudaria quase em nada, é apenas uma desculpa. Ele é ucraniano, e veja querido, sua irmã está feliz".

"Não senti falta da Rússia?".

"Eu deveria?".

Ivan se calou recolhendo suas mãos.

"Irunya".

"Eu sou ucraniana, querido Ivan, meu povo sofreu e ainda sofre".

Eles se olharam e Ivan pode vê os olhos de Irunya se encherem, ele suspirou e tocou nas mãos dela, as trazendo para seus lábios e deixando um beijo terno. Ele acariciou com os dedos e com a outra mão limpou uma lágrima que deixou os olhos de Irunya.

"Eu sou ucraniana e mulher, querido, o que tenho lá? Krushev só quer concentrar mais o poder em suas mãos, a mãe Rússia está sangrando, querido".

"Não chore Irunya, desculpe seu irmão".

Ela fungou fraco segurando forte a mão do irmão e deixou um beijo, Ivan sussurrava palavras doces na língua de Irunya, ela acompanhava em algumas palavras nas cantigas ucranianas, eles viviam tempos difíceis.

Alfred os via de longe, ele tinha uma confusa expressão em seu rosto, ele queria saber o que a moça tanto conversava com seu irmão. E se o senhorio Jones fosse inteligente para geografia política tanto quanto para robótica clássica ele saberia que o casal de irmãos tinham nacionalidades diferentes.

E que a nação de um deles estava fazendo o ruim para a do outro.

Só que Alfred conhece de có e salteado as teorias físico-mecânicas e nem tanto o idioma russo-ucraniano.

O senhor Francis tocou o sininho avisando que o pedido da mesa sete, a dos irmãos estranhos, como Alfred descreveu, estava pronto. Ele arrumou na bandeija logo se dirigindo a eles.

"Um café expresso com pouco açúcar e uma fatia de bolo de limão" disse deixando o pedido de Inurya na sua frente "Um café puro sem açúcar e seu sanduíche".

Alfred os serviu e abraçou a bandeija em seu corpo.

"Mais alguma coisa?" perguntou.

Ele sorriu para os dois e não pôde deixar de notar o homem de ombros largos tirar de seu blazer um cantil que aparentava ser antigo, trabalhado em couro e sem figuras, Ivan despejou um líquido transparente no café e Alfred ficou se perguntando o que seria aquilo.

"Não, obrigada" Inurya respondeu num sorriso.

"Qualquer coisa, é só chamar".

Alfred olhou mais uma vez para Ivan, que o olhou com um sorriso de canto, fazendo o desviar de seus olhos com as bochechas um pouco rubras.

Ele se recolheu e voltou para o lado de senhor Francis, que parecia avoado demais em seus pensamentos.

"O garoto olhou pra você" Inurya sorriu com a caneca junto a seu rosto.

"Ele não irá olhar se me ouvir falar".

Inurya olhou o irmão misturando o café, mexendo a caneca, ele soprou o vapor e tomou um gole. O café descia quente na garganta de Ivan junto com fervor da vodka que tinha posto, ele suspirou pesado passando a mão nos cabelos.

"Quer falar russo?".

"Não posso" e tomou mais um gole "Ucraniano está bom pra mim".

Inurya sorriu mostrando um pouco de seus dentes, Ivan gostava de a ver sorrindo, era o sorriso mais lindo que já tinha visto em toda a sua vida. Ele amava Inurya, tanto, mais tanto que era capaz de deixa-la na América.

"Eu te amo, Inurya".

"Eu também, querido Ivan".

 

Америка

 

"Matt, você viu meu volume único de mecânica quântica?".

"Não Al, procure direito. Estou saindo, minha aula começa daqui meia hora, te vejo no jantar".

"Até breve".

Alfred suspirou coçando a cabeça, ele estava com papéis por toda a parte, estava quase perdendo a cabeça, sério. A prova de hoje foi difícil só que ele deu o melhor de si.

"Preciso de um hambúrguer" ele se levantou e pegou um casaco, ia sair de casa para comprar o que comer.

Aquela noite estava pouco estrelada e fria, Alfred pensava em várias coisas ao mesmo tempo que quase foi atropelado. O motorista buzinou e o xingou, Alfred ralou os olhos e puxou o boné mais firme na cabeça.

Uma quadra a frente de onde morava, havia uma barraquinha de uma senhora gordinha que fazia os melhores hambúrgueres daquela região, e Alfred é um estadunidense nato, então sabe o que está dizendo. Ele virou a esquina e já via a barraquinha quase no fim dela, só de pensar no hambúrguer bem recheado e molho caprichado a barriga começou a roncar e ele apertou o passo.

Alfred tinha um amigo, pra não dizer melhor, chamado Gilbert (que insistia dizer que era prussiano e não alemão, como o irmão mais novo) ele tinha cabelos brancos e olhos castanhos que Alfred jurava de dedinho que eram vermelhos, um perfeito albino.

Gilbert não tinha emprego fixo, mais sempre toda a noite estava na barraquinha da senhora Ann a ajudando com o hambúrgueres. Como nesta, ele estava na chapa fritando os ovos, com uma touca no cabelo e avental branco manchado e ketchup e mostarda.

"Boa noite Gilbert" Alfred falou para o amigo.

"Oh Alfie, pensei que não viria hoje" ele respondeu amassando com a espátula um hambúrguer "O de sempre?".

"Uhum" disse balançando a cabeça "Boa noite senhora Ann, como tem andado?".

"Posso te garantir que não é com as pernas, meu garoto" Alfred riu com a resposta da senhora Ann.

Aquilo só podia significar uma coisa.

"Gota" Gilbert e Alfred falaram juntos.

"Exatamente meu jovem rabbit" senhora Ann falou puxando a bochecha de Gilbert "E como está, Alfred?".

"Ah o de sempre" ele apoiou a cabeça na mão " Nada de interessante".

"Ainda estamos no começo do ano, muitas coisas podem acontecer querido" senhora Ann disse num sorriso "Mais até lá, coma seu hambúrguer".

Alfred agradeceu e ficou conversando com Gilbert sobre a faculdade, o alemão, desculpe, prussiano, era formado a algum tempo (ele tinha trinta e sete já) em enfermagem só que não exerceu a profissão. Bom, ele participou da Segunda Guerra como enfermeiro, apesar de ter só desezeis anos, na juventude hitlerista.

Mais isso não é uma coisa que Gilbert Beilschmidt se orgulha e que com toda a certeza não irá contar para seus filhos.


Notas Finais


postado no wattpad na conta @head-rat, minha, todos os direitos reservados à mim


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