História American Love - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bring Me The Horizon
Personagens Oliver Sykes, Personagens Originais
Visualizações 13
Palavras 4.791
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oie meus amores.
Essa é minha nova short - fic. Ela será dividida em 3 capítulos. É mais como um projeto que estou terminando.
Sim tem o Oliver, eu juro que tentou mudar, mas não consigo não!!
Sobre minhas outras fanfics, já que consegui agora pegar meu computador novamente, esse próxima semana já terá atualizações. <3

Espero que gostem, comentem <3
Sério comentem mesmo <3

Capítulo 1 - Happy For Ever ... Always?


Fanfic / Fanfiction American Love - Capítulo 1 - Happy For Ever ... Always?

Sabe quando esquecemos algo importante? Algo realmente importante? Colamos lembretes coloridos na porta da geladeira, e lemos isso todos os dias... Repetimos mentalmente que aquilo realmente vai ser algo memorável pelo qual você tem de dar total atenção. Eu conseguia me lembrar da data escrita com a caligrafia perfeita de Liv , no papel verde fluorescente, claro que era verde! É a cor favorita de Liv. 

 Lembro que ontem Chris me ligou ao amanhecer, o que em geral não acontecia há meses, ele me deu instruções claras de que eu deveria ir até a porta de meu apartamento, olhei para o relógio ao lado da minha cabeceira, e os ponteiros verdes formavam 05:59 da manhã. Como a boa mal humorada que sou, fui reclamando até a porta me esquecendo do aparelho celular na cama, me espreguicei e destranquei a porta, abrindo com o solavanco.   Um gigante buquê recheado de rosas vermelhas me esperava ao lado de um balão vermelho com as letras brancas formando: Eu Te Amo. 

Não pude deixar de sorrir. Recolhi o enorme buquê e levei para a bancada da cozinha. Sempre deixei claro para as pessoas como acho lindo o ato de presentear alguém com flores, todas as flores, menos margaridas. Margaridas me dão arrepios!  Passei o dia deitada na minha cama, era sexta, feriado, nada de aulas cansativas de estatística, quem diria, comecei a faculdade de jornalismo para fugir dos malditos cálculos (meus inimigos, diga – se de passagem), e eu tinha longas horas de aulas de estatística. E mesmo no segundo ano, ainda não me acostumei com essa droga de estatística gráfica. Sentei-me no sofá, peguei minha fatia de torta, conectei no Netflix e peguei meu celular. 

De: Chris

 Bella vou sair com os meninos. Te Amo , tenha uma ótima noite

    Xx

 

Não me dei o trabalho de responder uma mensagem que recebi há duas horas. Concentrei-me na delicia do Damon Salvatore, apenas para ser interrompida pela campainha. E abrir aquela porta foi meu maior erro. Primeiro Liv minha cunhada, seguida de Lexi minha melhor amiga e Finn invadiram meu hall de entrada, me convencendo de que aquela iria ser a última melhor noite da minha vida. Finn meu melhor amigo (mais feminino que eu), me enfiou em um vestido preto me fez subir em um scarpin. E depois fui arrastada para alguma boate no centro de Seattle. É depois disso que minha memória falha, lembro de ouvir Liv falar sobre o vestido que ficaria no Spa e que meu pai iria me buscar as 17:30 porque o atraso faria o suspense melhorar.

E hoje ao abrir meus olhos, noto que estou de lingerie, deitada na banheira, enrolada com o tapete. Meu vestido pendurado no espelho, e meus sapatos dentro da privada. Ao levantar sinto os efeitos da noite da qual me falha a memória em curtos flashes . Meu telefone não para de tocar, então puxo o fio. Quando estou de banho tomado e me sentindo limpa me visto, abro as janelas e a brisa gelada da tarde de outono invade cada canto do apartamento, o sol já estava abaixando dando sinal de que a noite não irá demorar a chegar. Meu celular vibra insistentemente em cima da mesa de centro da sala. E me arrisco em atender.

- ARABELLA PELO AMOR DE DEUS ONDE VOCÊ ESTA? – A voz de minha mãe indica que ela estava com raiva – JÁ ERA PARA VOCÊ ESTAR A CAMINHO ARABELLA!!!! 

- Calma! – Olho ao redor para me lembrar de onde eu deveria estar – Eu já estou no caminho. – Me jogo no sofá, e encaro o teto  – Mãe... Eu...

 - Você não esta dando pra trás não é mesmo? – A voz de Lexi preenche a distancia da ligação.

 - Lexi ... – Mordo o lábio em duvida – Qual é mesmo o endereço?

- 804 Ninth Avenue. Catedral St. James, Arabella....

 Enfiio os pés no all star, pego o dinheiro e corro o mais rápido que minha lezeira permite em direção à avenida em busca de um taxi.

E agora 18:10 estou parada em frente a porta fechada da catedral, e em um reflexo de lembrança recordo o acontecimento primordial de que não podia nunca ter esquecido. É um casamento, claro que é um casamento. E na hora em que a porta se abre com a marcha nupcial, a realidade cai sobre mim como um balde de água fria em meio ao pólo norte, o espanto nos rostos é totalmente evidente. Conforme eu me aproximo, desfilando pelo tapete vermelho, eu reconheço alguns poucos rostos. Claro que eu deveria me lembrar... É a porra do meu casamento com Chris.

   O homem esta no meio do caminho me encarando espantado, os olhos azuis me medem minuciosamente, os cabelos  penteados para trás, a barba feita e o terno preto totalmente alinhado.

 - Bella? – Chris me puxa do devaneio

Olho ao redor, e são margaridas, como caralhos escolheram margaridas para o meu casamento? Antes que eu pudesse me sobrepor sobre esse erro que só pode ser uma ironia, a falação se inicia, mil perguntas atingem meus tímpanos, os convidados cochicham alto de mais com julgação plena em suas palavras, e o padre sai do altar batendo os pés

 - CHEGAAAAAAAAAAAA – Minha mãe grita espantando a todos, ela estava totalmente impecável no vestido salmão, os cabelos arrumados profissionalmente e a maquiagem escondendo as plásticas constantes. Ela sorri cordialmente e desce os degraus ao meu encontro – Creio que minha querida Arabella vá esclarecer perfeitamente o que aconteceu. E logo prosseguiremos com a cerimônia com minha filha devidamente vestida.                               O aperto em meu punho demonstra raiva que ela esconde em suas doces palavras, os olhos  tempestuosos em minha direção. Minha mãe me puxa para dentro de uma sala, que deve ser a sala do coral, mesas espalhadas por toda a extensão, um palco de madeira e uma cruz na parede.

 - Miga sua looooucaaaaaa – Liv entra correndo segurando a barra do vestido verde esmeralda, os cabelos pretos caídos em cachos quase não se mexendo de tanto laquê. – Como assim??

 - Quando a porta abriu quase cai pra trás – Finn entra se abanando com um leque cheio de glitter, apesar de ser gay, ele é alto, com barba e cabelo ruivo da moda. Qualquer mulher que se prese teria uma queda constante por ele. Mas da fruta que eu gosto ele come até o caroço. – Bitch como assim? Que babado forte, to MORTAAAA – Ele se ajoelha na minha frente me abanando com o leque

 - ARA.BE.LLA.JO.AN.NNE.LE.BLA.NC – Minha mãe cuspe meu nome fazendo questão de demonstrar o ódio que escorre de sua alma. – Um minuto... Um minuto para você explicar essa PALHAÇADA? Olha a vergonha que você esta nos fazendo passar Arabella Joanne.... Respiro  fundo e pela primeira vez solto uma frase completa desde que entrei aqui.

- Eu esqueci.

- COMO ASSIM ARABELLA ? – As narinas de minha mãe inflam e seus olhos pingam em desprezo

 - Como esqueceu doida? – Finn sussurra divertido e Lexi prevê o que vai acontecer e tampa a boca dele antes que o ataque de riso se inicie

- Você então esta querendo insinuar que esqueceu seu casamento planejado de dois anos, com Chris Scott? – A expressão que passa no rosto de minha mãe é de pura descrença.

 - É, - Dou de ombros – Esqueci, bebi demais ontem, e esqueci-me do meu casamento hoje.

 E como esperado minha mãe começa a latir ordens para que Liv vá acalmar o irmão, que Finn busque meu vestido e que Lexi distraia os convidados, convidados quais eu não me recordo da metade! Quando ficamos sozinhas Lauren se vira para mim e senta em um dos degraus de madeira. - Se levante Arabella e se encare no espelho.

É uma ordem, ela sempre fez isso comigo, quando eu fazia algo inaceitável tinha de ficar em frente ao espelho por horas repetindo em voz alta  e em idiomas diferentes que nunca mais faria aquilo. E mesmo com meus 19 anos de idade, me levanto , caminho até parar em frente ao estreito espelho ao canto mal iluminado da sala. Meus cabelos castanhos escuros caem até um pouco abaixo de meus seios e a parte de trás descansa por cima da toca do moletom preto da Gap que eu uso, minha calça jeans puída, e meu all star preto estão sujos. Bela forma de uma noiva aparecer em seu casamento. Quase dou risada com a cena, todos sabem que eu sou a  atrasada da turma, mas acho que nunca ninguém imaginou que eu entraria de moletom em meu próprio casamento!                                                                                                A figura alta de minha mãe aparece atrás de mim, com olhos gelados como a solidão. A observo pelo espelho, enquanto ela pega minha mão e me roda, travei meus pés no giro de 180 graus, fixada perfeitamente em frente a minha versão mais velha. E o estalo que feaz quando sua mão atinge meu rosto, ecoa por toda a sala.

- Isso é pra você nunca se esquecer da vergonha que fez a família LeBlanc passar no dia de hoje.

Coloco a mão por cima do local que arde.

 - LAUREN – O sotaque parisiense de meu pai a repreende enquanto o próprio caminha apressadamente e tira minha mão, massageando o local que arde em meu rosto – Você ficou louca? Isso é agressão. – Os olhos cálidos de meu pai passam de aconchegantes para furiosos.

 - Ela merece Pierre.  Os Scott são uma família tradicional, como vou encarar minha amiga Martha depois dessa vergonha?

- Se ela é realmente sua AMIGA, vai compreender que Arabella ainda é uma criança. – Sou puxada para o abraço de meu pai. E contenho o ímpeto de mostrar o dedo do meio para minha mãe.  Lauren ignora a bronca de meu pai, e começa a reclamar da demora de Finn com meu vestido.

- Mon amour, o que aconteceu? - Papai me observa preocupado.

 - Eu sai ontem, na realidade fui arrastada para uma balada – Sou interrompida com minha mãe me chamando de mentirosa, reviroos olhos e continuo – E eu não lembro de mais nada... Eu não me lembrei do casamento.

E para minha surpresa Pierre começa a gargalhar, passa a mão pelos cabelos e sorri.

 - Se tudo tivesse ocorrido normalmente, eu desconfiaria de que você é minha pequena Bella.

Me aproveitoda sensação quente que percorrepor minhas veias. Papai sempre fez sentir eu me  segurança, desde os meus primeiros passos.

Não demorou muito para que Liv, Finn e Lexi entrassem novamente na sala. Fui colocada em uma cadeira enquanto Liv fazia minha maquiagem, Finn como o maravilhoso cabeleleiro que nasceu pra ser, prende a parte da frente de meu cabelo, deixando minha franja, e coloca a presilha em forma de pequena coroa em meus cabelos. Lexi borrifoa perfume em meu pescoço e punhos.

 - Vestidoooo. – Lexi bateu palmas enquanto me guiava para tirar minhas roupas, em milésimos meu moletom foi retirado, meu sutiã lançado para o outro lado da sala, minha calça baixada.

Me encaro  no espelho, que mal cabe o bustiê do meu vestido. Um espartilho branco com pedras prateadas em toda sua extensão, a saia é no estilo bolo, enorme, com quatro saiotes por baixo. O pequeno véu vai ate o meio de minhas costas, e a gigantesca cauda foi espalhada por metade da sala.

 Os convidados foram reorganizados e o coitado do padre se colocou novamente no altar. Dei a volta pela igreja, acompanhada de meu pai. As flores já tinham sido jogadas, Liv e Lexi me lançaram olhares de compreensão e passaram porta adentro, papai apertou minhas mãos e a marcha nupcial foi iniciada. O tapete me parecia maior, as pessoas sorriam como o ensaiado, flashes me segavam.

Chris me recebe perto do altar com o sorris mecânico.

- Cuide dela menino – Papai o alerta.

 - Cuidarei senhor. – Chris cumprimenta cordialmente papai, e entrelaça o braço com o meu.

Subimos juntos e ajoelhamos em frente ao Padre que começa a cerimônia.

– Você esta linda.

 Sorrio e me concentrei no padre. Sabe quando vamos morrer que se passam imagens a nossa frente? Imagens de meus 19 anos de vida passam em minha mente, namorei uma vez, com Chris e desde pequenos sabíamos que era mais um contrato feito por Lauren e o Sr.Scott. Somos mais como conhecidos. O sexo com ele nunca foi bom, e ele foi o único... Não nos preocupávamos o bastante um com o outro, e eu ainda tinha a esperança de que minha outra metade estava em algum lugar desse mundo, e hoje eu estou perdendo a oportunidade de encontrar.

 - Christopher Hall Scott, você aceita Arabella como sua mulher, para amar, respeitar e ser sua?

Prendo a respiração esperando a resposta, meu coração aperta, e o vestido esta começando a me sufocar.

- Sim.

O padre então olha para mim, eu sei que em meu olhar há uma suplica para que ele não continue, posso ver refletido em seus óculos. Mas ele olha para meus olhos não para minha alma.

 - Arabella Joanne LeBlanc, você aceita Christopher como seu esposo, para amar, respeitar e ser seu?

Sento os segundos se tornarem minutos, e minhas possibilidades escaparem por meus dedos, arfo e encaro o chão. Sussurro um sim inaudível.

- Se alguém se opõe a este matrimonio, fale agora.....

 - EU ME OPONHO – A voz reverbera por toda a construção, todos encararam com propósitos diferentes a mulher que parada na porta da igreja, os cabelos loiros desarrumados, o vestido azul curtíssimo. Ela balança um papel no ar.

- E quem é você minha filha? – O padre pergunta com ar de cansado

 - Sou a mulher que carrega um filho desse safado

- Estamos na igreja – um dos convidados reclama.

E não demora em que todo o circo de forme novamente. Antes de tentar negar, Chris começa chorar e se desculpar com a família, o Sr.Scott, fica vermelho como pimentão e inicia  uma gritaria com o filho, meu pai ergue Christopher pelo colarinho repetindo em Frances que quando passassem da porta da igreja ele iria direto para o inferno, e leva  bronca de minha mãe por ter dito inferno. A mulher loira mostra o papel que provava que seu filho seria um afortunado Scott, os convidados curiosos passam o papel um para o outro. E eu continuo aqui sentada na almofada do altar encarando toda a cena.

- Bella? Vem com a gente – Finn me puxa em meio à confusão.

                Paramos no corredor perto da saída da igreja. Lexi segura os saltos em uma das mão,e na outra uma sacola.

 - Mulher o que foi isso? Que babado!!! – Ela grita rindo.

 - O bruaca não temos tempo pra isso não – Finn a sacude, pegando a sacola,e me entregando a chave de seu carro – Aqui,a conselho a ir pra um hotel, nada do seu apartamento hoje... Suas roupas estão aqui.

Saindo do choque agarro as coisas. - Me ajudem a tirar a calda – Me viro e em segundos a enorme cauda, e o véu são retirados de mim. – Eu amo vocês – Grito enquanto corro  sem olhar para trás.

Ao entrar no carro solto meus cabelos sentindo o peso sair da minha cabeça. O vestido ainda me aperta, mas o peso maior abandonou meu corpo. Dirijo o mais longe que consigo ir, e por incrível que pareça canto o caminho todo. Talvez o estado de choque ainda se encontre presente em meus nervos.

 

 

 Estaciono em frente a um bar, que em si parece vazio o que faz seu redor estar mais vazio ainda. Deixo o carro em ponto morto e abro a porta pulando para fora. Sim, eu ainda estou com aquele vestido branco enorme e preciso ascender um cigarro, porque eu não tenho dinheiro e nem celular para ir para um hotel. Levanto um pouco a saia do vestido, eu noto o quanto vou precisar de ajuda para me livrar dos saiotes. Contorno o bar olhando ao redor e por sorte não avistando ninguém. Pouco antes de eu entrar, a porta é aberta e de lá um corpo é jogado em direção ao asfalto. A pessoa reclama, e continua deitada no chão.

O homem se senta, ficando de costas pra mim,seu cabelo castanho totalmente desalinhado da um charme, pelo que consigo ver, ele usa uma camisa social preta.

- Hey? Você precisa de ajuda? – Pergunto sem graça

 - Não. – A resposta chega seca e rápida em meus ouvidos. Engulo seco.

- Tem certeza? – tento novamente. A cabeça do homem se vira lentamente em minha direção. Seus olhos castanhos me encontram,  e parecendo incrédulo ele se vira totalmente em minha direção. Passa os dedos pelos olhos, e pisca novamente, levanta cambaleante e franze o cenho.  Agora de pé noto o quanto ele é alto, usa gravata desamarrada, calça jeans escuras e coturnos. E é extremamente lindo e inacreditavelmente gostoso.

- Você é de verdade? – Ele questiona confuso e da um passo em minha direção com o braço levantado. E como uma dança eu dou um passo para trás

 - Sim.

Ele abaixa seu braço e começa a rir.

- Então parece que não sou eu quem precisa de ajuda docinho. – Fala ácido e pisca pra mim.

Sorrio sem mostrar os dentes e caminho para a porta do bar. Se ele já esta em pé, é porque esta bem. Seu corpo se coloca em meu caminho.

- Okay, desculpe, fui um idiota.

- Mesmo? – Afirmo descrente.

- Eu até achei que estava mal, mas pela cena acho que estou até bem... – Ele desdenha  me medindo. Bufo revirando os olhos.

- Se me da licença eu quero passar. – Olho através dele

- Se me explicar porque uma noiva esta tentando entrar em um bar as nove da noite... E me fazer acreditar que isso tudo não é efeito da cerveja... Eu te deixo em paz. – O homem ergue a mão para confirmar.

 - Depois que eu fumar um cigarro posso até contar do melhor dia da minha vida. Concordando ele tira um maço do bolso da calça, retira com cuidado um cigarro e me entrega, faz o mesmo consigo e ascende me passando o isqueiro. Trago como se minha vida dependesse da primeira cinza do Black que cair no chão. Penso em quão divertida essa cena deve estar, uma noiva, fumando com um cara na porta de um bar.

Sinto um par de olhos castanhos observando meu rosto, puxo a ultima tragada e encaro os olhos curiosos, é como se ele ainda questionasse sua sanidade.

- Então....? – Ele pergunta.

 Me encosto na parede da lateral do bar.

- Eu nem sei seu nome... – Comento erguendo a sobrancelha.

Ele parece levar um choque, pois pula na minha frente e oferece a mão. - Oliver Sykes. E você docinho?

- Bella. – Falei simplesmente.

- O nome justifica muita coisa – Ele sorri manhoso – gostei, vou te chamar de docinho. E então... A menos que esteja em uma peça da noiva cadáver...O que te traz aqui com essa roupa toda?

Começo a contar toda a cena. Ele da risada quando conto da minha primeira entrada na igreja, e deixa o queixo cair quando conto da loira.

- Que canalha filho da puta – Solto incrédulo – Então você é divorciada antes mesmo de casar?

Sorrio relaxada com o pensamento. - É pode se dizer que sim. – Encaro as estrelas – E agora se você não se importa, eu preciso muito de um café.

 - E tirar esse vestido – Ele aponta . – Bom senhorita docinho, foi um prazer lhe conhecer. 

Oliver se curva na minha frente fazendo uma falsa reverencia, e sinto minhas bochechas corarem quando nossos olhos se encontram, observo as tatuagens de suas mãos e começo a duvidar muito que houvesse algum lugar alem dos olhos que ele não tivesse tatuagem. E me peguei questionando como seriam e seus significados.

 - O prazer foi meu Sykes. – Sorri. Ele pisca e passa por mim. E embora eu começasse a duvidar da minha sanidade mental, algo naqueles olhos me trouxe curiosidade e divertimento, o sotaque britânico confirmava que ele não era da America. Dou meia volta e chameo seu nome.

 – Você aceitar tomar um café de consolo com uma noiva louca e traída?

- Me deixaeu ver na minha agenda – Ele coloca a mão na cintura e sorri travesso – Claro docinho.

- Sem essa de docinho cara.

Ele da de ombros concordando com a cabeça.

 

Todos os olhares se voltaram para mim, Oliver se colocou na minha frente e começou a perguntar se ninguém nunca tinha visto uma noiva na vida. Pediu a chave do banheiro e me acompanhou até o fim do corredor.  Espremi-me no pequeno banheiro, tentei soltar o primeiro nó, sem sucesso... Após a quinta tentativa abri minimamente a porta.

- Não quer mais tirar o vestido não? – Sykes estava encostado na parede a minha frente com os braços cruzados.

- São muitos nós, eu preciso de ajuda – Suplico, quando ele da o primeiro passo, faço que não com as mãos

 – NEM VEM, NÃO, NÃO! Chame uma garçonete, sai fora Sykes.

- Tá bom!!! O saco. – Sai reclamando.

Depois de uma velha senhora muito gentil me ajudar com todos os nós, e trazer duas sacola enormes para eu por o vestido e os saiotes, consegui finalmente colocar minha calça, e meu moletom. Infelizmente eu ainda teria que continuar com os enormes saltos brancos.

Pela demora pensei que Sykes tinha ido embora. Mas ele esta sentado em uma das mesas olhando o cardápio, nem parecia o homem que tinha sido enxotado.

- Você não me contou porque foi expulso daqui.... – Seus olhos se levantaram do cardápio e passaram por mim – Que foi?

Ele se espreguiçou e olhou através de mim. - Desculpe estou esperando a docinho que entrou no banheiro....

- Sou eu Oliver – Reviro os olhos e me sento na cadeira a sua frente.

- Eu sei mulher, estou brincando. Eai o que vai querer?

Tamborilei os dedos na mesa, e uma idéia brilhante surgiu em minha mente.

 - Se você me contar porque você foi expulso daqui, e a historia for verdadeira, eu te levo em um lugar legal. – Me inclino sobre a mesa olhando diretamente em seus olhos. Ele estudou a oferta e se convenceu

 - Eu fiquei nervoso, e soquei o balcão, comecei a jogar cerveja no chão.... – Deu de ombros como se fosse o dono da razão.

Só?  Ergo a sobrancelha e vou até a balconista. A senhora que me ajudou no banheiro. Pergunto sobre Oliver, e olho por cima do ombro, o homem mexia no cabelo e mastigava o palito de dente.

- O Oliver é inofensivo, esta aqui a um ano e meio já. Ele só deve estar passando por uma fase difícil – Ela falava enquanto passa pano no balcão melecado – Ele vinha uma vez na semana com uma mocinha aqui, e derrepente começou a vir sozinho e beber mais... – Seu olhar para mim é significativo.

 Agradeço pela informação e pela ajuda.  Vou até Sykes que me encara com desconfiança.

- Você passou pelo teste. Vem.

Ele pega as sacolas com o pano branco e vem em silêncio ao meu lado, até o carro. Destravo as portas e deslizo para dentro. Ele fazo mesmo e joga a enorme sacola no banco de trás.

- Eu devia me preocupar com esse lugar? – Nego com a cabeça e giro a chave na ignição – Posso fumar? – Ele apontou para a janela.

Abaixo o vidro e ligo o rádio. Toca Numb do Linking Park.

 

 

O espaço é enorme e bem decorado, parei meu carro na rua de paralelepípedos, passamos pelo parquinho e pela ponte de vidro acima da piscina. O enorme salão estava em perfeito estado, às cadeiras decoradas, cristais nas mesas, no palco os instrumentos da banda que deveria ter tocar ainda estavam intactos. Na mesa maior os funcionários estavam sentados. A dona do Buffet quando nos avistou arregalou os olhos, e limpou a boca com o guardanapo.

 - Senhora Scott, desculpe, ninguém avisou nada, e para não perdemos a comida.... – Ela apontou para o resto da equipe.

 Sorri, eu nunca tive habilidade nenhuma pra lidar com essas coisas de responsabilidade.

 - Senhorita LeBlanc por favor . Sintam – se à-vontade. Eu que me desculpo pelo transtorno. Eu e meu amigo vamos comer também.

A dona do Buffet concordou e correu para o outro lado. Olhei para Oliver que dobra as mangas da camisa, e não para de olhar ao redor.

- Senhor Sykes, bem vindo a minha festa de não casamento –  Pisco os olhos e ele sorri desajeitado.

 

Comemos tudo que tínhamos direito, jantamos, ataquei quase sozinha a mesa de doces, e bebemos bastante do estoque alcoólico que foi oferecido. Confesso que eu já estava alta.

Rimos quando contei que meu pai é um Frances com o nome de Pierre, o que Oli afirmou ser clichê e ficamos em silencio quando Oliver disse que sentia falta de casa, ou seja, Londres.  Não acreditamos quando contamos nossas idades, eu 19 e ele 30 com carinha de 20.

Quando os funcionários comeram, começaram a se retirar, então depois de mais três cervejas, sobramos apenas eu e Oliver.

- Vamos dançar?? – Ele levanta a cabeça da mesa em um sobressalto, com os olhos vermelhos.

 Dou de ombros

 - É MINHA FESTA NÃO É MESMO?

- Siiiiim, vamos dançar em comemoração a divorciada mais linda da festa.

Cambaleamos até os aparelhos, e depois de lutarmos muito, conseguimos ligar, e a primeira música é... Macarena.  E nem preciso dizer o quão ridículo fomos.

As músicas tocavam de modo aleatório, até que Oliver subiu no palco novamente e iniciou uma música lenta, ele pulou vindo em minha direção.

- A noiva merece uma valsa. Madame – Ele estende a mão, e eu aceito no susto.

- Normalmente não se toca Oasis na hora da valsa.

- Normalmente a noiva não entra de moletom na igreja – Ele se enrola na frase e damos risada.

- Isso é bizarro... – Rodopiamos pelo salão enquanto a melodia de Wonderwall toca. – Eu acabei de te conhecer.

Ele me gira e me pega novamente.

- Isso é bem louco mesmo – Sorri – Você foi a minha salvação hoje.

- Porque? – ignoro a seriedade que sua voz demonstra.

- Meu plano era acabar com tudo hoje sabe... As coisas não estão boas pra mim há um tempo.

Eu não tinha a capacidade de falar algo sobre. Encosto a cabeça em seu ombro e o abraço, é um abraço sincero, de alguém que eu acabei de conhecer, e é a pessoa mais legal comigo em 19 anos, depois do meu pai claro.

- Acabar com a vida, acaba com a possibilidade dela se tornar melhor – Falo a frase de uma foto que vi no instagram uma vez. Não recebo resposta imediata, e só quando a música acaba que Sykes me encara.

- Você esta bem? - Ele sorri bêbado enquanto me pergunta

 - Sim? – Respondo confusa

 - Sério, bem mesmo, depois desse porre? E de descobrir que seu noivo foi...

- Ex. Ex noivo – O corrijo, mas ele abana a mão

 - Foi um babaca filho da puta com você?

 Era a primeira vez que alguém me perguntava isso depois de tudo, respiro fundo e olho ao redor, depois de um minuto concordo sincera.

- Me sinto livre pela primeira vez em dezenove anos.

Ele parece  satisfeito com a resposta, pois dameia volta, e com um impulso sube no palco e pega o violão, subo pela escadinha na lateral e me sento no banco da bateria.  Então sua voz tomao local, e me sinto encantada.

 ´´.... What doesn't kill you, makes you wish you were dead. Got a hole in my soul growing deeper and deeper and I can't take......

No meio da música Oliver aponta com a cabeça para que eu vá ao seu lado, me sento no chão. E quando sua voz se cala, ele fez o mesmo.

- Essa música é linda, sua voz é linda... – O calor da vodka já estava me consumindo

- Valeu! É minha... Eu tenho uma banda em Londres, nada muito grande, mas...

 - Qual o nome? – Dou impulso e caio com a cabeça em seu colo, me deito ficando de barriga pra cima. Nossos olhos ficam alinhados, aproveito o embalo da bebida – É muito estranho dizer que eu quero te beijar?

Ele sorri e discorda com a cabeça. E depois encostaos lábios nos meus, e por já estar alterada, é a melhor sensação da minha vida.

E  ficou melhor quando sou puxada para o seu colo, e quando meu moletom é arrancado de mim pela segunda vez, mas dessa vez não tinha comparação; pois sua camisa e sua gravata foram arremessadas para longe também. E quando eu senti coisas que eu nem sabia que existiam no sexo, não me senti nem um pouco culpada de me cobrir com a camisa daquele ex estranho e dormir tranquilamente e cansada nos braços de Oliver Sykes.

 

 

 


Notas Finais


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