História Amianto - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Styles, One Direction
Tags Dove Cameron, Drama, Harry Styles, One Direction
Visualizações 209
Palavras 2.501
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu não postei esse capítulo ontem porque estava com planos de que eu iria responder os comentários do capítulo anterior antes de postar esse, mas como sempre, falhei miseravelmente...MAS IREI RESPONDER BEM AGORA!
Hoje eu não tenho muito o que enrolar aqui nas notas inciais, só que agora as coisas vão começar a andar, e que as pegações estão mais próximas do que vocês imaginam, rs rs rs

Nos vemos lá embaixo.

Capítulo 7 - Lies and more lies


Fanfic / Fanfiction Amianto - Capítulo 7 - Lies and more lies

Estranhamente, meu coração parece que vai parar de bater, a qualquer momento. Observo o movimento mínimo que Harry faz ao jogar o cigarro no chão e pisar em cima, para apagar a pequena chama que ainda havia ali. Seus olhos não desviavam dos meus e, por extinto, os meus também não. Junto todo meu autocontrole e forço meus pés à andarem em sua direção. Preciso sabe exatamente o que ele viu, se é que ele viu.

A noite já estava caindo, e o céu ia ficando escuro conforme os passos que eu dava, que pareciam mais durar anos. Finalmente quando subo os pequenos degraus da varanda, ele ainda está ali de pé, me olhando.

- Oi. – Digo receosa. Não quero ser direta, mas também não posso perder meu tempo.

- Então Lucy tinha razão. – Ele ri de uma forma maldosa, que faz meu coração se comprimir. – Então você e Matt tem mesmo algo. – Cruza os braços. Seu sorriso ainda estava nos lábios. Abro a boca para dizer o contrário, mas me calo no meio do caminho.

Encaro seu cigarro pela metade no chão, amassado e sujo.

- Olha, nós não temos nada, foi só um... – Levanto meu rosto para encarar seus olhos verdes, que no momento mantinham uma coloração mais escura que o normal. Suspiro, não posso dizer que beijei Matt porque ele havia invadido meus pensamentos. Eu fiquei confusa, confesso, e aí acabei fazendo a besteira que fiz. – Um momento nosso. Não vai se repetir.

Sua expressão dura não muda, muito menos se suaviza.

- Você não me deve explicações, Scarlet. – Ele diz sério, começando a se virar para entrar em casa. Num impulso e por puro reflexo, seguro seu braço suavemente, o fazendo se virar para mim novamente.

- Eu sei, eu só quero que não conte nada disso para Lucy. – Digo por fim. Seu sorriso maldoso se instala novamente e um frio percorre minha espinha.

Harry não emite som, apenas sai do meu aperto e lentamente abre a porta, entrando em casa. Respiro fundo e faço o mesmo.

Xingo meu subconsciente que prometeu se afastar de Harry, mas vira e volta fica pensando no mesmo. Isso vai contra todas as leis do universo, mas que droga, Harry não poderia ser um cara menos... atraente?

Subo as escadas para meu quarto, ignorando tais pensamentos. Mas tomo um susto ao ver Lucy mexendo em minhas gavetas.

- O que está fazendo aqui? – Grito, se eu já estava irritada antes, agora meu mau humor aumentou para mais de cem. Jogo minha bolsa em cima da minha poltrona no canto do quarto e encaro com fúria a loira à minha frente.

- Calminha... – Levanta as mãos em rendição. – Eu só estava procurando... uma blusa. – Mente.

- Qual é Lucy Miller, você querendo usar uma roupa minha? – Arqueio uma sobrancelha.

- Pois é, para tudo tem sua primeira vez. – Cruza os braços me encarando friamente. Me acuo diante de seu olhar, Lucy me intimida as vezes. – Onde foi com Matt? – Ela desfaz sua pose de menina má e se senta em minha cama.

- Fomos à sorveteria. – Soo grossa, mesmo sem intenção. Eu só não estava num bom momento para ela puxar assunto.

- Quando vai me dizer que está transando com esse cara? – Insiste.

- Lucy, chega desse assunto por favo, isso é irritante. – Seguro seu braço fino e a empurro até a porta.

- Qual é, maninha... estou começando a achar que você é lésbica. – Sua risada debochada me faz ter náuseas. Reviro os olhos de seu comentário desnecessário. – Ei, pare de me empurrar. – Ela faz força contra mim e eu paro. – Você é muito chata, não sabe brincar.

- Eu sei brincar, o problema é que essa historinha já deu. – Bufo irritada. Lucy é mais teimosa que uma porta, nem Cristo faz ela mudar de opinião. Ela dá de ombros.

- O que você achou da ideia do papai, em irmos passar uma semana na casa de praia? – Finalmente um assunto que sai da boca de Lucy que me agrada. Não contenho um sorriso.

- Eu achei sensacional. Só precisamos decidir certinho os dias, por que preciso avisar a srta. Ruth.

- Srta. Ruth? – Lucy franze a testa e faz uma careta.

- Sim, minha diretora, no balé. – A relembro. A loira faz que sim com a cabeça e eu sigo seus movimentos.

- Podemos conversar sobre isso amanhã, no café, já que a mamãe e o papai vão estar presentes.

- Acho uma ótima ideia. – Tenho que admitir. Ela sorri para mim antes de se virar exageradamente para trás, e entrar em seu quarto.

Fecho a porta e respiro fundo, juntando forças para tomar um bom banho.

Já de banho tomado, visto meu pijama e me jogo na cama, pensando no dia de hoje. A manhã estranha com meus pais no café, minha pequena discussão com Lucy, Matt e eu na sorveteria, o beijo e... Harry. O ápice do meu dia.

Eu não sei porque diabos ele sempre estava invadindo meus pensamentos, e infelizmente isso havia ficado frequente. Ouço batidas na minha porta, e percebo ela ser aberta logo em seguida. Me sento na cama.

- Oi querida. – Meu pai atravessava meu quarto, vindo em minha direção. – Vem, vamos jantar.

- Hoje eu passo. – Agarro meus joelhos dando espaço para que ele se sente ao meu lado.

- Não pode ficar sem comer, ainda mais amanhã que terá que dar aulas. – Diz sério. Umas das coisas que mais amava em Anthony, era o cuidado que tinha comigo, diferente de Jenna, que apenas apontava meus defeitos a todo minuto.

- Eu não estou com fome agora. – Dou meu melhor sorriso. – Mais tarde eu desço e pego algo, tudo bem?

- Eu queria ter sua companhia no jantar. – Seus olhos esbanjam cansaço. Está aí mais um motivo por eu não fazer direito.

- Como foi no trabalho? Não acredito que teve que voltar no escritório hoje, pai. É domingo. – Exclamo minha indignação. Jenna também deveria estar cansada, apesar de sua amargura, seu jeito durão a fazia umas das melhores advogadas de Nova York, sua lábia para a defesa era excepcional, era admirável vê-la fazer o que gosta com tanta paixão.

- Quanto o dever nos chama, não podemos fazê-lo esperar. – Ri fraco. – Realmente não vem comer? – Balanço minha cabeça negativamente para sua pergunta e ele se levanta, se inclinando mais para perto e depositando um beijo em minha testa. – Bom, então até amanhã, minha bailarina.

- Até amanhã. – Sei que ele saiu quando a porta é fechada e o silêncio retorna em meu quarto. Ainda é cedo, mas me sinto mais cansada que o normal, então me jogo na cama e espero que o sono me acerte de vez.

 

Acordo no meio da noite, com um calor fora do normal. Me estico até meu criado mudo para ver que horas são, o relógio digital indica três e quarenta e um, suspiro ao pensar que estou tendo uma péssima noite e que, daqui a algumas horas precisarei estar de pé.

Me forço a sair da cama e desço até a cozinha para beber um copo d’água. Ainda não havia sentido nada de fome, mas pego uma maça e vou até o jardim nos fundos de casa, respirar um ar fresco, mas meus olhos se arregalam quando vejo uma sombra no escuro...

Me aproximo aos poucos, ouvindo gemidos baixos e respirações ofegantes. Sinto meu coração se apertar ao ver os cabelos curtos de minha irmã.

- Lucy? – Sussurro, para não alarmar ninguém da casa.

Rapidamente ela se afasta e me olha, levemente assustada. Encaro a figura a sua frente, mas subitamente sinto falta do comprimento do cabelo. Me aproximo mais um pouco e franzo o cenho.

- Peter? – Dessa vez não consegui segurar meu tom mais baixo. O garoto me olha sorrindo sugestivo, enquanto me analisa dos pés à cabeça, e então me recordo de que estou apenas de pijamas.

- Scarzinha... – Sorri ainda mais e eu olho para minha irmã, que também sorri um pouco limpando o excesso do batom vermelho, que agora borrava seu rosto. – Quanto tempo.

- Você ficou maluca? – Me espanta o quanto Lucy era inconsequente. – E se fosse Harry ao invés de mim? – Ela finge pensar e ri.

- Mas não é. – Dá de ombros. – E você não vai contar, não é mesmo maninha? – A loira se aproxima ainda mais de seu ex, e ele a envolve com o braço. Os dois me encaram com a cara mais deslavada desse mundo, como se isso que eu acabei de ver não fosse nada demais.

Não posso deixar Harry ser enganado desse jeito, mas também não posso trair minha irmã e acabar com seu casamento. Não deveria ser eu quem tinha que contar, e sim ela. Não respondo, apenas abaixo a cabeça completamente constrangida.

- Entenderei esse teu silêncio como um sim, maninha. – Sua voz é baixa, mas sua risada consegue ser escandalosa para meus ouvidos.

Levanto o olhar até os dois e balanço a cabeça desaprovando sua atitude.

- Acho que já está tarde, deveria ir. – Encaro Peter, mesmo no escuro sei que ele é capaz de ver a cara feia que estou lhe dando.

- Ei, você não acha que é muito nova para mandar por aqui não? – Nem perco meu tempo olhando para os chiliques de Lucy.

- Não, ela tem razão... estamos correndo riscos aqui, ainda bem que foi só a Scarzinha... – Ele lhe dá um selinho rápido antes de pular o pequeno muro que divide nossa casa das casas vizinhas.

- Você só pode estar delirando. – Reviro os olhos e entro em casa novamente. Sinto Lucy me acompanhar.

- Fale mais baixo. Quer acordar a mamãe e o papai? – Será que ela realmente não se dá conta do que fez? Me viro para ela, que para de andar no mesmo momento. Reprovo seu baby-doll exageradamente curto, seus cabelos estão bagunçados e a boca completamente vermelha.

- Talvez eu devesse, sabia? – Confronto. – Pelo menos a sua pose de “melhor filha do mundo” seria desfeita pela pessoa que mais te admira no mundo. – Grito.

- Você não é nem louca de... – Ela é interrompida por passos na escada e se encolhe, passando a mão na boca repetidas vezes. Confesso que um pequeno sorriso de canto se fez presente em meu rosto.

- Será que vocês duas podem parar de gritar? – Inconfundível. Eu não precisaria nem me virar para saber que essa voz se tratava de Harry, mas estou tentada a olhá-lo.

Giro meus calcanhares e observo a silhueta em minha frente. Os cabelos bagunçados lhe davam um ar encantador, as diversas tatuagens espalhadas pelo seu tronco eram hipnotizantes. Harry nem se dava conta de que era tão sensual, mesmo não fazendo esforço algum para isso.

- Oi meu amor. – A voz de Lucy vacila e ela corre em sua direção, o abraçando de lado. Me retraio quando os braços de Harry envolvem a cintura fina dela.

- O que faz acordada? – Seus olhos me encaram sérios. Abro a boca para responder, mas minha irmã faz isso por mim.

- Eu estava com... com fome, desci para comer algo e Scar desceu alguns minutos depois de mim. – Abro a boca com a tranquilidade em que mente. Ela não me parecia nem um pouco nervosa ou com algum peso na consciência.

Eu ainda segurava a maçã, o que reforçou a ideia ridícula de Lucy em mentir para seu noivo, dizendo que desceu porque sentiu fome. Ela me olha com a sobrancelha arqueada, para que eu confirme sua mentira.

- É... eu... – Me intimido com o olhar de Harry sobre mim, mas o sustento. – A encontrei aqui, na cozinha, comendo. – Céus, eu sou péssima em mentir.

- Ai meu amor, eu estou com sono... – Lucy finge um bocejo e toca seu queixo para que ele a olhe. – Vamos subir? – Sorri.

- Eu já vou. – Ele à solta e sinto meu coração relaxar. – Pode ir subindo. – Harry sorri doce para sua noiva, que lhe retribui com um selinho. Viro o rosto para essa cena. Lucy estava a poucos minutos atrás se engolindo com Peter.

- Boa noite maninha. – Percebo sarcasmo em sua voz. – Estou te esperando, Hazza. – Diz manhosa e ouço seus passos deixando o local.

Respiro fundo. Em que droga foi que eu me meti? Mentir por Lucy e fingir que nada aconteceu, enquanto o noivo dela é feito de palhaço? Não consigo achar isso certo, eu precisava fazer com que ele visse com quem estava prestes a se casar. Solto o ar que estava preso e devolvo a maçã para a fruteira, em cima do balcão. Atravesso a cozinha afim de subir as escadas e voltar para o meu quarto de onde eu nem deveria ter saído, mas sou impedida pelas mãos de meu cunhado.

Harry está segurando minhas mãos com certa dureza, mas seu toque era delicado, ele me puxa levemente para perto, olhando fundo em meus olhos. Sinto minhas pernas bambearem.

- Sky... – Por que meu apelido novo soa tão bom em sua boca? Estávamos de fato bem próximos, meu coração começa a vacilar.

Ele não diz mais nada, apenas alterna seu olhar de meus olhos para minha boca. Não consigo me conter e encaro a sua também. Um tom rosado e bem convidativos, em segundos, ele passa a língua pelo lábio inferior, o molhando, deixando tudo mais convidativo ainda. Um sorriso de canto se forma e eu percebo que estou encarando por muito tempo.

- Eu preciso dormir, eu... – Ele me solta, mas não se afasta. Sinto que meu coração iria sair pela boca a qualquer momento. – Eu tenho aula amanhã cedo.

- Posso te levar até lá? – Sinto que ele se aproxima um pouco mais e eu esqueço como se respira. – Até seu trabalho? – Sua mão toca meu rosto brevemente, antes de colocar uma mecha do meu cabelo atrás de minha orelha.

- Eu não sei se é uma boa ideia. Sem contar que Lucy não iria gostar. – Digo tão baixo que tenho dúvidas se ele conseguiu escutar.

- Tenho curiosidade em saber onde trabalha, é só isso. E amanhã Lucy estará ocupada desde cedo com a decoração do casamento. – Sorri, eu juro que estou tentando manter o controle.

- Mesmo assim, eu não... – Sinto seu dedo indicador tocar meus lábios e arregalo os olhos com sua atitude. O sorriso presunçoso de Harry ainda habita seus lábios e sinto um frio subir pela minha espinha.

- Combinado então. Te levo amanhã. – Ele se aproxima e me dá um beijo na bochecha, respirando fundo em meu pescoço quando se afasta. Meu coração mais parece uma escola de samba. – Boa noite. – Me lança um último sorriso e some de minha visão, subindo as escadas logo em seguida.

Sinto que vou cair a qualquer momento e me apoio no balcão, respirando fundo e puxando todo o ar para mim. Depois de me acalmar um pouco, volto para meu quarto e me forço a dormir, mesmo com meu pensamento à milhão, revisando cada detalhe do que acabou de acontecer.


Notas Finais


Podem declarar o ódio de vocês por Lucy que eu deixo, porque até agora eu não entendo como ela pode ter feito isso com nosso nenê!
E amor por mim por esse final rs rs, fui muito boazinha SIM. E me perdoem se tiver algum erro gigante de ortografia ):

QUERO MUITOS COMENTÁRIOS, OK MEUS NENÊS?
Beijinhos, até o próximo.


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