História Amigas, Inimigas ou Meio-Irmãs? - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Hora de Aventura
Personagens Ash, Cake, Finn, Fionna, Jake, Marceline, Marshall Lee, Princesa Jujuba, Principe Chiclete
Tags Bubbline, Gumball, Hora De Aventura, Jujuba, Marceline, Marshall, Universo Alternativo
Exibições 208
Palavras 2.048
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Hentai, Lemon, Mistério, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 10 - Playground


-Sim!! Ai, meu Deus, Gumball!

Os dois riam, choravam e se beijavam, tudo ao mesmo tempo, enquanto Gumball tentava colocar as alianças nos dedos dos dois. Eu ria alto, tentando achar uma brecha para parabenizá-los.

-Parabéns! Estou muito feliz por vocês.

Acabei por me "enfiar" no meio da bagunça e abracei os dois ao mesmo tempo. Eles riram e se acalmaram um pouco quando eu os abracei.

-Você está feliz mesmo, filha?

Puxei Marshall um pouco para baixo, para olhá-lo nos olhos. Eles estavam alegres e brilhantes de alegria, e um pouco vermelhos de lágrimas.

-Pai, eu quero que você seja feliz. Eu não me importo como ou com quem. Se sua felicidade é ao lado do Gumball, eu vou ficar feliz de vê-los juntos. Eu te amo, ok?

Abracei ele apertado, enquanto ele chorava mais um pouco. Depois que ele me soltou, foi a vez do Gumball de me olhar nos olhos.

-Marceline, se a felicidade do seu pai depender só de mim, pode ficar tranquila. Ele será o homem mais feliz do mundo.

Sorri, um pouco emocionada. Todo aquele amor estava mexendo comigo. Olhei ao redor da sala, tentando me distrair, e vi a Bonnie congelada no sofá. Fui até lá e sentei ao seu lado.

-Bonnie, você está bem?

Ela pareceu acordar de um transe, balançando a cabeça.

-Pai... Você vai mesmo se casar?

Gumball foi até ela, se ajoelhou no chão e segurou suas mãos. Bonnie parecia uma criança assustada. Senti vontade de abraça-la, mas me contive ao receber um olhar ameaçador do meu pai.

-Sim... Você está bem com isso?

Bonnie balançou a cabeça novamente, como se tentasse tirar algo do rosto.

-Eu não sei, isso é tão surpreendente! Ontem eu nem sabia que você tinha um namorado, e hoje você vai se casar!

Marshall, ao receber um olhar em pânico do Gumball, se aproximou para tentar ajudar.

-Bonnibel, olha, também não é bem assim. Nós só estamos noivos, não vamos nos casar agora. Provavelmente vamos nos casar daqui há alguns meses, talvez um ano. Você vai ter bastante tempo para me conhecer e se acostumar com isso.

Bonnie pareceu se tranquilizar. Gumball respirou fundo, aliviado por Marshall ter conseguido acalma-la.

-Assim é diferente, mas mesmo assim acho que preciso de um tempo para pensar.

Bonnie se levantou, pegou um suéter rosa e abriu a porta da sala. Um vento frio me fez arrepiar.

-Bonnie, me prometa que não vai fugir.

Bonnie revirou os olhos.

-Não vou sair do condomínio. Só preciso respirar um pouco.

Bonnie saiu suspirando. Eu continuei no sofá, mas minha cabeça estava lá fora. Marshall e Gumball se sentaram juntos no sofá, em um abraço extremamente apertado. Gumball olhou para mim, e resolveu tentar me animar.

-Marceline, quer jogar Mortal Kombat? Quero vingar a derrota da minha filha.

Dei um sorriso sem graça, desanimada e preocupada com a Bonnie. Marshall percebeu que eu estava preocupada e respondeu por mim.

-Acho que a Marcy não quer jogar. Posso jogar no lugar dela? Duvido você conseguir me vencer.

Gumball sorriu e concordou. Os dois começaram a jogar enquanto se beijavam, riam e faziam piada um com o outro. Eu mal via o que estava acontecendo, de tão preocupada.

-Ah, Marshall! Vai roubar igual a Marceline? Sem cócegas! Quero revanche.

Marshall riu alto e pediu desculpas. Quando o jogo recomeçou, eu não aguentei mais. Levantei do sofá e fui atrás da Bonnie.

"Caramba, que frio! Não devia ter vindo sem a minha blusa. Não posso voltar, seria esquisito."

Comecei a andar pelo condomínio, tremendo de frio. Andei por mais ou menos meia hora. Quando estava prestes a desistir, vi a Bonnie sentada no balanço do playground, de costas para mim.

-Hey... Tudo bem? Posso me sentar aqui?

Bonnie apenas concordou com a cabeça. Me sentei no balanço ao seu lado, com as mãos nos bolsos da minha calça para tentar me aquecer.

-Eu... Fiquei preocupada com você. Quer conversar?

Bonnie negou com a cabeça e começou a revirar a areia com o pé. Eu, tremendo, fiquei olhando para os meus próprios pés. Ficamos assim por bastante tempo, as duas olhando para o chão em silêncio.

-Você também está assustada com esse casamento?

Fiquei pensativa por alguns instantes antes de responder.

-Não. Estou surpresa, mas não assustada.

Bonnie me olhou nos olhos com intensidade. Seus olhos azuis e confusos me encararam tentando ver se eu estava mentindo.

-Sério? Não é assustador sermos da mesma família? Seremos meio-irmãs.

Aquilo foi como se eu levasse um choque. Fiquei mais alguns instantes calada, agora de surpresa.

-Isso não é assustador. Só um pouco... Chocante.

Bonnie deu uma risada sarcástica, sabendo que eu estava mentindo.

-Não precisa mentir para me acalmar. Eu sei que você também está assustada.

-Ok, você venceu. Mas não estou assustada, estou em choque. Não tinha pensado nisso.

Bonnie continuou revirando a areia, olhando para baixo enquanto falava.

-Quando eu tinha uns 5 anos, minha mãe fugiu, nos abandonou. Meu pai e eu, ficamos arrasados. Alguns dias depois, uma vizinha nossa também sumiu. Logo, começaram a rolar boatos que elas tinham fugido juntas, que eram lésbicas. Ninguém nunca soube se era verdade, se elas tinham fugido juntas mesmo, ou não.

Bonnie parou de mexer na areia e começou a se balançar de um lado para o outro no balanço. Eu continuei calada, esperando o fim da história.

-Eu nunca odiei tanto uma pessoa como eu odiei aquela vizinha. Eu nem sabia se era verdade, mas eu coloquei toda a culpa de perder minha mãe nela. Acho que eu era muito nova para perdê-la, e eu não soube lidar. Desde então, meu pai se fechou para o mundo. Ele continuou o mesmo comigo, mas ele se afundou em trabalho. Depois de um tempo, ele abriu uma filial e nos mudamos para aquela cidade poluída e barulhenta.

Como estava começando a ficar tonta de olhá-la, segurei a corrente do balanço para fazê-la parar de se balançar. Bonnie me olhou e deu um sorriso fraco.

-Mas, de um tempo para cá, ele mudou tanto... Parou de trabalhar tanto, depois quis voltar para cá. Ele está tão feliz... Me sinto mal de não conseguir ficar feliz por ele. Eu sei que meu preconceito é infundado e idiota, mas não consigo deixar ele para trás.

Bonnie tentou continuar balançando, mas eu segurei mais forte. Bonnie colocou a mão por cima da minha, para tentar tirá-la da corrente. Como ela não conseguiu por eu estar segurando forte, ela desistiu e deixou a mão ali.

-Eu também perdi minha mãe. Meu pai entrou em depressão. Ele não me falou, mas eu vi os remédios no banheiro. Foi muito tempo até eu deixar de vê-los. Eu fiz umas contas, e foi mais ou menos quando meu pai e o seu começaram a namorar.

Meu corpo estava dando espasmos de frio. Mais um pouco e eu começaria a passar mal. Até conversar estava ficando difícil, mas Bonnie parecia não notar.

-Eu também fiquei muito surpresa quando descobri. Mas eu estou muito, muito feliz pelos dois, mesmo ainda estando chocada. Eu sei que vai ser difícil se acostumar a essa nova vida, mas só de você estar tentando, já é muita coisa. O passado não importa mais, só o que fazemos daqui para frente.

Sabia que estava filosofando, mas isso estava a ajudando. Bonnie deu o primeiro sorriso verdadeiro desde que eu estava ali. Com a chegada de um novo espasmo, soltei a mão para tentar me aquecer, fazendo com que a Bonnie segurasse meu braço gelado em vez da mão aquecida pelo bolso da calça. Depois de encostar em mim, ela me soltou como se tivesse levado um choque.

-Meu Deus! Você está gelada! Toma, veste.

Bonnie tirou seu suéter e me entregou. Tentei negar, mas minhas mãos pegaram o suéter antes que minha boca pudesse agir. O vesti rapidamente, fazendo que o calor do suéter arrepiar minha pele gelada.

-Obrigada, mas você não vai ficar com frio?

-Eu aguento até chegarmos em casa. Vamos?

Me levantei e fomos para casa em silêncio. Estava difícil caminhar, devido ao frio e ao sono anormal que eu sentia, provavelmente devido ao "sonho agitado".

-Preciso de um banho quente e da minha cama. Vou falar para o meu pai que vou para casa. 

Entramos na casa da Bonnie e vimos Gumball dormindo no peito do Marshall. Os dois estavam abraçados no sofá, dormindo tranquilamente. Não pude evitar dar um sorriso.

-Eles parecem estar tão felizes... Posso deixá-lo aqui?

Bonnie sorriu e pegou uma coberta.

-Claro. Mas não é melhor acorda-los? Dormir no sofá é meio desconfortável.

Sorri depois de dar um enorme bocejo.

-Uma dor nas costas não mata ninguém. Eles vão ficar bem.

Bonnie sorriu e os cobriu com a coberta. Nos despedimos com um abraço apertado e eu fui para casa cambaleando de sono. Se alguém me visse, diria que estava bêbada.

"Hum... Acho que vou deixar o banho para amanhã. Estou exausta."

Me deitei na cama sem trocar de roupa. Logo, as cenas do dia começaram a passar pela minha cabeça. A última coisa que vi foi o sorriso da Bonnie no playground. Acabei dormindo com um igual.

No dia seguinte...

Pov's Bonnie

Acabei acordando atrasada para ir para a escola e me arrumei correndo. Só percebi que saí sem casaco quando o vento gelado do lado de fora me fez dar um calafrio.

"Não posso voltar. Droga, vou passar muito frio hoje."

Fiz o Damião correr e cheguei alguns minutos antes do portão fechar. Ao entrar na sala, vi a Flame se agarrando com o Finn e o Jake conversando quase babando na Cake. Fionna estava sozinha, conversando no telefone com seu
namorado que ficou na outra cidade onde ela morava.

"Legal, sobrei. Eu nem posso sair da sala, senão vou congelar. O que me resta, esperar a Marceline?"

Me escolhi no meu lugar, abraçada a minha mochila, tentando não tremer. Assim que o sinal tocou, a Marceline entrou correndo na sala.

-Mais um segundo e eu não conseguiria entrar.

Marceline demorou algum tempo para conseguir tirar o capacete e organizar a mochila na carteira. Eu assitia em silêncio, tremendo bastante.

-Uh, vela dupla. Sinto muito, Bonnie.

Sorri e dei um calafrio. Jake fuzilou a Marceline com o olhar.

-Eu conversar com a Cake deixa a Bonnie de vela? Que história é essa?

Marceline deu um sorriso sarcástico para ele, de propósito para irrita-lo.

-Eu apenas disse que a Bonnie estava de vela dupla. Se a carapuça serviu, amarra!

Cake e eu gargalhamos, já o Jake ficou vermelho. Comecei a tremer de frio, agora com mais intensidade.

-Ah, isso ficou comigo ontem. Toma.

Praticamente tomei o suéter da mão dela e o vesti. Suspirei de alívio, já parando de tremer.

-Meu suéter salvando alguém do frio extremo pela segunda vez. Obrigada por ter trazido.

Marceline sorriu e se sentou. Simon entrou na sala e começou a dar sua aula.

"Hoje vai ser muito chato... Socorro!"

Depois de seis aulas extremamente chatas, finalmente fomos liberados no horário normal. Eu saí correndo para fora da escola, para esperar o Damião no portão.

-Que isso, Bonnie? Saiu voando da sala.

Flame, Cake e Fionna foram embora correndo, ainda mais rápido que eu. Marceline, Finn e Jake ficaram esperando comigo, sentados perto do portão do lado de fora da escola.

-Vocês são porcos de sentar nesse chão imundo.

Marceline estava sentada no moto com o Jake na garupa. Ele fingia estar ostentando com a moto, enquanto Finn e eu, sentados no meio-fio, dávamos risada da cara de desgosto da Marceline.

-Que nada. Aqui é até confortável.

Depois de alguns minutos, a mãe do Finn e do Jake chegou para buscá-los. Eles se despediram de nós e foram embora.

-Nossa, seu motorista está demorando hoje.

-Ele deve ter me esquecido. Vou ligar para casa.

Peguei o celular do bolso e me virei contra o sol para digitar o número. Ao ver uma pessoa subindo a rua, minha supresa foi tão grande que soltei o celular no chão. Marceline levou um susto e desceu da moto, vindo até mim.

-Bonnie? O que aconteceu?

Ao perceber que eu a tinha visto, a mulher de cabelo rosa sorriu e acenou. Eu estava congelada, muito supresa. Marceline pegou meu celular do chão, ainda confusa.

-Bonnie? É você mesma?

-Mãe?!

Continua...


Notas Finais


Posso pedir uma sugestão para vocês? Como a Bonnie não tem mãe no desenho, vocês podem sugerir alguns nomes para ela? Prometo dar os créditos!


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