História Amigas, Inimigas ou Meio-Irmãs? - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias Hora de Aventura
Personagens Ash, Cake, Finn, Fionna, Jake, Marceline, Marshall Lee, Princesa Jujuba, Principe Chiclete
Tags Bubbline, Gumball, Hora De Aventura, Jujuba, Marceline, Marshall, Universo Alternativo
Exibições 103
Palavras 2.045
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Hentai, Lemon, Mistério, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 13 - Amizade Colorida?


Duas semanas depois...

Pov's Bonnie

Depois do meu aniversário, Marceline e eu começamos a passar muito tempo juntas. Ficávamos juntas na escola, depois passávamos a tarde na casa uma da outra. Gumball e Marshall pareciam não desconfiar, já Finn e Jake estavam a ponto de nos torturar para conseguir uma confissão que estávamos juntas. Concordamos em manter segredo de todos até decidimos se íamos ter algo sério ou não.

-Eu estava louca para ver Dr. Estranho! Pensei que ia ter que ver sozinha.

Marceline, em tom de brincadeira, decidiu me provocar.

-Também, quem diria que você tinha bom gosto, né?

Revirei os olhos e quase tropecei em um dos degraus dentro da sala do cinema. Marceline riu alto. Por sorte, o filme ainda não tinha começado.

-Eu te escolhi como "amiga". Isso não prova que tenho bom gosto?

Marceline se sentou com as bochechas vermelhas. Segurei sua mão e a beijei na bochecha, sorrindo.

-Ninguém consegue me deixar sem graça, só você. Qual é o seu segredo?

Pensei em várias coisas diferentes rapidamente, mas nada era "apropriado" o suficiente para eu falar. Apenas sorri e esperei o filme começar com a cabeça apoiada no ombro da Marceline.

"Coração acelerado, mãos suadas, esse frio na barriga... Nem pense nisso, Bonnie! É só amizade colorida!"

Por estar muito distraída, levei um susto com um trailer com o volume mais alto que passou antes do filme e dei um "mini-grito". Marceline sorriu e me deu um selinho.

-Calma, é um trailer de um filme de desenho!

Eu ia responder com uma provocação, mas o filme começou. Apenas revirei os olhos para a provocação e me concentrei no filme, sem soltar a mão da Marceline.

"Senhor, eu fiz uma besteira muito grande. Não deveria ter começado essa história de amizade colorida. Tá na cara que eu gosto dela! Não sei se aguentaria ver ela com outra pessoa..."

Os trailers finalmente começaram e eu cortei meus pensamentos. Marceline, sem perceber, apertou minha mão, empolgada. Sorri, achando fofo.

"É... Acho que estou ferrada."

Passamos mais algumas horas no shopping, lanchando e fazendo compras. No caminho, tive a impressão que estávamos sendo seguidas por um carro, mas ele sumiu depois de um tempo e eu acabei esquecendo. Voltamos para casa tarde da noite. A casa da Marceline estava escura, já a minha estava acesa.

-Hum, acho que já vivemos isso antes.

Marceline riu enquanto guardava a moto.

-Não tem porque brigarem com a gente hoje. Nós avisamos que íamos sair.

Vi sombras do meu pai e do Marshall passando pela sala. Provavelmente estava tudo bem, então relaxei.

-Hey, tive uma ideia.

Marceline passou por mim, que estava esperando ela terminar com a moto perto da porta da garagem, e fechou o portão da garagem, o trancando. Um arrepio de medo e espectativa passou por mim.

-O quê você está fazendo?

Depois de certificar que o portão da garagem e a porta que dava aceso a casa estavam trancados, Marceline deu um sorriso matador. Senti meu coração acelerar na hora.

"Senhor... Como um sorriso pode ter um efeito desse em mim?"

Marceline veio na minha direção, ainda com o sorriso matador e me empurrou delicadamente contra a parede. Eu sentia a respiração dela no meu pescoço, o que me fazia arrepiar ainda mais.

-Você é muito curiosa, sabia?

Marceline colocou uma das mãos na minha cintura e outra atrás do meu pescoço. Ela me puxou para perto de si. Eu estava paralisada, apenas seguindo o que ela fazia comigo.

-Vamos matar um tempo aqui antes de ir para sua casa.

Minha voz, que tinha se perdido em algum lugar do meu corpo, resolveu voltar.

-Matar tempo fazendo o quê?

Marceline sorriu, exibindo suas presas de vampira para fraca luz da lua que estava entrando por uma janelinha atrás de nós.

-Isso.

Marceline me beijou lentamente. Imediatamente comecei a corresponder o beijo, que se aprofundou em pouco tempo. Não sei por quanto tempo exatamente nós ficamos nos beijando ali. Só sei que quando nos separamos eu estava com o cabelo bagunçado, o coração acelerado e totalmente sem fôlego. Marceline não estava muito diferente.

-Wow. O que foi isso?

Marceline riu, achando graça do meu estado totalmente alterado.

-Chama-se amizade colorida, Bonnibel. Fico contente em ver que você gostou. Quer dizer que podemos fazer isso mais vezes.

Tentei responder aquilo a altura, mas não tinha fôlego o suficiente. Apenas consegui responder "com certeza" gaguejando com a voz falhada. Marceline sorriu novamente, achando graça de ver que tinha me afetado tanto.

"Se o sorriso me afetou... Esse beijo me devastou. Realmente, aqui não tem nada de amizade, nem da minha parte, nem da parte da Marcy. Só não sei como vamos resolver isso."

-Vamos. Já está bem tarde.

Marceline desceu a calçada e estava atravessando a rua de costas, brincando comigo. Quando ela estava exatamente no meio da rua, um carro apareceu ali em alta velocidade. Era o mesmo carro que estava nos seguindo. Senti o pânico tonar conta de mim.

-Marcy, corre!

Marceline olhou para o carro e congelou. Eu corri por alguns metros, já que eu nem tinha começado a atravessar, e a empurrei em direção a outra calçada. Acabamos caindo, rolando emboladas, mas conseguimos desviar no último segundo. O carro passou tão perto que cheguei a sentir o vento nas minhas costas.

-Meu Deus, o que foi isso?!

O motorista parou o carro a poucos metros de nós e desceu.

-Merda, é o DJ da minha festa!

Marceline e eu nos levantamos do chão rápido. Pensei em correr para casa, mas Marceline me impediu.

-Ele vai nos seguir e vai destruir a sua casa. Vamos para o outro lado!

Quando ele deu um passo em nossa direção, Marceline e eu corremos rua acima. Ele xingou e voltou para o carro. Corremos por várias ruas, tentando despistar o cara, mas ele era rápido. Ganhamos algum tempo nos escondendo no quintal de uma casa e eu aproveitei esse tempo para descansar.

-Não consigo mais correr! Ele vai nos pegar em pouco tempo se continuarmos assim. Temos que pensar em outra coisa.

Marceline olhou para cima e para os lados, pensando em uma solução.

-Somos presas fáceis se ele pode nos seguir de carro. Precisamos dificultar essa perseguição. Me segue, Bonnie!

Marceline subiu na cerca ao nosso lado e a usou de apoio para subir no telhado da casa ao lado. A segui com um pouco de dificuldade. Começamos a correr pelo telhados, como gatos.

-Se abaixa! Acho que ele não nos viu.

O DJ, ao perceber que tinha nos perdido, desceu do carro e começou a nós procurar com os olhos. Marceline ficou o mais imóvel possível, mas eu não estava conseguindo fazer isso por estar escorregando por ter deitado na descida do telhado.

-Eu vou cair!

Escorreguei para baixo e fui agarrada pela Marceline no último segundo. O DJ, ao me ver, sorriu e também subiu, mas não conseguia subir rápido. Eu voltei para cima rapidamente e Marceline e eu voltamos a correr.

-Merda! O que a gente faz?

Chegamos em uma esquina e paramos. O DJ, um pouco atrás, deu um sorriso psicopata, feliz de ver que estávamos encurraladas.

-Vamos ter que lutar, Marceline.

Marceline me olhou por alguns segundos, com o pânico estampado no olhar.

-Não sei se isso é uma boa ideia.

Arranquei um galho de uma árvore próxima, Marceline fez o mesmo. O DJ se aproximou o suficiente para nos alcançar.

-É nossa única opção, Marceline.

Eu também estava com medo, afinal estávamos em uma beirada de um telhado á cinco metros de altura do chão, nos preparando para lutar com um psicopata que estava a dois passos de distância e não parava de sorrir. Qualquer erro ali poderia ser fatal.

-Vocês estão encurraladas... Vou acabar com as duas!

Ele se aproximou de mim e tentou agarrar meu braço. Esquivei a tempo e o empurrei para trás, em direção a Marceline. Ela bateu o galho com força nas costas dele, o que fez ele cambalear. Ele chegou muito perto da beirada, mas conseguiu se equilibrar no último segundo. Eu, irritada com tudo aquilo e aproveitando que ele estava de costas para a beirada, ergui um dos pés e dei um forte chute no peito dele.

-Ai, meu Deus, eu matei ele!

No segundo seguinte, quando percebi a merda que tinha feito, eu comecei a gritar enquanto via ele cair. Por sorte, ele caiu em um monte de folhas secas, que amorteceram um pouco a queda.

-Ele... Está vivo?

Descemos de lá com cuidado e fomos até ele. Ele estava ensanguentado e com o pé apontando para o lado errado, mas estava respirando e gemendo. Marceline e eu respiramos fundo de alívio.

-Vamos chamar a polícia e uma ambulância.

Os médicos fizeram exames no DJ e ele estava relativamente bem, com alguns poucos ossos quebrados. Marceline e eu sofremos alguns arranhões e eu ganhei uma contusão no pulso por ter feito força demais ao empurrá-la. Gumball e Marshall apareceram pouco tempo depois, chamados pelos policiais.

-Não sei se mato vocês ou abraço as duas. O que vocês tinham na cabeça de subir em um telhado?

Depois de prestar depoimento, Gumball e Marshall nos levaram para casa. Os dois estavam muito assustados.

-Não foi por querer, pai. Ou era o telhado ou era ser pega pelo DJ. Foi a primeira coisa que eu pensei.

Ao me lembrar de uma coisa, eu fiquei furiosa.

-Onde você arrumou esse DJ, pai?! Na cadeia?

Gumball estava pálido como um papel.

-Eu não contratei esse cara, eu contratei outro! O DJ que eu contratei não pôde vir no dia da festa e mandou um substituto. Vou matar ele!

Gumball foi até seu escritório pisando duro, provavelmente para ligar para o "DJ original". Marshall foi atrás dele, para acalma-lo e para lembrá-lo que já estava de madrugada. Marceline e eu rimos.

-Bom, Marcy... Vamos dormir? Estou exausta. Se você quiser, pode dormir aqui.

Marceline sorriu e me olhou de um jeito curioso.

-Você está tranquila com tudo isso que aconteceu?

Dei um sorriso fraco.

-Só estou tranquila porque acho que a "ficha não caiu". Talvez eu fique mais assustada depois.

Marceline sorriu e passou um dos braços pelos meus ombros. Subimos as escadas abraçadas.

-Se você precisar, eu vou estar aqui. Pode me chamar a qualquer hora.

Beijei a Marceline na bochecha. Ela sorriu e apertou um pouco o abraço.

-Só de você estar aqui, já ajuda muito. Obrigada, Marcy, de verdade.

Marceline sorriu com as bochechas vermelhas.

"Amizade colorida... Ah, 'tá. Não sei quem eu quero enganar com isso. Ah, já sei. Eu mesma. É, Bonnie, invente outra mentira. Essa já era!"

No dia seguinte...

Por eu e a Marceline estarmos com machucados visíveis, atraímos muita curiosidade e atenção. Tivemos que explicar a história do que tinha acontecido muitas vezes.

-Nunca pensei que ia virar a atração da sala por estar toda esfolada.

Marceline riu alto. Eu, para não correr o risco de encontrar minha mãe de novo, dispensei o motorista e estava indo embora com a Marceline.

-Pelo menos estamos indo embora mais cedo. Não aguento mais esse uniforme encostando no arranhão das minhas costas.

Quando amanheceu, acabamos descobrindo que nossos machucados eram piores do que pensamos. Eu também estava incomodada por estar encostando meu esfolado do braço em praticamente tudo, e tudo o que queria era ir embora.

-Então, vamos, Marcy?

Fomos embora muito rápido. O trânsito estava tranquilo e chegamos em casa na metade do tempo normal de percurso.

-Uau, olha o sol. Tem séculos que não vejo o sol desse horário.

Dei uma gargalhada alta.

-Não me importo com o sol. Só quero fazer um curativo e descansar.

-Eu também... Mas vou pegar minhas coisas na sua casa antes. Deixei minha blusa favorita lá.

Atravessamos a rua, com cuidado, e entramos na minha casa. Assim que abri a porta, ouvi uma discussão abafada vinda do escritório do meu pai.

-Tem alguma coisa acontecendo... Vamos lá.

Marceline e eu andamos silenciosamente até lá. Meu pai e o Marshall estavam discutindo sobre alguma coisa.

-Então, o casamento na igreja está cancelado, certo?

Senti meu coração bater na boca. Marceline também se assustou.

-Sim.

Abri a porta de uma vez, a fazendo bater na parede. Marceline entrou atrás de mim. Marshall e Gumball nos olharam, curiosos e surpresos.

-Vocês não vão fazer isso. Eu não vou deixar.

Continua...



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...