História Amigas, Inimigas ou Meio-Irmãs? - Capítulo 24


Escrita por: ~

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Categorias Hora de Aventura
Personagens Ash, Cake, Finn, Fionna, Jake, Marceline, Marshall Lee, Princesa Jujuba, Principe Chiclete
Tags Bubbline, Gumball, Hora De Aventura, Jujuba, Marceline, Marshall, Universo Alternativo
Visualizações 191
Palavras 2.464
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Hentai, Lemon, Mistério, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 24 - Novatos


Pov's Bonnibel


Depois de passarmos um mês inteiro na praia, de férias, voltamos para casa felizes, cansados e queimados de sol. Como ainda não tínhamos decidido quem iria se mudar, voltamos separados, cada um para sua casa. Foi estranho dormir sozinha no meu quarto depois de dividir o quarto de hotel com a Marceline por um mês, mas meu cansaço e a saudade da minha cama falaram mais alto e eu dormi tranquilamente. Quase não tinha mais pesadelos, e praticamente ​tinha esquecido​ do sequestro, graças a Marceline que sempre me acalmava e distraía sempre que eu estava com medo.


-Hum, acho que não vou de uniforme hoje. Você vai?


Acordei cedo no dia seguinte, e por mais que meu corpo cansado implorasse para dormir por mais algumas horas, me forcei a levantar e me arrumar. Marceline tinha me ligado por vídeo e estávamos conversando enquanto trocavamos de roupa, cada uma na sua casa. Era uma cena engraçada, já que ela estava meio dormindo.


-Não sei, acho que não… Aquela camiseta é desconfortável. Ah, como eu queria dormir até meio dia!


Sorri enquanto jogava algumas roupas na cama para escolher alguma delas. O celular estava apontado para mim, no criado mudo, o que me permitia ver a Marceline esfregando seus olhos levemente inchados de sono.


-Você já falou isso três vezes, Marcy. Se arruma logo, ou vamos chegar atrasadas por culpa sua.  


Marceline, zangada e sonolenta, resmungou algumas palavras que eu não consegui entender, e finalmente se levantou e começou a se arrumar. Terminei de arrumar o moletom no meu corpo e desci as escadas com o celular na mão, já com a ligação desligada.


-Bom dia, pai. Você não vai trabalhar hoje?


Gumball estava de pijama, comendo extremamente devagar enquanto lia noticias em seu celular. Peguei alguns cookies feitos pelo Menta, que estavam em um prato no meio da mesa.


-Ainda estou de férias, só volto semana que vem. Infelizmente meu corpo não entendeu isso e estou acordado agora, mas tudo bem. Ah, e bom dia para você também.


Marceline entrou correndo, jogou um capacete no meu peito e roubou alguns cookies enquanto cumprimentava meu pai de boca cheia.


-Hey, calma. Temos alguns minutos ainda. Não quero que você morra engasgada.


Marceline sorriu e diminuiu a velocidade. Beijei sua bochecha, o que fez Gumball sorrir e me fez corar.


-Vocês são um casal tão fofo… Adoro ver vocês juntinhas.


Marceline corou dessa vez, e eu fiquei ainda mais vermelha.


-O casal fofo deveria ser você e o Marshall, já que acabaram de se casar.


Gumball sorriu, sem se abalar.


-E nós somos. Vamos passar o dia de pijama vendo filmes na Netflix, já que ele também tem mais uma semana de férias, como todo casal fofo faz de vez em quando. Vamos passar o dia comendo doces, abraçados, nos beijando e…


Marceline ergueu a cabeça do prato cheio de cookies e interrompeu, quase gritando.


-Ah, para, para! Não estou mentalmente preparada ‘pra imaginar isso. Vocês são um casal fofo, e pronto. Não precisamos de detalhes.


Mesmo rindo, concordei com a cabeça, o que fez Gumball rir muito.


-Ok, ok, eu paro de falar. Mas vocês têm que ir, já está na hora.


Despedi do meu pai com um beijo na bochecha e Marceline e eu saímos correndo em direção a sua garagem. Chegamos na escola em pouco tempo.


-Primeiro dia de aula é tão legal, tudo limpo, as pessoas mais felizes e descansadas… até o clima parece ficar mais leve.


Marceline sorriu enquanto tirava o capacete.


-Pena que vira o mesmo inferno de sempre em uma semana.


Ri enquanto balançava a cabeça. Finn apareceu ali, tão bronzeado quanto Marceline e eu, já que ele e Jake também tinham passado o mês todo lá com a gente.


-Hey, vocês estão tão mortas de cansaço quanto eu? Parece que passei a noite inteira nadando no mar em vez de dormir.


Marceline respondeu por mim.


-Quase não vim hoje de tanto sono. Mas se eu não viesse, era provável o Marshall me arrastar ‘pra cá de pijama.


Fomos os três para a sala de aula. Cake e Jake foram pegos por nós se beijando intensamente. Marceline, antes que eles pudessem se separar, tirou várias fotos deles. Finn e eu começamos a rir, um pouco surpresos. Jake e Cake se separaram rápido e tentaram fingir que nada tinha acontecido, o que só deixava tudo mais engraçado, já que os dois estavam vermelhos do pescoço até a raiz do cabelo.


-Assumam logo que vocês têm um “rolo”, porque vocês realmente não sabem disfarçar. Querem ver as fotos? Ficou muito bom.


Marceline quase encostou o celular no rosto dos dois. Eu ria de gargalhar. Jake e Cake tentavam ignorar, mas não estavam conseguindo. Por fim, Jake ficou com raiva, empurrou o celular e saiu da sala. Cake nem hesitou antes de sair atrás dele.


-Marceline, você acabou de provocar um DR. Que coisa feia!


Finn riu alto. Marceline bloqueou o celular sem se abalar, ainda rindo.


-Vamos ver se assim eles se resolvem de uma vez, Bonnie. Até eu, que não estou na relação, já estou cansada desse rolo.


Dei um tapa de leve em seu ombro antes de falar.


-Ah, sua hipócrita. Quando nós estávamos nesse rolo você não se importou, né?


Marceline sorriu, sarcástica.


-Realmente eu não importei, mas Jake e o Finn aqui quase nos torturaram para a gente assumir. Só estou descontando.


Finn ficou vermelho quando ouviu seu nome. Marceline se virou para ele.


-Você deu sorte, loirinho, de já estar namorando com a Phoebe, porque senão eu ia fazer sua vida um inferno. Vocês nos perturbaram por meses! Não sei como não te matei.


Concordei rindo da cara assustada do Finn.


-É, Finn. Eu estava tentando defender o Jake e você, mas depois dessa todos os meus argumentos ficaram inválidos.


O professor entrou na sala seguido por vários alunos e Jake e Cake. Jake fuzilou Marceline com o olhar antes de se sentar. Marceline devolveu o olhar de ódio com um beijinho, que ela jogou para ele em seguida. Quase não consegui segurar a risada ao ver a cara do Jake depois disso. Cake estava se fingindo de brava, para não irritar ainda mais o Jake, mas também riu sem ele perceber.


-Bom dia, alunos! Quero todos sentados. Vou dar dez minutos para todo mundo se organizar. Sejam legais com os novatos, pessoal!


Me virei para trás e Marceline, Finn e eu começamos a conversar sobre coisas aleatórias, enquanto Cake estava acalmando Jake. Fionna não tinha ido para escola, segundo a Cake, por estar muito cansada. Marceline suspirou quando ela disse isso, com inveja. Depois de algum tempo, Simon se levantou e começou a escrever no quadro. Alguns novatos assustados imediatamente começaram a copiar.


-Certo, já deram os dez minutos. Para quem não me conhece, eu sou Simon Petrikov e sou professor de química. Hoje só vou fazer uma revisão, mas vale nota, então façam essa atividade direito!


Peguei meu caderno e abri, já me preparando para quebrar a cabeça com aquela matéria. Geralmente eu não tinha dificuldade, mas Simon complicava muito os conteúdos com duas explicações loucas, então nós precisávamos entender o que era para fazer e descobrir um jeito fácil de fazer. Isso me cansava, e me fez ter um certo ódio gratuito e preguiça antecipada da matéria. Forcei meus olhos cansados para o quadro. Mesmo não querendo assumir para a Marceline, eu também estava muito cansada. Tirei os olhos do quadro quando ouvi uma batida na porta. Logo, o monitor abriu a porta e entrou na sala.


-Professor Petrikov, com licença. Aqui estão alguns alunos perdidos.


Simon deu um sorriso amarelo, incomodado de estar sendo interrompido, mas permitiu que os alunos entrassem. Três novatos entraram primeiro, todos envergonhados de estarem atrasados. O monitor olhou para fora e fez sinal para mais alguém entrar.


“Qual é o problema desse novato de não entrar logo?”


Por fim, perdi a paciência e voltei a copiar. Só levantei a cabeça alguns instantes depois, quando Marceline me deu um grito, surpresa, atrás de mim. Jake, ao meu lado, também estava muito chocado.


-O que você está fazendo aqui, Ash?!


Meu corpo se arrepiou inteiro quando vi Ash na porta da sala, olhando para mim e para a Marceline com um sorriso sarcástico, feliz por ter feito ela ficar tão surpresa e zangada. O grito da Marceline não veio sozinho. Jake também gritou.


-Lady?!


Lady Íris também estava na porta, abraçada ao Ash. Meu corpo se arrepiou ainda mais. Simon empurrou os dois para sentarem, para ele poder continuar a aula. Meu sono foi embora de uma vez. O clima da sala ficou pesado. Ash e Lady se sentaram lado a lado, três lugares na minha frente. Alguns minutos depois, Marceline falou comigo baixinho, quase em um gemido.


-Bonnie… eu preciso sair daqui.


Olhei para trás. Marceline estava pálida, tensa. Me preocupei e fui até o Simon.


-Simon, Marceline está passando mal. Posso levá-la para a enfermaria?


Simon olhou para ela, preocupado. Marceline tinha ficado ainda mais pálida.


-Claro, claro, vai!


Agora Jake, Cake e Finn tinham percebido que Marceline estava passando mal e isso tinha atraído a atenção da maior parte da sala. Enquanto voltava para o fundo da sala, para “buscar” Marceline, percebi que Ash e Lady estavam se divertindo com a situação, adivinhando que Marceline estava daquele jeito por causa dos dois. Pensei rápido.


-Marcy, vou te levar para a enfermaria, tá? Vem, provavelmente eles vão ter algum remédio para seu enjôo lá.


Me abaixei um pouco e expliquei, em seu ouvido, o porquê de dizer que ela estava enjoada. Marceline concordou sem pensar duas vezes.


-Marcy, você está bem? O que aconteceu?


Marceline deu um sorriso fraco para o Finn e falou alto o suficiente para a sala inteira ouvir.


-Não me dou bem com avião, acho que estou com ressaca do vôo de volta ontem. Ou comi alguma coisa estragada, mas não é nada demais. Vou ficar bem, não se preocupem.


Finn ainda estava preocupado, mas ficou um pouco mais tranquilo. Ash e Lady “murcharam”, decepcionados pelo mal da Marceline não ser causado por eles. Saímos rápido da sala, Marceline com o braço nos meus ombros.


-Bonnie, eu vou vomitar! Minha ansiedade foi no céu de ver aqueles dois. Odeio quando isso acontece, esses ataques quase me matam.


Tentei tranquilizá-la.


-Tenta controlar a respiração, Marcy. Está tudo bem.


Marceline me soltou e correu até uma lixeira no meio do corredor, despejando todos os cookies que ela tinha comido de manhã ali. Corri até ela logo depois.


-Meu Deus, Marcy. Você está bem?


Marceline soltou a lixeira e caiu sentada no chão.


-Essa merda sempre acontece quando tenho um ataque de ansiedade. Estou bem, na medida do possível.


A ajudei a se erguer e continuamos a andar. Marceline estava tremendo inteira. Chegamos na enfermaria, Marceline se deitou encolhida em uma das macas, suando frio e tremendo.


-Ah, Marcy… É horrível te ver desse jeito. Eles te afetaram tanto assim?


Marceline se deitou melhor na maca antes de responder.


-Você não sabe o terror psicológico que o desgraçado do Ash fazia comigo. Quando eu terminei com ele, ele continuou infernizando minha vida, eu só tive paz quando ele foi expulso, uns seis meses depois que você saiu da escola.


Segurei sua mão e a cobri com um cobertor, já que seu corpo estava gelado. Um enfermeiro aplicou um tranquilizante leve para diminuir a ansiedade. Lentamente, Marceline foi começando a relaxar.


-O que ele fez para ser expulso?


-Me ameaçou com um canivete no meio do corredor da escola, depois de passar a semana inteira me perseguindo, tentando me atacar e tentando me beijar a força. Eu perdi a paciência, porque o diretor não estava fazendo nada, e nesse dia que ele me ameaçou eu dei uma surra nele na hora e em seguida chamei a polícia. Foi um escândalo, Ash já saiu da escola preso.


Abri a boca, surpresa. Marceline, fazendo manha, me chamou para deitar na maca junto com ela. Fui sem pensar duas vezes.


-Meu Deus, Marcy. Ele podia ter te matado! E o que aconteceu depois?


Marceline suspirou.


-Ash foi expulso na hora, eu fiz um B.O. das outras coisas que ele fez, e como ele tinha envolvimento com drogas, não tinha chance dele sair. Acho que ele voltou agora porque ficou maior de idade, sabe como é aquelas cadeias para menor de idade.


Concordei com a cabeça.


-Sei, pior que funciona assim mesmo. Agora ele é ficha limpa.


Marceline suspirou. Fiquei aliviada quando percebi que seu rosto estava novamente com cor, e seus músculos tinham relaxado. Ficamos quietas por um tempo, pensativas. Acabei quebrando o silêncio quando lembrei da Lady Íris.


-E a Lady? Como ela conseguiu voltar? Tenho quase certeza que ela bateu no diretor. Ou a mãe dela bateu.


Marceline suspirou, muito desanimada.


-A mãe dela é advogada. Advogados conseguem tudo o que querem.


Fiquei triste ao ver Marceline tão mal. Dei um selinho em sua boca.


-Hey… se anima um pouco. Está tudo bem.


Marceline se virou na cama, ficando de frente para mim.


-Ash infernizou minha vida por quatro anos, Bonnie. Nesse tempo, eu já passei todas as merdas que você possa imaginar. Sei que não parece, mas Ash é poderoso. E eu sei muito bem que ele não voltou para cá só para estudar, ainda mais estando junto com a Lady. Eles querem vingança. E eu conheço os dois o suficiente para saber que eles vão fazer de tudo para nos destruir.


Comecei a sentir o desânimo que Marceline estava sentindo, além do medo. Ficamos em silêncio novamente, eu com o olhar perdido para a minha aliança. Sorri quando lembrei do pedido de namoro.


-Lembra do que estava escrito em um dos papéis do pedido de namoro, Marcy? “Nós passamos por muita coisa juntas, muita mesmo”. Já passamos pelo Fernando, pela Megan e pelo Braco. Conseguiremos passar por um moleque drogado e uma oriental oxigenada.


Fiquei aliviada quando vi Marceline rir da última parte da minha frase. Segurei sua mão e beijei sua aliança.


-Sim… mas eu espero passar por eles inteira.


Apesar de estar tentando parecer confiante para tranquilizar a Marcy, eu estava muito assustada. Lady e Ash eram muito manipuladores, e Marcy tinha razão, eles estavam na escola novamente por algum motivo. Enquanto ela dormia no meu peito por causa do tranquilizante, milhões de possibilidades passavam pela minha cabeça, e nenhuma delas era boa.


“Eu realmente espero conseguir passar ilesa pelo o que quer que seja que os dois estão planejando. Ah, por Glob, que medo.”


Olhei Marceline dormindo. Mesmo com o tranquilizante, ela ainda estava tensa, resmungando e gemendo, provavelmente tendo um pesadelo. Beijei sua testa, o que fez ela suspirar.


“Sei que juntas nós vamos conseguir, mas… poucas vezes na vida eu senti tanto medo. Sei que para a Marceline ter um ataque de ansiedade assim, é porque vem coisa grande por aí. Bem, seja o que for, sei que nós vamos passar por isso juntas!”


Continua



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