História Amigo Imaginário - Capítulo 4


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Personagens Personagens Originais
Tags Amigo Imaginário, Horror, Morte, Suspense, Terror
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Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - Emily


Fanfic / Fanfiction Amigo Imaginário - Capítulo 4 - Emily


"toc-toc" ouço alguém bater na porta.
  - mãe? - chamo.
 O silêncio toma conta de tudo, olho pra baixo e é possível ver uma sombra do outro lado da porta.
  Meu computador desliga, e a maçaneta da porta se move, rapidamente tranco e corro pro guarda roupas e pego um taco de baseball que eu tenho de alguns anos atrás quando brincava com amigos na rua.
  Subo na minha cama e me preparo para um golpe caso arrombe a porta.
  Sem nenhum sinal de força e para o meu desespero, a porta se abre e não tem nada do outro lado

Quando assistimos filmes de terror e suspense, sempre ficamos bravos pelo personagem que vai ver se tem algo de errado quando é óbvio que tem. Mas foi exatamente o que eu fiz, não é idiotice, é como se fosse um impulso, não é pelo fato de ter algo errado, é porque você quer ter certeza de que está tudo bem, se você não ir ver, seu medo vai te torturar.
  Desci da minha cama com o taco de baseball pronto para um golpe, andei devagar até a porta e pulei pra fora rapidamente olhando pros dois lados, não tinha nada, a casa tava em um silêncio total, exceto por um pequeno barulho no andar de baixo.
  Olhei a escada, fiquei ali parado por uns dez segundos tentando me convencer de que não ia acontecer nada.Desci calmamente cada degrau e quando cheguei no fim respirei aliviado. Percebi que o som vinha da sala.
   Assim que entro no cômodo vejo a tevê ligada, então encosto o taco na parede e vou até o sofá, minha mãe pegou no sono assistindo algum filme, acordei ela e voltei pro meu quarto e meu computador estava ligado, será que isso foi algo da minha cabeça? Algum trauma da escada ainda?

Bom, tento esquecer tudo isso, sento na frente do computador e abro minha página do Facebook e uso por uns quinze minutos até receber uma mensagem de alguém que não tinha identificação, estava apenas "usuário do Facebook" e quando eu tentava ir no seu perfil, dizia que o link estava quebrado.
   "Olá" dizia a mensagem, eu não sabia se deveria responder, então fechei a janela do chat, logo em seguida.
  "Eu sei que você tá vendo"
Meu coração disparou, olhei em volta, quarto estava normal.
  Então perguntei.
  "Quem é você?"
  "Seu amigo" respondeu.

Eu ainda estava confuso e com medo.
 "Que amigo?"
 "O que você esqueceu..."
 Não me passava nada pela cabeça, não conseguia me lembrar de ninguém.
 "Qual seu nome?" Perguntei.
 "Você vai se sentir igual eu me senti..." 
 Disse ignorando minha pergunta.
  "Todos que ficarem bem próximos de você...

E então simplesmente parou, terminando apenas com.
  "Você vai ficar sozinho"
 Aquilo tudo que aconteceu ficou martelando na minha cabeça, eu não conseguia fechar meus olhos pra dormir, mas acabou que dormi de cansaço.
   Tive um fim de semana normal, domingo uma parte da minha família foi almoçar em casa, joguei alguns jogos com meus primos, chegando no fim do dia fui assistir séries de tevê. Essa era minha rotina pro fim de semana, e durante os dias úteis só mudava que eu ia pra escola e meus primos não estavam lá pra jogar videogame comigo.
  Segunda-feira fui pra escola, eu não contei nada do que aconteceu comigo pra ninguém, tenho medo que meus amigos se afastem de mim. Minha cabeça é meio bagunçada, basta alguns minutos pensando pra ficar triste.
   Durante o intervalo, Emily se agarrou no meu braço.
  - ei, como foi seu fim de semana? - perguntou.
Eu fiquei feliz por ela me agarrar, meu corpo começou esquentar e eu tentei agir normalmente.
  - o mesmo... - respondi.
 Ela soltou meu braço e me deu um soco no ombro.
  - você deveria sair um pouco no fim de semana. - disse sorrindo.
- eu não sou uma pessoa que sabe socializar. 
  Ela colocou as mãos na cintura e fez um sorriso forçado mas ainda assim era lindo.
 - idiota.
 Ouvi a voz do () me chamando então corri até ele.
  - o que?
Ele me olhou meio confuso.
 - o que, o que? - perguntou.
 - para de graça cara, pra que me chamou?
 - eu não te cha...
Nossa conversa foi interrompida por um grito que me assustou muito, era muito famíliar, olhei pra trás e vi pessoas olhando pra escada que desce pra quadra.
 Me enfio no meio das pessoas, olho pra baixo e vejo Emily desmaiada com o professor do seu lado, com o celular no ouvido provavelmente ligando pra ambulância.
 



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