História In the other world - Capítulo 26


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Anjos, Guilda, Hibridos, Livro, Outro Mundo, Seres Sobrenaturais
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Palavras 2.197
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shounen, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Espero que gostem.
A imagem de capa do capítulo foi minha amiga que fez.

Capítulo 26 - Primeiro dia


Fanfic / Fanfiction In the other world - Capítulo 26 - Primeiro dia

Décimo quarto dia no outro mundo. *

Já era manhã do dia dez de fevereiro, quarta feira, seria o primeiro dia de aula.

— Eeei. - gritou Leo.  — Acorda, vamos nos atrasar, já é cinco da manhã.

— Nãão. - reclamou Larissa.  — Que saco, você sempre me acorda gritando.

— Só assim você acorda. - o garoto de cabelo laranja riu olhando para sua amiga, que já estava sentada na cama. 

— É o Oliver que tem sono pesado, não eu. - a garota riu de novo.  — É impossível acordar ele.

— Vamos tentar acordar ele então? 

— Claro. - Larissa deu uma risada curta e maldosa. 

Os dois saíram do quarto e olharam pela porta aberta do outro quarto, Larissa estava atrás de Leo e segurava - o, tentando colocar a cabeça para frente e ver se o seu outro amigo ainda estava dormindo.

— Faz aquele barulho. - a loira disse baixo. 

O "ruivo" sabia exatamente de qual barulho sua amiga dizia. Fez o mais alto possível e abaixou, olhando para Larissa e rindo baixo em seguida.

— Parece uma buzina. - riu ela. 

— Espera aí, vou fazer isso mais perto. - Leo disse sussurrando, mesmo sabendo que seu amigo não ia ouvir se ele falasse mais alto. 

O alaranjado andou pelo quarto na ponta dos pés e chegou perto do ouvido de seu amigo, fazendo um barulho alto. 

— Aaah, filho da puta. - berrou o moreno. 

O garoto mais baixo saiu correndo e rindo alto, chegando no corredor e quase tropeçando, acabou também acordando Akira e Tayamiw. 

Ao ver o que fez, Leo deu meia volta e entrou em seu quarto, pulando em cima da cama e quase caindo em cima de Larissa, ambos estavam rindo muito de seu amigo.

Após alguns minutos eles pararam de gargalhar.

— Tá, chega, vamos logo pra escola. 

— Tá. - Larissa fazia uma expressão de desânimo. 

Akira e Tayamiw já estavam esperando - os na porta.

Oliver se levantou da cama muito sonolento. Andou pelo corredor e desceu as escadas esfregando os olhos.

— Você está bem, Oliver? - perguntou Leonardo, dando uma risada curta. 

— Sonhei que um cara quase me atropelou, até buzinou pra mim depois. 

— Entendi. - Leo abafava a risada com a mão, Larissa fazia o mesmo.

O azulado e seu "irmão" levaram os três amigos até a escola, que não ficava muito longe. Tudo na cidade parecia ser muito perto para eles, apesar de Kaotto ser uma cidade grande.

Ao chegarem na porta da escola, Akira disse aos três.

— Quando perguntarem, digam que vocês pagaram para ficar no segundo andar, com uma pessoa.

— Hmm, tá. - disse Oliver, ainda achando estranho.

— Ah, e o nosso material? - perguntou o alaranjado. -

— E-eh. - o azulado colocou a mão na cabeça.  — Eu esqueci de comprar, mas espera aí, não saiam daí.

O homem mais alto saiu correndo e o híbrido o seguiu, viraram a esquina.

Akira sabia onde era uma loja de materiais escolares por já ter passado por lá. Chegando perto eles acabaram esbarrando em um homem alto de cabelo verde.

— Ah, desculpe. - disse Tayamiw.

— Tudo bem, bichinho. 

O híbrido sempre ficava desconfortável com esse tipo de comentário.

— Vamos, Tay. - Akira segurou o braço de seu irmão.

— Ele é seu? - o esverdeado perguntou.

— Não, é meu irmão.

— Já que não é seu, eu lhe dou 100 Kontts por ele. É uma bela espécie de esquilo, mas não vale muito. É pegar ou largar. - disse o homem, puxando Tayamiw para si e segurando - o pelos dois braços. 

Akira ficou muito irritado, dava para perceber ao olhar em seu rosto, o seu olhar estava diferente, até o garoto de cabelo marrom se assustou.

— Quem é você para segurar o meu irmão como se ele fosse um animal? - o homem de cabelo espetado puxou o híbrido para perto dele.  

— Sou Slanor, mas eu que pergunto, quem é você para falar assim comigo? 

— Nunca te vi aqui e não te conheço, posso falar como eu quiser com você. - o azulado apertava a própria mão.

— Certo. Pode ficar com seu animal, como eu disse, ele não vale muito. - disse o esverdeado, saindo de perto e falando baixo, mas o suficiente para Akira escutar.   — Você vai se arrepender. - ameaçou. 

Enquanto isso acontecia, Leonardo, Larissa e Oliver esperavam na frente da escola, observando a grande árvore de flores amarelas do lado dela.

— Será que ele vai comprar alguma coisa que presta? - perguntou Leo. 

— Provavelmente vai comprar só coisa barata. - disse a loira.

Esperaram vinte minutos e já podiam ver Akira chegar com três mochilas nas mãos.

— Você comprou até as mochilas? 

— Claro, Leo, vocês precisam. - o azulado sorriu.  — Agora entrem e vão pro segundo andar.

Cada um colocou a mochila que mais gostou nas costas, sentiam os cadernos dentro dela. 

Os três olhavam para a escola, ela era muito grande, bem maior que a escola que eles estudavam. 

Entraram e passaram pelo pátio, subiram as escadas até chegarem no segundo andar, onde viam muitas pessoas.

Oliver decidiu ficar perto da pessoa que falava os nomes para formarem duplas e dormirem em um só quarto.

— Vai ser uma merda isso, só vamos poder sair da escola no final de semana. - pensou o moreno. 

Depois de alguns minutos foi falado o número do quarto e o nome de Leo.

Um garoto desengonçado empurrou todos dali, mas não era por mal, queria ficar ao lado do alaranjado e perto do homem que falava os nomes.

Quando o homem estava prestes a falar o nome de quem ficaria no mesmo dormitório que Leo, o garoto de cabelo branco olhou em seus olhos. 

O funcionário parecia estar hipnotizado.

— Kaelvan Ryuse. - disse ele.

— Eba. - o garoto de cabelo branco festejou sozinho, levantando os braços.  — Eu consegui, consegui! - pensou ele. 

Depois que acabou, todos foram para suas salas de aula. Os três amigos estavam no segundo ano do ensino médio, e naquele mundo eles teriam até o quinto ano.

Leo, Larissa e Oliver já escolheram seus lugares. Se sentaram na primeira fileira perto da porta, o ruivo na primeira carteira, a loira na segunda e o moreno na terceira.

Kaelvan escolheu a carteira que ficava exatamente no meio da sala. Foi o primeiro a pegar o caderno de ensino mágico.

Na primeira folha de seu caderno ele escreveu "Ensino de magia", escreveu lentamente e com a letra mais bonita que conseguia.

— Tenho que caprichar, é o meu primeiro dia de aula. - pensou o adolescente que tinha uma pinta grande perto da orelha. -

Ele estava determinado a fazer amizades.

— Oi, tudo bom com você? - perguntou ele, olhando para um garoto da outra fila, mas o menino mal o olhou. 

Kaelvan suspirou.

— Por que pessoas ignoram outras? - pensou ele.  

Após alguns segundos com uma expressão de raiva, mesmo não estando, o garoto de olhos castanhos teve outra ideia.

— Vou partir pra outro método. - pensou ele, colocando a mão na mochila.

Enquanto procurava algo em sua mochila, olhou rápido para o quadro e viu o quadro cheio de anotações. Kaelvan arregalou os olhos, tirou a mão da mochila rapidamente e começou a escrever mais rápido que conseguiu, não ligando mais para sua escrita.

— Depois eu concerto. - pensou ele, agoniado com sua própria letra. 

Quando acabou de copiar, o garoto apagava cada palavra e escrevia - a de novo do modo mais lento possível, só assim ele ficaria satisfeito com o que escreveu.

— Eu tenho que ficar de olho nos três. - pensou Kaelvan.

Passou dois horários e já estava na hora do intervalo.

— Meu deus, esquecemos o lanche. - falou Oliver. 

— Mas eu trouxe dinheiro. - disse Leo, tirando uma nota de pouco valor do bolso, mas dava para comprar algo para todos.

— Onde será que é a cantina? - perguntou Larissa.  — Tô morrendo de fome.

— Você sempre está com fome. - riu Oliver.

Os três andaram pelo pátio e viram uma escada que levava eles a outro lugar que não era as salas de aula e nem os dormitórios. Subiram e lá estava a cantina.

Leo, como sempre um bom observador, percebeu que estavam sendo seguidos, mas não disse nada.

Compraram o lanche e se sentaram num banco, colocando tudo na mesa.

— Vocês perceberam que aquele carinha de cabelo branco está olhando para a gente? - perguntou o moreno.

— Eu percebi. O que será que ele quer? - Leonardo ficou pensativo.

O garoto de cabelo branco estava olhando - os escorado na parede, não parava de mexer as pernas.

— Por que fazer amigos parece ser tão difícil? - pensava ele.  — Calma, Kaelvan, é o seu primeiro dia aqui. - continuou pensando.

Ele tomou coragem e foi até o banco que o trio estava, se sentando na beirada.

— Oi. - disse o esbranquiçado.

— Oi, por que está nos seguindo? - perguntou Oliver, muito direto.

— D-desculpe. - Kaelvan se levantou do banco e ia sair, mas o moreno segurou o final de sua blusa.

— Calma aí, a gente também quer um novo amigo. - Oliver concluiu que era isso que o outro adolescente queria.

Kaelvan se sentou no banco e os quatro começaram a conversar.

— Então, você nasceu aqui em Kaotto? - perguntou Larissa. 

— Sim. - respondeu o garoto.  — Pronto, fiz exatamente o que minha irmã falou. - pensou.  — E vocês?

— Bem... Sim. - disse Leo, ele sabia que o outro não ia acreditar se ele contasse a verdade. 

— Qual o poder de vocês? - o outro perguntou. Isso era uma das muitas coisas que gostava muito de saber.

— O meu é de Terra, do Oliver de fogo e do Leo de ar. - respondeu a loira.

— Que legal. - disse o esbranquiçado.  — O meu também é de terra.

Conversaram bastante até que o sinal para voltarem para as salas tocou e Kaelvan saiu correndo para ser o primeiro a chegar na sala de aula.

O trio permaneceu no banco.

— Até que ele é legalzinho. - disse o ruivo. 

— Também achei, mas tem alguma coisa estranha nele.

— Vishh, vai começar a paranóia. - falou Leonardo. 

— Mas escuta ele, sabe que o poder dele é saber o futuro.

— Mas eu nunca sei o futuro, só do nada penso umas coisas que acontecem as vezes, e o que eu falo é quase sempre verdade, por isso eu sempre falo com vocês.

— Tá, e o quê você acha do Kaelvan? - perguntou Larissa. 

— Sei que ele não tem más intenções, mas ele está espionando a gente, e sinto que não é só ele.

— Acha que o Akira ou o Tay estão fazendo isso também? - a garota estava espantada.

— Não, eles não, outra pessoa.

— Não conhecemos mais ninguém. - a alta falou. 

— Ainda. - disse Oliver, ficando também espantado por ter falado isso sem pensar.

— Tá, já chega, vamos pra aula. - Leo estava com medo.

Subiram rapidamente as escadas que levavam até as salas de , ficaram sem conversar até dar a hora do almoço, onde se encontraram com Kaelvan.

— Querem um pouco? - o adolescente da mesma altura que Oliver estava no banco com um prato de arroz, feijão e carne.

— Claro, mas se não te prejudicar. - disse Leo, era o único que se importava, os outros queriam se aproveitar da bondade do esbranquiçado.

— Não tem problema, e eu vou comprar pra vocês.

O garoto foi no lugar e colocou comida em um prato, levou até o banco e depois voltou com dois, quase deixando cair.

— Pronto.

Todos comeram. Kaelvan parecia comer a melhor coisa que já comeu.

Quando acabaram o quarteto conversou por alguns minutos, até que tiveram que voltar para a sala.

O resto do dia foi cansativo para todos.

Continente dos demônios. *

— Layce! - gritou Slanor, chutando forte a porta e quebrando - a.

— Da próxima vez que fizer isso não vai ser só a porta que vai estar arrombada. - ameaçou o avermelhado, com um cigarro na boca.

— Eu achei o Raynartt. - disse o esverdeado. 

— Nem me importo. - Layce voltou a fumar.

— Mas...

— Deixa eu fumar minha maconha quieto.

— O rei vai matar você se não achar o Raynartt.

— É mesmo? Que medo. - Layce disse ironicamente, sabia que o rei não o mataria, o avermelhado era um dos mais fortes. 

— Vai logo, preguiçoso. - Slanor pegou o cigarro do colega e jogou pela janela.

— Seu puto, vai ver só. - o "garoto" de olhos vermelhos puxou um rodo que estava de baixo da cama.

— Vai me bater com isso? Que medo.

— Não, vou enfiar no seu...

Slanor tirou o colar de Layce com seus poderes. Segurou uma parte do colar com uma mão e outra parte com a outra, quase partindo - o.

— Ei. - o avermelhado estava com uma expressão de raiva.

 O colar começou a brilhar.

— Hmm, sabe o que isso significa, né? - o esverdeado riu e jogou o colar em Layce para ele pegar. 

— Sim, que essa coisa está estragada. 

— Só que nã...

— Tá, onde está o Raynartt? - o garoto de 19 anos interrompeu o outro e colocou o colar no pescoço.

— Em Kaotto, é um cara de cabelo azul e espetado que só anda com seu híbrido esquilo.

— Tá bom, já vou.

Layce sumiu.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Obrigada por ler, espero que tenham gostado.
Se gostaram, comentem, favoritem e divulguem minha história se quiserem, isso ajuda muito <3


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